História My Sweet Slave - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens M. Shadows, Synyster Gates
Tags Avenged Sevenfold, Bdsm, Bratt, Brian Haner, M Shadows, Matthew Sanders, Porno, Sadomasoquismo, Synsyter Gates
Exibições 80
Palavras 4.660
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ANDYHANER, ESPERO QUE ESTA HUMILDE FANFIC LHE AGRADE.
Olá, meus bens, com vão? Então, essa fic é a minha primeira BDSM, então eu talvez tenha feito ela meio melosinha ainda porque eu não tenho muita prática para escrever sexo com coisas extras, entendem? Mas, quando eu terminar Asleep, minha outra fanfic, TALVEZ eu comece uma regada de transas sadomasoquistas, ou me contente com one-shots mesmo.

Só o tempo dirá.

Espero que gostem dessa fic que eu fiz com todo o carinho e cautela do mundo.

Beijão.

Capítulo 1 - You'll Always Be My Sweet Slave


Fanfic / Fanfiction My Sweet Slave - Capítulo 1 - You'll Always Be My Sweet Slave

Brian acordou quando ouviu o barulho de suas correntes tremularem sobre frio chão de granito. Os passos de seu cárcere eram calmos, contrastando com a natureza com o qual o tratava, o que indicava que ele estava de bom humor naquele dia. Lentamente, Brian sentou-se, cobriu seu pênis humilhantemente exposto com as mãos e cruzou as pernas. O aço envolto seu pescoço já estava bastante incomodo. Matthew desabotoou os três primeiros botões de sua camiseta, observando Brian se encolher ainda mais contra a parede, com um sorriso triunfante.

– Bom dia, Bela Adormecida. – Matthew deixara a camiseta escorregar pelos braços, mostrando assim seu maravilhoso tronco trabalhado. – Dormiu bem? – Mordeu os lábios com estranha devassidão, enquanto agachava-se até Brian, alisando o rosto do outro com devoção. Haner sentiu um grito de desespero entalar em sua garganta quando a pele de Matt tocara na sua. – Eu te fiz uma pergunta. – Matt apertara o rosto de Brian entre os dedos, observando calmamente o outro agonizar pela súbita falta de ar. Ele erguera Brian com aquele simples gesto, fazendo o outro se desesperar.

– Sim, sim. Dormi muito bem, senhor... – Proferiu, sôfrego.

– Já vi que te deixar três dias ao léu não foram suficientes para te educar, não é? – Soltou-o abruptamente. Se não fosse a parede o apoiando, provavelmente Brian já estaria no chão.

– Me desculpe... – Apologizou, sentindo o choro engajar na garganta. – Não irei mais me rebelar... Eu sinto muito, senhor...

– Eu sei que sente, Bri. – Matthew desacorrentou a coleira de Brian, e segurou seu corpo lânguido de lado, ajudando-o a caminhar. – Vou lhe dar um banho, fazer algo para você comer e, quem sabe... – Aproximou-se dos ouvidos de Brian, aguçados mais do que o normal devido à submissão ao silêncio fleumático daquele porão por três dias. – Brincar.

Brian engoliu em seco enquanto tateava os degraus com os pés frios, sentindo alguns grãos pedrosos os pinicarem. A luz do dia, predominante na casa, era ferina aos olhos de Haner. Tanto tempo acostumado no escuro. Matthew não tinha receio algum de comprar cortinas para pôr nas janelas da casa, pois fora esperto o suficiente para preparar uma casa completamente afastada de alguma civilização. Era mais ou menos três horas de carro mata adentro para chegar nela. Isso, porque Brian contou cada segundo doloroso que passara preso naquele porta-malas consciente.

– Quer comer agora ou depois de tomar banho? – Matthew indagou, olhando para a face de Brian como se os dois fossem bons amigos. Sorriu ao ver que as marcas de seus chupões ainda demarcavam a frágil pele morena clara de Haner, mesmo depois de três dias sem tocá-lo. Sua virilidade ardia em desejo perto daquele Brian vulnerável e frágil.

– Depois. – Ciciou. Matthew sorriu-lhe adoravelmente, fazendo Brian perguntar-se como que podia um rapaz tão “doce e gentil” feito ele ser assim tão cruel e desumano.

– Vamos. – Guiou Brian até o banheiro, pondo-o sob a queda de água quente. O rapaz sentiu todo o seu corpo estremecer com a tepidez da água contra seu corpo judiado e entregue às baratas e à poeira por três dias. Os cabelos, antes rigorosamente bem cuidados, agora estavam desidratados, mas isso não frustrava Brian tanto quanto antes, apenas queria sentir-se limpo. Mesmo sendo três dias sem higienizar-se, mais pareceram ser 30 anos. Viu toda a poeira, terra e sangue seco irem embora através do ralo, sentindo um aperto no peito.

Os castigos estavam se tornando mais fatais. Temia que, por algum acaso, Matthew passasse a demonstrar desinteresse em si, passando-o a descarta-lo com mais frequência, até deixa-lo morrer à mingua ou sangrando. Prometeu a si mesmo nunca mais mostrar-se rebelde perante ele, porque, para comer, dormir, tomar banho e até mesmo para respirar, dependia de Matthew.

Brian pertencia a Matthew.

Matthew era dono de Brian.

Ninguém jamais ousaria se intrometer nisso.

Não se assustou ao sentir braços rodearem sua cintura, além de um peitoral quente chocarem-se contra suas costas cheias de vergões vermelhos. Matthew dedilhou as gotas de água que escorriam pelos mamilos de Brian, enrijecendo-os em imediato. Haner reprimiu um gemido.

– Você é meu escravinho... – Matthew sussurrou no ouvido de Brian. – Tem que fazer tudo o que eu mandar... – Uma das mãos de Matthew desceu diretamente para a virilha desprotegida de Brian, agarrando o pênis dele pelo falo, ousando mexer a mão apenas num único vai e vem causando arfas em Brian. – Mas, em compensação... – Beijou-lhe a clavícula molhada. – Eu tenho que cuidar de você... Deixar você bem limpinho para mim... – Pegou um sabonete, espumou nas mãos e começou a ensaboar as costas de Haner, olhando as marcas ainda visíveis das chicotadas de três dias.

Repreendeu-se mentalmente. Não gostava que as marcas das chicotadas durassem mais que um dia. Talvez tenha tido mais raiva naquele dia do que o habitual, e descontado boa parte desnecessária em Brian, apenas porque ele se revoltara com Matthew por este estar usando e abusando da violência nos brinquedos e esperneado como uma criança. Sem contar o fato de que já estava de cabeça quente no dia, depois de ter tido uma horrível briga com sua esposa. Gostava apenas de contemplar os carimbos de possessão esparsos pelo corpo do rapaz, os famosos chupões. Isso sim, Matthew adorava ver. Aqueles que ficavam próximos à virilha de Brian, perto do pescoço e da mandíbula eram seus favoritos. E por falar em virilha, era lá mesmo onde a “mão de limpeza” de Matthew se encontrava.

Usando a desculpa de que estava apenas “limpando”, Matthew masturbava Brian com uma lentidão torturante, fazendo este tombar a cabeça para trás e descansá-la em seu ombro, para aproveitar os toques oferecidos por seu senhor. Matthew limpou Brian por inteiro, até cantos mais íntimos, como o ânus. Ao sentir um dedo bobo ser inserido em sua entrada, Brian gemeu.

– Hm, que saudade eu estava de ouvir isso... – Matthew urrou, inserido o segundo e movimentando-os. Brian não queria fazer aquilo, ainda estava horrivelmente dolorido do abuso das três noites atrás. Mas, ao que parecia, nada impediria Matthew de ter o que ele desejava.

Brian. Ali. Gemendo.

Jogou Brian contra os azulejos da parede, bem debaixo do chuveiro ligado. A água escorria pelos olhos de Haner, impedindo-o de abri-los, ficando alheio a outras vias de sentidos e sensações, como o tato, que agora era seu fiel aliado. Matthew ordenara que Brian empinasse bem sua bunda o máximo que conseguisse, e este o fez. Mas, ao fazê-lo, Brian sentiu algo extremamente familiar. A glande de Matthew contra sua entrada, roçando por milímetros. Sabia que ele o invadiria sem nem cogitar, então fechou os punhos e apertou os tendões dos pés, preparando o corpo para a dor da penetração ríspida.

E ela veio.

Matthew desfrutou de todos os centímetros e apertos que Brian possuía, principalmente depois daqueles dias sem sexo com ele. As pregas pareciam terem comprimido, fazendo com que Brian parecesse mais “apertado” do que o normal. E mais quente e úmido também. As estocadas eram loucamente lentas. Os quadris faziam tímidos barulhos por conta da água que escorria entre eles, o peito de Matthew acariciava as costas de Brian, enquanto tentava encalmar os gemidos guturais mordendo o ombro de Haner. Mesmo sentindo o habitual gosto metálico do sangue judiado, não parou de morder.

Brian também fazia seus barulhos. Por fora, gemia, mas por dentro, gritava. As estocadas lentas faziam com que seu corpo tentasse repudiar, expelir violentamente o que o invadia de forma tão habitual, e suas pregas foram indevidamente alargadas, e mal se recuperaram do estupro três noites atrás. E lá estava Matthew, desfrutando de seu ânus, como já era de costume num aniversário de dez meses.

Então, o que mais era previsível aconteceu. Matthew passou a estocar loucamente frenético. Rápido demais, num ritmo que Brian mal podia processar. Suas respirações eram conduzidas de acordo com o choque dos quadris, que parecia colidirem como dois carros. Sua bunda empinada apenas melhorava o prazer de Matthew e denegria o interior de Brian, pois deixava-o alheio a mais violência e atrito.

Matthew gozou num jato longo, espesso e demorado. Brian apenas sentiu quando o esperma de seu senhor, misturado ao seu sangue, escorreu pelas suas pernas antes de ir para o ralo e ali se dissipar. Matthew espalhou beijos por toda a extensão da clavícula e pescoço direitos de Brian, esperando que aquilo amenizasse alguma dor.

Era óbvio que não.

– Não era minha pretensão te foder aqui no banheiro, Bri... – Matthew, delicadamente, retirou-se de Brian, vendo-o grunhir de acordo com a evasão de seu pênis. – Mas você é tão gostoso que não dá para resistir. – Matthew lambeu a nuca de Brian. – Sinto muito... – Virou Brian para si, e, ali mesmo, ele encostara seus lábios nos lábios feridos e secos de Haner, que recebeu aquele selinho com uma irreal surpresa.

Matthew jamais demonstrara sentimentalismo com Brian.

Nunca.

Nem uma vez.

Nem mesmo lhe dera um beijo na testa por carinho.

E se dera, fora seguido de uma lambida 100% lasciva.

– Lave seu cabelo, eu vou separar algo para você vestir. – Matthew se retirou do box, deixando para trás um Brian com a boca aberta e as sobrancelhas unidas em descrença. – Não demore.

Brian piscou por vezes, tentando elucidar aquele beijo.

Não, não era algo que representasse desejo...

Era algo mais intrínseco.

Mais intenso.

Caçou com os olhos o shampoo e não conteve o sorriso ao ver que era o seu favorito, esquecendo-se parcialmente dos acontecimentos há pouco. Além de hidratar os cabelos, coisa que Brian adorava, deixava-os com um adorável cheiro cítrico. Não tardou em pôr uma quantidade generosa do produto em sua cabeça, espumando-o em todos os cantos. Sorriu ao lembrar da época em que lavava os cabelos uma vez por dia, em que eram mais macios, mais tocáveis.

Tudo na época em que ainda era livre...

Ao passar as mãos pelas feridas no corpo, não conteve um suspiro ao tocar na cicatriz na nádega que ganhara numa das primeiras noites em que passara com Matthew. Brian se rebelara selvagemente naquela noite, e acabara pagando muito caro por aquilo.

 

 

– Brian, vem cá... – Matthew chamou sorrindo, num sibilo, enquanto batia levemente nas coxas. O rapaz estava obrigatoriamente de quatro. Usava os trapos que uma vez foram suas roupas, a coleira recém colocada incomodava horrivelmente. Era uma de veludo com detalhes em espinhos metálicos e a corrente estava solta, mas era pesada demais para Brian tentar arranca-la sem fazer muito estrago em si. Tudo para evitar que ele a arrancasse. O rosto estava virado para baixo, e Haner tentava com todas as suas forças conter um choro, que estava engajado em sua garganta. Mesmo após o chamado, Brian nada fez. – Brian. Vem cá. – Matthew proferiu, mais mordaz. Brian continuou parado em seu lugar, mas se limitou a encarar Matthew. Os olhos castanhos cintilavam em ódio e desespero. Matthew soltara um muxoxo de impaciência.

Não falou absolutamente nada. As passadas duras e concisas lhe guiaram até Brian, segurando-o pelas bochechas, apertando-o entre os dedos.

– Por que não me obedece, seu merda? – Jogou contra o chão, vendo-o se contorcer em dor. Brian nada disse, apenas chorou silenciosamente. – Vejo que terei que tomar minhas providências... – Disse, com um sorriso dantesco de orelha a orelha.

Pela corrente, arrastou Brian casa adentro, deliciando-se com o desespero de Brian. Puxava o quanto podia a coleira para frente, para facilitar sua respiração, mas os espinhos acabavam onerando seu trabalho. O choro de Haner já se tornara demasiadamente alto. O sufoco apenas acabou quando Brian fora jogado de todo o jeito em cima da cama de Matthew. Escutou a porta batendo e logo em seguida o trinco fechando.

Estava fodido.

Tentou de levantar, mas um peso instalou-se em suas costas, impedindo-o de continuar. Era Matthew, com uma lâmina em uma mão, um sorriso nos lábios e os cabelos de Brian na outra. Aproximou os lábios das orelhas de Haner e ali, sussurrou.

– Você está sendo um rapazinho muito levado... – Desceu a lâmina aos trapos de Brian, findando-se deles ali mesmo, deixando-o nu prontamente. – Será um prazer te reeducar.

Lambeu a orelha de Brian, causando asco no mesmo. Matthew levantou-se. Pegou alguma coisa em cima de uma mesa, e, na mesma rapidez que o fez, voltou, segurando Brian pelos cabelos e o pondo deitado de bruços na cama. Sentou-se em suas costas, segurou os punhos de Haner acima da cabeça, e, com a algema de ferro que houvera pegado, manilhou Brian, com a corrente transpassando um balaústre da armação da cabeceira, impossibilitando Brian de resistir. Contemplou a bunda branca e imaculada de Haner ao se afastar, admirando-o por sua vulnerabilidade e fragilidade.

Os gemidos de choro de Brian já eram altamente audíveis, mesmo que Matthew mal e mal houvera usado de violência com ele. Matthew não se deu o trabalho de se despir, com passos calmos, votara à mesa, pegando dois objetos. Uma mordaça comum e seu querido chicote de fibra. Voltou-se para Brian, pondo a mordaça cautelosamente, mas dando-lhe um tapa no processo, ao ver que ele tentara lhe morder quando tentou pô-la; garotinho cruel.

– Você precisa entender que você é meu escravo, Brian. – Matthew disse, tateando majestosamente as pontas de ferro do chicote. – Precisa me obedecer. Em tudo o que eu mandar. Está entendendo? – Brian freneticamente assentiu. Sentia o suor descer frio em sua testa. – Não, Brian... Não está. – Riu, mefistofelicamente.

Assim que a primeira chicotada lhe acertou, Brian mordeu a corda que lhe amordaçava mais forte do que pretendia, acidentalmente cortando parte de seu lábio inferior, assim manifestando o gosto metálico de sangue em sua boca. Espremeu os olhos, retendo todo e qualquer barulho. Sabia que Matthew se deliciaria com sua dor, não podia dar-lhe esse gostinho.

Seria impulsivamente repulsivo com ele até o limite.

A mísera dor que a mordida lhe causara mal se comparava ao ardor descomunal que estava sua nádega direita, com um provável vergalhão das pontas do chicote. Certamente, aquilo iria inchar e ficar ardido horrivelmente. Matthew riu, mas se repreendeu. Não queria estragar o corpinho de seu doce escravo de primeira. Usá-lo-ia e abusá-lo-ia ao máximo.

Iria fazê-lo gritar.

Vendo que Brian resistiria de gritar, Matthew apressou-se em acertar a nádega esquerda, mas mais suavemente do que a outra, mas apenas Sanders sabia a medida de força, pois Brian não viu diferença alguma de uma chicotada para outra. E as chicotadas se tornaram arrítmicas, sem sincronia alguma. Algumas, por vezes, chegava próximas à sua nuca, mas nunca abandonavam as nádegas judiadas. Brian sentia a quentura de suas lágrimas aquecerem suas maçãs do rosto, e reprimia todo e qualquer gemido ou grunhido ou barulho que representasse sua dor. Mordia a mordaça com todas as forças, enquanto apertava os olhos, punhos e tendões.

– Se você tivesse se comportado direitinho, isso não estaria acontecendo, Brian... – Matthew disse, parando apenas para respirar, e, seguidamente, largou o chicote no chão mesmo. Ao total, Brian recebera 78 chicotadas em cerca de dois minutos em que esteve ali deitado. Fungou fundo, tentando manter a calma. Mas algo quente e rascante o impedira de manter qualquer linha.

– AHHH, AHH MEU DEUS. – Brian gritou, ou ao menos, tentou, ao sentir uma quentura descomunal em suas costas. As palavras, embargadas e misturadas ao choro, deram lugar a gritos. Sua respiração era dificultada pela esfera da mordaça. Matthew, com toda a calma do mundo estava cobrindo os vergões das chicotadas com cera de vela.

Mas, a chama não estava apagada.

Pelo contrário, muito bem acesa, pingando a cera mais quente possível.

Brian sentia tudo aquilo muito bem, mas isso não o impedia de manter a calma, por mais que ela já tivesse ido embora quase que totalmente. Abriu os olhos, tendo em mente que a visão delimitaria boa parte da dor, não lhe deixaria muito alheio às coisas. Mas Brian grunhiu em desespero, ao escutar panos e zíperes colidirem contra o chão, seguidos de uma risada maléfica.

– Você deveria se ver desse jeito... Todo prontinho para mim. – Matthew disse, contemplando Brian, enquanto se masturbava para estar pronto para adentrá-lo. Teve uma ideia genial, enquanto via Brian chorando.

Largou o membro semiereto, passou o braço violentamente contra a mesa de brinquedos, jogando todos no chão, e procurou por alguns itens que usaria com Brian. Sorriu triunfante, pronunciando mais fundamente as adoráveis e diabólicas covinhas nos cantos da boca, ao acha-los. Voltou-se para o Brian exausto e cansado na cama, arfando em dor. Já não precisava mais de estímulos, apenas aquela visão divina era o suficiente para endurece-lo. Desmanilhou Haner, apenas para jogá-lo de todo jeito em cima da mesa pelos ombros. Com uma corda, amarrara as pernas e os braços de Brian contra uma das colunas de madeira da mesa. O braço esquerdo com a perna esquerda e o direito com a direita.

Brian estava empinado, amordaçado, amarrado e arranhado.

Sem esquecer, suado.

– Que visão, meu garoto... – Matthew sorriu, retirando a mordaça da boca de Brian, que capturou uma grande quantidade de ar, apenas engajando por causa dos resquícios de choro. Não esperou dois segundos. A penetração fora a seco, sem saliva, lubrificante, nada. Brian ofegou, permitindo-se gritar.

Matthew também gritou, mas de prazer. Tomou a cintura de Brian, como se fosse sua, afastou as nádegas ao máximo que conseguiu e voltara a estocar, com um prazer e tesão desconhecidos, até então. Brian não pôde dizer que, em seu todo, aquilo era ruim. Matthew acabava acertando, acidentalmente ou não, sua próstata. Aquele maravilhoso dois segundos de prazer, juntamente à evasão do pênis de Matthew, eram seus maiores prazeres. Mas a pior parte era a estocada, que era ríspida, insensível e impaciente, pois denegria ainda mais o estado de suas nádegas altamente judiadas e que acabava por diminuir o prazer das outras duas coisas, mas não deixava de ser maravilhosamente bom.

– Haner... Você... É... Tão apertado... – Matthew ofegava, enquanto invadia e evadia Brian com força e rapidez.

– Meu senhor... – Brian se permitiu, infelizmente, gemer. Sabia que Matthew iria se sentir triunfante, e não era isso que queria. Mas aquilo estava bom demais para se negar.

– Sim, Bri... Eu sou o seu dono... E você é meu escravinho... – Matthew ria, induzindo o quadril de Brian a rebolar. – Repete, Haner.

– Eu sou seu escravinho... – Brian gemeu, ao sentir que a mão de seu senhor começara a lhe masturbar no ritmo das estocadas.

– Diz “Eu sou sua putinha, senhor...” – Matthew espremia o membro de Brian nas mãos, massageando seus testículos enquanto ameaçava diminuir o ritmo.

– Eu sou... Awwnn... Sua putinha, senhor... – Brian, por instinto, jogava o quadril contra o de Matthew, que se deliciava com aquela submissão toda. – Sou sua putinha...

– Muito bem, Brian. – Matthew lhe aplaudiu. Quanto seu orgasmo estava próximo, retirou-se com urgência de Brian, para continuar com as mãos e contemplar a obra mais linda do mundo. Seu esperma fora o toque final para aquele Brian completamente exposto e vulnerável. Era uma mistura sem fim e sem começo de sangue, vergões, esperma, suor e cera nas costas de Brian. – Você está tão lindo...

– Senhor... Eu preciso... Gozar... – Brian choramingou, ao sentir seu membro já latejar em dor. Seu tesão já estava em níveis drásticos.

– Ah, Brian, não precisa, não. – Matthew sorriu. – Isso faz parte de seu castigo. Não terá o direito de ser aliviado até segunda ordem, e se você tentar se tocar ou gozar, sua próxima surra será muito pior. – E, mesmo nu, saiu do quarto, trancando-o em seguida.

Deixou Brian naquela posição por doze horas. Seu pênis nunca doera tanto quanto aquele dia. Foi horrível, e Haner fez um voto para si mesmo para tentar se manter na linha o tanto quanto possível.

Lógico que acabara, por acidente, desseguindo a linha, mas fazia de tudo para que Matthew se orgulhasse dele.

 

 

 

Ao sair do banheiro, Brian estranhou o silêncio. A casa estava numa quietude horrível. Assustava-o.

– Senhor? – Brian chamou. A voz trêmula, nervosa.

– Sim? – Matthew apareceu da cozinha, olhando preocupado para Brian.

Preocupado? Geralmente respondê-lo-ia com rispidez ou mordaz.

– Aconteceu algo? – Matthew indagou. Sim, aconteceu. Você me tratando bem do nada! Brian até pensou em responder, mas sabia que não estava em posição para combate-lo.

– Não, senhor. – Sorriu docemente. – Eu apenas queria saber onde estão minhas roupas.

– Ah, claro. – Matt riu. – Tire a toalha. – Brian prontamente o obedeceu. – Pronto, está com suas roupas.

Brian uniu as sobrancelhas, com um mínimo sorriso. Quase evitando uma gargalhada triste. Sim, Matthew se referia à sua nova coleira de veludo, que ganhara há dez dias atrás.

– Venha comer. Deve estar faminto. – Matthew o chamou. Brian, nu, o seguiu.

Na mesa de café da manhã, estava o prato favorito de Brian. Waffles com amoras vermelhas e escuras e um suco amarelo, talvez de laranja. Sorriu largamente, fazendo com que Matthew o olhasse com admiração. Sentou-se à mesa, e antes de dar a primeira garfada, perguntou.

– Posso comer? – Sim, Brian tinha que ter a permissão de Matthew para absolutamente tudo.

– Pode.

– Obrigado, senhor. – E pôs-se a comer com gosto. Matthew sorriu com a rapidez de Brian, que comia como uma criança apaixonada por doce. Ao terminar de comer, Matthew pôs seu prato e copo na pia, encostando-se nela de costas, observando Brian de longe.

– Eu não iria vir aqui hoje... – Lançou. Brian franziu um cenho em dúvida. – Eu iria te deixar naquele porão por sete dias, mas não deu. – Haner engoliu em seco. – Aconteceu algo que não era para acontecer...

– Brigou com sua esposa? – Brian indagou, mas se repreendeu. – Ah! Me desculpe, isso não é da minha conta-

– Tudo bem, Brian... – Matthew sorriu. – Em partes, é sobre ela sim... Mas quero que entenda uma coisa antes de tudo. – Suspirou. – Essa é minha última visita para você.

Brian arregalou os olhos. Aquele carinho e atenção todos eram uma despedida?

– Não pense que estou me desfazendo de você, Bri. Você é e sempre será meu doce escravo. Aquele que eu nunca me cansarei de ter em minhas mãos... Você é único para mim, Bri. – Matthew mordeu os lábios. Iria chorar? – E eu quero poder brincar com você uma última vez. Será que eu posso?

Brian ficou completamente perdido. Ele estava lhe pedindo permissão para fazer alguma coisa? E algo tão trivial, como brincar? Aquilo era alguma espécie de teste?

– Eu prometo que não irei lhe machucar, e irei parar quando me pedir... – Sorriu, passando as mãos nos olhos. – Eu só não quero ter que ir embora triste. Pois você é minha única felicitação, Brian. – Matthew riu, embebido de tristeza. – Eu te amo.

Se Brian já estava surpreso, ouvir aquilo então parecia que houvera levado um tapa. Uma declaração? Aquilo era uma declaração?

– Pode brincar comigo o quanto quiser, senhor. – Brian se levantou. – Aprendi a aceitar que fui feito única e exclusivamente para você. – Em passos calmos, andou até seu dono. Sim, Brian aprendera a gostar de chamar Matthew de seu dono. – E, se apenas eu lhe faço feliz, será uma honra realizar novamente esse desejo. – Brian sorriu-lhe complacente.

– Você não existe... – Matthew sorriu para ele, segurando-o pela cintura e olhando-o fundo nos olhos. – Obrigado.

Suas línguas se enroscaram pela primeira vez em suas vidas, e Matthew martirizou-se por nunca ter beijado Brian antes. Talvez porque temia alimentar sentimentalismos por Haner, percebendo tarde demais que já era bem tarde. As movimentações de suas cabeças conduziam um beijo morno e calmo, contrastando com a personalidade de Matthew completamente. Haner, temeroso, ousou alisar os cabelos de Matthew. Este riu entre o beijo, ao perceber a hesitação de Brian, que, em parte, lhe deixava fofo. Matthew rodeou o quadril de Brian com um braço, deixando-o mais próximo de si, e com a outra mão, alisava a bochecha de Brian com o polegar.

O ar fez-se ausente, e os dois afastaram suas cabeças minimamente. E pela primeira vez, Brian podia ver. Os orbes de Matthew cintilantes e exclusivamente seus agora. Disso, ele tinha certeza.

– O que está pensando? – Brian indagou, soprando contra os lábios de Matthew.

– Em você. Na minha cama. Amarrado. E uma mordaça na boca. – Matthew sorriu, mas Brian mordeu os lábios temerosamente. Ser amarrado, acorrentado, amordaçado, seja lá o que fosse, já atingira sua cota de limite. Se não estivesse em liberdade o suficiente para negar, certamente choraria agora. – Não quer? – Brian negou prontamente. – Tudo bem, deixe-me ver... Do que você gosta? – Matthew indagou, com um sorriso. Brian se flagrou pensando. Ainda estava agarrado à Matthew pelo braço, mas nem passava pela sua cabeça reclamar daquela proximidade.

– Eu gosto brincar de estupro... – Agora fora a vez de Matthew de franzir o cenho.

– Você está dizendo que gosta de brincar de estupro? Quer dizer, você quer que eu lhe estupre?! – Matthew franziu o cenho ainda mais.

– Isso, mas com uma palavra de segurança. Do jeito que costumamos fazer, mas agora eu tenho liberdade para consentir ou negar... Não é? – Brian apontou para seu rosto, querendo a confirmação de seus lábios.

– Claro que sim. Mas você gosta de sexo violento desde quando? – Matthew indagou, lembrando-se de que Brian sempre choramingava quando ele sentia um desconforto maior que o habitual em suas transas.

– Aprendi a gostar para tentar lhe agradar... – Sorriu, amarelo. Matthew segurou seu queixo e depositou um leve beijo eu seus lábios.

– E qual seria sua palavra de segurança? – Matt indagou, e Brian lhe respondeu, sussurrando-a em seu ouvido. – Ótima escolha. – Riu, nasalmente. Olhou para um lado, depois para o outro, e, com um sorriso dantesco e completamente mefistofélico, ordenou, com a voz grave. – Corre, Brian.

Haner se assustou, e por alguns segundos, pensou em ter caído em alguma armadilha. Sim, isso era muito bem possível. Virou-se e correu para onde as pernas lhe guiavam, mas mal passara da sala de estar. Matthew segurara-lhe pelo braço, chocando os corpos no processo.

– Achou que eu iria mesmo te deixar ir, vadiazinha? – Arqueou uma das sobrancelhas, observando o Brian apavorado em seus braços com deleite. – Mas como é idiota, mesmo...

Brian fora jogado contra o chão, já chorando.

– Matthew, por favor... – Murmurou.

– Você não sabe lidar com brincadeirinhas, não é? – Riu, diabolicamente. – Ah, Brian, tinha que ver usa carinha de apaixonado. “Aprendi a gostar para lhe agradar. ” – Matthew reprisou, rindo. – E, quanto à sua palavra mágica, eu me segurei para não rir. Realmente, eu nunca diria o nome “Valary” enquanto fodesse você, e certamente você também não. – Arrancou suas roupas com violência, rapidamente ficando nu. – Sabe, te comer assim, enquanto você está todo desesperado, é muito bom. – Confessou, inserindo a glande na entrada do ânus judiado de Brian. – É tão excitante, que me deixa prestes a gozar só de pensar... – E estocou, com força. Com muita força. De novo, e de novo, e mais outra vez.

Não, aquilo não era normal.

Uma hora, ele está absurdamente complacente.

Noutra ele vira um animal esfomeado por sexo.

O que estava havendo?

– Para, por favor... – Brian lamuriou. Aquilo estava doendo como o real inferno. Sequer sentia suas pernas. Estava completamente perdido.

– Ah, Brian... – Matthew gemeu, lambendo um de seus mamilos. – Eu não vou parar... Nunca vou parar... Nunca. – E estocou mais outras cinco vezes. – Eu não vou parar, porque você é minha droga, Brian... Eu estou viciado em você, você quem me induz a essa violência toda... Você é meu doce escravinho, Brian. – Aproximou o rosto para Brian. – É, e sempre vai ser.

Matthew gozou em Brian pela segunda vez naquele dia, e fora tanto, que acabara escorrendo ânus afora em Brian. As lágrimas de Haner eram espessas, quentes.

– Eu vou fumar lá fora... – Disse, vestindo a calça novamente. – Quero essa bagunça arrumada quando eu chegar. Não quero ter que brincar com você em um lugar todo sujo de sangue... – E se retirou, deixando Brian sozinho, nu, sangrando no chão da sala.

Sentia-se horrivelmente humilhado. Sido feito de bobo depois de tanto esforço para agradar aquele desgraçado...

E ele o trata assim?

Bem, não havia o que reclamar.

Afinal, era um escravo.

Brian riu, embargado.

Tentava omitir a horrível dor em seu corpo.

Mas era quase impossível.

Sentia que essas brincadeiras apenas estavam, infelizmente, apenas começando.

E que, em cada deslize, iria ser castigado. Como obviamente seria, daqui há alguns minutos.

Sim, esse era o preço de ser o escravo de Matthew Sanders.

Ser seu doce escravo.


Notas Finais


Entenderam a fic? Basicamente, Matthew fizera Brian de bobo apenas para rir da cara do coitado...
E vocês? Acreditaram?
Isso foi reflexo de uns acontecimentos recentes com a minha pessoa, mas tudo bem.
O que acharam? Talvez eu me aprimore quando voltar a escrever BDSM's.
Espero retorno. Beijão, delícias!


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