História My vampire - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Vampire Knight
Tags Inspirado Em Kaname, Vampire Nights
Visualizações 15
Palavras 2.284
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - O fenômeno da Literatura


Subi as escadas bufando de raiva, mas não podia dar uma de mimada agora, precisava me preparar. Juntei todo o material que tinha sentei na escrivaninha em meu quarto e liguei o notebook, livros e internet... tinha tudo o que eu precisava.

Passei o dia todo montando meu projeto que era sobre literatura épica, um assunto que eu gostava muito e modéstia parte estava bom, estava confiante e a nerd aqui iria servir para alguma coisa e o faria muito bem. Joguei-me na cama com o projeto terminado e o celular vibrava.

- Megan? No visor marcavam seis horas

- E aí, estava pensando no que estava fazendo e resolvi te ligar.

- Ah! Você não sabe da maior, meu exame admissional tah marcado pra depois de amanhã.

- Nossa jura?!

- Sim, juro

- Caramba tu ta frita, mas aposto que passou o dia todo fazendo o projeto acertei?

- Sim, na mosca.

Era tão bom conversar com Megan, ela sabia muito de mim, será que eu era tão previsível assim? Talvez, eu tenho um jeito simplista de ser tão grande que na minha testa está escrito minha próxima palavra.

- Então, vem aqui pra casa jantar com a gente e minha mãe quer te conhecer.

- Hum... – pensei um pouco – Tudo bem, mas você avisou sua mãe né?

- Sim tah de boa.

- ok, vou tomar um banho e estou indo.

Ao desligar o telefone fui para o banheiro e tomei uma ducha rápida, vesti uma calça jeans clara, um casaco de lã vinho e botas de pelúcia cano médio, desci e lá estava meu pai sentado na bancada da cozinha tomando uísque.

- Nossa você realmente precisa de alguém – disse tediosa, ver aquela solidão era contagiante.

- Pois é nessa droga de meia idade fica difícil alguém que se interesse e ainda mais com um emprego igual ao meu, vai a algum lugar?

- Vou jantar na casa de uma nova amiga que eu fiz no Gerald´s – e já fui tirando o copo de sua mão e guardando a garrafa, ele claramente já estava passado.

- Quando foi ao Gerald´s?

- Ontem quando você passou o dia todo no trabalho – de certa forma isso me aborrecia.

- As coisas estão meio conturbadas por lá, exigem muito de mim, mas vou tentar mudar isso, há alguém que eu preciso tomar conta agora e incluir de fato em minha vida.

Ele se referia a mim, percebi que  exaltado pelo álcool ele expunha seus sentimentos.

- Tudo bem, estou acostumada a ficar sozinha, minha mãe trabalhava demais- Ao tocar no assunto um silencio o tomou – Bom já estou indo é a quatro casas acima da nossa não vou demorar.

- Eliza?! – disse acordando de um transe.

- Quem é Eliza? – estava confusa

- É... Não é ninguém, bom... Logo você irá conhecê-la. Cuidado na rua e fique bem atenta, o bairro é calmo, mas nunca se sabe.

- Tudo bem – concordei sem dar muita confiança achando que ele não estava falando coisa com coisa - e você? Não vai comer algo? Comprei algumas coisas, estão na geladeira.

- Sim, sim vou ver o que faço.

A conversa foi meio esquisita, mas não dei muita importância e fui para casa de Megan, estava um frio congelante, sorte que era perto.

Ding Dong... Soou a campainha, e lá de dentro podia escutar a euforia da garota e não pude deixar de rir, estava um pouco nervosa, tudo estava indo tão rápido demais entre mim e ela e cá estou parada na frente de sua casa, mas era como se nos conhecêssemos há anos.

- Clare! Que bom que veio entra.

- Oi - disse timidamente

- Mãe Clare chegou!

Enquanto ela gritava pela casa e me puxava pelo braço fui observando o ambiente, o que era engraçado porque a estrutura não só por fora mais por dentro era igual a minha casa, mas tinha um ar mais alegre e moderno. A sala era bem iluminada em tons de branco e roxo, um tapete grande no centro tão peludo que dava vontade de deitar nele, mais ao lado a cozinha, pequena como a de Alex, mas dividida em uma copa e uma mesa redonda de vidro com quatro lugares.

- Oi muito prazer! Sou Eliza – disse limpando as mãos no avental e me cumprimentando com um abraço – já percebia da onde Megan tinha puxado esse lado tão descontraído.

Na hora que ouvi esse nome ele ecoou na minha cabeça retrocedendo para o momento em que meu pai falava dele. Então essa seria a tal Eliza? Uma cópia perfeita de Megan apenas com um ar mais maduro, cabelos loiros escuros em cachos perfeitos mais curtos do que a filha, olhos azuis escuros, alta e magra e rosto fino.

- Oi, o prazer é meu s... senhora Eliza – gaguejei, não sabia como devia chama-la.

- Ah não, por favor, não me assassine desse jeito – solto uma gargalhada- pra você só Eliza. Então você é a filha do Alex? Como ele está? Ainda bebe?

Tal mãe tal filha, tantas perguntas em uma frase só que  eu ficava atordoada.

- Está bem, e sim pelo que vi a pouco acho que ainda bebe – seu semblante caiu , fiquei curiosa em relação a eles, alguma coisa tinha.

- Que pena, mande lembranças a ele, estou terminando o jantar fique a vontade tah querida.

- Obrigada.

- Vamos vou te mostrar meu quarto, minha mãe fala demais – e subimos a escada.

-Ah nem imagino pra quem você puxou – e rimos.

Chegando à parte de cima dava em uma pequena sala com uma mesa e um computador branco da Apple, um sofá de couro vermelho e uma estante de livros, mais a frente na sacada pude perceber um cavalete com uma tela e tralhas de pintura.

- Você pinta?

- A não, minha mãe pinta eu não tenho cabeça para isso, sou da área de economia esqueceu?

- Pior que sim, você dizia tantas coisas e todas de uma vez só que era muita coisa pra assimilar.

- Pois é céticos da matemática – respondeu fazendo cara de nojo, era impossível não rir com ela.

- Vamos lá ver?

- Vamos – totalmente desinteressada

Puxou a porta de vidro e a tela era grande com uma paisagem e muitas flores, ainda por terminar.

- Nossa sua mãe é ótima, é lindo!

- Sim ela pinta muito bem, ela trabalha com isso e temos uma floricultura no centro – mal dava tempo e lá ia ela me puxando de novo.

- Legal.

Voltamos para trás e o próximo cômodo era claro com detalhes verde limão e lilás, cortinas, a roupa de cama, praticamente tudo e livros de economia espalhados por todo lado.

- Seu quarto é a sua cara.

- Claro bobinha se não, não seria meu quarto – disse meu dando um peteleco na testa e rindo com deboche.

- Ai! Sua chata.

- Meninas o jantar está servido! A doce voz de Eliza ecoava desde a cozinha.

Descemos e era um banquete, havia lasanha, uma salada colorida e filé mignon como prato principal, a mesa estava arruma como se saísse de um filme, toalha branca, talheres de prata, pratos brancos florais em azul marinho e amarelo e taças rústicas de vidro azul. Estava encantada.

- Sente e se sirva querida ficar só olhando não vai acabar com a comida, caprichei pra você – todas nós rimos em um coral.

A comida estava maravilhosa e o clima nem se fala, era tão leve e natural estar com elas, ali eu encontrava conforto para a dor que de vez em quando me atormentava me fazendo lembrar mamãe. Conversamos sobre a faculdade, sobre como Megan perdeu o pai em uma doença, mas nada derrubava aquela confiança e uma positividade tamanha que tinha inveja.

O tempo passou rápido e me despedi delas.

- Adorei conhecer vocês, obrigada pelo jantar – nós nos abraçávamos como três melhores amigas.

- Nós também, volte quando quiser querida.

- Até mais amiga- Megan me mandava um beijo fechando a porta.

Fui pra casa tão feliz e pra cima que era o que estava precisando para encarar aquela entrevista. Ao chegar em casa fui verificar Alex que estava em seu quarto dormindo feito uma pedra, encostei a porta e fui para o meu, precisava muito dormir.

No dia seguinte passei praticamente ensaiando e estudando o dia todo, nem comia direito, Alex passo o dia no trabalho e nem nos vimos porque fui pra cama cedo para estar em boas condições para o exame.

Acordei com o despertador insistente marcando sete horas, levantei e tomei o banho mais quente da vida, estava muito frio, decidi acordar mais cedo, pois tinha outro dilema, escolher que roupa usar. Sabia que nessas condições deveria ir vestida formalmente, mas esse não era meu estilo.

Abri o guarda roupa e revirei tudo até encontrar um conjunto de saia pouco a cima do joelho e um terninho preto com discretas riscas brancas, vesti uma meia calça fina, e como odiava aquilo agrrando minhas pernas, e revirando mais ainda o pobre armário peguei um par de sapatos tipo boneca de salto médio, escovei os cabelos e coloquei um par de brincos de pérolas.

- Acho que vão me confundir com a secretária ou a primeira dama da década de cinquenta – suspirei desapontada em frente ao espelho.

Mas seguindo a diante passei uma maquiagem leve e peguei meu casaco em cima da poltrona apressada. Tomei café com Alex que me apressava a cada cinco minutos.

-Vamos você está atrasada senhora presidenta – e já saia pegando as chaves do carro me deixando para trás.

- Tá estou indo- dei meu ultimo gole no café e peguei a metade do meu sanduíche do prato.

Chegando lá já não sentia as pernas e o coração, meu desespero e ele pulsavam no mesmo ritmo, a secretária, Kelly, nos recebeu e meu pai não pode entrar.

- Você consegue, acredito no seu potencial afinal você é uma Davidson – segurava minha mão fitando-me firmemente.

- Sim – disse com a voz tremula.

Entrei em uma sala ampla com algumas mesas de madeira, cercada de livros e papéis, parecia ser uma sala de estudos e logo a frente uma bancada com três homens, senhor Henry, outro senhor rechonchudo de óculos e acreditem se quiser... Yukino.

Não podia acreditar no que meus olhos viam, o que ele estava fazendo ali? Kelly fechou a porta atrás de mim me desejando boa sorte sorrindo com seu elegante batom vermelho. Agarrei minha pasta e senti uma pontada no peito.

- Bom dia Clare, espero que tenha se preparado bem. Vamos começar com as apresentações, este é o senhor John coordenador do seu curso – apontava para o senhor de óculos com nariz empinado- e este é o senhor Yukino, Mestre em literatura e linguagem e Doutor em Literatura épica- senhor Henry já não tinha aquela simpatia de antes.

Tá de brincadeira pensei! Aquele cara um fenômeno da literatura? Ele aparentava ser apenas um estudante de lá com no mínimo uns vinte e cinco anos e justo especialista no assunto que tinha escolhido. Realmente era meu fim. Respirei fundo enquanto Yukino elegante me encarava com a sobrancelha direita arqueada e a mão no queixo e o dedo indicador nos lábios pensativo.

- Quando quiser senhorita- o velho metido parecia impaciente.

Então comecei para acabar logo com aquilo, enquanto apresentava meu projeto não conseguia olhar Yukino com medo de que pudesse gaguejar ou esquecer o que falava,  por algum motivo ele me deixava nervosa. A apresentação durou exatamente uma hora, foi bem completa, mas ao mesmo tempo precisa. Respirei aliviada ao terminar.

-Muito bem senhorita Davidson vamos às considerações finais- Henry parecia ansioso- você apresentou um trabalho ótimo com perspectivas maduras que cabem perfeitamente a nossa universidade e que sem dúvida usaremos como projeto de aula para seu curso.

Não me cabia de tanta felicidade ao ouvir aquilo, mas precisava manter a postura, o outro senhor apenas fazia anotações e não falou nada. Agora era a vez de Yukino.

- As considerações do senhor Henry couberam como uma luva e são plausíveis de muito sucesso para a universidade, porém.. – descruzava as pernas e entrelaçava as mãos em cima da mesa, seu olhar ficou sombrio - falta mais paixão, inspiração e se entregar de corpo e alma ao que você se diz disposta a fazer, não apenas de forma teórica, mas aplicando sentimento, aí sim estará completo. Essas considerações são requerimento indispensável para minhas aulas.

A cada palavra áspera era como uma facada no peito estava me sentindo um lixo, apliquei tanto esforço em tão pouco tempo para aquilo... Talvez fosse esse o problema, tinha dificuldade em por a alma nas coisas que fazia, havia um bloqueio em mim a transpor sentimentos.

- Palavras ríspidas senhor Kisame – senhor Henry pigarreava tentando dissipar o clima tenso – mas com certeza Clare é um diamante a ser lapidado e crescerá conosco – ele cochichava com os outros e finalmente disse:

- Decidimos em comum acordo que você está aprovada e já pode ficar para assistir as aulas do senhor Yukino Kisame que começaram em breve no período da tarde, parabéns – saiu da bancada e apertou minhas mãos – até logo qualquer coisa que precisar estarei à disposição.

- Obrigada senhor.

Todos saíram da sala com exceção de Yukino, que se levantou e chegou bem perto com as mãos nos bolsos me fazendo inclinar para trás.

- Comigo você irá encontrar inspiração – com voz suave quase cochichando passou uma das mãos em meu rosto me arrepiando dos pés a cabeça e saiu porta a fora.

Congelei incrédula no que tinha acabado de acontecer.

Qual era a desse cara? E porque meu coração batia tão rápido despertando desejos amedrontadores?


Notas Finais


e aí gente o que será que tah rolando com eles dois e quem é realmente Yukino Kisame? comentem o que acharam, próximo cap. revelações de alguns fatos, não percam bjos bjos


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