História My Wish - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chen, Xiumin
Tags Amigos, Minseok!centric, Xiuchen, Yatoviagem, Youaretheone
Exibições 67
Palavras 2.040
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Essa é a última fase do Yato, e eu vim participar agora~~ Eu amei o tema >< Adoro viagens :')

Eu chorei escrevendo, ficou lindo :')

Se encontraram erros, relevem, eu preciso betar, eu queria postar logo, então não fiz isso :')

BOA LEITURA.

Capítulo 1 - Único


─ Seus exames estão prontos, Minseok-ssi.

O rapaz sentado sobre a maca com um telefone nas mãos olhou para o médico presente no recinto. Levantou-se rapidamente,  o cumprimentando.

─ É algo grave, doutor? ー Perguntou. Guardou os pertences no bolso e se aproximou do médico, este que o encarava preocupado.

─ Na verdade, as notícias não são boas, Minseok-ssi. ー Limpou a garganta antes de começar a falar. ─ Não temos muito a fazer, mesmo que tenha vindo cedo, é algo impossível para a medicina.

─ Do-do que se trata, doutor? P-por favor, me conte! ー Talvez o tom de voz e a expressão presente no rosto do médico estivessem deixando o paciente amedrontado.

As dores começaram algumas semanas atrás, além dos vômitos e desmaios que pegaram Minseok de surpresa. Decidiu deixar o trabalho, que tomava muito de seu tempo, e ir ao médico para saber do que se tratava todos aqueles sintomas. Esperava um diagnóstico há alguns dias, e mesmo assim atrasou para buscar o resultado dos exames.

─ É difícil para mim, dizer-lhe isto, mas como médico, é meu dever. ー Respirou fundo, entregou os resultados nas mãos do paciente e apertou seu ombro, como uma forma de consolo. ─ É câncer de colón, sinto muito!

Não havia muito o que falar, então ele apenas se afastou um pouco para observar a reação do paciente. Minseok ainda tentava processar tudo, inclusive o que era o tal câncer. Pegou novamente o celular no bolso.

Câncer de colón, ou colo. Acontece no intestino grosso ou parte inferior do sistema digestivo. O câncer retal é o câncer nas últimas polegadas do colón. Em conjunto, eles são muitas vezes referidos como câncer de colorretal.

A maioria dos casos do câncer de colón começa como aglomerados de células não cancerosas, pequenas , benignas, chamadas pólipos adenomatosos. Ao longo do tempo, alguns destes pólipos voltam a ser cânceres de colón”

Ele ainda não entendia muito, mas no site dizia ser um dos cânceres que matavam mais rápido. Então, juntando tudo…

─ Eu vou morrer. ー De fato, em sua consciência, aquilo deveria ter sido uma pergunta. ─ Vai demorar muito?

─ Talvez…

─ Vá direto ao ponto, por favor. ー Exigiu.

─ Você tem três semanas. Eu aconselho que saia, divirta-se, faça o que sempre teve vontade de fazer! Beba, faça sexo! Cometa um crime, viaje… ー Novamente, Minseok o interrompeu.

─ Há alguns anos, eu descobri que existe um lugar, na América central. Belize, este é o nome. Quase não se vê, ou se ouve falar. ー Minseok sorriu, lágrimas escorriam de seus olhos e molhavam suas bochechas. ─ Eu pesquisei e é um lugar incrível e paradisíaco, lindo! Desde então, eu sonhei em ir lá. Entretanto, sempre fui muito ocupado com minhas obrigações, eu…

─ Vá, Minseok-ssi, seja feliz! ー O doutor lhe ofereceu um sorriso.

                         △△△

Naquele dia, mais precisamente durante a noite, Minseok fez suas malas e buscou por passagens que o levassem até o lugar desejado. Lembrou-se de deixar uma mensagem de agradecimentos aos pais e amigos, dizendo o quanto os amava e como era agradecido por todo amor e apoio que recebeu destes além de uma carta de demissão para o pai. Resolveu também retirar todas as senhas de seus aparelhos eletrônicos, só por precaução.

Antes de ir embora do consultório, fora avisado sobre um enfermeiro que lhe acompanharia na viagem e o ajudaria em tudo que precisasse, então fez questão de comprar a passagem da pessoa. Quando terminou de se arrumar, trancou o apartamento e deixou as chaves debaixo do tapete, junto de um bilhete.

Saiu de seu prédio e pegou um táxi até o aeroporto. Chegando lá, viu o tal enfermeiro que lhe acompanharia esperando-o com uma placa com seu nome nela. O cumprimentou se curvando.

─ Sou Kim Jongdae, senhor. ー Parecia ser um garoto muito novo. ─ Você é meu primeiro paciente, digo, o senhor!

─ Você, por favor. Você é o único que estará ao meu lado quando eu morrer, então sejamos próximos, certo? ー Abraçou o rapaz de lado lhe trazendo conforto. Jongdae sorriu triste.

─ Pra onde vamos? Meu inglês não é muito bom… ー Jongdae riu nervoso, acompanhando o mais velho com as malas.

─ Não se preocupe, garoto. ー Minseok disse divertido, acabou rindo. ─ Estamos indo à Belize. Você vai gostar!

              △△△

O lugar era de fato, incrível!

Minseok tentava, com a visão magnífica, esquecer das preocupações que o envolviam, pensava no quanto seus familiares estavam sofrendo com tudo. Ele havia ido sem se despedir, pois odiava despedidas, sem dizer aonde ia, pois não queria ser seguido. Ele não achava que a morte era algo ruim, ele sentia que era uma forma de descanso. Ele amava sua vida, mas se sentia exausto. Sempre teve tudo que queria e quando precisava de algo, logo aparecia sua resolução.

Não lembrou de vez alguma em que tenha lutado para conseguir algo, sempre teve tudo aos seus pés. Pensou no garoto ao seu lado, Jongdae, ele parecia um bom rapaz, talvez fosse estudioso e lutador, não demonstrava ser rico, mas Minseok conhecia um bom coração quando via um. Sabia o bom filho que o garoto era, pois quando a mãe ligava eles conversavam por horas. Lembrou-se de quando Jongdae o apresentou para sua mãe e ela o abençoou, como uma mãe faz com filho. Como sua mãe faria consigo.

Seu aniversário seria em um mês, ele sabia que não poderia comemorar, como sempre fazia, com os pais e amigos. Ele riu quando Jongdae chegou em seu quarto com um bolo de aniversário e velas coloridas, eles comemoraram juntos uma data tão importante. Minseok tinha agora trinta anos.

Durante duas semanas, ele saiu com Jongdae, comprou-lhe roupas, sapatos, presentes. Se tornaram amigos, cúmplices. Esqueceram do câncer, Jongdae já não era um enfermeiro recém formado, e Minseok não iria morrer. Ninguém precisava lembrar disso.

De dia, eles jogavam e almoçavam como os melhores amigos que se tornaram, de noite, eles saíam e pregavam peças nas pessoas no meio da rua, bebiam até esquecerem os próprios nomes e dormiam jogados no chão. Jongdae pedia conselhos, Minseok lhe aconselhava como um bom psicólogo que nunca foi e então eles riam.

─ Calma, hyung, vai passar! Respira! ー Jongdae passava as mãos nas costas do mais velho, esperando que este se acalmasse, estavam ajoelhados no chão do banheiro, Minseok vomitava como nunca fizera antes. Sua boca estava ensanguentada e seu rosto já se encontrava pálido. ─ Chega de bebidas, certo?

─ Quantos dias, Dae? ー O mais velho se encostou na parede, enquanto o enfermeiro limpava sua boca.

─ O meu vôo é pra daqui a dois dias, hyung. ー Jongdae respondeu. Sorriu para o mais velho, ele já estava magro e seus cabelos estavam grandes. ─ Quer dar uma volta pela praia?

Um sorriso de confirmação.

△△△

O sol já estava se pondo. O vento era fraco, e o barulho das ondas se quebrando no mar se tornava ainda mais alto. Minseok gostava daquilo.

Estava sentado na areia olhando a paisagem, tudo tão limpo e refrescante, era seu clima perfeito. Acabou rindo quando lembrou do dia em que ele e Jongdae tomaram banho completamente bêbados. O enfermeiro estava ao seu lado, rindo e mexendo no celular, provavelmente, trocando mensagens com a namorada, era a hora do dia em que o fuso colaborava com a comunicação do casal. Minseok teve a oportunidade de vê-la em uma chamada de vídeo. A garota era linda e muito sortuda, Jongdae era um cara incrível e merecia tudo de bom que lhe fosse oferecido.

─ Ligue para ela, diga que lhe mandei um abraço. Eu vou molhar os meus pés. ー Se levantou e retirou os chinelos. Jongdae o encarou com o cenho franzido, se levantou quando reparou que sangue escorria do nariz do mais velho. Minseok também percebera o que lhe acontecia.

─ Hyung…

─ Eu estou bem, Dae-ah! ー Minseok sorriu abertamente, deixou um abraço em Jongdae e foi caminhando para perto da água.

Ele riu quando a água gelada tocou seus pés pálidos. Ele sentiu. Sentiu a vida, sentiu o vento lhe abraçar, sentiu saudades, uma mistura louca de medo e saudades, a mistura logo se transformando em alívio. Olhou para a imagem de Jongdae ao longe, lhe observando com o telefone no ouvido, um lindo sorriso desenhava sua boca. Sentiu falta do amigo. Abraçou seus próprios braços e voltou a fitar o mar.

Em sua boca sentia o gosto do sangue que escorria de seu nariz, sentiu o frio que não existia naquele momento, sentiu a força lhe traindo, sentiu o oxigênio deixando seus pulmões e suas pernas tremendo. Sorriu agradecido quando seus joelhos tocaram a areia molhada. Sentiu-se feliz quando sentiu seu novo amigo lhe abraçando forte, e desejando que descansasse em paz. Sentiu o amor que Jongdae conseguia transmitir.

─ Dae...

─ Não diga nada, hyung, está tudo bem! ー O enfermeiro sorriu, passou um lenço sobre seu nariz. ─ Estou aqui, pode ficar confortável!

─ Eu… Eu terminei… ー O mais velho disse entre suspiros. Jongdae sabia do que se tratava, o testamento, Minseok tinha dificuldades com seu testamento. Ele não tinha filhos e nem era casado, possuía duas empresas, mas gostava de trabalhar para o pai. Seus familiares não precisavam de nada, assim como seus amigos. ─ Ele está… Na sua mala…

─ Por… Por quê? Hyung, eu não…

─ Foi um imenso… prazer te conhecer, garoto! ー Sorriu, sua lágrimas se misturando com seu sangue, e seus olhos se fechando, a escuridão da noite se fazendo presente em seus sonhos já próximos. Ainda sentiu as lágrimas de Jongdae molhando suas bochechas e um “Igualmente” ser ouvido.

Ele se foi sorrindo, feliz.

△△△

“ Eu sempre achei que tivesse uma missão de vida, eu só não fazia ideia do que seria.
Na verdade, acho que todos nós temos uma.”

Jongdae sorriu em meio a leitura, Minseok era bom com palavras. Estava junto da namorada, em uma sala de advocacia, a família de Minseok também estava presente para a leitura do testamento. Ele nunca havia se sentido tão bem com outra família, logo entendeu o porquê de Minseok ter sido uma das melhores pessoas que conhecera.

“Há umas semanas, conheci alguém que estava cumprindo sua missão. Jongdae é o seu nome, ele foi o meu enfermeiro. Mas não só isso, ele foi o melhor amigo que eu pude escolher para cuidar de mim. Mesmo que na verdade eu não tenha escolhido.”

Jongdae viu a mãe do amigo soltando uma risadinha, enquanto limpava as lágrimas. Eles eram tão parecidos.

“A missão do meu amigo era cuidar de mim e devo dizer que ele cumpriu sua tarefa. E de sua missão, eu retiro a minha. Ajudar as pessoas, esse é o meu desejo. E uma dessas pessoas, é você, Dae-ah!
Deixarei minhas empresas em suas mãos, irmão. Cuide bem delas!
Fique também com meu apartamento, ele é grande e você poderá formar uma linda família com sua namorada.
Também tenho um carro simples, mas muito bom, dê de presente para o seu pai, se quiser. Você disse que era o seu sonho dar um carro de presente pra ele.
Meus pais irão te ajudar com tudo, faça uma faculdade de administração, entendido?
Não me decepcione, amigo.

Deixo aqui meu testamento.

Kim Minseok.”

Jongdae já não podia segurar suas lágrimas. Ele foi abraçado pela mãe de Minseok. Os dois choraram juntos.

─ Minnie sempre disse que amigos nós fazemos em tempos difíceis. Ele sempre teve razão! ー A mulher sorriu. Ela se referia aos amigos que não se fizeram presente no velório de seu filho, os amigos que ele acreditava serem verdadeiros, mas que não estavam por perto quando ele precisou. ─ Você, querido, é o irmão que eu não pude dar ao meu garoto!

Jongdae soluçou. Ele nunca tivera um amigo como o mais velho, teve colegas, mas não um amigo. Ele estava agradecido e prometeu para si mesmo nunca decepcionar Kim Minseok.

─ Bem-vindo à família, meu rapaz! ー Foi abraçado pelo pai de seu Minseok. Agora não teria apenas sua família, agora tinha outra que também o amava e que era tão importante para si quanto a outra.

Minseok tinha sim, cumprido sua missão.


Notas Finais


OLHEM AS FICS QUE ESTÃO NAS TAGS. BEIJÃO. #Youaretheone; #Yatoviagem

Twitter: @Unhyecorn


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