História My Sweet White Rose - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Albafica de Peixes, Manigold de Câncer
Tags Saint Seiya Lost Canvas
Exibições 49
Palavras 2.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bom pessoas, devo informa-los de que o fim está próximo....
Trago a vocês o penúltimo capítulo desta minha história que escrevo com tanto carinho e amor para vocês!
Agradeço a todos aqueles que comentaram os capítulos anteriores e favoritaram a fic, vocês são demais, sem vocês essa história não conseguiria ter chegado até aqui. Muitoooooo obrigada à todos!
Amo vocês!
Beijinhos da tia Felins!
Ah, mas antes de tudo:
Por favor, não me.....

Capítulo 12 - Apenas uma rosa


 Dia trinta de dezembro, dia em que nossas esperanças aumentaram por um simples e tão esperado anuncio: Albafica ganharia alta no dia seguinte, véspera de ano novo. 

  Seus olhos brilhavam tanto pela alegria que não conseguia conter as lágrimas que se faziam presentes em seus olhos sem parar, chorando várias e várias vezes, somente pela emoção de sair daquele quarto branco repleto de boas e más recordações. Lugonis, não tão diferente do filho, abraçara e agradecera a todos que trabalharam pela recuperação de seu amado filho, principalmente a mim. 

  No mesmo dia, enquanto Alba ainda refazia alguns dos exames mais precisos, para ter certeza de que estava tudo bem, eu e meu pai fomos para a casa de Lugonis, ajeitar tudo o que estava bagunçado e planejando uma grande e especial ceia de ano novo para toda a família. 

  ***

  O anoitecer do mesmo dia havia chegado, trazendo junto a ele o sono pelo cansaço que todos nós sentíamos, incluindo Albafica. 

  Última noite no hospital, última noite perto de Melissa, que, sentada em nosso meio naquela espaçosa cama, lia o mesmo livrinho infantil na qual eu trouxera na segunda vez em que viera visitar Alba. Doces e deliciosas risadas ecoavam por aquele quarto de hospital, permitindo com que uma competição de ecos fosse iniciada, e, o melhor de tudo, Albafica também participou, com alegria e muito entusiasmo. Tudo por finalmente sair daquele lugar. 

  Passavam-se das onze da noite e o silencio já se fazia presente naquele local. Melissa dormia profundamente enquanto Alba brincava com seu cabelinho encaracolado, suspirando a cada sorriso que formava em seus belos lábios em um misto de alegria e tristeza.

  _Não quero deixa-la – sussurrou, aconchegando-se ao lado da pequenina que continuava a ressonar. 

  _Eu sei – foi a minha vez de deitar ao lado daqueles dois. – E é uma pena, mas assim que terminarmos o colegial e estivermos próximos de concluir, talvez, alguma faculdade...Ah, e comprarmos uma casinha simples com um belo jardim de rosas, um cachorro, um gato e, talvez, um coelhinho, com uma árvore grande para construir uma casa na arvore e, que deus queira, vizinhos simpáticos, talvez, poderemos criar uma miniatura de gente, de preferência, está que está dormindo...O que acha? 

  Os olhos de Albafica arregalaram-se por minhas palavras, transmitindo um certo brilho de uma forte emoção na qual estava muito complicado de se desvendar. 

  _Está me propondo aquilo que eu acho que está? – sua boca tremia para proferir tais palavras. – Está, Manigold? 

  Sorri, fazendo-me de confuso. – E o que eu poderia estar proporcionando para você, Albafica? 

  Seus olhos brilharam ainda mais. – Está me pedindo em....

  _Casamento? – o interrompi. – Bom, porque não? Afinal, quando você sair do hospital, concluir nossos estudos e não se enjoar de minha irritante companhia, pensei que poderíamos fazer este sacrifício... – sua boca entreabriu e seus olhos permaneceram arregalados, não acreditando em minhas fieis palavras. – Então vou perguntar de novo: O que acha? 

  Uma risada nervosa que permitia com que suas lágrimas corressem por seu rosto, Albafica soluçou. – Isso é sério....? 

  Um balançar para os lados, fazendo-me de inocente, já fora o suficiente para que mais lagrimas surgissem em seus belos olhos. – E por que eu brincaria? – virei-me para ele, fitando aqueles belos orbes azuis que brilhavam sem parar.

  Um forte abraço e um longo e carinhoso beijo foi tudo o que recebi de si, incluindo as risadas nervosas e mais outros carinhos que recebera do mesmo. 

  _Eu te amo – riu dentre as lágrimas, arrancando de mim um olhar surpreso, porém, repleto de alegria. – Eu te amo, Manigold...

  Segurei seu rosto com uma de minhas mãos, retribuindo o beijo que antes fora-me entregue. – Eu também te amo, minha doce rosa branca.... Amo muito...    

  Não sabia por quanto tempo a mais ficamos trocando juras de amor, meloso, eu sei, mas por uma pessoa que amo, valeu muito apena. 

 ***

  Na manhã seguinte, voltei para a casa de Lugonis, pronto para prestar um pouco mais de mês serviços para com ele. Meu “colega” e futuro sogro, aceitou minha oferta com alegria no olhar. Não tive a audácia de contar a ele sobre minha proposta para com Albafica, afinal, estávamos prestes a sair de um problema, não queria entrar em outro tão depressa.

 Com os embalos da limpeza, fiquei responsável pelo quarto de Alba, preparando o cômodo de um modo especial para sua tão esperada volta. Enfeitei sua janela com rosas brancas e vermelhas, unindo-as por suas raízes verdes e pouco espinhentas, em suas prateleiras de livros para pessoas de inteligência avançada, adicionei mais um título de grande amor naquela grande coleção, “A menina e o coelho”. Percebendo o parafuso solto em uma dessas prateleiras, retirei de meu casaco uma pequena chave de fenda que, por coincidência, trazia consigo uma cartinha pequena. Não me recordava de ter recebido uma carta, muito menos ter feito uma. A abri e reconheci as letras que marcavam aquela folha, de imediato, sentindo meu coração bater mais forte e o medo percorrer meu corpo de maneira violenta.

  Com lágrimas nos olhos e um grande desespero acumulado no peito, abandonei tudo o que estava fazendo e corri para onde meu pai e Lugonis estavam, explicando dentre palavras mal faladas o que acabara de acontecer. Com a chave já em mãos, meu pai foi o primeiro a chegar no carro, ligando o veículo sem demora, nos levando para o hospital onde Alba estava. 

  

  Corri pelos corredores, esbarrando nas pessoas que cortavam minha frente, Yuzuriha e tio Hakurei foram duas delas. Ambos me barraram em um dos corredores, questionando a mim o porquê de todo aquele desespero. Não expliquei tudo o que deveria, mas as que poucas e estranhas palavras que saíram de minha boca já foram o suficiente para que Yuzuriha fosse chamar ajuda e tio Hakurei me acompanhasse até o quarto de Albafica, ás pressas.

  Uma cama vazia fora tudo o que encontramos, aumentando o tremor que percorria meu corpo por conta do desespero que chegara ao limite. 

  O procuramos por todo hospital, cada quarto, cada banheiro, cada consultório, e nada dele aparecer. O choro fez-se presente naquele momento.... Como poderíamos ter sido tão ingênuos para chegar a este ponto? Albafica estava morrendo e nós, simplesmente, preferíamos acreditar que ele estava saindo daquele bendito lugar....

  Deixando o homem que tanto me agradecera e se orgulhara de mim por uma coisa tão impossível, para trás enquanto chorava compulsivamente, caminhei sem parar até chegar ao terreno coberto pela neve que voltava a cair. Não estava satisfeito somente com aquilo, eu precisava me afastar mais, mais e mais... encontrar algum lugar silencioso onde poderia chorar à vontade, mais e mais. Tudo o que queria naquele momento era chorar....

....Foi então que eu o vi....

  Engolindo o grito de socorro que permanecia preso em minha garganta, junto ao choro, corri até ele. Seus belos cabelos azuis estavam esparramados pela neve, seus olhos estavam fechados e sua respiração muito curta. Seu pálido corpo fervia pela forte febre, fazendo-o tremer pelo frio que sentia, mesmo estando usando um de meus grossos casacos. Suas pálidas mãos estavam fechadas, escondendo algo pequeno e colorido dentre elas. 

  Gritei desesperadamente por socorro, chamando por todos os nomes das pessoas que também procuravam pelo ser que, agora, estava praticamente morto em meus braços. 

  _Albafica....Albafica.... – tentava acorda-lo. – Por favor....Alba...

  Em um gesto lento e preciso, seus olhos se abriram com dificuldade, desviando-os em minha direção, esboçando um leve e fraco sorriso em seus lábios brancos. 

  _...você veio.... – sorriu, arfando pela fata de ar.   

  _O que você tem na cabeça?! – bradei dentre fortes soluços. – Você não pode fazer isso Albafica....

  _...não depende de mim escolher.... Manigold.... – arfou, interrompendo-me. – ...infelizmente...

  _Isso não é questão de decidir o que é, ou não, Albafica.... – bradei novamente. – V-Você precisa voltar para dentro do hospital, AGORA...!

  _Não! – exclamou, esforçando-se mais do que deveria, tossindo o sangue que não se fazia presente há muito tempo. –... Eu não quero morrer dentro daquele quarto....

  _E quem disse que você vai morrer?! – indaguei, não impedindo com que outros soluços acompanhassem minhas palavras. – Você é um idiota.... Um idiota, burro e precipitado...! 

  Um outro sorriso formou-se em seus lábios. –...Eu sou o seu idiota, burro e precipitado.... Manigold... – estendendo uma de suas mãos, Albafica tocou meu molhado rosto carinhosamente, enquanto, com a outra mão, depositava em meu pulso um colar que carregava um pequeno pedaço de vidro vermelho. O presente que eu dera a ele naquela madrugada de natal. – ....Eu te amo.... – sussurrou. 

  _Não, Albafica.... não faça isso comigo... por favor.... – chorava compulsivamente. – Você vai ficar bem.... vai sair daqui com vida.... seremos felizes... eu, você e a pequena Melissa.... – lagrimas também brotaram em seus olhos. – Fique comigo.... por favor... fique comigo, Albafica....

  _...obrigado por tudo...Manigold... – entregou seu típico e doce sorriso que tanto me fazia bem. – ...Eu te amo... amo muito....

  Sua delicada mão escorregou por meu rosto, mas eu a impedi de cair, a segurando com firmeza e suplicando para que Albafica não fechasse aqueles olhos... 

...Eu havia esquecido do quanto ele era teimoso....

  O choro sentido e repleto de dor era tudo o que saía de minha boca, abraçando seu corpo sem vida fortemente, sem me importar com aqueles que se aproximavam de nós. Relutante, o entreguei para o enfermeiro que acompanhava meu tio, levando-o para longe de mim....

  Lugonis debatia-se nos braços de Yuzuriha e meu pai que tentavam segura-lo, mas nada adiantou. Lugonis caiu de joelhos naquela neve que fora manchada pelo pouco do sangue perdido de Albafica, chorando e implorando a Deus para que devolvesse seu tão amado filho de volta para si. 

  Não suportando mais ver todo aquele sofrimento em minha volta, corri para perto de meu pai e tomei as chaves do carro que o mesmo segurava com fraqueza, questionando-me, também dentre lagrimas, para onde eu iria.... Eu o deixei falando sozinho....

  Liguei o velho carro vermelho e, em questão de instantes, já estava dirigindo em uma rodovia movimentada, sem rumo e sem noção do que estava realmente fazendo naquela estrada. Já era noite e eu permanecia na estrada. Faltavam poucas horas para comemoração de ano novo e, simplesmente, não tirava os meus olhos da estrada. O choro era frequente, atrapalhando minha concentração e a imagem da estrada lisa em que seguia sem parar. 

  Tudo isso até minhas memorias voltarem para o passado, em meus maus tratos para com ele, minhas implicâncias e divertimento por seu sofrimento....

  _Isso é algum tipo de castigo?! – gritei com todas as forças, deixando a estrada de lado. – Toda essa raiva, sofrimento e dor é para pagar os meus pecados?! MEUS PECADOS?! - fechei meus olhos por um breve instante, encostando minha cabeça na parte forrada do banco. – Por que ele teve de pagar por meus pecados...? Por que, Deus...? Por que...? 

  Foi tudo o que consegui falar antes de minha voz falhar e uma forte luz refletir em meus olhos, fazendo-me lembrar das palavras escritas naquela carta antes de ter o mesmo destino que minha amada rosa....

“Muitas vezes perguntava a mim mesmo o porquê de tanto sofrimento, meu, seu e das pessoas as quais amamos. Minha mãe costumava a dizer que o sofrimento é como uma rosa: aos poucos ela murcha, mas também, com o passar do tempo, pode se recuperar, porém seu destino é apenas um: murchar....

Uma rosa morta é esperança para uma futura e mais bela rosa. Não importa a cor nem mesmo se é grande ou pequena, esta nova rosa crescerá na mesma terra fértil em que a velha rosa vivera, proporcionando a ela uma vida mais alegre e duradoura....

Todas as vezes em que pensava não ter mais caminhos para prosseguir, por estar triste e sozinho, eu encontrava você, Manigold. Seu sorriso me contagiava, suas brincadeiras de mau gosto, muitas vezes me alegravam, tanto por ser seu alvo, quanto por estar perto de você.

Sempre que você está ao meu lado, Manigold, sinto-me como uma rosa, que murcha quando vê você longe e se recupera quando você se aproxima.

Por isso lhe peço que, nunca deixe essa rosa morrer em seu coração....

Muito obrigado por tudo....

Amo-te de todo o meu ser....

 

Com amor: Albafica."

 

 

     

 

 

 

 

 


Notas Finais


.....matem......


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...