História My Zone - Capítulo 3


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Categorias Block B
Personagens B-Bomb, Jaehyo, Kyung, P.O., Taeil, U-Kwon, Zico
Tags B-bomb, Jaehyo, Kyung, Taeil X Po, U-kwon, Zico, Zikyung
Exibições 76
Palavras 1.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olar
Não tenho cronograma de postagens, mas vou me esforçar para ser sempre o mais rápido possível.

(Kyung na capa pra chamar a atenção)

Boa leitura!

Capítulo 3 - Chapter Three


Fanfic / Fanfiction My Zone - Capítulo 3 - Chapter Three

Estou chocado.

Jamais esperava me deparar com uma situação assim.

Como se a noite não tivesse sido cheia de surpresas, agora mais essa.

Ok, vamos ligar os pontos.

Zico me salvou de ser estuprado por um maníaco apaixonado, me deu a chave do próprio quarto — onde eu me encontro no momento — e sua própria camiseta, — a qual estou vestindo — Deus, onde foi que eu errei?

Eu pensei que ao chegar aqui veria um quarto no estilo do JiHo: completamente sujo bagunçado e com alguns pentagramas pelo chão (exagerei? Talvez).

Admito que durante o percurso, esse pensamento me fez querer dar meia volta, mas tampouco queria saber o que aconteceria com Jaehyo no meu quarto.

Não confio em Zico, pelo menos se ele matar o garoto eu não precisarei viver com o trauma de ter presenciado tudo.

Me pergunto se Zico também tem um pingo de senso moral e o porquê de ter ficado tão possesso com Jaehyo. Talvez ele odiasse estupradores, assim como a maioria das pessoas, talvez ele quisesse descontar raiva em alguma coisa, ou talvez não.

Não importa, a questão é:

Esse quarto é limpo, habitável e até que organizado.

Os dois pôsteres que tem na parede ao lado da cama de solteiro nem são de mulheres nuas e sim de dois rappers famosos. Um nicho comprido mais no alto contém livros. L-I-V-R-O-S.

Tá, ele tira notas boas, mas pensei que seu entretenimento se baseava em ser um capeta na vida de todo mundo.

O resto dos móveis era apenas um roupeiro pequeno, um bidê e uma escrivaninha.

Fechei a porta atrás de mim e já a tranquei, não duvido que mais alguma doideira me aconteça hoje.

Enquanto andava até a cama, vi meu reflexo de relance e voltei para encarar o grande espelho preso na parede.

A camiseta de JiHo ficou um pouco grande, me senti bem esquisito e... fofo.

É raro eu me considerar fofo, fofura é com Taeil — por mais que ele negue —, eu estou mais pra bonitão.

Narcisismo não, realidade.

Tirei a peça que o loiro me deu e observei algumas marcas espalhadas na linha de meus ombros e no pescoço.

Não havia dado tempo para Jaehyo fazer muitas, estas tampouco chamavam muita atenção, mas me senti sujo.

Aquilo sumiria em uma semana, mas a humilhação, o sentimento de desespero... eu não esqueceria tão fácil.

Suspirei longamente, ficar encarando aquilo não adiantaria mesmo.

Ousei abrir o roupeiro e procurar outra camisa ou qualquer coisa para cobrir meu dorso.

Tirei a bermuda também, minha paranoia era tanta que pensei nos germes de Jaehyo colados em minhas roupas.

Era melhor não pensar no assunto, eu queria muito tomar banho agora, porém no quarto do Zico não. Nem pensar.

Com cuidado para não amassar nenhuma, busquei na pilha de camisetas alguma que me agradasse e ao sentir um tecido leve, puxei-o.

Quase morri de gargalhar.

Uma camiseta em tons de rosa com miniaturas da Hello Kitty estampadas, eu estou é morto.

Dei de ombros ao me recompor e a vesti, era só por hoje.

Joguei-me na cama e não pude deixar de notar que o colchão era muito macio, bem como o travesseiro.

Ser rico tem suas vantagens...

Mais um suspiro frustrado, um dia eu vou alcançar o que quero, vou trabalhar e ter dinheiro o suficiente para dar esse tipo de luxo á minha família.

Fui criado em um sistema inquestionável de respeito e cooperação, meus pais podiam não ter tanto dinheiro, mas graças á eles, aprendi a valorizar o pouco que tenho e a lutar por mais.

Apesar das brigas e sermões exagerados, eu os amava. Muito.

Será que Zico vive aquele clichê de pais que tem dinheiro, porém mal ligam pro filho e compensam a ausência com bens materiais?

Isso é coisa de filme, Kyung.

Virei-me de bruços, preparando-me para dormir.

Esse travesseiro também tem um cheiro bom...

 

 

Cinco minutos.

Foi o tempo que dormi.

Tendo um sonho muito agradável que agora não me lembro.

Tá exagerei, mas realmente pareceram cinco minutinhos até que eu fosse acordado por batidas desesperadas na porta do quarto.

—... gora! Kyung, eu vou arrombar essa merda de porta! — Zico? Mas o que ele quer comigo essa hora e quem deixou essa desgraça fazer algazarra na porta do meu quarto.

Me sentei na cama, bocejando e levei um susto.

Não era meu quarto e sim o dele.

A lembrança de tudo o que acontecera mais cedo veio de uma vez, fazendo meu coração disparar.

— PARK!

— Calma tô’ indo. — corri até a porta, ajeitando meu cabelo tanto quanto poderia e a destranquei.

Quase que ele quebra meu nariz, tamanha força com a qual empurrou a porta para dentro, logo a fechando.

— Por que demorou tan — sua fala morreu e ele me olhou de cima a baixo com os olhos arregalados. — Que merda é essa, Park?

— O que?... — olhei para meu próprio corpo e congelei.

Puta que me pariu.

Mano, mano.

Eu preciso fugir daqui, mudar de colégio, de país, até de galáxia se for possível.

Eu estava vestindo a camiseta da Hello Kitty de Zico e uma cueca preta.

Até que a vergonha seria explicável se não fosse... aquilo.

— Não acredito nisso. — foi o que eu consegui pronunciar, puxando a barra da camisa para baixo.

Senhoras e senhores, eu estava de barraca armada.

 

Tipo mesmo, meu pau tava dando piruetas.

Risos.

Risos histéricos foram o que eu ouvi enquanto me encolhia cada vez mais, pensando se seria uma boa cavar um buraco no chão pra esconder minha cara.

— Quem não acredita sou eu. — o rosto de JiHo já assumia um tom quase roxo — Fala tão mal de mim, mas dormiu na minha cama e acordou desse jeito. Será que teve um sonho divertido comigo?

— Cala a boca. — joguei a chave do quarto que estava na minha mão contra ele, falhando miseravelmente na tentativa de machucar aquele otário. — Isso é normal, se você não sabe. Principalmente com a idade que estamos e...

Mais risos.

— O que é normal na nossa idade? Sonhar com quem se diz odiar e acordar duro?

— Eu quis dizer... Ah, esquece, você é muito burro.

JiHo se apoiou na parede e eu — agora já mais calmo e consideravelmente broxado — comecei a vestir minha bermuda, precisando me manter com a camiseta do loiro.

— Por que veio me acordar tão cedo? Acabou matando mesmo o Jaehyo? — perguntei enquanto arrumava a cama.

— Cedo? São duas e meia da tarde. Eu não queria vir, mas preciso do meu quarto e achei que tivesse se matado.

— Se eu morresse você ia sofrer tanto assim?

— Não, mas mal consigo pensar na ideia do meu tapete sujo com seu sangue.

Ai.

Magoou, desgraça.

Nem me dei ao trabalho de responder. Terminando logo o que fazia.

— De qualquer forma... — começou — também quero avisar que não teremos problemas com Jaehyo.

— Tá, você matou ele mesmo?

— Vontade não me falta. — estalou a língua. — Mas não precisei. Ele não vai me dedurar porque não seria nada bom se os meninos da turma dele soubesse que ele é um estuprador de quinta.

— Você tá mexendo com os caras do último ano? Você pirou de vez?

— Jaehyo é do último ano sim. Mas não comprei briga com o resto, acho que ele também não quer levar mais uns socos então vai ficar quietinho.

Finalmente me dei conta de que conversava amigavelmente com JiHo e ele parecia ter se esforçado para evitar um problema sobre mim.

Entendam: a ideia de ter Zico não querendo me ver fodido é muito assustadora.

— Quem diria, hein. — comentei indo ao banheiro para, pelo menos, lavar o rosto.

— O que?

— Que logo você ia me ajudar.

— É... Quem diria. — um riso fraco e silêncio. Acho que a ficha começou a cair pra ele também.

Sequei as mãos e rosto, abrindo a porta do quarto e antes de sair fui até Zico.

— Mas obrigado, de novo. Por isso tudo. Não era seu dever me ajudar.

— Ya! Não fale como se eu me importasse com você. — rimos — E não fique agradecendo. Nunca disse que seríamos amigos.

— Nem eu, continuo te odiando. — mais algumas risadas e saí dali, encostando a porta.

A partir de hoje eu não sei mais se o odeio tanto assim.

 

 

— Não posso acreditar. — Taeil caiu sentado sobre a cama de baixo, pondo a mão no próprio peito em uma reação que eu considerei — um pouquinho — exagerada.

— Sugiro que acredite porque é sério.

— Caramba, Kyung. Eu saio por um final de semana e quando volto você quase foi comido pelo Jaehyo. E vamos destacar que esse “quase” é graças ao cara que você menos suporta no colégio inteiro, Woo JiHo.

Qual é? Eu não o odiava tanto também.

Certo, odiava sim.

— Eu sei que isso é muito irreal, mas logo você percebe que acabou tudo bem, então...

— Tudo bem? Como assim acabou tudo bem? Você fez as pazes com Zico?

A pergunta me pegou de surpresa.

De fato não houve provocações durante todo o final de semana e o vi no máximo umas duas vezes.

— Não exatamente, foi uma pequena trégua.

— Aham, sei. Caso não se lembre: o sentimento mais próximo do ódio é o amor. — alfinetou.

— Calado. — joguei uma almofada contra seu rosto e ele riu. — Por favor, não conte á ninguém sobre isso.

— Poxa, eu já estava pronto para expor você na internet.

— Insuportável. — resmunguei, saindo do quarto e deixando um bobo alegre para trás.

Ajeitei minha gravata, logo a aula começaria.

Conferi meu relógio, tinha algum tempo para dar uma volta pelo pátio e foi o que fiz.

Mais uma vez me deixei levar pelo ar fresco que provinha das árvores e flores bem cuidadas por ali.

Ao subir meu olhar para o prédio do primeiro ano, franzi o cenho.

Mesmo ao longe eu via duas silhuetas. Tinham duas pessoas lá.

Até entenderia se não estivessem brigando.

Estreitei o olhar e sobrepus a palma da mão na linha de minhas sobrancelhas para ver melhor. Um garoto ameaçava empurrar o outro de lá.

Olhei em volta, procurando alguém para pedir ajuda, mas o sinal bateu e todos se distanciavam.

Não queria fazer escândalo, podia ser á toa.

Eu poderia correr até a diretoria para pedir ajuda, mas gritar desesperadamente dava na mesma.

A aula já começara e aquela briga provavelmente é só uma brincadeira de mau gosto.

Estou apenas paranoico de novo, devo ir pra sala logo antes que me ferre outra vez.

Suspirei frustrado e dei meia volta, caminhando para o prédio ao lado oposto.

Não!

Virei novamente na direção do prédio do primeiro ano, eles ainda estavam lá.

Comecei a correr pelos corredores já vazios, precisava ajudar o garoto, seja lá quem fosse.

Realmente vou matar aula pra isso.

Eu sou muito idiota.


Notas Finais


E então?
Confesso, to alongando ela por motivos de: sim.
Até o próximo, amores


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