História My Two Sides - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Camila Cabello, Justin Bieber, Lauren Jauregui
Tags Bebidas, Bissexualidade, Camren, Criminal, Drama, Festas, Jauren, Laucy, Romance, Sexo
Visualizações 179
Palavras 4.368
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo cinco


Fanfic / Fanfiction My Two Sides - Capítulo 5 - Capítulo cinco

Eu escutei batidas fortes ao fundo da minha mente, conforme eu ia despertando elas iam ficando mais altas e ecoavam pelo quarto até meus ouvidos de forma perturbadora. Esfreguei meus olhos assim que os abri para melhorar minha visão que estava turva por eu ainda estar sonolenta. Rolei na cama tentando ignorar as batidas, mas elas pareciam tambores de música africana e estavam começando a incomodar minha cabeça. Olhei para o teto e percebi que tinha voltado para o inferno que eu estava vivendo, e que eu estava no maldito quarto de hotel ao invés do meu misero quarto.

- me deixa em paz – gritei ainda sonolenta e me virei na cama novamente afundando o rosto no travesseiro macio.

- você está atrasada Lauren – reconheci a voz de Chaz que gritava do outro lado da porta no corredor – se você não abrir eu entrarei de outro modo.

- me deixa, eu não quero levantar agora – gritei tirando o rosto do travesseiro e enfiando novamente ao terminar de falar.

- eu vou entrar, então se cubra – ele gritou me deixando confusa. Como ele entraria no quarto? Ele iria arrombar aquela porta que tem sistema de segurança de primeiro mundo?

- Vai fazer o que? Derrubar a porta com dinamite? – gritei virando de peitoral para cima e esfreguei os olhos obtendo um silencio em resposta. Merda o que ele vai fazer?

A porta se abriu normalmente me deixando completamente confusa. Essa droga não abre só com o cartão-chave que por sinal estar encima do criado mudo? Ou tem outra chave e eu não tô sabendo?

- tive que pegar o outro cartão-chave – Chaz disse balançando o cartão no ar que ele segurava entre as pontas dos dedos indicador e polegar – você achou mesmo que se trancaria aqui? Como acha que colocamos suas malas outro dia no quarto enquanto você dormia no chão? – ah estava explicado.

- eu não pensei nisso – revirei os olhos me cobrindo com o edredom branco – mas seria uma ótima opção me trancar aqui.

- vamos, você precisa se apressar! Se alguma coisa dar errado Justin me mata – ele puxou meu edredom me descobrindo e me deixando ainda mais irritada.

- porra Chaz, finge que eu não existo – bufei puxando o travesseiro para tampar meu rosto – por mim esse dia nem começava.

- você vai agora tomar um banho – ele falava puxando meu pé – nós vamos tomar café e ir para o salão de beleza – meu corpo ia sendo arrastado sobre o colchão enquanto ele falava – vamos!

- se você quer fazer o cabelo, vai sozinho eu só quero dormir – tentei chutar sua mão que agarrava meu tornozelo.

- bem que o Justin disse que você ia fazer um drama – Chaz jogou os cabelos para trás que caiam sobre seus olhos – você não é mais criança pra fazer showzinho!

- merda – gritei sentando na cama – eu já vou, estou sendo obrigada né – dei um pulo da cama – não tenho alternativa mesmo.

- sim, é melhor você cooperar pois nenhum outro segurança é tão legal quanto eu – ele colocou uma mão na cintura enquanto a outra guardava o cartão-chave no bolso – você tem dez minutos, sem mais nem menos.

- dez minutos? Está achando que eu sou o flash? – cruzei os braços a frente do busto e arqueei a sobrancelha.

- sem gracinhas vamos, já estou perdendo a paciência – ele disse de forma ríspida me fazendo engolir em seco. Parecia um Chaz diferente do que eu conhecia, talvez ele esteja bravo realmente por eu agir feito uma criança birrenta, mas veja bem não é como se eu tivesse a opção de agir normal nessa situação.

Tive que engolir meu orgulho e começar a agir, a essa altura já devia aceitar que eu não tenho mais alternativa a não ser obedecer. É como se eu fosse um robô sendo controlado por pessoas que dizem toda hora o que eu devo ou não fazer.
Encarei Chaz rapidamente antes de abrir uma das minhas malas e pegar roupas para me trocar. Ele ficou plantando a frente da porta aberta enquanto eu pegava uma calça jeans, um blusão, peças intimas e minha escova de dente, em seguida entrei no banheiro batendo a porta forte pra que ele entendesse que eu estava irritada. Tomei um banho rápido, sem molhar os cabelos, e usei os produtos oferecidos pelo hotel já que eu não havia trago nenhum na minha saída inesperada de casa. Troquei de roupa antes de começar a escovar os dentes, assim que terminei de fazer minha higiene bucal fui até minha mala guardar minha roupa que antes eu vestia, logo depois guardei minha escova de dente e caminhei até a porta passando por Chaz o deixando no quarto.

- espere, onde vai? – Chaz perguntou surpreso assim que passei por ele.

- você disse para ir tomar café, isso que estou indo fazer – respondi já no corredor passando em frente a um dos seguranças que ficava vigiando minha porta.

- espere por mim – Chaz gritou apressado e ei escutei o barulho da porta fechando. Ele deu uma leve corridinha até me alcançar e conseguir me acompanhar até o elevador – temos que chegar no salão antes das oito e meia e já são sete e quarenta – ele falava apressado enquanto apertava o botão para chamar o elevador – por que não acordou cedo? Eu pedi para acordar antes das sete!

- esqueci de colocar o celular pra despertar, uma pena – encarei ele cinicamente – me desculpe não irá mais se repetir. – Debochei fazendo ele travar o maxilar.

- Lauren isso não é um jogo – disse bravo e o elevador chegou – leve isso a sério, tem vidas em jogo inclusive a sua – nós entramos no elevador e ele apertou o botão para descermos. Eu fiquei parada ao seu lado que nem uma estátua, pois suas palavras me assustaram, eu não podia nem imaginar perder as pessoas que amo.

- me desculpe, não vai se repetir – falei séria e ele se manteve em silêncio.

Descemos para o restaurante do hotel e Chaz se sentou à mesa junto comigo, essa que já estava com um banquete servido, ele tirou o celular do bolso enquanto eu servia café na xícara. Nós nos entreolhamos rapidamente e eu levei a xícara até a boca bebendo um pouco do café, Chaz se manteve em silencio enquanto eu comia, ele dedilhava no celular concentrado e nem tirava os olhos do aparelho. Assim que terminei de tomar o café da manhã dei um pigarro fazendo ele me olhar.

- terminou? – perguntou enfiando o celular no bolso e eu concordei com a cabeça limpando o canto da boca com o guardanapo – vamos! – Ele levantou da cadeira pegando uma maça e caminhou até o balcão do restaurante comunicando a funcionaria para retirar a mesa.

O acompanhei sem dizer nada e me dei conta de que na pressa sai do quarto sem pegar meu celular e o cartão-chave do quarto.

- esqueci meu celular e o cartão-chave – falei quando paramos enfrente o elevador.

- sinto muito, mas não tem tempo de ir pegar, já estamos atrasados – ele respondeu ríspido sem nem me olhar. Parece que ele e o Justin tem dupla personalidade.

Já que eu não queria deixar o clima ainda mais tenso e nem fazer birra por conta de um celular, eu apenas me mantive em silêncio até o carro. Chaz parecia estar se segurando para não perder a paciência, ele nem ligou o rádio do veículo como fazia de costume, apenas manobrou o carro de forma rápida e parecia que estava fugindo.

- Vai com calma, não precisa dessa pressa toda – falei segurando o cinto para ter certeza de que estava afivelado direito, vai que, Deus me livre, acontecia um acidente por ele estar dirigindo às pressas.

- Claro que precisa – ele respondeu sem tirar os olhos da pista. Nos deixamos o estacionamento do hotel num piscar de olhos e pegamos a pista numa velocidade um pouco mais rápida do que costumávamos pegar para ir pra faculdade.

- assim vai ganhar uma multa – resmunguei sentindo um frio na barriga.

- isso é medo? – ele riu pelo nariz e eu bufei.

- não, é só que – tento explicar mas parece que minha garganta se fecha e minha língua dá um nó.

- isso não chega nem perto das fugas que eu dou – ele diz de forma convencida.

- fugas? Da polícia? – perguntei incrédula e ele começou a reduzir a velocidade.

- sim – ele riu – as vezes nos rachas a gente tem que fugir da polícia.

- a gente quem? – franzi o cenho já esperando ouvir o nome de Justin.

- eu e meus parceiros – ele me olhou rapidamente.

Resolvi não puxar mais assunto, estava começando a ficar assustada, não por ele estar em alta velocidade, mas por que em poucas horas eu irei me casar. MERDA.

Alguns minutos depois nós chegamos ao salão de beleza no centro da cidade que tinha um enorme letreiro dourado com um batom na ponta do nome. Havia uma placa pendurada com o preço dos cortes de cabelo e outras coisas, tinha uma enorme vitrine que dava pra ver um pouco do interior do estabelecimento, e pelo o que parecia estava vazio.

Assim que Chaz estacionou o carro em uma das vagas a frente do salão nós descemos do veículo e caminhamos juntos até a entrada. Era cedo e as ruas do centro não estavam tão cheias quanto costumavam ficar e os raios de sol estavam iluminando bem a calçada da rua.

O cabeludo foi caminhando na frente e abriu a porta do salão para que eu entrasse. E como diferente do que eu imaginava o salão por dentro não era rosa, na verdade tinha um tom bege nas paredes e as poltronas eram pretas. Havia muitos potes de produtos e coisas que costumam ter em salões de beleza.

- bom dia – uma mulher que aparentava ter seus 30 e poucos anos disse esticando a mão para Chaz assim que entramos no estabelecimento – já tem reserva?

- bom dia – Chaz respondeu apertando a mão da mulher – Lauren Jauregui, a reserva da noiva – ele me olhou então eu estiquei a mão para cumprimentar a mulher de cabelos loiros.

- bom dia – apertei a mão dela forçando um sorriso.

- você que é a noiva? – ela perguntou um pouco chocada e eu concordei com a cabeça um pouco desconfortável com a situação – tão novinha para estar se casando.

- sem perguntas, lembra? – Chaz disse ríspido e a mulher assentiu dando um sorriso sem graça.

- venha por aqui – ela disse me puxando pelo braço e me mandou sentar na cadeira preta com uma pequena pia para lavar os cabelos. Olhei para Chaz que sentava em uma das poltronas a minha frente com uma cara fechada – vamos lavar essas madeixas – a mulher disse num tom divertido enquanto eu me deitava na cadeira tentando encaixar minha cabeça no lugar para lavar os cabelos.

Bom, assim se iniciou uma manhã cansativa num salão de beleza, após terminar de lavar meus cabelos a mulher mandou eu me sentar em uma cadeira giratória a frente do enorme espelho e pelo reflexo notei que chegava mais clientes no local que estavam sendo atendidas por outras funcionárias. A mulher aplicou um produto de hidratação no meu cabelo e enquanto o produto agia na minha cabeça ela começou a pintar minhas unhas.

- Chaz você poderia aproveitar e cortar o cabelo – sugeri o olhando através do espelho.

- não sei, nós vimos aqui para cuidar de você, não de mim – ele respondeu encolhendo os ombros.

- não vai custar nada, aproveita – dou um sorriso e ele joga os cabelos para trás – você também tem que estar bonito.

- eu já sou bonito – ele deu uma piscadela me fazendo rir.

- vamos, aproveita que tem uma funcionária desocupada – insisto e ele levanta da poltrona indo sentar em uma das cadeiras ao meu lado. Ele me olha pelo reflexo do espelho e sorrir.

- só as pontinhas – ele diz levantando o dedo indicador e eu balanço a cabeça concordando.

A outra funcionária que tem as pontas do cabelo loiro pegou a capa preta e colocou no colo do cabeludo amarrando no pescoço do mesmo. Ela borrifou um pouco de água nos fios antes de pegar a tesoura. Enquanto ela cortava o cabelo de Chaz a outra mulher terminava de pintar minhas unhas. Ela fez francesinha nas unhas dos pés e das mãos, uma coisa bem simples.

Chaz já havia cortado o cabelo quando a mulher começou a lavar minha cabeça para tirar o produto e assim a secar os fios em seguida. Ela começou a conversar com a funcionária do seu lado enquanto alisava os fios da minha cabeça com a chapinha.

Levou cerca de uma hora para ela finalizar o cabelo e passar a trabalhar em meu rosto. Fechei meus olhos deixando a mulher fazer seu serviço, ela passou um liquido pastoso no meu rosto e avisou que tiraria uns pelos da minha sobrancelha. Foi alguns minutinhos de dor misturados com grunhidos de risadas vindas de Chaz. Assim que a mulher terminou de fazer minha sobrancelha passou uma toalha molhada em meu rosto retirando o creme e deixando minha pele seca com uma outra toalha. Logo depois ela passou com as pontas dos dedos um liquido cremoso, que eu presumi ser a base facial, e em seguida continuou passando as cerdas de um pincel em minha pele. Alguns minutos após tantas pinceladas ela mandou eu abrir meus olhos, e ao encarar meu reflexo fiquei surpresa, eu estava incrível, talvez eu nunca tinha me visto tão bonita.

- Precisamos colocar os cílios postiços – a mulher disse de costas mexendo na bancada a sua frente que tinha vários objetos de maquiagem.

Olhei pelo reflexo e notei que Chaz havia deixado o local.

- cadê o rapaz que estava aqui? – perguntei enquanto a mulher se virava de frente com os cílios na ponta de uma pinça.

- ele deu uma saidinha – ela respondeu colocando a mão no meu rosto – olhe para baixo.

Olhei para baixo sentindo os cílios colarem juntos aos meus cílios naturais, a senhora colocou nos dois olhos e quando terminou pediu para fechar os olhos novamente jogando um spray na minha cara que tinha cheiro de bala.

- está pronta!! – ela disse num tom de felicidade parecendo estar orgulhosa de seu trabalho.

WOW.

- essa realmente sou eu? – perguntei quase avançando no espelho

- sim – a mulher riu – fiz uma maquiagem leve mas que realçasse seus olhos que são lindos por sinal.

- obrigado – respondi sorridente

- o batom vermelho combina com a sua pele clara e a maquiagem está um pouco mais leve porque a cerimônia é no civil – ela explicava colocando a mão no meu ombro – só realcei a sua beleza.

- os cílios postiços fazem mesmo diferença – falei admirando meus olhos.

- aqui estão as coisas – Chaz disse desajeitado com duas sacolas pretas nos braços entrando no salão – meu Deus – ele abriu a boca em perfeito "O" ao me ver através do espelho – você está – pareceu que sua voz havia falhado e ele ficou completamente mudo.

- radiante – a mulher completou girando a cadeira e me fazendo ficar de frente pra ele.

- isso – ele sorriu – vamos, estamos quase atrasados – ele jogou uma das sacolas na poltrona que ele antes sentava – aqui está a tiara, as joias e o vestido.

- vamos até o banheiro pra você colocar o vestido – a mulher disse me puxando pela mão. Encarei Chaz nervosa e engoli em seco observando à mulher pegar a sacola das mãos de Chaz antes de seguir para o banheiro.

O banheiro era bem amplo e tinha uma iluminação incrível, parecia bem organizado, me posicionei de frente para uma parede de azulejos brancos e fiquei um pouco tímida ao ficar só de peças intimas na frente da mulher mais velha, ela desempacotou o vestido como se eu não estivesse quase nua a sua frente e me ajudou a vestir como se fosse minha mãe. Logo depois coloquei as joias e pôr fim a tiara no topo da minha cabeça.

- Você está incrível – a mulher disse com um sorriso largo no rosto mostrando seus dentes brancos e sua gengiva rosa – vamos – ela me guiou para fora do banheiro enquanto eu pegava minhas roupas que antes vestia de cima da pia.

Voltamos para o salão onde havíamos deixado Chaz e ele estava terminando de abotoar seu terno quando seus olhos pararam em mim fazendo seu queixo cair.

- meu deus Lauren, você está incrível – ele disse bem surpreso me deixando sem graça.

- Obrigado – respondi meio sem jeito.

- a noiva está pronta – a mulher disse indo até uma bancada no canto do salão onde havia um computador. Ela se abaixou atrás da bancada e se levantou carregando nas mãos um frasco de perfume – aqui está, uma noiva precisa estar bem cheirosa – ela se aproximou e me entregou o frasco. Borrifei um pouco no pescoço antes de devolver o frasco agradecendo.

- vamos, me dê isso aqui – Chaz disse pegando minhas roupas da minha mão. Ele enfiou as roupas que usava antes de se trocar na sacola junto com as minhas. – Obrigado pelo serviço tenha um bom dia, está tudo certo? – ele esticou a mão para a mulher que apertou sorrindo gentilmente.

- sim, está tudo certo, eu que agradeço – eles soltaram as mãos – volte sempre!

- vamos? – Chaz esticou o braço pra mim de forma gentil como se fosse um cavalheiro.

- obrigado – agradeci a senhora com um sorriso antes de segurar no braço de Chaz.

Nós saímos do salão com Chaz carregando uma sacola em um dos braços e comigo segurando seu outro braço livre. Senti uma vergonha inexplicável assim que pisei na rua, só de ver as pessoas me observando senti minhas bochechas corarem e queria sair correndo pra dentro do carro, e assim fiz, sem esperar Chaz abrir a porta pra mim e me ajudar a entrar sem amassar o vestido. Ele destravou as portas com a chave automática e eu entrei no carro sentindo minhas bochechas queimarem.

- pra que essa pressa toda? Achei que não queria casar? – ele disse entrando no carro logo depois de mim.

- não quero que me vejam de noiva – resmunguei ajeitando o vestido para não amassar.

- qual o problema? – chaz jogou as sacolas pretas no banco de trás e puxou um buque de rosas brancas me entregando o mesmo – aqui, não jogue fora – ele riu se ajeitando no banco – vamos coloque seu cinto de segurança – ele afivelava o cinto do seu banco enquanto eu fechava a porta do carro.

- Deus, eu vou morrer – bati a porta do carro enquanto falava – eu sinto que meu coração vai saltar pra fora – coloquei o boque de rosas sobre as pernas e puxei o cinto passando à frente da minha barriga.

- pense em coisas positivas, por favor, não vá morrer – Chaz deu partida no carro enquanto eu afivelava o cinto.

- deixa eu colocar uma música – apertei um botão do rádio do painel e começou a tocar Amy winehouse. – eu gosto dessa musica – sorri ao notar que era back to black.

Chaz deixou o estacionamento sem pressas dessa vez, ele dirigiu tranquilamente e notei ele até usava gravata. Ele estava bem arrumado o que me deixou intrigada.

- hm – tentei chamar sua atenção soltando um grunhido, ele me olhou rapidamente e sorriu.

- o que foi? Esta passando mal? – ele perguntou sem tirar os olhos da pista e as mãos do volante.

- por que está tão bem vestido? Vai participar da cerimonia?

- Claro, ou você não quer que eu seja convidado da sua festa? – ele me olhou franzindo o cenho

- eu achei que fosse somente justin, eu e o juiz – senti meu coração acelerar novamente. Merda. Seria uma festa cheia de gente?

- claro que não, é um casamento no civil não é assim que funciona – ele riu e eu estava começando a entrar em desespero. Só de imaginar um monte de gente que eu não conheço me assistindo casar com um louco me fez entrar em desespero.

- ninguém me disse como seria, ele disse que seria uma cerimônia simples – falei tão apressada que quase me faltou ar.

- terá alguns convidados, não é um monte de gente, Lauren – ele revirou os olhos como se meu desespero fosse desnecessário – sera uma simples cerimonia apenas para os mais próximos.

- puta merda – afundei no banco sentindo um balde de água fria cair sobre minha cabeça – esse dia tem como piorar?

- pensa na comida e nos champanhes – Chaz sorriu me fazendo revirar os olhos.

Fiquei em silencio com medo de perguntar mais alguma coisa e ouvir uma bomba como resposta. Eu teria ficado em silencio até o local da cerimonia se eu não tivesse reconhecido o caminho e notado que estávamos voltando pro hotel.

- por que estamos voltando para o hotel?

- a cerimonia vai ser no salão de festas do hotel – ele respondeu sem olhar pra mim.

Meu deus do ceu não podia ser num lugar menos chique?

Engoli em seco enquanto o carro descia para o estacionamento. Parecia que eu estava indo de encontro com a morte. Talvez seja um pouco exagerado, mas era assim que eu me sentia. Quando Chaz parou o enorme carro em uma das vagas e desligou o motor eu senti que ia me mijar nas calças. Ele saiu do carro me deixando sentada no banco petrificada com medo de sair do veiculo.

- vamos – Chaz abriu a porta do carro pra mim e eu nem tinha soltado o cinto de segurança.

- por favor, me diz que eu não preciso ir – segurei as lagrimas em meus olhos.

- voce já chegou até aqui – ele estendeu a mão pra mim e eu soltei o cinto soltando a respiração presa em meus pulmões.

Desci do veiculo segurando o buque de rosas em uma mão e segurando a mão de Chaz com a outra. Apertei sua mão tentando liberar todo nervosismo que eu estava sentindo, ele me olhou e bateu a porta do carro ativando o alarme com a chave.

- respire fundo – ele disse levantando os ombros e abaixando levemente em seguida.

Ele me levou em direção ao elevador e eu soava frio querendo ficar invisível pelo menos até esse casamento acabar. Nós entramos no elevador e eu estava com muito do medo do que estava por vir, eu tinha essa sensação de a qualquer momento aconteceria uma merda muito grande e eu ia ser jogada no fundo do poço. Meu coração estava apertado, como se quisesse me avisar que algo aconteceria ou estava apenas triste por isso estar acontecendo. Afinal não estou fazendo isso por livre espontânea vontade.

Assim que as portas se abriram Chaz me levou pelo enorme corredor até o salão. Havia uma enorme porta de vidro com vasos cheios de rosas que seguravam as portas abertas, tinha um tapete vermelho e um homem barrigudo parado um pouco antes da porta encostado numa parede.

- lauren, filha você está incrível – escutei a voz do meu pai e senti um arrepio pelo meu corpo. Pisquei várias vezes encarando o homem gordo a minha frente de terno e gravata.

- o que você faz aqui? – Arregalei os olhos ao me dar conta

- eu vou entrar com você – ele sorriu e notei que sua barba estava feita.

- não, nem fodendo – dei um passo para trás e encarei Chaz – eu não vou entrar com ele!

- espere aqui – Chaz disse me soltando e me deixando com o velho que se diz meu pai.

Um filme se passou em minha cabeça enquanto Chaz entrou no salão. Meu coração ia saltar pra fora, eu sentia isso, era como se eu estivesse tendo um ataque cardíaco. Lembrei de Lucy, de como eu sonhava em me casar com ela, de como nós planejávamos ter um futuro juntas, lembrei da minha mãe que sempre amou casamentos, lembrei dos casamentos que eu ia e achava incrível. Eu idealizava casamento como um momento de felicidade, um momento importante e único que não acontecia duas vezes da mesma forma. Mas agora, me vejo aqui presa nessa situação, sem ter o que fazer, sentindo ódio de casamentos e cerimonias, querendo que um raio parta minha cabeça antes de pisar no maldito tapete vermelho.

- lauren, a noiva entra com o pai – chaz disse aparecendo a nossa frente e o som dos violinos começaram a ecoar vindos do salão – vamos, vocês tem que entrar.

Meu estomago revirou, minha garganta fechou e minhas pernas começaram a tremer. Eu estava muito nervosa, não consigo explicar direito a sensação, mas era como uma descarga elétrica passando por cada célula do meu corpo.

- Vamos – meu pai esticou o braço para mim e eu segurei respirando fundo.

Eu juro que eu vou fazer a vida desse homem que estou me casando um inferno!

Nós nos posicionamos a frente do tapete e das enormes portas de vidros. Respirei fundo sentindo meus olhos marejarem, no fundo dava para ver uma mesa, um homem de blazer que parecia ser o juiz, à frente da mesa estava Justin vestido de terno e ao seu lado tinha dois casais que eu nunca vi na minha vida. O tapete vermelho me levaria até o altar e a sua borda tinha enormes vasos de flores com rosas brancas. O salão era lindo, mas estava cheio de mesas vazias, só haviam aquelas pessoas no altar e uns homens que eu me lembro de ter visto na minha casa quando tudo aconteceu.

Meu pai deu o primeiro passo me fazendo lembrar que eu tinha que caminhar até eles, a música ia tocando e nós íamos dando passos conforme a música, aquela maldita melodia de casamentos. Seria um passo de cada vez, eu conseguiria fazer isso se não notasse uma jovem mulher caminhando para a lateral do tapete com uma câmera na frente do rosto.

Aqueles cabelos, aquele corpo, aquelas mãos, aquele formato de rosto eu reconhecia.

Ela bateu uma foto fazendo o flash piscar e eu parei encarando a lente de sua câmera. Ela abaixou o objeto, tirando da frente do rosto e eu pude ver seu semblante perplexo ao me olhar.

- Lucy!!


Notas Finais


espero q alguem esteja lendo rs


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