História My Verdict - Klaroline - Capítulo 18


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Aurora de Martel, Bill Forbes, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Elizabeth "Liz" Forbes, Enzo, Esther Mikaelson, Freya Mikaelson, Hayley Marshall, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Mikael Mikaelson, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Stefan Salvatore
Tags Amor, Delena, Haylijah, Klaroline, Romance, Stebekah, The Originals, The Vampire Diaries
Exibições 132
Palavras 2.219
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Fantasia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi! Então, eu prometi que viria no meio da semana postar, mas várias coisas me pegaram desprevenida. Vai ter capítulo hoje e amanhã só para eu não quebrar a promessa que fiz.

Boa leitura e peço encarecidamente para que leiam as notas finais.

Capítulo 18 - We Are Survivors Of The Wild


AUTORA'S POV

Caroline estava terminando seu almoço com Esther e Klaus. Havia sido convidada pela própria para ter um almoço digno de conhecê-lá um pouco melhor. As conversas deixaram Klaus mais animado e fez com que esquecesse um pouco a cerca elétrica que tinha em volta de si. 

- Você será mais que bem vinda em Londres! Vai adorar os lugares que Klaus vai te levar. Ele adora o Hyde Park! Ethan puxou a ele. 

- Não me diga que Ethan já foi lá e não foi comigo! - ele disse injuriado - Elijah vai ver só.

- Agora você vai poder fazer isso com ele. E me mande uma foto de lá. 

- Quem disse? Eu não vou embora.

- Não comece. - Caroline revirou os olhos - Você está vendo que as coisas não vão se resolver. Faltam sete dias para você ir embora e as coisas não mudam. As férias já estão quase chegando e assim que eu estiver livre compro minha passagem para Londres. 

- Você não vai comprar nada! Eu não vou a lugar nenhum.

- Filho, acho que Caroline está certa. - ela disse baixo - Você já está no fim do que está fazendo e não vai perder tudo. Kieran é uma ótima pessoa e já tem tudo nas mãos. Assim que acabar vai poder fazer o que quiser. Não vou deixar que seu pai faça isso que está fazendo com você por muito tempo.

- Como assim? Por que você não vai deixar?

- Eu vou dar um jeito de convencer o seu pai.

- Viu? - Caroline sorriu - Vamos estar juntos. E vou te ligar todos os dias.

Klaus não ficou nada satisfeito, mas era o que tinha que aceitar. As coisas já estavam saindo do rascunho e tomando forma. Não havia mais nada a ser feito, só aceitar. Depois do que aconteceu com a mãe, Klaus tinha medo de fazer uma besteira que fizesse algo pior acontecer. Por outro lado, Esther agora se sentia cúmplice do marido. Queria que o filho ficasse com Caroline, mas não podia tomar essa decisão sozinha e deixar Mikael ser o vilão da história. Os dois estavam no mesmo barco e, aparentemente, sem remo. 

[***]

John já estava falando sobre uma causa quando Caroline chegou. Viu que Aurora e Klaus estavam sentados lado a lado, mas ignorou completamente. Senrou-se na primeira cadeira vaga e fitou o professor, parecendo que ele falava grego. Tentou não olhar para o que os dois faziam, mas era praticamente inevitável. Seus olhos cruzaram com o de Aurora, que deu um sorriso debochado. 

- A bruxa está solta! - Jennifer cutucou Caroline - Aurora pediu demissão.

- Eu sei. - respondeu baixo - E o Klaus vai junto.

- Eu sei. Ele talvez tenha comentado algo. 

- O que ele falou? 

- Que vai continuar o trabalho em Londres e que não queria que fosse assim. Ele realmente está gostando de você.

Ela tentou sorrir, mas não conseguiu. Até que conversar com Jennifer não estava sendo a pior coisa do mundo. Desde o dia em que se falaram civilizadamente pela primeira vez, a implicância das duas parecia ter tido um fim.

- John... - Caroline levantou a mão, interrompendo-o - Posso falar com você?

- Claro. - ele pareceu não estar muito satisfeito

- Em particular, por favor.

Assim que eles saíram pela porta, começou o falatório dentro do escritório. Do lado de fora, Caroline brincava com o anel em seu dedo anelar, tomando coragem para dizer o que queria.

- Eu fico feliz de ter ajudado sua equipe no caso da Srtª. Salt e também no que pude, mas sinto que meu lugar não é mais aqui.

- Forbes, está achando que hoje é o dia das demissões? - ele riu - Você é uma ótima aluna.

- Essa não é a questão. Só quero dizer que estou me desligando da sua equipe e não sei se me verá aqui no período que vem. - mordeu os lábios com força - Se importa de eu sair agora da reunião?

- Você está cometendo um grande erro, mocinha. - ele deu um aperto em seu ombro - Pode sair a hora que quiser, você quem manda! Só passe aqui para pegar suas horas e certificado.

- Obrigada. - sorriu - E obrigada pela oportunidade. 

Ela voltou para a sala, catou suas coisas e deu uma última olhada em volta. Respirou fundo e tirou forças para falar.

- Vocês são ótimos. - sorriu com os olhos marejados - A bruxa realmente está solta. - falou para Jennifer

Ao sair pela porta, sabia que não tinha volta. Foi correndo para seu apartamento e lá deu a sorte de encontrar Elena. Apenas se jogou no colo da amiga e desatou a chorar. Talvez a melhor solução fosse voltar para Nova York e continuar a levar a vida que levava, só que agora sem Elena. Por mais que fosse a última coisa que faria, bateu uma vontade absurda de falar com seus pais. Suas emoções estavam uma bagunça sem fim e ela nem sabia aonde havia começado. Bastou ver que Aurora havia vencido e quis desistir. Não havia como virar o jogo, não tinha mais cartas para isso. 

- Klaus está te ligando. - Elena mostrou o telefone - Atendo?

- Não... Deixa tocar. Vai ser melhor assim.

- Melhor assim como?

- Eu vou voltar para onde nunca deveria ter saído. Não se preocupe comigo, vou ficar bem. Não quero mais ver o Klaus. Vai ser melhor para todos se for desse jeito. 

- Você não sabe o que está fazendo, Care. Vai ser pior! Klaus não vai se perdoar por deixar você ir embora tão fácil assim. 

- Preciso cuidar de mim. Ele não vai estar por perto para fazer isso, então eu farei essa tarefa. 

A campainha começou a tocar repetidamente. Elas se entrolharam e presumiram que era Klaus. Caroline correu para o quarto e pediu à Elena que falasse que ela não estava.

- Ela não está. - Elena mentiu

- Não é hora de mentir, Elena. - ele entrou como um furacão 

- Ela não apareceu em casa. Tudo que disse antes de sair era que ia para a faculdade. 

- Tudo bem, desculpe. Diga a ela para me ligar antes de tomar qualquer decisão de cabeça quente. 

- Eu direi. 

Ele deu uma última olhada antes de sair do apartamento. Ao olhar para a mesa, viu que a bolsa que Caroline usava estava jogada ali. Pensou em vasculhar a casa, mas logo desistiu. Ela não queria falar com ele e respeitou a decisão. 

- Eu sei que ela está aqui. - apontou com a cabeça - Ela vai ter o tempo que precisa.

[***]

Klaus cancelou sua aplicação e assinou os últimos documentos restantes. Faltavam só três dias para ele ir embora e Caroline ainda não havia mandado sinal de vida. Isso o destruía por dentro, já que não se imaginava mais sem ela. Seu grande companheiro de álcool era Stefan, que as vezes conseguia arrastar Damon. Saíram para beber dois dias seguidos e o terceiro foi destinado a ficar em casa sofrendo as consequências. Ele e Stefan partilhavam da mesma coisa: saudades sem respostas e sem saber como suas namoradas estavam. Damon não falava nada, pois Caroline o fez jurar que não falaria nada do que estava acontecendo dentro de casa para eles. 

Caroline estava assistindo aula quando seu celular vibrou. Ao ver o nome de Rebekah, tratou de abrir e responder. Queriam marcar um último encontro. O encontro que realmente estava se desenhando como último. 

- Que bom que pode vir. - Rebekah sorriu - Trouxe Hayley e Ethan. 

- Olá! - sorriu de volta - Quanto tempo!

- Oi, gente. - Caroline disse atrapalhada - Estou toda enrolada. Olá, coisa fofa! - beijou a mão de Ethan

- Posso perguntar o motivo?

- Estou cancelando a matrícula e voltando para Nova York. Quer dizer, tem um quase nisso tudo. - sentou-se à mesa já reservada 

- Por que está fazendo isso? - Hayley ficou surpresa - Você estava se adaptando muito bem.

- Porque vai ser melhor para mim. Eu não pertenço a esse mundo. Nada disso aqui foi realmente o meu sonho e acho que nunca vai ser. Se bem que estava quase sendo. 

- Então... Não largue isso aqui. - Rebekah quase implorou - Vai dizer que isso tudo não valeu a pena? 

- Valeu, só que já provei o que eu queria. Não tenho mais nada a fazer aqui. 

- O que importa é que seja feliz. - Hayley se dividia entre amamentar o filho e olhar a expressão dura de Caroline - Acho que independente do que aconteceu você vai encontrar sua felicidade.

- Ou talvez esteja deixando-a para trás. - disse de modo cruel - Acontece. 

- Acho que nós somos sobreviventes da loucura. - Rebekah arrancou uma risada da amiga - Sabe como minha família com certeza tem um parafuso a menos.

- Acho que sei sim.

Caroline abriu a boca para perguntar de Klaus, mas logo a fechou. Perguntar iria tocar na ferida e piorar a situação. 

- Desculpe ter me afastado. - soltou de repente - Ia ser melhor assim. É mais fácil, sabe? 

- Eu fiz o mesmo. Sabe que não me deve desculpas, mas sim ao meu irmão. Nós fomos muito duras com as pessoas que mais se importavam com a gente. 

- Vocês mesmo não querendo ser sentimentais conseguem ser. - ajeitou Ethan no colo - A gente só tem uma chance na vida e não podemos jogá-lá fora. A vida é uma oportunidade, temos que aproveitá-lá.

- Hayley está certa. Vou fazer tudo que tenho que fazer e depois decidir que rumo vou dar à minha vida.

[***]

Faltava um dia para que os Mikaelson fossem embora e Caroline havia tomado coragem para falar com Klaus, só que antes precisava passar em um lugar. Pegou um taxi e foi até o Skywalk Observatory. Eram quase três da tarde não estava tão movimentado. 

- Por que é tudo tão difícil? - resmungou 

Ficou mais algum tempo apoiada no parapeito e lembrando da primeira e última vez que foi lá com Klaus. Algumas lágrimas já estavam escorrendo pelo seu rosto e não se preocupou quanto a isso. Deixou que elas saíssem, afinal estava sozinha e não teria ninguém para falar nada. Sentiu o vento fresco tocar sua face e seu cabelo dançar conforme a direção que ele seguia. 

- Vamos lá, Caroline... Vamos fazer o certo.

Assim que virou para a saída, Klaus estava parado igual a uma estátua observando-a com uma expressão triste. Não se moveu até que ela fosse ao seu encontro. 

- Oi. - foi tudo que ela conseguiu dizer 

- Oi. - piscou, mas não havia se movimentado 

- Eu estava mesmo querendo falar com você. - disse sem jeito 

- Podia ter feito isso antes. Caso não se lembre, estou partindo amanhã. 

- Eu sei... Desculpe.

- Pelo quê? Por me ignorar por uma semana, por sair do estágio de John sem mais nem menos ou por chegar tarde demais? 

- Por tudo, eu acho. - seus calcanhares não queriam ficar no chão de tanto nervosismo - Sei que foi errado, mas...

- Não precisa se justificar. Sei que tem coisa para fazer e que precisa se dedicar nos estudos. Só não precisava ter me tratado igual a um babaca. Naquele dia que fui te procurar, por que não chegou na minha cara e disse que não queria mais me ver? Acho que doeria menos.

- Para você, mas não para mim. 

- Claro, você deve ter razão.

- Ninguém tem razão nessa confusão toda. Nós erramos e vamos aprender com o nosso erro. - balançou a cabeça - Eu estou voltando para Nova York. No início eu achava que tudo isso fosse um aprendizado, mas hoje vejo que foi um erro. Só que nesse erro, conheci uma pessoa que me fez acertar e agora eu não sei mais o que é certo e o que é errado. 

- Só você é capaz de julgar o certo e o errado. Por mais que nos encontremos nessa situação, eu ainda sinto o mesmo por você. E por mais que eu queira te odiar, não consigo. 

- Pelo menos sei que não vai embora com ódio de mim. - tentou quebrar o gelo, em vão - Enfim, só queria dizer um adeus justo. Não sou tão filha da puta a ponto de não me despedir. 

- Que bom que não é. Eu também não sou. Eu ia te caçar para dizer adeus nem que fosse a última coisa que eu fizesse. E eu disse que se algo acotecesse a culpa ia ser minha, então você está livre. 

- Vamos culpar as circunstâncias. - sentiu que tudo acabaria ali - Posso te dar um abraço? 

- Vá em frente. - abriu os braços para receber o corpo de Caroline

- Se um dia for para Nova York, me procure. - falou bem no ouvido dele

Era um abraço que se dependesse deles não terminaria nunca, mas ela teve que se desgrudar e fingir que estava tudo bem. A verdade era que a partir dali tudo começaria a dar errado para os dois. 


Notas Finais


O que acharam do capítulo? Espero realmente que tenham gostado e que deixem registrado aqui sua opinião.

Então... Eu tive vários probleminhas na semana e eles me fizeram questionar várias coisas. Dentre uma delas, foi esperar muito de coisas que não sei realmente se devo ou não fazer. Escrever aqui tem sido muito bom, mas eu esperava que aparecessem mais comentários aqui e confesso que isso me deixou desmotivada - entre outras coisas que também aconteceram. Comentários não significam muito, mas é muito ruim não saber o que vocês estão achando e esperam da fic. Temos mais de cem leituras por capítulo e queria realmente saber o que estão gostando e o que não estão. Tal fato me fez questionar se ainda vale a pena publicar minhas criações, visto que minha vida acadêmica está de cabeça para baixo e faço um mega esforço para vir todo sábado publicar cada capítulo. Não quero parecer dramática, mas quis só botar para fora meus pensamentos de um par de dias atrás. Vou terminar de postar My Verdict e não sei se volto para postar mais alguma coisa, pois preciso focar em outras prioridades. Não é por falta de história, mas sim por motivos pessoais.

Quero deixar aqui meu agradecimento a todos que gastam um pouco do seu tempo para ler minhas histórias e que de alguma forma se identifica com a escrita.

Até amanhã!
XOXO ❤


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