História My wrong love - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - My weird dream


A voz rouca do Jacob me acorda, abro os olhos com dificuldade. Suas pálpebras estam fechadas, sua testa suada e não para de se mexer. 

- Não......não, largue-a. - ele sussurra desesperado.

Assustada tentei acalma-lo colocando a minha mão sobre seu ombro, mas levei uma cotovelada na minha zona nasal. Acho que não o partiu, mas dói para caraças. 

Para minha surpresa, o seu corpo magro subiu para cima de mim e colocou suas mãos em meu pescoço, estou com medo do que ele poderá fazer. 

Suas mãos afundam no meu pescoço como um pedregulho e a dor percorre no meu corpo rapidamente tal como a minha busca por ar. 

- Jacob.......... pára. - tento dizer, mas acho que ele não ouvio.

- Vou matar-te. - suas mãos afundam cada vez mais e eu estou ficando cada vez mais fraca. 

Uso o resto da minha força para lhe dar uma chapada na sua bochecha gelada. 

De repente parecia que tudo ia acabar, meus olhos ficavam cada vez mais pesados tal como o resto do meu corpo e minha visão falhava, mas aquele pedregulho que se apoderava do meu pescoço foi ficando leve fazendo o oxigénio passar. 

Jacob já não estava por cima de mim, seu corpo agora se encontra ao lado do meu, mas seus olhos fitavam o teto.  

Usei a pouca força que restauro para falar alguma coisa. 

- Jacob.....- estou fazendo tanto esforço para falar, parece que a minha língua está tão pesada, mas ele interrompeu-me.

- Sai. - um sussurro sai de seus lábios finos e uma lágrima sai da sua esmeralda direita. 

Porquê? Porquê que ele está mandando-me embora? Quem devia estar assim sou eu, ele quase me matou! Eu podia ter MORRIDO. MORRIDO! Mas tenho de manter a calma, o Jacob não teve culpa, ele estava dormindo. 

Faço um esforço e tento tocar-lhe no ombro, mas ele retrai-se. 

- Eu disse para saíres, AGORA. - dei um suspiro, levantei-me com dificuldade, busquei o meu pijama encharcado de sangue e saí do quarto.

Eu cambaleava até á minha porta, parecia que alguém me tinha drogado, estou zonza e fraca, mas mesmo assim não posso culpar o Jacob, não posso. 

Depois do que pareceram mil anos passados, cheguei á minha desejada porta cor de rosa.

Abro maçaneta devagar, ao entrar no meu quarto tranco a porta e deito-me na minha confortável cama, abraço o meu travesseiro com força e deixo as lágrimas escorrerem.  

Porquê que eu estou chorando? Porquê? Alguém tem a resposta? É que eu não faço a mínima ideia, eu sei que o Jacob quase me matou, mas isso não foi culpa dele, alguém lhe fez algo que o perturbou tanto, mas tanto e eu vou descobrir. 

As lágrimas vão abrandando e adormeço agarrada á minha almofada.



Estou correndo, no meio de uma floresta, estou fugindo de alguma coisa, mas o quê?

Paro um bocado para pensar, olho em redor, só vejo árvores e mais árvores, mas numa delas está uma sombra, uma sombra muito estranha, parece uma pessoa. 

Com medo comecei a correr, até que avistei uma pequena cabana de madeira. Fui até ela e entrei. 

Estavam lá três pessoas viradas de costas, duas raparigas e uma pessoa que reconheci logo. O seu cabelo cacheado castanho comprido, suas costas levemente musculadas e sua altura. 

- Jacob? - perguntei aproximando-me.

Seu corpo virou, fazendo suas lindas esmeraldas encontrarem meus olhos também verdes, mas não tanto como os dele, são especiais, não sei porquê. 

Sua mão esquerda veio ao encontro do meu cabelo que por acaso continha a mesma cor que o dele.

- Não devias ter vindo aqui, ele vai encontrar-te. - ele diz retirando sua mão de meus cabelos.

- Quem? - digo colocando a minha mão em sua bochecha esquerda. Sinto o seu toque gelado em minha mão.

- Não tens medo? - ele me pergunta olhando dentro dos meus olhos.

- Medo de quê? - pergunto, mas seu rosto abaixa e descobri logo do que se trata. - Não, Jacob, não tenho medo de ti, o que tu fizeste não foi culpa tua. - seu rosto subio e sorrio, mas logo ouvio-se um barulho vindo da rua e seu belo sorriso desapareceu.

- Ele está aqui. - seu tom de voz parecia desesperado, e começo a ficar preocupada.

- Quem? - pergunto mais uma vez, quem era "ele"?

Ouço o barulho da porta a ser partida. 

Viro o meu corpo e vejo um homem incrivelmente alto com um capuz tapando a maior parte de sua face.

- Quem és tu? - pergunto não sabendo quem é o indivíduo.

Uma risadinha sai de sua boca quase que tapada por seu capuz.

Jacob aproxima seus lábios dos meus ouvidos e sua voz rouca e grossa faz-me arrepiar.

- Desculpa. - sua voz exalava culpa, porquê que ele se está desculpando?

Mãos fortes puxam o meu corpo contra a parede me aleijando muito nas costas.

O homem do capuz afunda suas mãos no meu pescoço tal como Jacob fêz. 

Não consigo respirar e as minhas pálpebras iam ficando cada vez mais pesadas. 

Olho sobre o ombro do homem cujo ia me tirar a vida e vejo as três pessoas, incluindo o Jacob, estendidas no chão, mortas.

De repente todos os meus sentidos haviam se desligado e tudo ficou preto.



Acordo suada e assustada. O sonho parecia tão real. Mas não é possível que seja real, nunca vi aquela cabana na minha vida.

Já me sentia melhor, mas ainda não estou totalmente restaurada. 

Levanto-me da minha cama e vou fazer as minhas higienes, quando olho no espelho vejo pequenas marcas roxas destribuidas por meu pescoço. 

Decido vestir uma camisola de gola alta, talvez disfarce. 

Já preparada saio do quarto e desço.

Dirijia-me á cozinha, mas as vozes de meus pais, vindos de lá de dentro param-me. 

Decido escutar o que eles estão dizendo e ponho-me á escuta por detrás da porta.

- Não sei se ele alguma vez vai atinar. - o meu "pai" diz nervoso.

- Tem calma querido, dá-lhe mais uma oportunidade, se ele não se comportar, teremos que castigá-lo de uma forma diferente. - minha "mãe" diz calma.

- Tens razão. - meu pai assente e decidi entrar e a minha "mãe" me recebe com um sorriso. 

- Bom dia. - digo sorrindo fraco, não vai ser muito fácil apagar aquela memória.

- Bom dia querida. - ela diz sorridente. Como ela consegue estar sorrindo depois do que aconteceu. - Infelizmente eu e o teu pai não poderemos ficar aqui por muito mais tempo, temos que ir trabalhar, mas o pequeno almoço já está na mesa e os teus irmãos já virão ter contigo.

Assenti e eles sairam, o "pai" nem me dirigiu a palavra. 

Sentei-me na mesa e tirei uma maçã e um sumo de frutas. 

Comi devagar e quando menos esperei, o Jacob adentrou a cozinha.

- Bom dia. - digo olhando para o meu sumo já meio bebido. 

Ele não falou nada só tirou uma fatia de tarde de maçã e começou a comer.

- Tudo bem? - pergunto desta vez olhando nos seus olhos que fitavam a tarte com o melhor desinteresse que já vi.

Ele come a tarte sem olhar para mim ou até falar.

Ele ia sair da cozinha, mas parei-o tocando no seu ombro. 

- Podes me dizer o que se passa? - pergunto confusa.

- Queres mesmo saber? Eu quero que desapareças, tão simples quanto isso. - ele diz olhando dentro da minha alma. Ele soltou-se e saíu da cozinha.

Ao que parece voltamos ao que éramos no início.



Notas Finais


Oiiiiiiiiiiiiiii leitores, peço-vos imensa desculpa, andei muito ocupada estes dias, mas está aqui o cap. Beijos


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