História My Truth - Capítulo 64


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Cana Alberona, Flare Corona, Gray Fullbuster, Happy, Igneel, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Natsu Dragneel, Personagens Originais, Ur, Virgo, Zeref
Tags Calu, Colegial, Ecchi, Esporte, Fairy Tail, Família, Gruvia, Laços, Lali-chuawn, Lucy Heartfilia, Magia, Nalu, Natsu Dragneel, Romance, Tempo Espaço, Zervis
Visualizações 488
Palavras 2.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi queridos leitores. ^^ Foi um bom tempo desde a pausa, na verdade eu nem cheguei a contar exatamente a quantidade de dias e acho que nem quero, apenas vou pensar que dei um salto por cima de uma poça de lama, bem melhor ><

Eu devo um pedido de desculpas pela demora, pensando pelo lado leitor, eu também sofro muito com algumas fanfics que amo e estão paradas, mas como escritora, sei que existem tantos motivos para isso, então só resta buscar entender e tive muita compreensão demonstradas por alguns no último capítulo. Realmente agradeço por isso.

Agora estou um pouco ansiosa, talvez por está voltando, por saber se irão gostar dessa volta, mas eu farei o melhor que puder daqui por diante.

Esse capítulo seria o que eu devia ter postados tempos atrás, então eu me senti mais confortável continuando aquele pedaço do anterior, talvez seja até melhor ler tudo, ou quem quiser pode dar aquela puladinha, vocês que decidem.

O capítulo se chama "Centelha" devido ao nome da música que o Natsu canta nele, eu vou deixar o link dela no final, para quem quiser ouvir.

Muito obrigada pelo carinho! Boa leitura!

Capítulo 64 - Centelha


Fanfic / Fanfiction My Truth - Capítulo 64 - Centelha

Sexta-feira, 26 de junho de 2015. 18h: 21min, na mansão da família Makarov.

 

Natsu terminava de ajeitar o cinto diante de um espelho que capturava todo o seu reflexo. Ele abotoou os botões existentes na manga da blusa e colocou o colete escuro que combinava com o restante do terno.

— Cadê aquele treco? — Se referia a gravata, estranhava, pois desde o começo havia sentido sua falta.  

Antes que pudesse se estressar ou ir em busca de alguém para resolver o pequeno problema, sua atenção foi direta a porta quando ouviu algumas batidas. Assim que foi aberta, Zeref revelou-se, prontamente uniformizado de noivo.  

— Oi. — Acenou, mostrando uma gravata tom rosa claro. — Me disseram que você estava se arrumando aqui. Procurando isso?  

— Hm... — Natsu o ignorou, deu as costas e colocou o paletó. — Onde você se meteu esse tempo todo? Eu praticamente tive que perambular por esse labirinto de corredores ao lado de estranhos. — Reclamava. — O pior de tudo é não poder me comunicar com ninguém. Cortaram meu cabelo, fizeram minha barba... Quase me deram banho. Você nem sequer deu as caras para explicar como tudo ia acontecer e ainda me querem cantando uma música melosa que nunca ouvi na vida. — Suspirou. — Cadê a Lucy?  

— Pff. — Zeref conteve a risada. — Desculpa te deixar sozinho, mas essa irritação toda é saudade da namoradinha? — Caminhou até a cama, deixando o que tinha em mão ali.  

— Calado!  

— Explicando minha ausência... — Disse. — Além de eu ser o noivo, precisar ensaiar para a cerimônia às pressas, dar uma olhada nos meus votos, tive de ir às pressas até nosso condomínio... — Natsu o encarou. — Olha o que encontraram. — Tirou do bolso, revelando.  

— Meu celular! — Berrou, arrancando da mão do irmão imediatamente. — C-Como? Quando? Q-Quem? Eu achei que nunca mais ia vê-lo.  

— Eu recebi uma ligação do nosso porteiro. — Começou a explicar. — Parece que uma das crianças achou, mas sabe como são as crianças, né?! — Riu. — Tentou ficar para si, porém, os pais acharam e devolveram...  

— Huh. Tá cheio de arranhões. — Fez bico, avaliando a situação.  

— A culpa é sua por tê-lo perdido. — Implicou.  

— Tanto faz! — Sorriu. — O importante é o que contém nele... — Se tratava de fotos, vídeos, e mensagens que viviam salvas na memória. Coisas com seu pai.  

— Dessa vez tente fazer um backup. — Deu-lhe um peteleco e já pretendia sair. — Estou indo para a capela, tudo começa às dezenove horas, então não podemos nos atrasar.  

— Realmente tem uma capela aqui? O quanto Mavis é rica?  

— O que esperava? A família dela é aquela que rege uma rede educacional pelo país. — Deu de ombros. — Mas isso não importa pra mim... — Viu Natsu fazer uma cara de tédio, dar passos e pegar a gravata.  

— É pra combinar com meu cabelo? — Ergueu uma sobrancelha.  

— Não... É pra combinar com o vestido da minha madrinha, sua acompanhante hoje.  

— Quê?  

— Natsu, você vai ser meu padrinho e a Lucy a madrinha.  

— Ah... — Murmurou, pensando em seguida. — “O vestido dela é rosa?” — Passou a gravata no pescoço e sentou-se na cama enquanto ligava o celular. — Nervoso? — Fitou o irmão.  

— Porque eu deveria estar? — Zeref colocou as mãos nos bolsos dianteiros da calça. — Eu já disse, sempre soube que seria Mavis.  

— Eu nunca pensei direito sobre casamento... — Sua expressão mudou, buscando o peso das palavras de Lucy na praia. Em Hargeon, ela lhe confessou como aquela relação era importante.  

— E nem devia. — Fez maneios negativos. — Com dezesseis anos, sem conseguir lidar com seu pinto duro? Casamento pra você é impossível.

— Natsu corou e avançou no irmão.  — Cala essa boca! — Começou a empurrá-lo em direção à porta. — Sai daqui!  

— Espera Natsu, eu... — Foi posto para fora.  — O altar que é o seu lugar! — Se trancou no quarto.  

— Tudo bem, estou indo, mas... — Zeref passou a mão nos fios escuros e sorriu. — Não demore muito. — Pediu. — Siga o corredor até o salão do lustre, Lucy estava se arrumando no andar superior e deve vir por aquela escadaria.  

— Tá. Tá. Prometo não fazer hora. — Deu de ombros frustrado, mas logo ignorou a situação e optou por desbloquear seu aparelho telefônico.  

Minutos se passaram trazendo grande surpresa ao rosado. Seu celular recebeu várias chamadas perdidas, notificações do e-mail, mensagens na caixa postal e tudo que se pode existir.   

Ele estranhou tamanho exagero, mas diante da situação que se encontrava, prestes a assistir seu irmão casar, apenas colocou o aparelho no modo avião, jogou dentro do bolso, pegou a gravata e foi ao corredor.  Seu percurso até o hall principal da mansão foi executado com lentidão e monotonia.

Natsu pensava sobre uma pequena suspeita envolvida no caso do seu celular, a letra da música que ia cantar e tudo se fundia nas tentativas falhas de colocar aquela gravata.  

Pouco após a caminhada, já descia uma enorme escada. Ia tão despreocupado que nem havia notado Virgo e Loke no meio da recepção luxuosa.  

— Quer ajuda com isso? — A rosada tocou em seu ombro, despertando-o dos devaneios. Natsu corou devido ao pequeno susto e sua saída foi recusar de maneira silenciosa. — Tudo bem... A Lucy já deve está descendo, talvez ela possa ajudar. — Ela pegou o braço de Loke, trocando olhares calorosos e disse em seguida. — Estamos indo, quero pegar um bom lugar. — Deu uma piscadela.  

— Disseram que você vai cantar. — O ruivo disse, e logo ajeitou seu óculos. — Estou muito ansioso por isso, não sabia que tinha esse dom.  

— Huh, não é nada demais, eu apenas preciso fingir que é um karaokê. — Natsu fez uma careta.  

— Oh... — A rosada se mostrou surpresa, afinal, ele cantaria na frente de várias pessoas, enquanto a noiva caminha até o noivo.

Era um momento de grande importância e lhe passou pela mente se o garoto media o tamanho de sua responsabilidade. Preferiu se calar, era melhor ele não ter motivos para começar a ter uma crise nervosa.  Diante do recente silêncio, Natsu falou meio irritado.

— Olha só, se é pra duvidar de mim, apenas vão logo e me deixem! — Revirou os olhos, colocando com certa força as mãos nos bolsos da calça.  

Naquele momento, uma risada franca emergiu no local, como bolhas vindas do mais profundo oceano, coisa que despertou em Natsu aquele tipo de sensação que não sabia nomear. Seus lábios abriram e tremeram, ele permaneceu parado ouvindo-a falar.  

— Não impliquem com o Natsu, vocês dois. — Lucy estava no andar superior, tocava o corrimão para iniciar a descida e desde então, apenas concentrou-se naquela tarefa deveras complicada com seu vestido longo.  

— Vamos Virgo? — Pediu Loke, e recebeu consentimento, deixando o jovem casal a sós.

Numa sala iluminada com um lustre de diamantes acima de suas cabeças, os passos da dama ecoavam ritmicamente, agudos, com os saltos que ela usava chocando-se nos degraus de madeira.

Cada vez mais perto.   

Natsu deixou que seus olhos fossem guiados na direção em que vinha o som, sua cabeça ergueu-se o suficiente para dar de cara com a bela visão dela, e naquele exato instante, embora Lucy tivesse atenção na barra do vestido para não tropeçar, ele pôde assistir o ambiente ser cortado em formatos de quebra cabeça, onde saíam aos poucos, deixando somente o local entre os dois.

O vestido rosa possui dois tipos de tecido, onde o superior parecia rendado, com locais mais claros que outros. Ia até o pescoço, impossibilitando decote, mas deixando evidente a existência deste detrás do frágil bordado.  

Com exceção da parte na cintura marcando a presença de sua silhueta sensual, todo o resto do tecido caia livre deixando quase impossível avistar a sandália que usava.  

Entretanto, se Natsu fosse apontar o mais esplêndido, aquilo que o fez duvidar sobre o motivo de alguém como ela estar apaixonado por ele, foi quando os olhos castanhos capturaram sua Imagem.

A face de Lucy ruborizou de forma singela, seus lábios curvaram e todo ar envolta dela parecia brilhar.  Quando Natsu notou a falta de intenção dela em continuar vindo até ele, apenas moveu-se.

Subiu os três degraus que restavam, sem desviar o olhar ou pronunciar alguma palavra. Ele deu a mão para ela segurar, e Lucy aceitou de bom grado.  

— Bem... — A guiou com cuidado, sem conseguir escapar da tamanha beleza, até mesmo o perfume lhe deixava desconcertado. — Acho que você já deve saber isso, mas... Você tá muito linda.

Lucy soltou outra risada franca e satisfeita, podia sentir que todo seu sofrimento durante as últimas horas havia valido a pena. Depois de já estarem no chão firme, eles continuaram na troca de olhares enquanto davam as mãos.  

— O que foi? — Ela tomou iniciativa, estava se sentindo forte. — Quer dizer mais alguma coisa? — Provocou.  

Ele abriu os lábios, querendo falar às palavras que ela provavelmente esperava ouvir, mas apenas levou a outra mão até a face dela, tocando sua bochecha por um instante antes de capturar uma mecha de cabelo. As pontas estavam diferentes, pintadas num tom róseo.   

— Combinou contigo... — Enfim, conseguiu dizer os elogios.  

— Eu acabei seguindo certo palpite. — Deu uma piscadela e segurou o riso quando Natsu corou. Ela entendia o nervosismo dele muito bem. — Acho que alguém aqui precisa de ajuda com a gravata.   

— Ah, é... Não consigo da esse nó estúpido. — Fez bico, depositando toda frustração com relação a está perto de uma Lucy incrivelmente bela naquele pedaço de pano.   

— Me deixe ver isso aqui. — Lucy deu um passo adiante, tomou a gravata e desfez a bagunça que ele tinha feito. Depois começou a laçar o tecido e ajeitou em volta da gola. Fechou os botões do colete e por último alisou o peito dele sobre o paletó. — Perfeito. Você fica muito charmoso usando esse tipo de traje. — Confessou, deixando-o envergonhado.  

— C-certo, vamos lá? — Ele a sentiu segurar em seu braço direito.  

— Sim.  

No local da cerimônia.  

 

Todos os convidados esperavam pacientes,  a prévia recepção era executada de acordo com a elegância necessária e Zeref era o único dos irmãos Dragneel que se encontrava nervoso.   

No altar, estavam Yuri e Zera, padrinhos de Mavis, assim como Natsu e Lucy. Seu irmão pegava os últimos detalhes com alguns técnicos sobre o microfone e naquele momento, o moreno acompanhou outro homem levando um suporte para a partitura com a letra da música, caso Natsu esquecesse.  

Havia um pequeno grupo musical formado por velhos amigos da família Makarov, possuindo em conjunto instrumentos clássicos que acompanhariam Natsu, e a noiva entraria assim que a música ecoasse.

O local onde tudo aconteceria pertencia ao enorme jardim da mansão. Uma pequena capela de nome, vinda de gerações da família e que se tinham vários dos eventos cerimônias.  

— Dentro de dez minutos tudo vai acontecer, pronto? — Perguntou um dos responsáveis pelo som, e Natsu assentiu sem grandes problemas.  

Depois do homem sair dali, observou Zeref ajeitar a gravata pela décima vez no último minuto, e revirou os olhos enquanto seu irmão trocava meio gestos na direção de alguns amigos.  

Seguidamente, Natsu virou-se na direção de Lucy, flagrando-a perdida. Ela observava os detalhes do lugar, ele sabia disso, pois conseguia notar os olhos dela se movendo pela capela.

Queria dizer algo, talvez buscar alguma conversa trivial de sempre, mas tudo que fez foi segurar com firmeza aquele microfone com a mão direita, notando as pequenas daminhas sendo posicionadas na entrada.  

Zeref estendeu o braço até o ombro de Natsu, sorriu para ele e deu três batidas fracas lhe mandando sorte na tarefa de cantar, coisa que apenas fez o rosado rir sem humor.

Ao longe, ele viu Lisanna com uma câmera, assim como Virgo atenta a tudo e soltou o ar dos pulmões, respirando fundo em seguida.  

Iria começar.  

A violinista se posicionou, moveu-se e todos foram agraciados ao som suave. Natsu afrouxou o aperto no microfone, deu uma breve olhada no perfil de Lucy e voltou-se a entrada, cantando no mesmo momento em que o som do piano iniciou.

Mesmo quando estou acabado — as daminhas caminhavam jogando flores, e pouco após Mavis surgiu acompanhada por Makarov. — Você sempre põe um sorriso em meu rosto quando estamos juntos — Zeref levou as mãos até a face, sem entender como sua futura mulher conseguia ficar mais bela a cada dia, ela o encantava e o embrulho formado por sentimentos aumentava de acordo a voz do irmão. — E é como se isso desse vida ao mundo.  

Zeref e Mavis estavam conectados pelo olhar, por suas lágrimas traiçoeiras que formavam nos cantos dos olhos e levava emoção à boa parte das pessoas, uma em especial, que os assistia contemplada. Lucy mal respirava de tão concentrada.  

É um milagre passarmos os dias — naquele momento Natsu entendeu o porquê da letra lhe incomodar tanto. — E compartilhamos momentos juntos. — Ele, no fundo de seu coração, desejava dedica-la a outro alguém.  

A olhou de relance, e pegou-se surpreendido com Lucy chorando. Quase travou, mas continuou a cantar sem tirar os olhos dela.  

Quero que isso dure para sempre — pensou no que se passava na mente dela, e se deixou voltar a fitar na mesma direção a qual os olhos castanhos viam. Talvez tenha entendido um pouco a beleza do momento ao notar expressões vindas de Mavis e seu irmão. Lucy estava os imaginando no lugar deles, e doeu um pouco, embora quisesse ignorar. Acabou voltando a vê-la, sua vizinha, eterna melhor amiga e a garota que amava. — Então eu vou te olhar nos olhos e dizer — segurou a mão dela — que era a sua voz que eu queria ouvir...  

Lucy sofreu um choque ao contato, deixou de lado a pequena caminhada da noiva, o momento em que Makarov entregou Mavis ao noivo, os dois protagonistas se encontrando para ficar diante do altar e olhou Natsu com seus lábios entreabertos.

Suas palavras preenchem meus ouvidos gentilmente — o cenário mudou. — E abraçam o meu corpo.   

A partir dali olhares começavam a se direcionar para outro jovem casal. Natsu continuava a cantar, dessa vez para quem realmente queria.  

Não pode ser outra pessoa — apertou a mão de Lucy, trazendo forças as palavras. — Tem que ser você. — Aproximavam-se inconscientemente. — É com você que eu quero ficar, para sempre... — Ele a beijou, aquele toque devagar, delicado e repleto de amor.  

Zeref e Mavis os viam, e depois se olharam sorrindo. Era especial a todos afinal de contas, mas antes que outro ato pudesse encontrar finalização, a música chegou ao fim e os aplausos educados trouxeram Natsu e Lucy de volta.

Percebendo que tomaram toda atenção, pior, que haviam se beijado na frente de quase cem pessoas presentes, desviaram o rosto um do outro, sem saber como esconder o rubor crescente.  

Suas mãos em seguida separaram-se voltando ao mesmo lugar de antes, fingindo que nada intenso a ponto de deixá-los completamente emocionados com o coração descontrolado tinha ocorrido.   

O padre chamou a todos, tornando mais fácil quebrar o constrangimento alheio por antes e dando início a celebração religiosa.

 

Eu não fazia ideia de que teria uma missa, pensando bem, nunca fui a um casamento antes, e ficar ali em pé depois do micão que paguei foi uma tortura.

Queria logo é que o padre chegasse no momento dos filmes, “pode beijar a noiva” e fim de papo. Mas até lá, foram precisos quase duas horas, sinceramente, Mavis é legal, mas essa família dela é tããão chata!!!

Vamos pular pra festa! Olha, se tem outra coisa que descobri em casamento é que: noivos são cheios de frescura, visitando mesas, tirado fotos, criando apresentações. Além disso, existem pessoas que só vão pra comer, numa capela com quase cem pessoas, fiquei surpreso pelo jardim da festa ter bem mais que isso, de onde esse povo brotou?

Para meu desprazer, uma dessas pessoas foi a mulher macaca e sua amiga ruiva. Já devia esperar isso, Gildarts é conhecido por muitos.

Ainda não sei muito bem como lidar com ela, aquele beijo entre Cana e Lucy me assombra as vezes, mas as vi felizes na maior parte da festa, como amigas, e também pude conversar com Lisanna normalmente… isso me deu um alívio tão grande, me senti em paz, pelo menos até aquela Strauss traidora postar o vídeo de mim cantando no grupo da sala… mas ignorei as piadinhas dela.

De longe, tomando refrigerante, comendo tudo que me serviam, admirei o clima festivo, sabendo que meu pai poderia está presente contribuindo de alguma forma. O céu estava tão limpo, cheio de estrelas.

Debaixo dele, certa garota loira com pontas rosas dançou com Zeref, depois com Loke e ao começar a balada guiada por um DJ, mais uma vez a vi soltar o corpo livremente e… Droga! Ela é tão… irresistível?

Mesmo constrangido, a sequei enquanto dançava com as meninas e só fui até ela depois de notar outros urubus.

Não era o único garoto presente, muito menos os mais velhos deixavam de babar as adolescentes presentes, o que me deu desconforto, mas só por vê-la ignorando a todos quando me notou se aproximando, valeu a pena.

Nós dois caminhamos até estar frente a frente um do outro, e sorri ao ver o quanto ela já estava suada, mas permanecia linda.

Uma música lenta tocou, a única da noite na verdade e ela corou, seus olhos brilharam, pois se não me falha a memória, lembrava outra no passado.

Eu lhe dei a mão, e ela aceitou, tive medo pela proximidade dos nossos corpos, porém, Lucy o quebrou ao me abraçar, e nossa... senti meu peito explodir quando ela disse que queria ficar junto de mim.

Nossa dança foi tão lenta, quase sem nos mexer realmente, mas ainda era incrível. Ela é menor que eu, sempre foi, mas hoje parece mais frágil, delicada e indefesa. Mole? Me fez querer protegê-la, me faz querer parar o tempo.

Depois de algum tempo juntos, com ou sem música lenta… Lucy começou a se sentir mal.

Então todos os momentos felizes que passamos juntos foram feridos pela realidade que grita: ela ainda está doente.

 

Continua...


Notas Finais


Musica: https://www.youtube.com/watch?v=yMTpeUdn4o8 < Ending de Shigatsu wa kimi no uso.

Esse capítulo demorou, não ficou como eu queria, pois eu queria fazer maior, mas não deu... mesmo assim, na parte da escada, e quando ele cantou a música, eu senti um aperto no peito >< como se tivesse me conectando novamente, e eu amo isso. então espero que tenham gostado.

Eu tenho muito que agradecer, Isa, Penelopy, me apoiam muito quando escrevo MT e isso me conforta... Obrigada!
Além de que existem outras pessoas espaciais que me motivaram e me sinto aliviada, assim como fico feliz por tê-los aqui. Eu agradeço de todo coração.

Até logo /\ E assim como o final da música completa...

Arigato...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...