História My Sweet Obsession - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Hades, Hypnos, Thanatos
Tags Hades, Hypnos, Lemon, Thanatos
Exibições 76
Palavras 6.379
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas! n--n
Desculpem pela demora! Minha vida tá bem corrida com o trabalho e estudos, enfim, pra compensar a ausência, fiz este aqui mais longe xD
Eu espero que gostem deste capítulo! Boa leitura :3

Capítulo 14 - Solutions


Fanfic / Fanfiction My Sweet Obsession - Capítulo 14 - Solutions

Após passarem parte da noite entre beijos, amassos e muito sexo, Hypnos e Hades ficaram deitados na espaçosa cama dos aposentos do imperador do submundo, um ao lado do outro, trocando olharem carinhosos, como se estivessem conversando algo tão íntimo que apenas eles entendiam. O deus do sono ao sair do templo de seu irmão não tinha a intenção de ir para os finalmentes com seu mestre, mas diante de suas palavras ele amoleceu completamente. Sentiu sinceridade nas palavras de Hades. A forte atração que tinha por ele também ajudou a concretizar o ato. Mesmo que ele quisesse, não conseguia resistir ao charme do imperador. Pensava, as vezes, que anteriormente negou as investidas de Hades por medo. Tinha medo de se envolver, de gostar, de entrar nesse mundo das emoções e acabar se perdendo em meio a um vendaval de sentimentos confusos. Observava os humanos e via como enlouqueciam por amor ou paixão... Mas, inevitavelmente, cedo ou tarde isso aconteceu com ele também. 

Hypnos fechou os olhos e lembrou de como amava Thanatos desde cedo. Ele foi sua primeira experiência com o amor, mas se decepcionava tanto com seu gêmeo desapegado aos sentimentos e que vivia zombando-o por ser sensível que preferiu guardar aquilo dentro do peito a sete chaves. Casou-se com Eufrosina, teve seus filhos, mas nunca tirou seu gêmeo do pensamento. Foi, inclusive, por sua causa que ele decidiu servir a Hades, visto que Thanatos ficaria longe dele nos Elísios. Hypnos abriu mão de sua esposa e seguiu seu irmão, levando consigo seus quatro filhos que, posteriormente, o serviriam como deuses dos sonhos, herdando alguns poderes do pai. Deixava a guarda do mundo dos sonhos nas mãos deles e vivia nos Campos Elísios, na companhia de seu gêmeo. Suportou vê-lo nos braços das ninfas durante centenas de anos, calado, mordendo-se de ciúme por dentro, apenas para tê-lo por perto. Thanatos desprezou muitas vezes os gestos de carinho que ele, inutilmente, tentou fazer para agradá-lo. Com o tempo, a esperança de um dia envolver-se mais profundamente com seu gêmeo foi apagando-se e virando apenas mais um devaneio. 

Mas tudo mudou quando ele recebeu aquela visita matutina inesperada... 

Após sentir o toque de seu irmão, conhecer o gosto de seu beijo e o calor de seu corpo, o amor que ele guardara por tanto tempo floresceu. A cada dia que passava ao lado do deus da morte sentia aquele sentimento ganhar mais intensidade. Não imaginava que pudesse amar tanto alguém como o amava. Via como Thanatos tentava segurar seu ímpeto e ser mais gentil com ele, tratando-o com carinho e fazendo de tudo para agradá-lo, fazendo elogios que jamais ouviu de sua boca. Depois de tanto tempo, conheceu um lado do deus da morte que ele mesmo não sabia que existia.

No caso de Hades, tudo foi um acidente. Ele estava carente e só, precisava de atenção e carinho, e quando brigou com seu gêmeo, o imperador estava lá, ao lado dele. Tentou usá-lo para esquecer o irmão, mas tudo foi em vão. Acabou gostando dele em demasiado. Apesar de terem muita química, não foram noites apenas de sexo. Eles conversavam sobre tudo, por horas. Muitas vezes, pegavam um cesto com algumas frutas e vinho e levavam para a beira do rio Lete, onde sentavam-se e passavam o tempo conversando até amanhecer. Muitas vezes, Hypnos desabafava com seu mestre, e ele passava uma seguraça muito grande ao deus do sono, aconselhando-o e enchendo-o de carinhos e mimos. Além de amantes, tornaram-se amigos próximos, fortaleceram muito o laço que tinha entre eles. Sem perceber, aos poucos, Hades entrou sorrateiro em seu coração e roubou um lugar só para ele. Hypnos percebeu isso quando ficava longe por algumas horas e já sentia falta dos carinhos que recebia. Mesmo sabendo de toda a verdade, a decepção não matara o sentimento que brotara por Hades, assim como toda a raiva que sentiu de Thanatos não o fez amar menos. 

Ironicamente, Hypnos, que tinha tanto medo de envolver-se emocionalmente com alguém e entregar-se com paixão, e evitara isso por tanto tempo, agora via-se confuso e entregue a dois deuses que ansiavam seus carinhos. 

Amanheceu nos Elísios e os dois deuses estavam extasiados. Decidiram tomar banho juntos para tirar o suor da noite quente que tiveram. A todo momento, a caminho da sala de banho, beijavam-se e trocavam carícias. Pareciam dois bobos apaixonados. Hypnos, aproveitando o momento de relaxamento entre ele e Hades, tocaria no assunto sobre um possível amor a três. A proposta de Thanatos, em um primeiro momento, pareceu muito embaraçosa para ele, mas depois de pensar um pouco sobre o assunto, viu que seria uma solução para seu dilema. Se Thanatos não se importava com isso, bastava falar com seu mestre. Entraram juntos na banheira e sentaram-se próximos. Hades deslizava suas mãos macias pelo corpo do deus do sono, banhando-o, ao mesmo tempo que o acariciava. Hypnos fazia o mesmo com o imperador. Vez ou outra, beijavam-se ternamente. 

_ Para alguém exausto, estava muito disposto esta noite, meu querido - disse Hades, descontraído, fazendo brotar nos lábios do deus do sono um sorriso embaraçado. Franziu uma sobrancelha, olhando o outro de cima a baixo - Surpreendeu-me com tanto pique.

_ Sabe, senhor Hades, tenho que confessar... - disse baixo, sentindo sua face corar levemente. Iria confessar ao seu mestre, afinal, ele que fingiu até mesmo desmaiar, teve energia o suficiente para cavalgar muito no colo do imperador durante parte do ato. Estava na cara que mentiu. Para amenizar as coisas, era melhor contar-lhe a verdade - Na realidade, senhor, eu não estava exausto assim. É que precisava conversar contigo sobre nossa relação... Perdoe-me - desviou o olhar, encabulado.

Hades riu.

_ Meu caro, eu soube desde o início que não estava exausto daquela maneira... - tocou o rosto de Hypnos com carinho, beijando-o nos lábios lentamente e de forma sutil, fazendo o deus do sono olhá-lo nos olhos - Eu sei de muitas coisas, Hypnos, mas algumas vezes prefiro fazer-me de desentendido... - manteve um sorriso enigmático nos lábios, fazendo o deus do sono arrepiar-se - Não o culpo por isso. Já nos resolvemos, não?... Ou há algo que ainda queira me dizer?... - arqueou uma sobrancelha, falando pausadamente as últimas palavras, como se soubesse que Hypnos queria dizer-lhe algum segredo, que no caso, era sua volta com Thanatos.

O deus do sono ficou desconcertado. Parou por alguns instantes e encostou-se na borda da banheira, pensativo. Mordia o lábio inferior tentando encontrar palavras para falar com Hades aquele assunto deveras complicado, pelo menos para ele. Não sabia como seu mestre iria reagir. Hades era imprevisível. A única certeza que tinha, ainda mais pelo olhar de seu senhor, era que aquele silêncio o entregara. O imperador ficou admirando seu servo quieto, aguardando quaisquer palavras. 

_ Sim, tem algo que eu gostaria de compartilhar com o senhor... - suspirou profundamente, tomando coragem e mantendo seu ar dócil perante o deus do submundo a sua frente, que o olhava claramente curioso - Depois que descobri a verdade sobre tudo o que aconteceu no salão aquele dia, fui conversar com Thanatos... Nós nos entendemos, e eu até pedi desculpas por ter sido injusto... Enfim... - mordeu o lábio inferior, desviando o olhar por alguns segundos - O que quero dizer é que nós voltamos a nos relacionar, senhor Hades.

Hades, como um lorde, manteve sua pose inabalável, mesmo sentindo uma pontada de ciúmes. Ele já estava desconfiado, Hypnos apenas confirmou aquilo que ele pensava.

_ Entendo... - disse baixo, assentindo com a cabeça, mantendo seu sorriso enigmático nos lábios - Se voltou a relacionar-se com Thanatos, por que viestes até mim hoje? Ainda mais sabendo do caos que causei no relacionamento de vocês... 

Hypnos corou ainda mais.

_ Vim até aqui para vê-lo, senhor. Quando disse que eu gostava do senhor em demasiado, não estava falando da boca para fora. Esses últimos tempos que passamos juntos, fizeste nascer em mim um sentimento muito grande por ti. O senhor sabe que amo Thanatos, e nunca escondi isso de ti, mas... - disse com a voz um pouco embargada, como se estivesse prestes a transbordar suas emoções confusas - Eu me apeguei tanto. Fiquei realmente decepcionado quando descobri que fizeste tudo aquilo para separar-me dele, mas por mais triste que eu esteja, não consigo sentir raiva de ti, mestre... 

_ E quanto ao seu irmão? Ficou furioso comigo? - remexeu-se um pouco na banheira, aproximando-se mais do deus do sono, encarando-o desta vez sério.

_ Thanatos não poderia. Ele o serve cegamente, senhor. Mesmo que fizesse sua vida o verdadeiro caos, ele ainda beijaria seus pés... - riu baixo e brevemente, falando muito convicto e com um tom sutil de ironia - Ele ficou irado por eu ter escondido nosso caso dele, e só. 

_ E ele sabe que estás aqui agora, Hypnos? - arqueou uma sobrancelha, abrindo um pequeno sorriso de canto.

Hypnos mordeu o lábio inferior, sem jeito.

_ Bem, ele não sabe... - suspirou, ficando mais rubro ainda ao ver o sorriso nos lábios de Hades aumentar - N-Não estou fazendo nada pelas costas dele, mestre, só o deixei dormindo com meu Sonolência Eterna para vir até ti esclarecer algumas coisas - gaguejou um pouco, tentando se explicar.

Aparentemente ele estava piorando as coisas, visto que Hades entendeu que ele golpeara o irmão para colocá-lo em sono profundo e poder ir visitá-lo sem que soubesse. Hades ria baixo, balançando a cabeça negativamente, encarando a face completamente corada do deus do sono, que tentava gesticular para explicar melhor a situação, desesperando-se um pouco. Foi calado com um beijo do imperador. 

_ Então Thanatos voltou a ser seu amado e eu nessa história fiquei como amante, é isso? - sorria, tentando segurar o riso, achando a situação deveras engraçada e incomum, deixando o deus do sono com tanta vergonha que ele escondeu seu rosto entre as mãos - Não precisa ficar usando seu golpe nele para vir me ver, meu caro - falou em tom debochado, segurou as mãos do deus do sono tirando-as de seu rosto, fazendo-o encarar novamente seus olhos azul turquesa brilhantes - Mas quero saber de ti, o que farás agora que estás bem com seu gêmeo? Reatará seu romance por completo e me deixará de lado? Isso está sendo a nossa despedida?... - o ar descontraído de Hades desaparecera e ele ficou muito sério - Depois de tudo que causei a ti e a teu irmão, acho que isto é o que me cabe...

Ficaram em silêncio, trocando olhares profundos e intensos, como se conversassem por telepatia. Após alguns segundos, Hypnos resolveu falar.

_ Eu amo meu irmão, mas não quero deixar de vir até aqui para vê-lo mestre, tua presença me faz bem... - abraçou o corpo de Hades e o apertou contra o seu, encaixando seu rosto nos ombros do outro, aspirando o suave perfume de seus cabelos - Não sei o que pensará se eu disser que eu gostaria de ficar com meu irmão e permanecer com o senhor... ou poderiamos ficar juntos, os três - apertou ainda mais o abraço, sentindo-se encabulado pelo que acabara de dizer, temeroso que o imperador achasse isso um absurdo.

Hades ficou parado alguns instantes assimilando as palavras de Hypnos e as interpretando. Retribuiu o abraço, beijando a orelha do deus do sono ternamente.

_ Quer ficar comigo e com Thanatos?... - disse baixo, próximo ao ouvido de Hypnos, com a voz rouca e séria - Não sei o que lhe responder, meu caro... Isso foi muito inusitado.

Hypnos ficou mais alguns instantes abraçado ao corpo do imperador, evitando olhar diretamente em seus olhos. Depois que insinuara um possível romance a três sentiu-se muito encabulado, pensou que não devia ter falado aquilo. Ele, que já estava corado, sentia o coração disparar. Seu mestre devia achá-lo tolo ou pervertido. O fato é que não queria abrir mão de nenhum dos dois. Se sua investida não desse certo, para não gerar mais conflitos e acabar com a confusão de sua mente, preferia ficar sozinho e deixar os outros dois deuses livres. Tudo o que ele queria era resolver as coisas, se não pudesse ficar com ambos, decididamente não ficaria com nenhum.

_ Esqueça, senhor - afastou-se do corpo de Hades, carregando consigo um semblante um pouco triste em meio a vermelhidão da pele causada pelo embaraço, desviando o olhar para a água da banheira, onde via a imagem de seu corpo submerso - Foi uma falta de respeito fazer-lhe tal proposta. Perdoe-me - encolheu-se e abraçou as pernas, apoiando o queixo nos joelhos, olhando para as figuras em mármore na parede da sala de banho do imperador - Talvez eu não devesse estar aqui agora. Nem com Thanatos, e sim em meus aposentos cuidando de meus afazeres. Céus, esses últimos tempos acabaram com a paz de minha mente... Não sei o que fazer... Talvez devesse ficar sozinho.

Hades ficou em silêncio observando seu servo, ele não ficara nada feliz com a notícia que Hypnos voltara a relacionar-se com seu irmão, mas não queria piorar as coisas entre eles. Sentiu que seus esforços foram em vão. A frustração só não foi maior pois apesar dele ter uma obsessão grande por seu servo, criara um laço os unindo que ia além de seus desejos. De fato, o tempo que passaram juntos mudou muito as coisas. Pela primeira vez, Hades sentiu receio de tentar fazer algo contra os irmãos novamente e, conhecendo o deus do sono como um bom desconfiado, não encontraria mais respostas para convencê-lo e estragaria tudo. " O principal eu consegui... és o sentimento de Hypnos..." pensou. " Não posso por tudo a perder... Talvez devesse reconsiderar?...". Sem poder dar uma resposta para seu servo, Hades aproximou-se dele e beijou o caminho de suas costas até a nuca lentamente, parando apenas ao encontrar o lóbulo da orelha do outro. Sutilmente, deslizou a ponta dos dedos pela pele ouriçada do deus do sono, que arrepiara-se por inteiro com os toques.

_ Meu querido... - sua voz tinha um tom sensual e misterioso ao mesmo tempo, ele falava baixo e calmamente, para que o outro assimilasse cada uma de suas palavras - Não quero ficar longe de ti... Eu fui o causador de sua confusão... Espero que perdoe-me por isso... - deu pequenos beijos por toda a orelha do deus do sono, sugando o lóbulo lentamente ao fim - Significas muito para mim, não quero ficar longe de ti, Hypnos... 

Hypnos suspirou profundamente e, após alguns segundos decidiu ir embora daquele local. Sem responder nada ao imperador, ergueu-se lentamente e saiu da banheira, pegando uma toalha e secando seu corpo, em frente ao grande espelho da sala de banho de Hades. Reparava na expressão séria de seu mestre de relance pelo reflexo, tentando manter-se firme. Hades temia perder o controle. Precisava manter as coisas em ordem e precisava dos carinhos de Hypnos, que ele inevitavelmente acabara viciado. A presença de Thanatos o incomodava um pouco, mas se fosse necessário suportá-la para não afastar seu querido deus do sono, ele talvez considerasse tal possibilidade. Não poderia ter chego tão longe assim para perdê-lo. Quando Hypnos começou a caminhar pelo cômodo em direção a porta, Hades ergueu-se também e foi até o deus do sono, entrando em sua frente e o impedindo de se retirar. Sem entender a atitude de seu mestre, Hypnos ficou encarando-o curioso.

_ Com licença, preciso voltar aos aposentos de meu irmão para acordá-lo do sono profundo... - caminhou em direção a saída do local, mas ao passar próximo ao imperador, sentiu seu braço ser puxado sutilmente e voltou sua atenção para a face séria de seu mestre - O que foi, senhor Hades? 

Hades abriu um singelo sorriso.

_ Pensarei a respeito de sua proposta, meu querido... - suspirou profundamente, encarando as esferas douradas brilhantes como ouro dos olhos do deus do sono, que parecia ter ficado muito surpreso com a resposta, arregalando-as - Confesso que nunca tive um relacionamento a três e nunca me interessei ou sequer pensei sobre o assunto, mas posso tentar... Se isso o fizer sentir-se melhor - tocou o rosto do outro deus e o acariciou - Avise Thanatos que quero conversar com ele, afinal, o devo explicações também... - deu os ombros, descontraído - E, quem sabe, talvez eu tenha a resposta para a sua proposta... - sorriu.  

Muito surpreso, Hypnos não sabia o que responder. Sentiu um frio na barriga e seu coração disparar, então Hades estava realmente reconsiderando o que ele disse? Ele assentiu, com um tímido sorriso e, ao sentir Hades soltar seu braço, fez uma pequena reverência e se retirou da sala de banho. Foi até o quarto de Hades e procurou entre os lençóis a toga que usara na noite anterior e a vestiu, calçando suas sandálias também. Olhou para trás e viu seu mestre encostado no batente da porta, de braços cruzados, olhando para ele.

_ Sabe... Eu desconfiei que estivesse com Thanatos assim que o vi, pois esta é a toga dele - riu baixo, olhando a face espantada do deus do sono - Por mais que sejam gêmeos, Hypnos, suas vestimentas possuem algumas pequenas diferenças imperceptíveis para um leigo... Mas não para mim. Eu precisava apenas que confessasse... - piscou com apenas um olho.

Hypnos riu baixo também, passando as mãos nos cabelos e os puxando para a lateral, sobre o ombro direito e fez cuidadosamente uma grande trança. Seu mestre era incrível. Mesmo que tivesse feito coisas terríveis, ele era encantador. O deus do sono mandou um beijo com os lábios para seu mestre e virou-se, saindo de seu grande e majestoso templo.

-

Não demorou muito para chegar ao templo de seu irmão. Entrou e seus aposentos e o encontrou dormindo profundamente na cama enquanto as suas servas limpavam toda a bagunça de seu quarto. Algumas pareciam preocupadas e seguravam a bandeja com os alimentos que Thanatos mais apreciava para oferecê-lo de refeição matinal, normalmente era composta de fatias de milopitas, pão, iogurte, queijo feta e um cálice com suco de uva. Ao verem o deus do sono entrando no recinto se dirigiram a ele o cercando, atônitas.

_ Senhor Hypnos! Senhor Hypnos! O mestre Thanatos não quer acordar! - disse a primeira serva, Amanion, que carregava a bandeja de prata e uma expressão muito preocupada - Tentei chamá-lo para fazer sua refeição mas ele não responde!

_ Será que está bem? - disse a segunda serva, Kalinoe, que finalizava a limpeza do quarto deixando-o muito bem arrumado e sem vestígios de todos os ítens quebrados e papiros picados - Nosso senhor não costuma ficar assim.

Hypnos segurou o riso.

_ Não se preocupem. Ele provavelmente está bem, só deve estar demasiadamente cansado, ou bebeu demais...- aproximou-se do deus da morte e sentou na cama ao lado dele - Não precisam ficar preocupadas. Em breve tenho certeza que acordará. Se quiserem, deixem a refeição nos pés da cama e eu o avisarei assim que acordar.

Sem dizer mais nada, as servas assentiram. Amanion colocou cuidadosamente a bandeja sobre a cama e, todas fazendo uma profunda reverência, se retiraram dos aposentos do deus da morte. Percebendo que elas já estavam afastadas o suficiente, Hypnos tocou a testa de seu irmão com o dedo indicador e, usando seu cosmo com cuidado, trouxe Thanatos de volta a realidade. Lentamente, o deus da morte começou a abrir os olhos, eles ainda pareciam muito pesados, mas aos poucos foi recobrando a consciência e despertou completamente. Virou-se e encarou seu irmão, que não parava de olhá-lo com um singelo sorriso nos lábios.

_ Bom dia, irmão. Dormiu bem? - arqueou uma sobrancelha, parecendo um pouco irônico em suas palavras, mas tentando manter-se sério para Thanatos não desconfiar que ele era o culpado por aquele sono demasiadamente pesado e profundo.

_ Sim, eu... Ah.. - o deus da morte suspirou, colocando uma das mãos na testa e bocejando, deslizando-a por sua cabeça, trazendo seus cabelos prateados para trás, voltando a encarar seu irmão em seguida - dormi maravilhosamente bem ao seu lado, irmão. Fazia tanto tempo que não sabia o que era essa calma que tu me transmites - levou a outra mão até o rosto de seu gêmeo, o acariciando - Sequer percebi quando adormeci...

Hypnos riu brevemente e, percebendo que seu irmão não entendera o motivo de seu riso, aproximou-se e beijou-o nos lábios com ternura. Ficaram alguns segundos nesta doce entrega, de forma apaixonada e sutil. O deus do sono afastou-se lentamente e pegou a bandeja com a refeição matinal do deus da morte e colocou-a sobre o colo. Thanatos ficou olhando curioso quando o viu partir um pedaço de pão e mergulhá-lo no pequeno pote com iogurte e levar até seus lábios. Tomou o pedaço de pão com a boca e o mastigou, apreciando a atitude de seu gêmeo, ao mesmo tempo que a achava deveras estranha.

_ Por que estás dando-me de comer, irmão? 

_ Bem, acho que depois de toda confusão que houve entre nós e pela injustiça que cometi, mereces um pouco de mimo - pegou mais um pedaço do pão e entregou na boca de seu irmão, juntamente com um pedaço de queijo feta, seu preferido.

Thanatos abriu um largo sorriso e, assim que Hypnos aproximou-se para dar mais um pedaço do pão  com iogurte em sua boca, o puxou rapidamente tentando beijá-lo,  mas o deus do sono foi mais rápido, afastou-se rindo um pouco e ficou em uma pequena "briga de mãos" com seu irmão, por fim entregou de vez  o pedaço na boca de Thanatos, melando um pouco seus lábios e seu queixo. 

_ Ora, veja o que fez... - disse com a voz abafada enquanto mastigava o alimento, fingindo estar irritado, Thanatos franziu o cenho e encarou seu irmão muito sério.

Rindo da postura do gêmeo, o deus do sono passou a língua sobre o queixo dele e subiu até os lábios, limpando todo o iogurte que escorrera, afastando-se em seguida. Thanatos o olhava de cima a baixo de um jeito malicioso.

_ Hmm gostei disso... - piscou para seu gêmeo, mordendo o lábio inferior - Talvez devessemos experimentar isso qualquer dia...  em outro lugar - disse as últimas palavras com a voz sensual e expressão sedutora, mas mantendo seu jeito brincalhão, fazendo o deus do sono rir.

_ Céus... Já acorda pensando "naquilo", irmão? - disse enquanto pegava um pedaço de milopita - Prove esta torta - entregou o pedaço na boca de seu irmão com cuidado - Pelo aroma, deve estar uma delícia.

_ Na realidade, eu quero provar outra coisa... - mastigou o pedaço de milopita e o engoliu, pegou a bandeja do colo de seu irmão e a colocou de lado - Venha! - puxou o deus do sono pelos braços e o jogou na cama, ficando por cima.

Hypnos se debatia e tentava se soltar dos braços de seu irmão, mas não conseguia por estar rindo e, consequentemente, perder parte da força, Thanatos o prendera com as mãos e distribuia pelo rosto do irmão e por parte de seu peitoral e pescoço muitas mordidas, causando cócegas. O deus do sono detestava quando o irmão fazia isso, odiava sentir cócegas! Thanatos fazia isso justamente para pentelhá-lo. Apesar disso, ele não podia negar que o tempo que ficaram longe ele sentiu falta até das malcriações do deus da morte e todas aquelas brincadeiras eram um sinal que o humor dele estava ótimo. Aproveitaria o momento para conversar sobre o que Hades dissera a ele. 

_ Chega! Thanatos! - gritava em meio a risos, tentando empurrar seu irmão que, ferozmente, o atacava com mordidas nos pontos sensíveis e causava ondas de calor e cócegas - Céus! O que deu em ti?! Pare!

_ Me obrigue! - parou um instante apenas para dizer essas palavras em tom desafiador pausadamente, continuando a sua "pequena tortura" em seguida. 

Ria se divertindo vendo a expressão desesperada de seu gêmeo tentando se soltar de seus braços que o seguravam firmemente mais o peso de seu corpo. Parou por um momento e encarou o deus do sono, que estava ofegante e corado e aparentemente muito irritado. Tentou beijá-lo num ato de reconciliação, mas Hypnos recusou virando o rosto, fazendo birra. 

_ Veja só... Estás recusando meu amor, Hypnos? É isso mesmo? 

_ Isso não me pareces um ato de amor, Thanatos - debateu-se um pouco, livrando-se das mãos de seu gêmeo e erguendo-se rapidamente para que ele não o prendesse de novo - Deixou-me sem fôlego! 

_ Normalmente tu não reclamas quando eu o deixo sem fôlego... - piscou.

O comentário fez o deus do sono amolecer e desfazer sua pose séria, entendendo o sentido malicioso da frase. O deus da morte ria vendo a face do gêmeo ficar muito rubra rapidamente. Sem pensar duas vezes, o deus de cabelos dourados pegou uma almofada e jogou em seu irmão, seguida de outras, tentando fazê-lo parar de rir, mas parecia inútil. Thanatos adorava deixar seu irmão sem jeito, e quanto mais irritado ele ficava, achava mais divertido. 

_ Não estou vendo graça nenhuma, irmão - Hypnos cruzou os braços, tentando manter-se sério - Aliás, tenho que falar sobre um assunto sério contigo.

_ Oh, sim. Estava demorando pra estragar o clima - deu os ombros, com tom de voz irônico, parando de rir aos poucos, ainda achando graça na feição corada de seu gêmeo mas tentando manter-se sério. Pegou um pedaço de milopita e pôs na boca, mastigando-o - Sobre o que quer falar?

_ Enquanto estava dormindo, fui falar com o imperador Hades... - aproximou-se novamente da cama com cautela, para não ter perigo de ser pego novamente por Thanatos e, vendo que ele se acalmara e agora comia a milopita com uma expressão muito intrigada, sentou-se ao lado dele e encarou seus olhos prateados curiosos - Fui esclarecer algumas coisas, perguntei diretamente a ele sobre aquela história que Aggelikh contou para nós...

_ E o que ele disse? - parou de mastigar por um instante e ficou encarando o deus do sono muito sério e curioso.

_ Confessou ser o culpado pelo nosso desentendimento, me pediu perdão até... - suspirou, pegando um pedaço de milopita também e experimentando, visto que seu irmão comia com muito gosto e ele, por ter passado a noite toda acordado e fora de seu templo, não comeu nada e estava um pouco faminto -  Inclusive, pediu para que eu dissesse a ti que ele quer vê-lo depois para acertar as coisas... Talvez pedir-lhe perdão também? - deu os ombros, tomou um pouco do suco de uva.

_ Hm... Entendi - disse baixo enquanto abria um pequeno sorriso, remexendo-se um pouco na cama - Depois irei falar com ele, mas quero saber de uma coisa antes... - apertou mais os olhos, encarando seu gêmeo de perto - Aconteceu algo entre vocês? Se é que me entende... - riu baixo de forma maliciosa

Hypnos corou instantaneamente.

_ Bem... Se eu disser que não estarei mentindo... - suspirou, virando o rosto e encarando o chão encabulado - Mas só aceitei por que disseste para mim que não via problemas de eu me relacionar com ele. 

_ A cada dia que passa me convenço que temos o mesmo nível e proporção de fogosidade na cama, Hypnos... A diferença é que eu assumo minha perversão - riu, vendo a face do irmão corar mais, o abraçou com carinho e beijou seu pescoço, indo até o rosto e virando-o sutilmente com uma das mãos para beijá-lo nos lábios - Não precisa ficar assim, eu adoro quando és assanhado comigo... - mordiscou o lábio inferior do irmão e o sugou lentamente -  Imagino que nosso mestre também goste...

_ Ainda fico impressionado como lida com essa situação, irmão - deixou os olhos semi cerrados, apreciando a carícia de seu gêmeo. Virou-se um pouco para abraçá-lo e acariciar os longos cabelos prateados bagunçados. Ficou alguns segundos em silêncio, mas lembrou da conversa sobre o relacionamento a três que teve com o imperador - Inclusive falei com nosso mestre a respeito de um possível envolvimento a três... - beijou os lábios de Thanatos sutilmente - Ele disse a mim que pensará a respeito.

_ Interessante... - retribuiu os beijos que recebia de seu irmão, vez ou outra sugava o lábio inferior do outro e mordiscava-o para provocá-lo. Aos poucos foi aprofundando o beijo, até tomar a língua de Hypnos em sua boca e sugá-la insinuando sexo oral de forma sexy, fazendo o deus do sono arrepiar-se inteiro - Seria uma boa ideia. Não me importaria de dividí-lo com nosso mestre... Mas que fique bem claro que é apenas com ele - arqueou uma sobrancelha, encarando o irmão e, pela primeira vez, aparentando estar com um pouco de ciúme - Não quero vê-lo engraçando-se com mais ninguém.

_ Ora, irmão, é mais fácil eu encontrá-lo em meio a orgias com as ninfas do que tu ver-me de papo com outrem... - riu, debochando do que o irmão dissera. 

Thanatos pensou por alguns segundos, quieto, e depois deu os ombros, confirmando o que seu gêmeo lhe disse, rindo também. Ficaram alguns segundos parados enquanto riam da situação, mas aos poucos foram parando e, suas bocas voltaram a se encontrar. Deslizavam seus lábios um contra o outro de forma sutil, sentindo suas respirações muito próximas e seus narizes que se tocavam. Fecharam os olhos e beijaram-se apaixonadamente. Hypnos tomou um impulso e deitou Thanatos na cama, passando uma perna de cada lado de seu quadril e ficando por cima dele, beijando-o de forma ardente. Impressionado, mas gostando muito da situação, o deus da morte deitou e apertou a cintura do irmão com ambas mãos enquanto retirbuia aquele beijo que era tão carregado de paixão e intensidade que estava fazendo-o ficar excitado. Ficaram alguns minutos nesta carícia picante, onde em pouco tempo podia-se ver claramente a excitação em ambos irmãos, e a vontade que tinham em tomar um ao outro, como se desejassem tornar-se um só com urgência. Pararam apenas quando ficaram sem fôlego, ofegantes, seus corpos estavam quentes e podiam até mesmo sentir o suor escorrer por suas costas e algumas gotas molhares a raiz de seus cabelos, deixando-os úmidos, seus lábios estavam inchados e as bochechas de ambos, rubras.

_ Eu te amo tanto, irmão... - disse Thanatos, deslizando as mãos pelas costas do irmão, sentindo o tecido úmido da toga que grudara em sua pele - Podes pensar que sou um pervertido... Mas eu não resisto a ti. Tenho vontade de possuí-lo todos os dias... Diversas vezes... - falava baixo em tom sensual, em meio a alguns suspiros, ofegante - És meu desejo mais profundo e sincero...

_ E tu és minha perdição... - disse Hypnos, rindo baixo e brevemente, ofegante também, olhando para os olhos prateados e cheios de malícia e desejo de seu gêmeo, pressionando seu quadril contra o dele, esfregando lentamente suas ereções para provocá-lo - Depois que fizemos amor, a cada dia tens me corrompido mais, irmão... Eu não era tão pervertido assim... - mordeu o lábios inferior, vendo a expressão de prazer que o outro fazia com a carícia que recebia - Mas não vou reclamar, talvez eu só precisasse de alguém tão fogoso como tu, para incendiar-me por inteiro.

Hypnos desviou os olhos para o lado, vendo o pequeno pote de iogurte que restara e, lembrando do que fez um pouco mais cedo com seu gêmeo, decidiu usá-lo em outro lugar. Desceu um pouco o corpo, ficando com o rosto a altura do membro de seu gêmeo e, fazendo uma expressão bem maliciosa, pegou o iogurte e derramou parte dele sobre a ereção de Thanatos, fazendo-o soltar um suspiro profundo. Em seguida, lambeu toda extensão do falo de seu gêmeo lentamente, tomando parte do iogurte também. Olhava nos olhos de seu irmão e via como ele estava querendo contorcer-se de prazer com as lambidas, seu membro pulsava de desejo, estava muito duro. Repetiu isso várias vezes, deslizava a ponta da língua pela glande e a contornava, finalizando com alguns pequenos chupões. O deus da morte estava se deleitando. Aquela visão era maravilhosa. Com uma das mãos, tirou os fios de cabelos dourados que caiam sobre o rosto do gêmeo para olhá-lo melhor, e os segurou com uma mão sobre sua cabeça. Gostava de ver como seu gêmeo o chupava com vontade. Hypnos continuou com as provocações até retirar completamente o iogurte. Com muito tesão e vontade de sentir todo aquele volume em sua boca, Hypnos começou a sugá-lo, fazendo movimentos de vai e vem com os lábios. Thanatos soltava alguns gemidos roucos, deixando seu gêmeo abusá-lo como quisesse. Estava uma delícia. 

Após alguns minutos, o deus do sono começou a masturbar o membro de seu irmão ao mesmo tempo que o sugava intensamente e com mais rapidez, fazendo-o soltar gemidos mais altos e longos. Estava com tanto tesão que, por um instante, lembrou do que fizera com o imperador Hades e aquela posição inversa, onde os dois sentiam prazer, viu a situação perfeita para experimentar com seu irmão. Ergueu a toga até a cintura, deixando seu membro exposto e virou-se, deixando-o bem próximo ao rosto do deus da morte. Entendendo o que seu gêmeo queria, sem pensar duas vezes abocanhou o falo dele, bem duro, e começou sugá-lo com intensidade também. Sentindo que seu volume estava todo dentro da boca de Thanatos, mexia um pouco a cintura como se tivesse em meio a penetração. Seu gêmeo fizera o mesmo. A surpresa para o deus do sono foi que além do prazer que estava sentindo com o sexo oral que recebia, foi sentir dois dedos penetrarem sua entrada e moverem-se no mesmo ritmo.

Eles moviam seus lábios num vai e vem frenético, ambos gemiam e tinham suas vozes abafadas pelos membros em suas bocas, mas aquilo só aumentava mais o prazer deles. Ambos sentiam que logo chegariam ao ápice. Não demorou muito, Thanatos sentiu que iria chegar ao orgasmo, aumentou ainda mais as estocadas na boca de seu gêmeo e, soltando um longo gemido, gozou bem forte, derramando-se dentro da boca de Hypnos. O deus do sono sentiu sua boca sendo preenchida, retirou-o da boca, deixando um pouco escorrer pelos cantos de seus lábios e engoliu todo gozo. O deus da morte continuava sugando o membro do gêmeo com vontade e, ao mesmo tempo, introduzia os dois dedos com força e rápido em seu ânus. Alguns segundos depois, o deus de cabelos dourados já sem o volume de seu irmão na boca, gemia alto e rebolava, deliciando-se.  Chegou ao ápice intensamente, derramando-se dentro da boca do irmão, sentindo seu corpo todo estremecer. Soltava gemidos longos e cheios de tesão, até sentir seu corpo completamente relaxado. 

Thanatos retirou o membro do irmão da boca e os dedos de seu ânus, engolindo o gozo dele e lambendo os dedos que introduziu com prazer. Ambos ficaram ofegantes. Hypnos saiu de cima de seu irmão e deitou ao lado dele, com o suor escorrendo por sua face e seu cabelo bem úmido, assim como seu corpo. Thanatos sorria satisfeito, ele já fizera aquilo antes mas apenas com as ninfas, desta vez com seu irmão achou a experiência muito mais prazerosa. Certamente ele teria aprendido aquilo com o imperador. O deus da morte lembrou que, há muito tempo, quando ficavam juntos algumas vezes, faziam isso e só. Não chegaram a ter atos sexuais. Hypnos dissera a ele que tinha o corrompido e o deixado pervertido, mas Hades também ajudou bastante este processo.

Beijaram-se nos lábios com paixão e, depois de alguns segundos, separaram seus rostos corados, sorrindo como bobos, muito satisfeitos.

_ Onde aprendera esta posição, irmão? - disse Thanatos, sorrindo, já imaginando qual seria a resposta, mas puxando o assunto do mesmo jeito. Seu corpo estava estadiado e relaxado - A cada dia que passa me surpreendes mais... 

_ Bem... Hades me ensinou algumas coisas... - desviou o olhar, sentindo um pouco encabulado de admitir aquilo, mesmo que Thanatos não ligasse e sequer sentisse ciúme de seu mestre - Ele gosta quando fazemos isto... E eu sempre quis experimentá-la contigo, irmão.

_ Também gostei muito - deu um pequeno chupão no lábio inferior do gêmeo, sorrindo de canto - Aprendeu direitinho - piscou com um dos olhos, rindo baixo de forma maliciosa em seguida - Espero que possamos fazer isso a três qualquer dia.

Hypnos assentiu, abrindo um largo sorriso. 

_ Irá falar com o imperador mais tarde, Thanatos? 

_ Sim. Estou curioso para saber qual assunto ele quer tratar comigo. Se quiser se desculpar também, eu já o perdoei de antemão, como sabe - respirou fundo, pensando em todo sofrimento que passara longe de seu gêmeo por conta de um capricho de seu mestre, mas ainda assim, não sentia raiva dele, pelo contrário, achava-o genial e criativo - Entendo que ele devia ter um sentimento por ti muito forte para fazer isto, irmão... Não o culpo por isso. Afinal, é impossível não apaixonar por ti... - levou uma das mãos até o rosto de seu gêmeo e o acariciou com ternura - Demorei tempo demais para perceber que eu o amo, minha teimosia me faz deixa cego as vezes... - deu os ombros, descontraído - Ter desprezado seu carinho e tê-lo tratado com frieza muitas vezes são os únicos arrependimentos que tenho. 

_ Já passou, irmão. Eu já o perdoei por tudo o que fizestes - abraçou o corpo de Thanatos, encostando sua cabeça nos ombros dele -  De agora em diante quero viver nosso relacionamento plenamente, e espero que o Imperador Hades aceite, ou até mesmo participe... Quem sabe? - franziu as sobrancelhas, rindo baixo.

Thanatos riu também, beijou a estrela da testa de seu irmão e relaxou ainda mais o corpo. Hypnos estava ansioso, tentando imaginar o que poderia passar pela mente de seu mestre e se ele realmente iria considerar a proposta e aceitar sua sugestão. Tudo dependia da conversa que teria com Thanatos a noite. Torcia para que as coisas entre eles ficassem resolvidas e bem. Queria continuar encontrando seu mestre, já que parecia ter viciado em seus carinhos, principalmente os íntimos. Ter ele e Thanatos sem que houvesse brigas e desacertos seria um sonho.

Um sonho que, talvez, estivesse perto de se tornar realidade.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Tentarei postar o próximo em breve! =*


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