História My Sweet Obsession - Capítulo 15


Escrita por: ~ e ~BabiLennox

Postado
Categorias Ashley Benson, Justin Bieber
Personagens Ashley Benson, Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Visualizações 50
Palavras 3.978
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - A day to think


Fanfic / Fanfiction My Sweet Obsession - Capítulo 15 - A day to think

Lindy’s point of view

O dia estava sendo perfeito para mim. Eu não havia visto Justin desde o final da aula, então passei tranquilamente todo o meu tempo livre com Andrew. Não poderia ter sido melhor. Ele foi um amor, como de costume, e eu me senti extremamente bem em tê-lo como companhia. Mas já que o que é bom dura pouco, agora Justin tinha mesmo que aparecer e nos atrapalhar, ainda por cima parecendo ter ficado realmente irritado por me ver com Andrew.

Quando ele apareceu, levei um susto considerável e meu riso logo se cessou. Efeito Bieber. Em seguida Andrew parou de me fazer cócegas e saiu de cima de mim, sentando-se do meu lado na cama.

— O que você quer? – perguntei de forma ríspida, bufando de tédio em vê-lo ali.

— Por que esse idiota está aqui? – resmungou Justin, apontando para Andrew e fazendo o mesmo revirar os olhos.

— Ele está aqui porque eu convidei. Você tem algum problema com isso? – arqueei uma sobrancelha, e Justin foi cara de pau o suficiente para assentir.

— Você não devia sequer conversar com esse otário e ele não devia estar aqui. Ele devia nunca ter vindo aqui. Ainda mais numa hora dessas – disse Justin, cruzando os braços.

Andrew o olhou com descaso, e em seguida emitiu uma risada nasal fraca.

— É bem de mim que ela devia ficar longe, sim... – provocou ele, fazendo Justin travar o maxilar. — O dia foi muito bom, mas é claro que em algum momento você iria aparecer. Se te acalma, eu já estou indo embora, afinal, o que vim fazer aqui já está feito.

— Justin sendo o idiota da história de novo... – resmunguei enquanto Andrew pegava sua mochila e seu celular jogados sobre a minha cama.

— Tchau, e boa noite, Lindy – disse ele, me dando um beijo no canto da boca. — Te vejo amanhã.

Então ele sorriu para mim e se levantou, saindo do quarto logo em seguida. Pude escutar seus passos seguindo pelo corredor, e quando ele se afastou mais, Justin adentrou meu quarto, fechando a porta atrás de si.

— Está feliz agora? Satisfeito? – perguntei com grosseria, sem dar-lhe chance de responder. — Então já pode ir embora, sabe muito bem que o que eu mais quero de você é distância.

— Antes de começar a me tacar pedra atrás de pedra, quero que me responda uma coisa: o que tá rolando entre você e o Andrew? – perguntou ele, vindo até minha cama e se sentando na mesma, perto de mim.

— Embora você não tenha nada a ver com isso, não está rolando nada entre mim e o Andrew. Ele só veio até aqui me ajudar com uma matéria da escola, e quando você chegou nós estávamos apenas brincando – dito isso ele abaixou um pouco o olhar. Aposto que em sua mente haviam se passado mil coisas horríveis sobre mim desde que ele apareceu. — Ele foi uma ótima companhia durante o dia, sim, mas ao contrário do que você acha, eu não sou nenhuma vadia que sai se oferecendo pra qualquer um na primeira oportunidade.

— Não devia ter te chamado assim. Desculpa...

— Oh, o seu arrependimento demora mais que o dos outros, mas aparece. Ótima descoberta! – zombei.

— Odeio esse seu lado debochado. Prefiro a Lindy meiga, a sensível e delicadinha – disse Justin, olhando para os lados.

— Ah, é que agora existe uma Lindy exatamente igual a você, e é ela que vai ver sempre que vier falar comigo – disse de forma seca, o fazendo me encarar. — Eu costumo devolver o que as pessoas me dão. Isso pode ser visto como um defeito, ou uma qualidade. Depende do ponto de vista.

— Desde quando você mudou de personalidade e ficou tão diferente em relação a mim? – dei uma risada sarcástica, me perguntando se ele estava realmente fazendo aquela pergunta.

— Isso vem de todas as vezes em que você foi babaca comigo – ele apenas me olhou e seus lábios se moveram sem se abrir, ele não devia ter muito o que dizer. — Aliás, o que foi esse showzinho aqui? Precisava chegar daquele jeito?

— Todo mundo sabe que eu não suporto o Andrew. Ter ele na mesma casa que eu é algo que eu nunca vou aceitar.

— O que você tem com ele é só raiva mesmo ou tem inveja no meio disso? – perguntei, o fazendo rir sem humor.

— Inveja é o que ele tem por mim – respondeu, fazendo uma pequena pausa em seguida. — Você acha que Andrew é um anjo, não é? Ele está te tratando como se fosse a melhor pessoa do mundo, mas posso garantir que tem segundas intenções nisso – desta vez fiquei o escutando, sem rir ou interromper, para que ele prosseguisse. — Acorda, Lindy, ele só tem ficado no seu pé porque sabe que você está aqui, e... no mínimo ele deve achar que temos algo.

— Isso não faz sentido, Justin. Ele sabe perfeitamente que aqui não existe nada.

— Como assim? – ele franziu um pouco a testa, e eu suspirei fraco.

— Um dia ele me perguntou sobre isso e eu disse o óbvio: você me detesta e daria tudo pra me ver longe daqui – dito isso dei de ombros, e Justin soltou uma risada fraca, fechando os olhos brevemente.

— O óbvio, Lindy? É só isso o que você pensa ter entre nós? – ele se aproximou um pouco, encarando-me, e eu logo tratei de me mover para trás, desviando o olhar.

— Da sua parte, sim, é só isso. É só o que você demonstra – falei com certa tristeza na voz. — Agora vai embora daqui.

— Lindy, eu... – ele iria começar a falar, mas o interrompi.

— Não, Justin. Vai embora – reforcei o pedido, então ele se levantou e saiu do quarto, deixando-me sozinha novamente.

Assim que ele fechou a porta, me joguei na cama e agarrei um travesseiro, parando para pensar em como aquele garoto me deixava confuso. Às vezes Justin era um completo babaca, um idiota, eu sentia vontade de bater nele até deixá-lo inconsciente, e em outras vezes ele chegava a ser tão diferente, tão calmo e consideravelmente doce que fazia meu cérebro ficar em dúvida sobre qual seria sua real personalidade.

Justin’s point of view

“Parabéns por ser um merda de novo. Justin sendo Justin, um merda supremo”, é o que minha mente gritava a cada segundo em que eu andava pelo corredor da casa, rumo ao meu quarto. Hoje as coisas não estavam muito a meu favor, isso era óbvio. E pela segunda vez no dia, as palavras de Lindy não teriam muita diferença se fossem comparadas com um soco no rim. Ela poderia até não saber disso, mas deixava alguém mal só com uma fala, da mesma maneira com que conseguia fazer alguém sorrir apenas com um olhar.

Ela tinha razão quando dizia que eu fui babaca com ela. No seu lugar eu não olharia na minha cara nunca mais. Embora não tenha demorado tanto assim, a ficha só estava caindo agora. Lindy era uma menina legal, ela era um amor de pessoa, e só de pensar que eu a tratava mal, deixando caminho aberto pra um Andrew da vida, bateu a vontade de socar minha cabeça na parede até uma das duas coisas quebrar.

Ainda assim Lindy não devia se aproximar de Andrew. Ele parecia um anjinho, o cara gentil que toda menina como ela pode querer por perto, mas ele estava bem longe de ser isso. O pior de tudo é que ele fingia ser algo que não era, como estava fazendo com Lindy. Ele estava tratando-a bem, dando atenção, certamente sendo a maldita pessoa com quem ela estava compartilhando a raiva que sentia de mim. Certo, ele estava sendo um poço de amor. Mas no fundo, obviamente, o único objetivo dele era transar com ela, e depois disso ele nunca mais sequer falaria com ela. É o que Andrew costumava fazer, e não eram poucas as garotas que caíram na dele.

Resumindo, ele era um desgraçado, mentiroso, vacilão, que se fazia de bonzinho pra conseguir o que queria. Lindy era um alvo fácil, e eu tinha certeza de que o interesse dele por ela estava nas nuvens. Andrew sempre quis ter o que era meu, desde pequeno, e desde o começo da adolescência ele fazia de tudo pra virar todas as pessoas ao meu redor contra mim. A começar pelas mais próximas, as que gostavam de mim, ou que eu considerava mais.

Seu único azar, desta vez, é que antes de fazer Lindy se apaixonar por ele e magoá-la depois, ele teria que lidar comigo bem no meio do seu caminho. De atrapalhar os outros eu entendo, e nisso até Lindy concordava comigo.

[...]

O dia nasceu, meu despertador até tocou, mas devo tê-lo jogado no chão impulsivamente e voltado a dormir, por isso acabei perdendo a aula. Ninguém nem pra vir me acordar. Eu tinha prova hoje. Droga.

— Obrigado por me deixarem perder a aula, viu? – falei com ironia ao chegar na cozinha e encontrar minha mãe junto de Helga.

— Não te acordei porque precisamos conversar e não tenho outra hora pra fazer isso se não agora – disse minha mãe, dando um gole no café em sua xícara.

Só de escutar essas palavras meu corpo gelou. Eu sabia que ela iria me dar um sermão de séculos, como sempre, mas o que faria depois era algo que não tinha como prever. Acho que nem ela mesma sabia, e seus castigos mirabolantes surgiam na hora. Eu certamente tenho de quem puxar toda a minha impulsividade e essa coisa de fazer o que der na telha.

A cara de poucos amigos presente no rosto de minha mãe me incomodou internamente durante todo o café da manhã. Eu daria tudo para saber o que ela estava pensando, mesmo tendo consciência de que, no mínimo, ela queria arrancar o meu couro. Então, assim que terminou de beber seu suco, minha mãe pegou a bolsa e saiu na direção das escadas, me mandando segui-la. Já que a comida não queria descer direito pela minha garganta, me levantei deixando o café para trás e acompanhei minha mãe até o seu escritório.

— Será que pode ser direta e falar, o que quer que seja, logo? Não aguento mais esse suspense – falei ao fechar a porta do cômodo, e como resposta minha mãe me mandou um olhar de “cala a boca”.

— Cuidado com a língua, antes que eu arranque ela. Saiba que não está conversando com um dos seus amigos. Se você não tem escrúpulos, que pelo menos tenha respeito, ou vou precisar te lembrar quais métodos uma mãe pode usar para corrigir um filho – disse ela, me fazendo engolir a seco e abaixar a cabeça. — Quero falar com você sobre duas coisas. Uma delas é sobre o que ocorreu ontem.

— Aquilo não devia ter acontecido, mas... – tentei começar uma justificativa, e ela me interrompeu.

— Mas nada. Não devia ter acontecido e ponto. Você sequer deveria estar naquele lugar absurdo, cheio de bebidas e drogas – dito isso ela deixou sua bolsa em cima da mesa e cruzou os braços, me encarando com uma expressão séria. — Eu não te criei pra agir como um delinquente, um desses marginais com quem você anda.

Eu não iria dizer nada, primeiro porque corria o risco de levar um tapa na boca, e depois, eu sabia que ela tinha motivos para me falar aquilo, e ela tinha razão. Ela sempre estava com a razão.

— Justin, qual é o seu problema? O que tem de errado com você que te faz ser tão irresponsável e inconsequente? – continuou ela, e novamente eu permaneci calado. — Essa foi a última vez. Na próxima, lembre-se de mim antes de fazer besteira. Caso contrário, esqueça que tem mãe e não conte comigo.

— Não vai acontecer de novo – falei em voz baixa, e ela riu fraco, sem humor algum.

— Espero mesmo que não – dito isso fez uma pausa, logo soltando um suspiro pesado. — Bem, agora temos que falar sobre a Lindy.

Ergui o rosto mais um pouco, o suficiente para sentir minha mãe me devorar vivo apenas com um olhar. Eu me perguntava como e por qual motivo ela não tinha me dado umas na cara até agora. Por compostura não era, minha mãe não se importava de descer do salto, ainda mais se fosse pra dar jeito em mim.

— O que ela te contou? – perguntei tentando soar o mais normal e calmo possível.

— Ela não me disse nada. Eu tive que descobrir sozinha. E não gostei do que acabei sabendo – dito isso ela me lançou um olhar ainda pior. — Vou perguntar pela segunda vez: qual é o seu problema? Quantas vezes vou precisar dizer que você tem de parar com essa sua mania de só pensar em si mesmo?

— Mas... eu não fiz nada demais com ela... nem a forcei – resmunguei baixo.

Minha mãe então se aproximou de mim, fazendo-me recuar e quase encostar na porta atrás de mim, o que não adiantou muito, já que ela deu mais dois passos à frente, ficando a centímetros do meu rosto, o qual abaixei para não encará-la.

— Antes de tudo, você não devia ter dado em cima dela. Você tem namorada. E depois, não seja cínico em dizer que não fez nada, porque você fez. Lindy ficou magoada e Laine está pegando no pé dela por sua culpa – falou em um tom sério. — Justin, olha pra mim – ergui o rosto de forma lenta, dando de cara com uma Pattie mais decepcionada do que com raiva. — Demonstrando ou não, Lindy praticamente acabou de voltar de um acontecimento trágico, e ela não merece sofrer mais. Você não se importa com isso, e por tal motivo nem sequer se esforçou para ser legal, mas eu tenho certeza de que ainda assim ela nunca te destratou. Lindy não é uma das garotas com quem está acostumado a lidar, Justin. Ela é só uma menina ainda, sensível, com fragilidades, ela tem um coração, ao contrário de você. Portanto, eu exijo que você fique longe dela, e dê um jeito de controlar a sua namorada. Espero ter sido bem clara, porque juro por Deus, Justin, se você me aprontar mais alguma, te mando pra Chicago. Talvez seu pai consiga te fazer um homem e você não vire definitivamente o lixo que tem se mostrado.

Eu queria revidar, queria dizer que ela estava exagerando, sendo dura demais, porém não consegui. O que aconteceu foi bem ao contrário, inclusive. Minha mãe se afastou, pegou sua bolsa e em seguida foi embora sem me dizer mais coisa alguma.

Minutos após ela ter ido, senti meu rosto ficar quente e logo algumas lágrimas saíram de meus olhos. Eu apenas me sentei no chão e encostei na parede, pensando em tudo o que havia escutado.

Fiz merda, sim, mas talvez minha mãe tenha sido dura demais. Dizer que não tenho coração, que estava me mostrando um lixo, isso não se diz ao próprio filho. As palavras dela realmente me machucaram... e muito. Se antes eu estava me sentindo um idiota, agora eu estava pronto para me deitar na linha do trem e esperá-lo passar por cima.

Lindy’s point of view

Eu estava irritada com boa parte das pessoas da escola, e agora Ryan era uma delas. Desde que cheguei estavam me perguntando de Justin, como se eu soubesse de algo a respeito da vida dele. A primeira a perguntar foi Jo, com um maroto “por que ainda não vi a Barbie desfilando pelo jardim?”; em seguida Laine veio me pedir explicações sobre o porquê do namorado não ter chegado. Depois disso pessoas que eu sequer conhecia vieram me perguntar de Justin, e eu dei a mesma resposta para todas elas: “não tenho bola de cristal pra saber”.

Agora quem estava me perturbando era Ryan, dizendo que morávamos na mesma casa e que não era possível eu não saber de nada.

— Já disse que a vida dele não me interessa. E se te satisfaz, nem o vi hoje – disse por fim, entediada por Ryan estar andando atrás de mim.

Nessas horas eu me perguntava onde estava Jo para mandá-lo ir embora com seu jeito “amável” de sempre.

— Você sabe se ele passou a noite em casa? – neguei com a cabeça, eu não lhe diria nada, então Ryan bufou. — Nossa, Lindy, facilita!

— Eu já disse que não sei de nada. Não sou babá do Justin! Se quer saber dele, ligue ou vá até lá. Agora larga do meu pé, por favor – falei de forma um pouco rude, e Ryan saiu resmungando.

— Ei, Lindy! – ouvi alguém me chamar e olhei para trás, vendo Andrew caminhar em minha direção. — Te procurei pela escola toda, achei que nem viesse à aula.

Dito isso ele sorriu abertamente e me deu um abraço, ao qual correspondi normalmente.

— É que eu cheguei um pouco mais tarde hoje – falei sorrindo e ele assentiu, então fomos andando juntos pelo corredor da escola.

Como de costume, Andrew estava sendo um amor, mas eu estava olhando-o de uma maneira diferente. Sim, por conta das idiotices que Justin me falou na noite passada. Não que eu acreditasse nele, mas fiquei cismada de alguma forma.

(...)

As aulas passaram rápido, para minha felicidade, e eu também estava contente por ter quase certeza de que havia ido bem na prova. Graças a Andrew.

Hoje não tinha visto Jo muitas vezes, ela estava realmente muito focada em ajudar a arrumar o laboratório que, após um acidente durante aula, ficou destruído.

— Meu Deus, Lindy, o que custava parar e esperar? – de repente me assustei com Andrew surgindo do meu lado, ofegante. — Se eu não corresse bem, nem teria te alcançado. Você anda muito rápido! Não me ouviu te chamando?

— Sinceramente? Não – dito isso dei uma risada, e ele me acompanhou. — Eu estava concentrada no nada.

— Percebi. Acontece muito com você, principalmente nas aulas – rimos novamente. — Bem, agora vamos logo, porque segundo Jo, “eu tenho que ser útil em levar a amiga dela com segurança para casa antes do meio-dia pra que Helga a force a comer na hora certa e não fique se entupindo de besteiras, senão vai virar um palito de fósforo loiro em menos de 3 meses”.

— Ela não disse isso... – falei sentindo meu rosto esquentar de vergonha alheia, e Andrew reafirmou, assentindo com a cabeça, e rindo. — Meu Deus, ela é louca...

(...)

Andrew parou o carro em frente à casa, e eu tirei o cinto, esperando mais um de meus ataques de riso se cessar para que eu pudesse encarar o garoto do meu lado.

— Obrigada por me trazer – falei sorrindo.

— Não tem de quê – sorriu em seguida. — Bom... Então te vejo às oito.

— Ahn? – murmurei confusa.

— Vou te levar a um lugar na cidade que certamente não conhece. Um deles. E não adianta tentar recusar, você disse que ficaria o dia todo à toa.

Emiti uma risada nasal e saí do carro, me apoiando na janela.

— Até as oito então – dei um sorriso, e dito isso me virei para entrar no jardim da casa, escutando o carro de Andrew partir.

Justin’s point of view

Quando escutei um carro parar na frente de casa, achei que fosse Joanne chegando com Lindy, mas quando me aproximei da janela da sala, vi que era Andrew a trazendo. Devo ter murmurado alguns palavrões e pedido que os freios daquele carro não funcionassem quando ele tentasse parar, mas assim que vi Lindy caminhar pelo jardim na direção da porta, saí correndo da sala e subi as escadas, indo para meu quarto e trancando-me no mesmo.

Fiquei ali por cerca de meia hora, pensando um pouco e um pouco mais, até que escutei a voz animada de Lindy a conversar com alguém pelo celular, então me aproximei da porta para escutar melhor. Ela poderia estar falando com minha mãe, ou Joanne, não consegui identificar, mas o que me chamou a atenção foi ela dizer que iria sair com Andrew à noite.

Isso me deixou puto. Ela só podia estar fazendo de propósito, por conta do que falei na noite passada, ou, no pior caso, ela estava realmente afim de sair com aquele babaca e não havia acreditado quando eu disse que ele não era o santo que parecia.

Infelizmente eu não podia mais impedi-la, estava proibido de chegar perto dela. E quer saber? Se ela queria sair com Andrew e ser usada, que fizesse isso. Foda-se. Eu não iria me preocupar com ela. Mas quando se ferrasse, eu seria o primeiro a rir, porque ainda avisei. Ela que não quis me escutar.

(...)

As horas se passaram numa velocidade assustadora. Fechei meus olhos enquanto pensava em coisas banais, e quando acordei, já estava de noite, bem tarde. No relógio de meu celular eram quase oito horas, e como a casa estava no mais puro silêncio, sugeri que minha mãe não houvesse chegado ainda e que Lindy já tivesse ido para seu repulsivo encontro com Andrew. Só de pensar nos dois saindo juntos, pensar nele se aproximando dela e conseguindo o que queria... meu estômago pedia socorro de tanto embrulhar.

Eu estava totalmente sozinho na casa, exceto por Helga, que deveria estar em seu quarto. Perfeito. Poderia finalmente sair do meu cômodo privado sem o medo de encontrar minha mãe ou Lindy no meio do caminho.

Sendo assim, me levantei da cama, sentindo uma puta dor no braço esquerdo, tudo porque eu havia dormido em cima dele. Praguejando a dor que estava sentindo, caminhei para fora de meu quarto, logo cruzando o corredor e indo em direção à cozinha. Quando cheguei lá, tive uma surpresa. Ao contrário do que eu imaginava, Lindy ainda estava em casa.

Por um instante senti um alívio imenso, era como se eu pudesse segurá-la e não deixar que ela fosse a lugar algum com Andrew, mas logo essa boa sensação se dissipou, quando me lembrei de que devia manter distância dela. Caso contrário minha mãe me mandaria para Chicago, e pra mim isso estava completamente fora de cogitação.

Mesmo que Lindy estivesse de costas, dava para perceber que ela estava linda, quer dizer, ainda mais do que já era. O vestido azul não tão curto tinha um tom semelhante ao dos seus olhos, os dois deviam estar combinando bastante. Seus cabelos loiros e curtos estavam soltos, com as ondulações naturais de sempre, e seu corpo parecia maior em altura devido ao salto que ela usava. A única coisa que não se encaixava é o fato de que aquilo tudo era pra um babaca feito Andrew.

Passei minutos na porta da cozinha a admirando feito um otário, mas logo tratei de afastar meus pensamentos e fui até a geladeira, pegando um jarro de água dentro da mesma.

— Hey, olha só quem resolveu aparecer! Pensei que não fosse te ver hoje – a voz de Lindy soou de repente, invadindo todo o cômodo. — Você está bem?

— Por que não estaria? – emiti uma risada nasal fraca e continuei com o que estava fazendo.

— Não sei, acho que é por isso que estou perguntando – ela insistiu, e eu respirei fundo, querendo ter coragem de apenas ignorá-la.

— Olha, Lindy, eu já escutei tudo o que precisava e não precisava escutar hoje. No meio disso tudo está que eu não posso chegar perto de você. Então, por favor, facilita, finge que eu não existo – falei sendo um tanto rude, e então peguei meu copo d’água, caminhando para sair da cozinha.

— Justin, espera. Me fala uma última coisa – disse Lindy, e eu me virei para encará-la. — Tem alguma coisa errada na minha roupa? No meu cabelo? A minha maquiagem tá borrada?

Por dentro me perguntei se ela estava zoando com a minha cara, se estava fazendo de propósito, ou se estava realmente insegura quanto à roupa que usaria para sair com Andrew. Infelizmente o nervosismo estampado em suas orbes azuis deixava nítido que era a última opção.

Dei uma risada fraca e sem humor, então respondi sua pergunta.

— Você tá linda. Só que o Andrew não merece tudo isso.

Esbocei um sorriso amargo e me virei, desta vez deixando a cozinha de vez e voltando para o meu quarto, de onde eu nunca deveria ter saído.



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