História My Sweet Wife - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Palavras 2.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cês acharam que eu não ia atualizar a fanfic no feriado, né? hahahaha

O JHOPE APARECE HOJE. Pronto, berrei. Vocês não sabem o quanto eu esperei por esse momento, sério. E ele é tão amorzinho, aff

O foco desse capítulo é no Taehyung e vocês vão conhecer dois lados dele. Ele é o meu personagem favorito, eu o amo tanto que dói e ultimamente tem doído bastante. Tô triste.

Capítulo 24 - Chapter 23


— Bom dia, Hobi. — Hoseok foi surpreendido por Taehyung ao abrir a porta. Era cedo e ele ainda nem havia preparado o café da manhã, pois acabara de levantar. Apesar de estar um pouco sonolento, ele sorriu, radiante com a visita repentina do mais novo. Hoseok era o tipo de pessoa que sempre acordava de bom humor.

— Bom dia, Taetae! — Ele se afastou da entrada para deixá-lo passar e recebeu um abraço caloroso, que fez seu coração vacilar por alguns instantes. Tentou não demonstrar toda a sua animação matinal, mas era difícil, ainda mais quando o cara de quem gostava aparecia de surpresa na sua porta com um sorriso enorme. Não queria demonstrar sua paixão platônica por Taehyung, mas, mesmo sem perceber, deixava tudo tão óbvio que o mesmo já percebera tudo há tempos. — Você veio ver o Jin? É um pouco cedo demais, não acha? Ele e a Jisoo chegaram de madrugada e ainda estão dormindo, mas se você quiser deixar algum recado...

— Não vim ver o Jin, estou aqui por sua causa. 

— Por minha causa? — Involuntariamente, Hoseok sorriu ainda mais.

— É, eu passei à noite na casa de um amigo que mora aqui perto e estava indo embora quando resolvi fazer uma visita. Sei que você sempre acorda muito cedo e que também adora surpresas. — Taehyung abaixou os olhos, demonstrando estar um pouco envergonhado. — Eu estava com saudades.

— Na casa de um amigo? — Hoseok cruzou os braços, argueando uma sobrancelha. A súbita demonstração de ciúmes fez Taehyung rir baixinho e escolher as palavras com cuidado.

— É, um amigo. Só um amigo, ouviu bem? Ele deu uma festa ontem e eu acabei ficando até mais tarde. Como eu moro longe, acabei passando a noite lá.

— Você não me deve explicações. — Se apressou em dizer. Não queria parecer desesperado e muito menos possessivo. — O que é isso nas suas mãos? 

— Ah, eu encontrei aqui fora. — Taehyung entregou alguns envelopes para ele. — Deve ser a correspondência do Jin.

— Hum, deixa eu ver. Coisas do escritório, contas, uma carta da avó... fala sério, quem ainda manda cartas hoje em dia? — Hoseok colocou os papéis na mesinha de centro e encarou Taehyung. Desde que se mudara para Seul eles se aproximaram bastante e ele não poderia estar mais feliz. Ainda mais agora que Taehyung vivia distribuindo sorrisos amáveis para si — porque ele não costumava sorrir com tanta frequência — e ficava inventando desculpas esfarrapadas para encontrá-lo em horas aleatórias. Durante a viagem de Jin, Hoseok começou a recebê-lo de madrugada, para assistir filmes e conversar. 

— Hobi, na verdade o motivo de eu ter vindo aqui é outro...

— E qual é? — Perguntou, com o coração voltando a acelerar. 

— Eu não tomei café da manhã na casa do meu amigo e estou morrendo de fome. E como eu conheço alguém que cozinha maravilhosamente bem...

— Chega, você não precisa me bajular para conseguir o que quer. Vem comigo, eu vou preparar algo delicioso para nós dois. Você emagreceu muito nesses últimos tempos, por acaso está se alimentando direitinho? Eu aposto que não. — Antes que Taehyung pudesse responder, Hoseok o pegou pela mão, entrelaçando os dedos nos seus e levando-o até a cozinha. Chegando lá, ele começou a cortar algumas frutas e ele sentou ao seu lado, na bancada, olhando cada movimento que ele fazia com atenção. — Para, você está tirando a minha concentração. 

— Como?

— Eu não consigo fazer nada com você me olhando assim.

— Você quer ajuda? — Perguntou com uma risadinha. Hobi era adorável. 

— Não, obrigado. — Ele tentou parecer sério e focado. 

Continuou cortando as frutas em cubos e as colocou em pequenas taças. Depois, pegou torradas e um potinho de geleia, levando-as para a mesa. Ao passar por Taehyung para pegar alguns talheres no armário, ele o puxou pelo braço, trazendo-o para perto de si. Sentado na bancada, ele passou as pernas em volta do corpo de Hoseok.

— Tae, o q-que você está fazendo?

— O que acha que eu estou fazendo, Hobi? — Taehyung apertou o ombro dele com uma mão e foi subindo devagarzinho a outra até a nuca. Hoseok, coitado, já estava se tremendo todo só de pensar na possibilidade de ser beijado por Taehyung e sentiu o corpo inteiro se arrepiar ao receber um carinho suave naquela região sensível. — Eu gostei muito de me aproximar de você. — Disse com a voz rouca e sensual, bem próxima ao ouvido dele e Hoseok estremeceu mais uma vez. — O que acha de sair comigo um dia desses?

— Tipo em um encontro? — Quase gaguejou e mordeu o lábio inferior com força. Aquela pergunta fora muito idiota.

— Depende, você quer ter um encontro comigo?

— Essa resposta é bem óbvia. — Respondeu e passou os braços ao redor da cintura dele, apertando-o levemente. Taehyung o pegou pelo queixo e lhe deu um selinho rápido, que foi o suficiente para fazê-lo ir ao céu e voltar. Hoseok piscou algumas vezes, se perguntando se estava mesmo acordado. A situação parecia irreal demais.

A verdade é que ele sempre gostou de Kim Taehyung, o sexy e adorável melhor amigo do seu chefe. Entretanto, nunca revelou seus sentimentos porque tinha dúvidas a respeito da orientação sexual do outro. E ele sempre o esnobou, falavam apenas o necessário durante suas visitas a Seul. Entretanto, as coisas mudaram quando Jin casou e ele se mudou para a mesma cidade. Taehyung começou a se aproximar sutilmente e agora estavam ali, aos beijos na cozinha. O pior era que Hoseok era do tipo que criava expectativas e já estava imaginando como seria a vida de casados com o outro e que nome dariam ao seu casal de filhos.

— E o meu café da manhã? 

— Eu já estou terminando. — Respondeu e se inclinou para beijá-lo de novo.

— O que está acontecendo aqui? — Jin perguntou, entrando na cozinha de repente. Ele usava apenas uma calça jeans clara e estava com os cabelos desgrenhados.  — Taehyung, é você? — Ele estreitou os olhos para ver melhor. Jin estava sem suas lentes de contato e não conseguia enxergar bem sem elas. 

Imediatamente, Taehyung empurrou Hoseok e saltou da bancada, com o rosto vermelho de vergonha por terem sido flagados naquela situação. Só não estava mais envergonhado do que Hoseok, que desejava sumir.

— O que vocês estavam fazendo? — Aparentemente, Jin não vira o selinho. 

— Nada. — Taehyung respondeu, apressado.

Jin tomou um copo de água calmamente enquanto observava os dois. 

— Você pode preparar uma bandeja com café da manhã para dois, por favor? — Pediu a Hoseok. — Quero acordar a Jisoo com uma surpresa. — Ele sorriu e se virou para o amigo. — O que você está fazendo aqui a essa hora, Tae? 

— Nada, eu já estava indo embora. — Fez um pedido de desculpas silencioso para Hobi e saiu da cozinha, sendo seguido por Jin. 

— Ei, calma. — Disse Jin quando o alcançou, já na porta. — Não precisa ir embora assim. Não vai me explicar o que porra foi aquela? O Hobi continua dando em cima de você? Eu sei que ele tenta disfarçar, mas não é nada sutil. 

— Não. — Respondeu com a voz arrastada, tentando ignorar as marcas evidentes no pescoço de Jin. Não queria imaginar a situação em que estavam quando Jisoo fizera aquilo.

— É muito cedo para você estar aqui. — Jin disse por fim. — Será que você não podia esperar pelo menos alguns dias antes de vir correndo para cá? Eu acabei de chegar de lua de mel e a Jisoo ainda está se adaptando a nova casa. Não é um bom momento para visitas.

— Eu não vim ver você. — Taehyung respondeu, nitidamente magoado. Odiava quando Jin falava daquela forma. Ele estava sendo invasivo, sabia disso, porque — ainda — queria destruir o casamento do outro o mais rápido possível. — Eu só queria ver o Hobi, não tenho culpa se ele também mora aqui. Enfim, me desculpe por incomodar, eu já estou indo embora. 

— Também não precisa sair assim. Você pode tomar café da manhã com ele enquanto eu fico com a Jisoo, eu não me importo. Vamos ficar no quarto mais um pouco, a viagem foi extremamente cansativa. 

— Eu não quero atrapalhar, então vou para casa.

— Ok, Taehyung. Você já está atrapalhando. — Jin disse em um tom brincalhão, porém falava a verdade. — Fala o que você quer.

— Falar, o quê? 

— Aconteceu alguma coisa? Por que você ficou me ligando sem parar durante a minha viagem? 

— Então você viu as minhas ligações? 

— Claro. — Soltou o ar que estava preso em seus pulmões. — Você ficou me ligando várias vezes todos os dias, foi irritante. Não me leve a mal, mas eu e Jisoo queríamos ficar sozinhos, por isso eu a levei para uma ilha deserta. 

— Então você simplesmente... me ignorou?

— Ah, por favor. — Jin deu uma risadinha nervosa. — Minha esposa estava precisando de mim no momento, se é que você me entende.

Cada palavra foi como uma facada no coração de Taehyung. E pior, parecia que Jin sabia e estava fazendo de propósito.

— Sempre que você precisa de mim eu estou pronto para te apoiar. — Ele disse as palavras pausadamente, tentando se controlar. — Eu só achei que, como meu melhor amigo, você fosse fazer o mesmo.

— Chega de drama, Tae. Me diz logo o que está acontecendo. Está tudo bem? 

Taehyung ficou em silêncio por alguns segundos e Jin o encarou com atenção. Mesmo sem enxergar direito, percebeu que o melhor amigo emagrecera bastante e estava pálido. Além disso, ele tinha enormes olheiras no rosto. Apesar de não estar frio, ele usava uma blusa preta de mangas compridas. Compridas demais. Sem dizer nada, ele deu um sorriso de deboche e se virou.

— Taehyung. — Jin chamou e o puxou pela manga da blusa, em um movimento rápido. Ao fazer isso, pôde perceber grandes marcas vermelhas no braço dele. Taehyung tentou recuar, mas Jin o segurou com força e puxou a manga até metade do braço, revelando inúmeros cortes. Jin arfou, tentando processar a informação. 

— Me solta.

— Então você voltou a se cortar? Quando isso aconteceu? Por quê? — Fez as perguntas rapidamente, olhando-o com espanto. 

— Não precisa fingir que se importa. 

— É claro que eu me importo! Por que você não pediu ajuda? 

— O que você acha que eu estava tentando fazer? — Retrucou, ríspido. 

— Então foi por isso que você me ligou tantas vezes? Você teve outras crises? Eu não imaginava que fosse algo tão sério...

— Ah, não imaginava? — Ele riu, tentando esconder o quanto estava nervoso. 

— Me desculpe, Tae. Se eu soubesse que você estava tendo uma recaída, eu juro que atenderia. Mas por que você não tentou conversar com os meninos?

— Você acha que é fácil chegar para todo mundo e falar "ei, eu estou surtando de novo. Você pode me ouvir e quem sabe me ajudar?" — Taehyung sentia os olhos arderem, mas continuou segurando as lágrimas e sorriu, debochado. Porque ele era assim, guardava tudo para si mesmo e fingia que a dor não existia. E sorria enquanto sofria. — Eu sabia que você estava ocupado demais com a Jisoo e não quis incomodar, então eu tentei falar com o Namjoon, mas ele só pensa na Jennie. O Jimin também se mudou para Seul e estava procurando emprego, enquanto  o Jungkook tinha coisas da faculdade para resolver. Eu não queria continuar sendo um peso para todo mundo, não mesmo.

— Mas você ainda tem a gente, Taetae. — Jin tentou argumentar. — Você tem a mim.

— Será que tenho mesmo? — Ele retrucou, tão sério que o assustou. — Tudo mudou depois que a Jisoo chegou.

— Você não pode tentar comparar a nossa amizade com o meu relacionamento com ela.

— Não mesmo, Jin. Você tem razão, eu não posso comparar e sabe por quê? Porque eu estou ao seu lado desde sempre, ou você esqueceu? Para quem você desabafava quando brigava com os pais ou quando ia mal na escola? Para mim, não é? E para onde você foi quando fugiu de casa aos dezessete anos? Isso mesmo, para a minha casa. Eu estou do seu lado desde sempre, antes mesmo dos seus pais inventarem esse casamento idiota e você conhecer essa garota.

— Taehyung...

— E o que aconteceu quando você a conheceu? Você se apaixonou pela primeira vez e foi no meu ombro que você chorou quando ela te deu um fora. Lembra de todas as vezes que você ficou chateado por causa dela e me ligou de madrugada? Foram muitas vezes e, mesmo você sendo um porre, eu nunca te ignorei. E até mesmo quando vocês brigaram na lua de mel você foi correndo desabafar comigo. Desculpe se eu achei que poderia fazer a mesma coisa. 

— Você continua indo ao psicólogo e ao psiquiatra? —Jin perguntou, ignorando a súbita vontade de chorar. Percebeu o quanto deve ter sido difícil para ele ouvir que fora ignorado de propósito. 

— Não. 

— Tae, mas você precisa ir...

— Você não é ninguém para me dizer o que eu devo ou não fazer. 

Jin ficou imóvel, chocado com a maneira como Taehyung falara com ele, até que o mesmo abriu a porta, saindo da casa. Ele foi atrás dele e o encontrou esperando o elevador. 

— Me desculpe por tudo, está bem? — Ele tentou abraçá-lo, mas Taehyung o empurrou com violência. Era a primeira vez que recusava um abraço seu.

— Me deixe sozinho e vá para casa. A sua doce esposa precisa de você. — Disse com ironia e Jin se controlou para não revidar. 

— Você também precisa de mim, Tae. Eu vou ajudar você a parar com os cortes e tudo vai voltar a ficar bem.

— Por que está tão preocupado com esses cortes? Não foi você mesmo quem me mandou parar de fazer drama? Quer saber saber de uma coisa? Eles são, de longe, a coisa menos grave que eu já fiz nos últimos tempos. E não, eu não preciso de você. 

O elevador chegou e Taehyung entrou, enquanto algumas pessoas saíam. 

— Sim, Tae. Você precisa e sabe por quê? Porque eu sou o seu melhor amigo.

— Não, Jin. Você não é. 


Notas Finais


Como eu disse anteriormente, o Taehyung é o meu personagem favorito, então eu estou sofrendo muito. Não sei se deu pra perceber pelos capítulos anteriores, mas ele tem alguns problemas psicológicos. E, percebam que o que ele sente pelo Jin não é normal, está mais para uma obsessão. Acho que eu já deveria ter explicado isso.
Eu já escrevi o flashback deles, tem até um momento fofinho TaeJin Estou falando demais?

E, o Hoseok é todo apaixonadinho por ele. Ai gente, espero que entendam o porquê de eu ter deixado ele guardado por tanto tempo. Ele vai ter uma participação importante no arco do Tae. Se vocês não gostam de Vhope, eu sinto muito, mas era sobre eles a quem eu estava me referindo quando disse sobre o yaoi nessa segunda parte.

Estou ansiosa pra saber o que vocês acharam disso tudo. Me contem, por favor.


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