História My Zone - Capítulo 1


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Categorias Block B
Personagens B-Bomb, Jaehyo, Kyung, P.O., Taeil, U-Kwon, Zico
Tags B-bomb, Jaehyo, Kyung, Taeil X Po, U-kwon, Zico, Zikyung
Exibições 90
Palavras 2.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá meus amores.
Saudades <3
Sobre a capa, perdão se está fraca.
A capa do chap é o instituto, achei que ajudaria na leitura se o cenário principal estivesse aqui.
De nada e boa leitura!

Capítulo 1 - Chapter One


Fanfic / Fanfiction My Zone - Capítulo 1 - Chapter One

— Qual o seu problema, Kyung?! — acho que era o quinto berro da diretora, eu estava quase mandando ela para o inferno de uma vez, mas optei por virar o rosto. — Francamente, eu não sei o que faço com você.

A bruxa empurrou alguns papéis para o canto da mesa e ajeitou aqueles óculos ridículos que eu queria quebrar com um murro.

— Por enquanto, só saia da minha frente. Não quero ouvir nada relacionado á você pelo resto do dia.

Quase gargalhei, ainda eram dez da manhã.

Levantei ainda estressado e saí da sala, sendo calorosamente recebido pelo Taeil que espreitava a conversa pelo lado de fora.

— Você sabe que é feio espionar sermões dos outros, não sabe? — arqueei a sobrancelha, começando a andar para longe daquele centro de tortura chamado “diretoria”.

— Ignorando sua gracinha. — ajeitou os óculos, diferentemente da minha vontade com aquela mulher medonha, ver Taeil fazendo isso me dava vontade de agarrá-lo. O maldito sabia ser adorável. — Por que você simplesmente não deixa aquele otário pra lá?

— Porque eu não vou abaixar a cabeça pra um mimado daqueles. Não suporto isso, ele acha que manda em todos os garotos, Tae.

— Olha se acalme. — já estávamos no pátio, indo para um dos bancos na sombra. — Eu sei que você adora fazer a linha de justiceiro, mas é batalha perdida. Ele é o queridinho da autoridade, larga mão, Kyung.

— Chega Taeil. Eu não vou mudar minha opinião e você sabe muito bem disso.

Ouvi mais um suspiro, as pessoas estavam bem estressadas hoje, não é mesmo?

— É... eu sei.

 

Ok, eu não queria ser estúpido com meu melhor amigo, mas só de falar nesse cara eu fico puto.

Como eu odeio Woo JiHo.

Mais conhecido por aí como Zico, não passa de um mauricinho baderneiro que tem algum tipo de cisma comigo e adora foder minha reputação.

Uma hora eu vou acabar o matando.

Vivemos em um Instituto de Ensino Para Meninos, um tipo de colégio-prisão muito estimado a nível estadual e tão caro quanto.

Consegui uma bolsa que cobre metade do gasto e, felizmente, minha família pode pagar o restante até que eu me forme.

Agora, Woo JiHo está aqui porque os pais são ricos, o que o faz se sentir o dono de tudo e todos.

Ele sequer precisa se esforçar para manter-se dentro da instituição, mas mesmo assim tira boas notas e os professores, junto com a coordenação, o consideram um anjo imaculado.

Porém com os garotos é outra história.

Existem quatro perfis essenciais:

Os da corja do Zico, que são seus amigos e o veneram;

Os que têm medo do imbecil e fazem o que ele manda;

Os que ele sequer chega perto por saber que tem o poder de foder com sua vida;

Park Kyung;

Euzinho sou uma exceção, sim.

O motivo é o seguinte:

Desde que entrei aqui não fui com a cara dele e com o passar do tempo, percebi que era recíproco, o cara sempre fez de tudo pra me ferrar e sempre saiu como inocente aos olhos dos adultos que regiam a escola.

O que me faz diferente dos que aguentariam quietos é que eu sou o único que o enfrenta.

Medo do Zico? Ah, me poupe, ele não passa de um pivete irresponsável.

Eu estava na diretoria agora pouco porque ele aprontou comigo mais uma vez.

Resumidamente, acordei em um canto do pátio com uma luva onde estava colado um frasco de tinta spray e quando me ergui para tirar aquela merda, vi que em uma das paredes estava escrito:

“ZICO CHUPA ****”

Isso mesmo que você pensou.

Dois minutos depois, a diretora apareceu com dois alunos (amiguinhos do idiota) apontando pra mim e gritando como gazelas um delicioso: “Foi ele!”.

Minha sorte é que não posso perder minha bolsa e meus pais não podem ser contatados por conta da política da própria instituição, restando á mim um belo castigo limpando partes do dormitório por uma semana.

O desgraçado escreveu sobre si mesmo pra me incriminar e Taeil tem a capacidade de pedir pra eu deixar ele de lado.

Não mesmo, eu vou ensinar ele a ter respeito.

— KYUNG! — mais um berro no meu ouvido.

— QUE FOI PORRA?! — abri os olhos e olhei pra origem do grito, esperando encontrar Taeil, mas pelo visto aquele retardado saiu sem avisar. — Ah não, você não.

— Eu sim. — ele é nojento. Não senta do meu lado, por favor, eu imploro... fodeu. — Por que ainda está aqui? Eu esperava que fosse expulso. — resmungou com aquela ironia asquerosa e eu me levantei rápido.

— Faça o favor de ficar longe de mim, seu cheiro me dá enjoo. — ele torceu a boca. Há. — E eu não serei expulso, porque me empenho pra estar aqui e valorizo minha posição... Ao contrário de um pivete babão igual você.

— Repita se tiver coragem. — levantou. Ele realmente quer me intimidar? Quase tive um ataque de risos.

— O que foi? Além de retardado é surdo? — olhei-o com pena.

— Ah, seu desgraçado. — segurou minha gravata e a puxou pra perto, apenas sorri.

— Vai me bater agora? — provoquei — Eu sempre soube que você era um primata irracional, mas não pensei que fosse descer tanto ao ponto de usar força física.

O olhar dele sobre mim queimava e eu retribuía com a mesma intensidade. Uma hora ou outra ainda nos mataríamos.

— Vai! Me bate JiHo. — disse em tom mais alto. — Você não tem coragem, né? Não quer que a mamãe saiba que você não passa de um brigão ridículo.  

Alguma coisa estava estranha, como eu chegara a esse ponto? Era tanto ódio assim?

Ele ergueu o punho.

Porra, Kyung!

Não ele não tem coragem.

Deixei de acreditar nisso nos últimos segundos, o soco ia atingir meu rosto em cheio, cheguei a fechar os olhos, que humilhação.

Nada.

Me arrependi de ter aberto as pálpebras.

Aquele filho da puta estava me olhando com um sorrisinho nojento.

— Acho que o medroso não sou eu. — deu de ombros e me soltou. Antes que eu pudesse respirar aliviado seus dedos tocaram meu rosto com uma delicadeza absurda e ele sussurrou próximo ao meu ouvido, me causando pânico. Ele tá’ muito perto — Não se arrisque nem estrague esse rostinho, Kyungcuber.

Saiu, finalmente.

Ao ter certeza de que ele estava longe, me apoiei em um dos pilares que contornava o corredor interno. Meu coração batia rápido, eu estava muito alterado.

Franzi o cenho e me recompus, já basta de vergonha por hoje. Hora de encontrar Taeil e dar um peteleco nele por me largar.

No caminho para nosso quarto não pude deixar de me lembrar da conversa com JiHo.

O que foi aquilo?

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Uma semana.

Sete dias inteiros sem me incomodar com JiHo.

Sete maravilhosos dias em que ele fingia não saber da minha existência.

Eu não poderia estar mais feliz, até cogitava esquecer a última palhaçada e aproveitar a vida como Taeil aconselhava.

Já era tarde, o toque de recolher começara há meia hora e todos os garotos já tinham ido para os quartos, com exceção de alguns bagunceiros que faziam festinhas do pijama na sexta.

Essas reuniões devem ser legais.

Suspirei. Pelo menos eu tinha Taeil para me fazer companhia, porém nesse final de semana ele foi para a casa dos pais, ou seja, precisei ficar sozinho, nada bom.

Desci do beliche para tomar um banho.

A noite era quente e eu achei justo aproveitar a privacidade para me manter apenas de bermuda dentro do quarto.

Qual não foi minha surpresa quando toda a energia acabou.

Maravilha. Além da solidão teremos falta de energia pela madrugada.

Procurei uma lanterna pelas gavetas e parei ao ouvir batidas e quase um choro na porta.

— Por favor... abre. — eu não devia, mas aquele tom de voz era de alguém desesperado.

Abri a porta e me deparei com outro encosto.

Jaehyo estava chorando e praticamente se jogou em cima de mim, soluçando descontrolado.

O empurrei por impulso e ele bateu as costas na porta, fechando-a.

Apontei a lanterna para seu rosto, escandalizado.

— Cai fora. — bradei e ia chutá-lo do quarto, mas fui segurado pelo mesmo.

Que audácia.

— Kyung, por favor. Ninguém abriu a porta pra mim, lá fora está escuro e se eu ficar pelo corredor o inspetor pode me pegar. Você sabe que eu não posso encrencar.

— O problema é seu.

“Nossa Kyung ajuda o menino, coitado”.

Coitado?

É isso mesmo, produção?

Coitado é filho de rato que nasce pelado, Jaehyo é um maluco.

Deixe-me explicar:

A partir da primeira semana em que comecei a estudar aqui passei a receber cartões românticos e presentes estranhos.

Exato, em um instituto só para meninos.

Ênfase no “MENINOS”.

Não que eu seja homofóbico, longe disso. Taeil não é nada heterossexual e eu sou indefinido.

Mas faça-me o favor.

Enfim, era aceitável até que as coisas se tornaram assustadoras.

Jaehyo me perseguia e sua primeira declaração foi acompanhada por um beijo forçado, eu tenho traumas desse cara.

— Eu juro me comportar, Kyung. — esse cara realmente é dois anos mais velho que eu?

— Tá. Mas quando a luz voltar você mete o pé.

— Obrigado. — ele ia me abraçar de novo, mas parou ao ver minha expressão.

— Por nada. Fique a vontade. — espero que ele não tenha levado a sério. Eu não quero que Jaehyo fique “A vontade” aqui.

Assentiu e sentou na beirada do beliche de baixo, todo encolhido.

Ignorei-o e subi a escada curta, voltando pra cama.

Meu banho pode esperar esse maluco sumir daqui.

Ficamos em silêncio por um longo tempo até ele pigarrear.

— Kyung, por que você me odeia? — a pergunta foi feita de um jeito tão acuado que eu tive pena. Porra, aquilo aconteceu há três anos. Depois do fora que eu o dei ele se afastou, pode até ter mudado.

Me senti um humano horrível.

— Eu não te odeio. — respondi neutro.

— Mas é o que parece.

— Eu só não tive a melhor primeira impressão do mundo, hum?

— Tem razão. — riu fraco. — Por que não me dá uma chance? Eu posso provar que melhorei e... não sou tão ruim assim.

Certo. Que estranho. Vou expulsar ele agora mesmo antes que dê merda.

— Não vejo problema em tentar ser seu amigo, pelo menos. — eu sou um idiota, devia ter expulsado ele.

— Obrigado mais uma vez, Kyung. — não via nem um palmo á minha frente e só tive como perceber que ele subira as escadas assim que ouvi sua voz próxima a mim.

— Jaehyo! Por que subiu aqui? — me apavorei, que exagero.

— Eu só quero conversar.

— Ah... foi mal. — fiquei sem jeito com minha reação de mula.

Alguns minutos de conversa se passaram e eu realmente estava achando Jaehyo agradável.

— Então eu olhei bem pra ele e disse: Não!  — ele finalizou a história e caímos em mais gargalhadas.

— Chega, estou morrendo. — minha barriga já doía.

— Acho que a luz não vai voltar hoje. — comentou e eu assenti cabisbaixo.

— Kyung.

— Sim?

— Já que a luz não volta, por que não fazemos alguma coisa divertida? — eu já havia ficado a vontade com Jaehyo e mal percebi a malícia em sua fala.

— Tipo o que? — ri.

— Não sei. — sussurrou.

Senti um aperto em minha coxa e rapidamente seu corpo estava sobre o meu na cama. Meu Deus.

— Jaehyo, não tem graça! — agora sim eu tô’ com medo.

— Não é pra ser engraçado, Kyung. É pra ser prazeroso. — ele riu. Mas que porra, eu não quero isso.

— Jaehyo, me solta, agora é sério. — uma parte de mim queria a acreditar que ele estava brincando.

— Não.

Merda, ele segurou meus pulsos.

Me preparei para chutar seu tronco, o medo apenas crescia a cada segundo, mas numa dessas afastei as pernas e ele se encaixou ali.

Fodeu.

Literalmente.

Eu ia ser estuprado? É isso mesmo.

Jaehyo se abaixou e lambeu um de meus mamilos expostos, me fazendo ofegar.

Qual é? Eu nunca senti isso, porra, foi involuntário.

Desculpa sociedade, Kyung é virgem.

Me arrependi tanto ao ouvir sua voz.

— Você é sensível, vamos Kyung, relaxe.

— Jaehyo! Para! — gritei. 

Tudo o que poderia sentir além do medo era asco. Eu acabara de ceder confiança para alguém e seria submetido á isso.

Me sentia humilhado,  daria qualquer coisa para sair dali.

O maldito começou a subir com a língua até meu pescoço, onde deu um forte chupão que seria prazeroso se não fosse forçado.

A ficha da gravidade da situação caiu e eu comecei a gritar em plenos pulmões.

Berrava por socorro até que Jaehyo colocou um  tecido em minha boca, amordaçando-me.

Continuei com urros abafados e minhas lágrimas de desespero escorriam enquanto ele retirava minha bermuda. Era o limite, eu me debatia como um louco.

Não ver nada naquele breu só piorou a situação.

Ser tocado contra a vontade é o verdadeiro inferno e eu odiava imaginar o que viria  a seguir.

Por favor... Não, isso não.

Fechei os olhos e ouvi a porta ser aberta.

Um brilho estranho atingiu meu rosto, era outra lanterna.

Abri os olhos e foquei na pessoa que entrara no quarto.

— Mas que porra é essa aqui?!— perguntou/gritou furioso.

JiHo... Logo você.


Notas Finais


Eita cu, não é mesmo?
Até o próximo <3


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