História My Verdict - Klaroline - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Aurora de Martel, Bill Forbes, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Elizabeth "Liz" Forbes, Enzo, Esther Mikaelson, Freya Mikaelson, Hayley Marshall, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Mikael Mikaelson, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Stefan Salvatore
Tags Amor, Delena, Haylijah, Klaroline, Romance, Stebekah, The Originals, The Vampire Diaries
Exibições 128
Palavras 2.870
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Fantasia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpe, mas ontem fiquei enrolada e só cheguei em casa tarde. Aqui está o capítulo prometido!
Boa leitura!

Capítulo 19 - Klaus Knows The Secret


AUTORA'S POV

Klaus estava ao lado de Rebekah no avião. Era a hora de começar de novo, de tentar recomeçar a sua vida sem a pessoa que em menos de seis meses havia ganhado seu coração desde o primeiro dia em que se viram. 

- Está com medo? - ela perguntou

- Sabe que o avião é o meio de transporte mais seguro, não é? 

- Não estou falando do avião, Nik. 

- Eu sei que não, mas é que está difícil.

- Se está difícil para você que conseguiu se despedir, imagine para mim que não tive coragem de insistir e ir até ele. 

- Eu disse a ele que você mandou lembranças. Só que acho que isso não amenizou em nada o que ele estava sentindo. Ele pode ter dito, quando estava bêbado, que esperava que você respondesse a mensagem dele.

- Ele ficou com alguém? 

- Ele e o copo dele. Ficaram a noite toda. 

- Antes o copo do que outra mulher, não é?

Klaus deu um sorriso para a irmã, que sorriu de volta. Apertou sua mão, parecendo querer dividir com ele um pouco do frio na barriga que estava sentindo e dar um apoio que sabia que estava precisando. 

Quando o avião chegou a Londres era antes de meio dia, então aproveitaram para tomar café no próprio aeroporto. O clima era estranho, já que ninguém dizia uma palavra sequer. Comiam o mais rápido possível para ocupar a boca e terminar logo o que parecia não ter fim. 

- Klaus, consegue ir comigo até Oxford? Quero resolver as coisas ainda hoje. - Mikael

- Tudo bem. - pensou em ocupar sua cabeça - Não vou fazer nada mesmo. 

- Ótimo. Aurora chega amanhã e vai se inscrever num projeto paralelo ao seu. 

Ele ainda tinha que lidar com a ruiva, que não ia poupar esforços para tê-lo de volta. Sabia que ela era capaz de qualquer coisa, a começar conseguindo separá-lo de Caroline. O que Klaus ainda não tinha tirado da cabeça era o fato de ela conseguir fazer a cabeça do pai. 

- Elijah. - Klaus o puxou - Aproveita que o pai não vai estar em casa e procure investigar mais sobre isso tudo.

- Não penso em outra coisa. Qualquer coisa eu te aviso.

[***]

Em Harvard, Caroline havia tirado o dia para matar todas as suas aulas. Não estava com ânimo nem para levantar da cama. Não havia tomado café e nem almoçado, tendo em seu estômago um sanduíche que havia comido na noite anterior. 

- Encontrei Stefan no final da aula e ele pediu para que o encontrasse no pátio depois da última aula dele, que acaba depois das três.

- Tudo bem. Dependendo do meu humor eu vou. Mas pode deixar que qualquer coisa aviso a ele.

- Dependendo do seu humor? - ela pousou as mãos na cintura - Dependendo do seu humor o mundo é preto e branco e tem uma nuvem carregada de raios e trovões em cima da cabeça de cada um. 

- Tá bom, Elena. Você ganhou, eu vou encontrar com ele. Vou botar um sorriso na cara e dizer para todo mundo que estou maravilhosamente bem. 

Para não descontar sua raiva na amiga, foi até seu quarto botar uma roupa e saiu sem dar satisfações. Queria espairecer, então foi dar uma volta pelo campus. Parou bem no lugar onde ela e Klaus se encontraram pela primeira vez e parecia criar raízes lá. Queria sorrir ao lembrar, mas a dor era maior do que qualquer coisa. 

- Boa tarde, Forbes! Já passou lá para pegar seu certificado? Lamento não poder estar lá para entregar, mas é que Klaus está me esperando em Londres. 

- Então é melhor não se atrasar. Vai que ele ja passou um dia sem você e já nem lembra mais da sua existência? Pessoas mau caráter correm mais risco e esse é o seu caso. 

- Algum problema? - Enzo chegou - Além de ter vocês duas trocando farpas?

- Está tudo bem. - Caroline se distanciou - Faça uma boa viagem. 

Aurora deu um sorriso sem graça e empurrou Enzo para que ele saísse de seu caminho.

- Você está bem? 

- Que pergunta, Enzo. Não da para ver que estou ótima? 

- Se você soubesse o quanto me arrependo de ter terminado com você... É uma garota inteligente, que vale a pena e incrivelmente linda. Como pude ser tão idiota?

- Eu fiz essa pergunta todos os dias e cheguei a conclusão de que você não foi idiota sozinho. Eu fui uma idiota de me apaixonar por você e você continua sendo um idiota. Nem a Jennifer merece esse ser desprezível que é. Acho que precisa aprender mais com a vida. E apesar de tudo, eu te perdoo. 

- Acho que eu concordo. - escutou Jennifer falar e viu que estava atrás dela - Terminamos por aqui, Enzo. Uma mulher não merece perder tempo com você, principalmente pessoas que nem eu e Caroline. 

- O que é isso agora? Todas contra mim?

- Nem sei se realmente te amei. Acho que devo te agradecer por ter terminado comigo, fez uma coisa que mudou a minha vida.

- Espero que ache alguém. - Jennifer deu as costas para ele

[***]

Quando Aurora desembarcou em Londres, foi direto para a faculdade. Oxford não ficava tão longe assim do aeroporto, dava para aguentar mais uma hora de viagem de táxi até lá. 

- Bom dia. - saudou Klaus - Quase não deu para sentir a minha falta. 

- Bom dia. - disse por educação 

- Ainda não se recuperou do cansaço da viagem? Está com uma cara péssima.

- É isso que acontece quando tenta manipular a vida dos outros. E infelizmente não tenho uma cara melhor para mostrar, é melhor se acostumar com essa. 

Ele continuou a buscar alguns papeis enquanto tentava ligar para Elijah, pois estava completamente enrolado em seu primeiro dia fazendo tudo novamente. Suas teses não dariam para ser aproveitadas por completo, já que o novo orientador não era nada parecido com John Hills. 

As horas ali dentro se arrastavam como se um minuto demorasse uma hora para passar. Não havia ninguém para ele se distrair, ninguém de confiança para que ele pudesse conversar e muito menos pessoas legais para perguntar coisas sobre seu trabalho. Assim que terminou, saiu de lá o mais rápido que pode. Não queria que Aurora fosse atrás dele, mas não adiantou muito. 

- Não quer sair para beber alguma coisa mais tarde? 

- Estou com muita coisa para fazer. 

- Mal começou o projeto, Nik. Eu estava lá, sei de tudo.

- Por que está ameaçando meu pai? - pegou-a pelo braço - Responda!

- Você está me machucando... - disse chorosa 

- Fala!

- Se você me soltar talvez tenha uma resposta.

Assim que ele a soltou, ela deu um sorriso vencedor. Claro que não contaria o feito, pois assim não ia mais conseguir prender Klaus em Londres.

- Pois bem... - começou a falar novamente - Digamos que é mais complicado do que pensa. 

- Não me enrole. Diga logo de uma vez!

- Dizem por ai que homens infiéis tendem a carregar fardos mais pesados do que podem aguentar. 

- O que quer dizer com isso? Eu não tenho tempo para suas brincadeiras ridículas, Aurora.

- O que eu tinha que dizer já foi dito. Se não for sair comigo mais tarde, pode ir embora.

Ele fez uma linha dura com os lábios, saindo logo em seguida. Pisava forte a cada passada, tendo mais certeza de que havia muito a ser descoberto e o quanto antes. Precisava voltar para Harvard e precisava de Caroline por perto. Ao lembrar dela, parou no meio caminho. Fazia pouco tempo que estavam separados, mas era mais do que o suficiente para sentir saudade de tudo que viveram. 

Ao chegar em casa, viu que Elijah mexia em vários documentos em cima da mesa principal. Klaus sentou na cadeira ao lado e começou a buscar alguma coisa no meio daqueles papeis inúteis até o momento.

- Aurora me disse uma coisa que não sai da minha cabeça. "Dizem por ai que homens infiéis tendem a carregar fardos mais pesados do que podem aguentar."

- Que porra é essa? Por que ela diria algo assim? - ele parou para olhar o irmão - Será que esse homem infiel é o papai?

- Eu nunca pensei que fosse falar isso, mas acho que é uma hipótese. Como vamos achar algo do tipo? Será que nossa mãe sabe?

- Se isso for verdade... Niklaus, eu não sei o que faço. 

- Primeiro vamos tentar achar pistas. É difícil, mas não impossível. - verificou algo no celular - Acho que podemos descartar esses papeis. 

- É, acho que sim. 

Klaus deu uma última olhada por cima da mesa e uma pasta com o nome de todos os filhos chamou a atenção dele. Pegou a pasta transparente e ficou em dúvida se acharia algo ou não.

- Não vai achar nada ai. O problema é com o nosso pai, não com a gente. 

- Tem razão. Mas o que será que eles guardam aqui? Eu nunca vi essa pasta por aqui. - olhou novamente - Vou abrir.

Assim que ele abriu a pasta, os nomes deles estavam por ordem de nascimento. Haviam vários exames, sendo a maioria deles de sangue. Viu seus exames de vinte anos atrás, assim como os de Elijah e dos demais.

- Nossa, tinha me esquecido que sou O negativo. - Klaus riu

- Todos nós somos. - ele deu de ombros - Menos Kol e Rebekah.  

- Deixa eu ver o do Kol... O dele é O positivo. E o da Rebekah é AB positivo. 

- Bizarro como essas coisas do sangue funcionam. Papai é O e mamãe é A e a mistura dá umas coisas bem estranhas.

- Bizarro é você usando essa palavra. - ele riu - Espera. Está falando que nenhum dos dois tem B no tipo sanguíneo? 

- Sim. Ele é O negativo e ela é A positivo. - Klaus pegou um papel e uma caneta e fez um desenho - Devo me preocupar com o que está fazendo?

- Sim. - ele terminou - Esse cruzamento nunca pode dar uma pessoa com sangue AB. Você sabe muito bem o que isso quer dizer. 

Elijah congelou aonde estava. Não acreditava no que ele e o irmão haviam acabado de descobrir. Klaus sentia o mesmo, algo que não tinha explicação. Ficaram olhando para os papeis ainda incrédulos. Nunca passaria pela cabeça deles que Rebekah não era irmã de sangue deles, já que tinha muitos traços do pai. 

- Olá para vocês. - Rebekah abriu a porta cheia dele sacolas - Trouxe companhia.

- Sentiu minha falta, irmão? - Freya sorriu e correu para os braços de Klaus - Como você fez falta, cabeça dura.

- Você também. - retribuiu o abraço, tentando esconder o que acontecera antes de elas chegarem - Pensei que tivesse esquecido que eu tinha voltado.

- Claro que ela não ia esquecer. - Elijah tratou de catar as coisas e botar tudo de volta no devido lugar 

- Cadê o irresponsável do Kol?

- Deve estar por ai. - Rebekah voltou do quarto - Só essas compras para me tirar do tédio. - viu que a mesa estava uma bagunça - O que estavam fazendo? 

- Nada. - os dois disseram juntos

- Até parece. - Freya botou as mãos na cintura - Conheço muito bem vocês dois e aposto que estão escondendo alguma coisa.

- É algo sobre a nossa vinda para cá? 

- Não... São coisas da tese do Klaus. Besteiras que podem atrapalhar o desenvolvimento. Vou ver se Hayley precisa de alguma coisa. 

Elijah passou a batata quente para as mãos de Klaus, que nada fez. Ficou parado olhando as duas enquanto Esther caminhava vagarosamente para onde todos estavam.

- É tão bom ver a casa cheia de novo e ter vocês tão próximos... Fico feliz ao ver isso.

- Mãe, se importa de conversarmos no quarto por um minuto?

- Claro que não. - sorriu - Venha. 

Freya e Rebekah deram de ombros e ficaram pela sala botando a conversa em dia. Fazia tempo que não via e se divertia com a irmã.

No cômodo ao lado, Esther se acomodava no sofá e Klaus andava de um lado para o outro, impacientemente. 

- Por que está nervoso?

- Quando ia contar para nós? Quando? - ele estava indignado - Como vocês puderam fazer isso?

- Meu filho, do que está falando?

- Estou falando da Rebekah. Por que não contaram que ela é adotada? Por que esconderam isso de nós e dela por todo esse tempo? 

Esther arregalou os olhos, ficando petrificada. Tudo parecia congelado naquele ambiente, tanto para ele quanto para ela. Tentava achar palavras que explicassem tudo o que ele perguntou, mas ficar calada parecia a melhor opção.

- Eu estou esperando uma resposta! - aumentou o tom - Você sabe o que vai acontecer quando ela souber disso? A nossa família pode acabar por causa dessa mentira! 

- Klaus...

- Eu não queria descobrir assim, eu juro! - não deixou que ela continuasse - Só que eu não descanso até descobrir a verdade. - seu cabelo já estava uma bagunça - Então foi por isso que o papai nos trouxe para cá. Aurora descobriu e ameaçou queimar nossa família.

- Foi isso. Só que não é bem o que está pensando.

- Pode explicar melhor então? - ele sentou ao lado dela - Tenho todo o tempo do mundo para ouvir.

- Rebekah não é adotada. - respirou fundo - Um pouco antes dela nascer, eu e seu pai tivemos uma discussão que não terminou bem. Elijah tinha um pouco mais de idade do que Freya e você, mas não entendia muito bem. Seu pai havia passado a noite com a minha melhor amiga no dia do meu aniversário e você sabe... 

- Eu não acredito nisso. - ele riu de nervoso - Isso não pode ter acontecido.

- Rebekah é fruto daquela noite. Ela não é minha filha, só de Mikael. Só que a Leighton, essa minha amiga, morreu no parto. - seus olhos já estavam apertados - E eu decidi perdoar seu pai e cuidar da filha deles. Ela não tinha parentes e eu não tive coragem de não assumir aquela bonequinha que precisava de afeto, não tive. Deus sabe o quanto eu a amei desde o primeiro dia em que a vi. Eu nunca a tratei diferente por não ser minha filha de sangue, Klaus. Tudo o que eu queria é que ela fosse saudável e tivesse uma vida perfeita. 

- Então tudo o que a Aurora falou faz sentido. - ele balançou a cabeça negativamente e fechou os olhos - Eu não sei nem o que dizer... Rebekah vai sofrer muito e você sabe disso.

- Como eu sei. Eu tentei falar no hospital, mas tenho medo de que ela se vire contra Mikael e que me despreze. Se isso acontecer, não sei o que vai ser de mim. - chorava desesperadamente - Preciso que não fale nada agora, por favor. Mikael vai ter que contar isso. Temos que fazer isso juntos. 

- Como ele pôde ter feito isso com você? E você ainda perdoou uma traição imperdoável. - abraçou a mãe - Você é incrível, Esther Mikaelson. Só que não devia ter mentido assim para ela. Sei que não era só seu problema, mas nada vai aliviar a dor que minha irmã vai sentir. 

- Agora que já sabe, peço que espere mais algum tempo para voltar a Harvard. Quando todos souberem, vamos estar livres da Aurora. 

- Eu vou tirar satisfações com meu pai assim que ele chegar. Você não sabe a raiva que estou dele nesse momento. Se eu tivesse coragem o suficiente, acertaria um soco na cara dele. 

- Não é bem assim. - enxugava suas lágrimas - Seu pai é um bom homem. Nunca deixou que faltasse nada para vocês e nem para mim. Foi uma noite.

- Eu não aceitaria isso de jeito nenhum! Foi uma noite que te trouxe um ser para lembrar eternamente do que ele fez. 

- Eu sei, mas eu amo Rebekah. Se disserem que ela não é minha filha acho que parto para cima. 

Pararam de falar quando bateram na porta. Klaus tratou de se recompor do baque e Esther limpou suas lágrimas, botando um sorriso no rosto.

- Mãe, pode nos ajudar a fazer aquele bolo de chocolate? - Rebekah pediu - Freya disse que ajuda na cobertura, o que já é um avanço.

- Claro que sim. - ela se prontificou - Agora.

- Acho que vou ajudar também. - Klaus foi atrás delas - Quero só ver se isso vai sair bom mesmo.

O clima na cozinha foi de descontração. Klaus tentou não demonstrar que estava abalado com o tanto de informações que recebeu em poucos minutos. Ainda precisaria contar para Elijah o básico, não querendo expor demais o que a mãe havia falado, já que uma hora ou outra aquilo seria público. 


Notas Finais


O SEGREDO FOI REVELADO! Vocês imaginavam que a Rebekah não era filha da Esther? Será que a Rebekah vai descobrir? Se sim, como acham que ela vai reagir?

Espero que tenham gostado. Beijinhos e uma boa semana para vocês! 😘💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...