História Mysteries Of Nightclub - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Taylor Marie Hill
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais, Taylor Hill
Tags Justin Bieber Taylor Hill
Exibições 202
Palavras 3.982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá amores, eu iria postar só mais tarde, mas como a Maria vai viajar resolvi postar mais cedo para ela poder ler. Esse capítulo é dedicado a você, boa viagem monamour.

LEIAM AS NOTAS FINAIS, MUITO IMPORTANTE.

PS.: desculpe qualquer erro ortográfico.

Enjoy ❤

Capítulo 12 - Ela não nos deixará


Angelina Montechuts P.O.V
 

Los Angeles, 06 de maio de 2.015

Depois de sair da sala de Tyler fiquei conversando um pouco com  Brook até dar a hora de minha irmã sair do colégio. Peguei meu carro e fui direto para casa, para chegar a tempo de almoçar com ela. Como meu serviço não fica muito longe do meu prédio, cheguei lá em menos de dez minutos. Coloquei o carro em minha vaga e peguei o elevador apertando o número do meu andar. Batia meu pé no chão de metal impaciente pois não via a hora de sair de dentro daquele cubículo.

Em frente à porta do meu apartamento procurei a chave em minha bolsa, achei a mesma e abri a porta fechando-a logo em seguida. Coloquei minha bolsa na mesa de centro da sala e caminhei até a cozinha, quando cheguei lá Gio abraçava minha irmã. Sorri com a cena e falei:

- Será que posso participar desse abraço gostoso? - ambas olharam para mim.

- Angeeel - a loirinha gritou.

- Está aí faz tempo? - a babá perguntou tensa.

- Acabei de chegar  por que? - franzi o cenho.

- Por nada, venha nos abraçar - sorriu.

- Não precisa chamar de novo - corri até ela e demos um abraço triplo que logo foi interrompido pelo toque do meu celular.
 

- Alô? - atendi sem olhar o nome de quem me ligava.

- Oi Ang - sorri ao ouvir a voz de Bieber - Lembra que vamos ao hospital?

- Nossa, eu havia me esquecido completamente - falei envergonhada.

- Não tem problema - deu a risadinha - Está em sua casa?

- Estou sim, meu chefe me deu esse resto de semana de férias.

- Oh, que ótimo. Acho que tudo está contribuindo para nossa viagem.

- Parece que sim - ri.

- Passo na sua casa em alguns minutos, ok? - perguntou.

- Pode ser, vou dar uma banho em Sav enquanto isso.

- Vocês já almoçaram?

- Íamos fazer isso agora.

- Então não façam, vocês irão almoço comigo - sentenciou.

- Não quero incomodar.

- Vocês nunca incomodam, já está decidido. Beijos - então ele desligou sem dar tempo de eu pestanejar.
 

- Adivinha com quem vamos almoçar? - perguntei para Sav.

- Não sei, com quem? - perguntou me olhando.

- Com o Justin - meu sorriso morreu quando ela fechou a cara.

- Não quero - disse.

- Mas por que?

- Eu não nquero ve-lo e nem almoçar com ele, podemos almoçar em casa? - franzi o cenho confusa.

- Tudo bem, vamos almoçar e precisamos ir ao hospital.

- Ta bom, só nós duas - afirmou.

- Você ainda vai precisar de mim Angel? - perguntou a babá.

- Não Gio, esse resto de semana estou de folga e você pode ficar também - sorri.

- Ah sim, obrigado então. Até semana que vem - a loira sussurrou algo no ouvido de minha irmã, depositou um beijo em sua testa, me deu um leve abraço e saiu.

- Você não quer me contar o porque de não querer almoçar e nem ver o Justin? - insisti.

- Eu só não quero, já disse droga - arregalei os olhos com sua atitude.

- Não fale assim comigo Savannah - eu disse brava, mas já era tarde demais. A loirinha desceu do banquinho e subiu as escadas correndo - Volta aqui aqui - gritei, mas ela nem me deu bola.

Suspirei pesado sem saber o que fazer, ela nunca havia agido dessa forma, sempre foi uma menina dócil e calma, alguma coisa estava acontecendo e eu precisava descobrir o que era. Quando fui subir as escadas para falar com minha irmã a campainha tocou, respirei fundo já sabendo quem era.

- Bieber - disse sorrindo ao abrir a porta.

- Angel - ele retribuiu o sorriso.

- Entre - dei espaço e o mesmo adentrou meu apartamento.

- Cade minha bailarina? - engoli em seco quando perguntou.

- Está lá em cima, creio que esteja tomando banho.

- Vou espera-la então - ele disse se sentando em meu sofá.

- Sabe o que é... - resolvi contar de uma vez por todas - Ela não quer almoçar e nem ver você.

- Como não? - Bieber perguntou confuso - Ela parece adorar minha companhia.

- E ela adora, mas não sei o que aconteceu hoje - suspirei frustada.

- Posso subir e falar com ela?

- Não acho que seja uma boa - mordi o lábio inferior.

- Eu preciso saber o que está acontecendo, me deixe fazer isso - insistiu.

- Ok - sorri minimamente - Mas não força muito a barra.

- Pode deixar - Justin afagou meu ombro com uma de suas mãos, levantou-se do sofá e subiu as escadas em direção ao quarto de minha irmã.

 

Justin Bieber P.O.V

Quando Angel disse que minha bailarina não queria almoçar comigo e nem me ver, foi como se tivessem me dado uma facada bem no coração. Não é exagero, essa garotinha me faz tão bem que não tem como explicar, eu a amo tanto e ficava feliz em saber que esse sentimento é recíproco, mas agora infelizmente tenho minhas dúvidas de que realmente seja.

Subi as escada rapidamente, mas desacelerei os passos quando cheguei no corredor dos quartos. Meus olhos correram para os muitos quadros que haviam na parede, alguns com fotos somente de Ang ou de Sav, outros com as duas e mais alguns delas com uma homem e uma mulher, que provavelmente eram seus pais. Andei mais um pouco até parar em uma porta onde tinha uma bailarina colada com o nome de Savannah colado logo embaixo. Respirei fundo e bati na porta.

- Não quero conversar Angelina - sua voz saiu abafada.

- Não é a Angelina - respondi.

- Não quero conversar com você também - mordi o lábio inferior enquanto abria a porta devagar - Sai daqui - gritou - Sai da minha casa, sai da minha vida.

- Acalme-se, o que está acontecendo pequena? - perguntei me aproximando.

- Você só quer fazer minha irmã sofrer, só beijou ela ontem para depois largá-la - arregalei os olhos com suas palavras.

- Como você sabe do beijo?

- Eu vi vocês se beijando ontem quando chegaram aqui no prédio - fungou e só aí percebi que ela começará chorar.

- Se acalma ok? - me sentei ao seu lado na cama - Olha para mim - pedi, mas ela não olhou - Meu anjo, por favor, olhe para mim - toquei seu queixo e ela voltou sua atenção para mim.

- Você vai fazer ela sofrer igual o Cárter fez - eu estava completamente confuso.

- Eu não sei o que Carter fez para ela, mas eu te juro que eu nunca seria capaz de fazer Ang sofrer - disse sincero limpando as lágrimas que escorria pelo seu rosto.

- Você jura? - a garotinha segurou meu rosto entre suas mãozinhas.

- É lógico que sim, você confia em mim?

- Eu confio.

Então todo o meu ser se acalmou de novo, quando senti seus pequenos bracinhos envolverem meu pescoço em uma abraço apertado e cheio de sentimentos. Aquela garotinha tinha se tornado a pessoa mais importante na minha vida, e só de imaginar que algum dia ela pode simplesmente partir, faz com que meu coração se quebra em mil pedaços. Ficamos algum tempo abraçados até que duas batidas na porta nos interrompe.

- Atrapalho? - Ang pergunto colocando só a cabeça pra dentro do quarto.

- Nunca - sorrio e ela entra no quarto.

-Está tudo bem entre vocês de novo? - pergunta.

- Está sim - Sav responde - Me desculpe por ter gritado com você?

- Tudo bem, mas que isso não se repita - repreende a irmã mais velha.

- Pode deixar.

- Agora temos que ir para o hospital - lembro-as.

- Não quero - a pequena fez manha - Estou com preguiça.

- E se eu te levar no cavalinho? - sugiro.

- Aí eu acho que poderei ir.

- Então vamos cavaleira - me abaixo e ela sobe em meu pescoço.

- Já vão descendo que eu vou pegar os documentos dela - Angelina disse me olhando.

Com Savannah em meu pescoço descemos a escada fazendo arruaça, eu corria e fingia galopar enquanto ela dava gritinhos seguidos de gargalhadas gostosas. Eu adorava poder ter esses momentos com ela, era como se eu já a conhecesse a muito tempo, como se fôssemos da mesma família, talvez até pai e filha.

Passamos pela recepção do prédio e cumprimentados o porteiro Rick, fomos até o estacionamento, arrumei Sav na cadeirinha que eu havia comprado para ela, dei a volta no carro e tomei meu lugar no banco do motorista. Tamboreava meus dedos no volante seguindo uma sequência qualquer, até que uma pergunta me fez para e olhar para trás.

- Você é minha irmã estão namorando? - a pequena perguntou.

- O que? Claro que não amor - respondi encarando aqueles olhinhos azuis.

- Ué, vocês se beijaram ontem que eu vi - arregalei meus olhos.

- Você viu? - concordou com a cabeça - Mas não estamos namorando.

- Por que? - perguntou.

- Porque somos só amigos.

- Por que? - perguntou de novo.

- Porque sim, agora vamos mudar de assunto - falei coçando a nuca.

- Sabia que o aniversário dela está chegando?

- Sério? Não sabia disso, quando é? - me interessei na conversa.

- Dia seis de junho.

- Daqui exatamente um mês - confirmei enquanto olhava a data no relógio em meu pulso.

- O que acha de fazermos uma surpresa para ela?

- Acho ótimo, o que você sugere?

- Vamos viajar - a criança disse empolgada.

- Se o seu médico liberar, nós podemos pensar nisso.

- Ebaaaa - gritou - Para onde iríamos? - me olhou com dúvida.

- Você sabe um lugar que ela tenha vontade de ir?

- Sim, a Disney - franzi a testa olhando-a desconfiado.

- Você tem certeza que é a Angelina que tem vontade de ir na Disney? - perguntei.

- Absoluta, pode confiar. Você só não pode perguntar pra ela se não ela vai desconfiar - disse sapeca.

- Ahan, sei - até pensei em dizer mais alguma coisa, mas a porta do passageiro foi aberta chamando minha atenção.

- Desculpa se demorei, é que estava colocando comida para a Amora - comentou Ang enquanto colocava seu cinto.

- Ixi, eu havia me esquecido de colocar - Savannah disse do banco de trás.

- Percebi - a morena disse risonha.

- Você não me mostrou a tartaruguinha, não vejo ela desde quando te dei - comentei olhando a pequena pelo retrovisor.

- Quando saímos do hospital você pode vir para minha casa e eu te mostro ela - disse dando de ombros.

- Ok - não disse mais nada, dei partida no carro e peguei o caminho mais rápido em direção a clínica.

 

(…)

 

Chegamos a clínica e o nome de Savannah era um dos primeiros da lista, ficamos sentamos cerca de quarenta minutos nas cadeiras almofadadas do corredor, enquanto isso, a pequena não parava de falar um minuto se quer. Contava sobre sua escolinha, seus amigos e principalmente sobre suas aulas de balé, segundo ela, sua professora havia lhe elogiado por estar dançando tão bem. Doutor Oscar apareceu no corredor e chamou nome da garotinha.

- Savannah Montechuts - nos levantamos e caminhamos até a sala.

- Bom dia Doutor - cumprimentamos o homem.

- Bom dia queridos - sorriu para nós e olhou para a criança - E você mocinha, como vai? Sente alguma coisa em relação a doença?

- Eu vou bem, as vezes sinto um pouco de tontura, mas logo passa - colocou a mãozinha no queixo como se estivesse tentando lembrar de algo - Ah, também ando perdendo alguns fiozinhos de cabelo.

Quando ela disse aquilo o ar pareceu pesar, eu não sabia que isso estava acontecendo com minha bailarina, olhei para o lado onde Angelina estava e a mesma estava igualmente a mim, com olhos arregalados e a boca entre aberta. Eu tentava dizer algo, tentava perguntar a Savannah o porque de não ter falado isso para ninguém, porém nada saia da minha boca, eu a abria e fechava sem saber o que dizer.

- Savannah, por que não me disse isso? - perguntou Ang.

- Eu não queria preocupar você - ela respondeu indiferente.

- Isso é muito sério sabia? Você não pode me esconder esse tipo  de coisa - repreendeu a irmã.

- Me desculpe, eu não sabia que isso era sério, porque o Doutor Oscar já havia falado que isso iria acontecer quando meu tratamento começasse - minha menininha leva isso tão maduramente que é difícil acreditar que ela tem apenas cinco anos.

- Não importa, promete para mim que não irá me esconder mais nada?

- Prometo irmã, você está chateada comigo? - encarou a mais velha com os olhinhos cheios d'água.

- Claro que não minha vida, mas que isso não se repita - Angelina a abraçou de lado e depositou um beijo em sua cabeça.

- Tudo bem, não vai.

Eu olhava as duas conversando e queria intervir, queria falar algo, nem que fosse para repreender Sav por tal atitude, mas nada saia, minha voz parecia ter ido embora, minha cabeça não conseguia processar essa situação, eu não queria acreditar que de um dia para o outro Savannah possa aparecer sem seus lindos e longos Carlos loiros.

Eu nunca havia passado por essa situação, nunca em minha família ou em meu círculo de amigos havia acontecido de alguém ter uma doença tão maldita quanto a Leucemia. Eu não desejaria essa doença nem para o meu maior inimigo, então ver uma criança tão doce e frágil passando por isso me faz sentir o pior bosta desse mundo por não conseguir ajudá-la, por não conseguir curá-la.

- Tio Justin? - Savannah me chamou fazendo com que eu me livrasse de meus pensamentos.

- Oi meu amor.

- Estou te chamando já faz alguém tempo - soltou uma risadinha.

- Me desculpe, estava pensando - olhei rapidamente para Angel e pelo seus olhos vi que ela havia entendido no que eu pensava.

- Entendo - comentou a loirinha - Mas vamos ao que interessa, o que estamos fazendo aqui?

- Você me assusta - comentou o Doutor - Tem mesmo cinco anos?

- Tenho sim - sorriu fofa.

- Ela também me assusta as vezes - eu disse meio baixo para fazer graça.

- Eu ouvi isso - ela disse.

- Pois então - Angel começou a falar - Estamos aqui porque o Justin bos convidou para passar esse fim de semana no Canadá, mas não sabemos se Sav pode viajar.

- O que? - gritou a pequena - Quando eu saberia que iríamos viajar?

- Saberia hoje, igual está sabendo agora - comentei.

- Traíras.

- Savannah - repreendeu a irmã.

- Então, esse fim de semana seria a semana que teríamos que fazer a quimioterapia na Savannah, mas podemos fazer alguns exames e saber se ela pode esperar até segunda.

- Pode ser então - concordei.

- Vamos lá lindinha, deite na maca - pediu o doutor.
 

(…)
 

Angelina Montechuts P.O.V

Enquanto o Doutor Oscar fazia alguns exames em minha irmã, eu e Bieber estávamos indo em direção a cafeteria do hospital, nós queríamos ficar na sala junto dela, mas fomos proibidos pois o Doutor precisava de concentração total e talvez algum movimento brusco que fizéssemos poderia atrapalhar, então decidimos tomar um café.

Chegamos na porta do local, passei na frente de Justin e senti uma de suas mãos em minha costas me guiando para uma mesa no canto da cafeteria. O loiro puxou a cadeira para que eu sentasse e depois se sentou em minha frente, fizemos nossos pedidos e quando os mesmo chegaram começamos a conversar.

- Você acha que ele liberará ela para viajar? - perguntei bebericando meu café sem açúcar.

- Eu acho que sim, Savannah é uma garota muito forte e não aparenta ter a doença que tem - concordei com a cabeça.

- Acho que ela está reagindo bem a quimioterapia, pois não está tendo mais recaídas.

- Isso é ótimo, não suportei ve-la mal daquele jeito - ele comentou se referindo ao dia em que ela passou mal no carro dele.

- Aquela foi uma das inúmeras vezes que aconteceu, antes era mais leve, só algumas tonturas e as vezes desmaios, mas aquele dia passou dos limites, confesso que tive medo de perde-la.

- Eu também fiquei - suspirou e puxou sua cadeira para mais perto da minha - Acho que nunca vou saber explicar essa ligação que tenho com Savannah, mas posso te garantir que é coisa de Deus - sorri com suas palavras.

- Eu também acredito que seja - coloquei minhas mãos por cima das suas que estavam em cima da mesa.

- O seu nome pode ter o significado de anjo, mas o anjo aqui é Savannah. Ela é o ser humano mais iluminado que já conheci em toda a minha vida.

- Você conforta meu coração quando fala assim dela, pelas suas palavras eu consigo sentir o amor que você ter por ela.

- Ela é muito importante para mim.

- Eu sei que sim.

Separei nossas mãos e comecei novamente a bebericar meu café, as vezes eu pegava Bieber me encarando e podia sentir minha bochechas corarem. Quando suas esferas amendoadas me encaravam, flashs de ontem à noite passavam em minha cabeça e me faziam ficar mais vermelha ainda. Fixei meu olhar em minha xícara, mas fui chamada pelo Loire fazendo com que eu passasse a encará-lo.

- Como se sente em relação aos cabelos de Savannah - suspirei não querendo pensar naquilo.

- Eu já sabia que dia ou outro isso poderia acontecer, mas não estava preparada para que acontecesse tão rápido.

- Não a imagino sem cabelo - comentou triste.

- Nem eu, ela gosta tanto dos seus fios dourados - meus olhos se encheram de lágrimas - Não sei se vou suporta isso sozinha - então a primeira lágrima escorreu.

- Você não está sozinha, você tem a mim - ele me abraçou de lado.

- Obrigado por isso - sorri sincera meio as lágrimas.

- Não precisa agradecer - ele levantou meu queixo me fazendo encará-lo - Eu te prometo, que enquanto eu estiver vivo irei cuidar de vocês, não deixarei que nada de ruim aconteça - apenas assenti com a cabeça por não ter palavras para agradecer.

- Eu não estou preparada para perde-la - disse derrubando mais lágrimas.

- Shiii - Justin disse enquanto beijava as lágrimas que escorriam por minhas bochechas - Ela não nos deixará.

- Eu espero que não - acariciei suas mãos que estavam depositadas em meus braços.

- Tudo vai ficar bem - concordei - Ainda vamos ter que conviver com a maturidade daquela pirralha por muito tempo - sorri secando as lágrimas.

- Se Deus quiser - comentei passando as pontas dos meus dedos da mão esquerda em seu rosto.

- Você é linda - Bieber disse se aproximando.

- Você também - sorri chegando mais perto.

- Se você me der permissão eu irei te beijar agora - corei com sua fala, mas não fui capaz de negar.

Ao sentir seus lábios macios contra os meus uma explosão de sensações boas me invadiram. As famosas borboletas que estavam guardas em um cantinho do meu estômago, quietinhas, se agitaram e voavam livremente dentro de mim, minhas mãos soavam pousadas em seus braços, um dos meus pés batiam no chão por debaixo da mesa. Por conta da maldita falta de ar, tivemos que nos separar, mas continuamos a milímetros de distância quando Justin colou nossas testas e logo depois disse:

- Acho que te beijar se tornou a minha coisa favorita na vida - eu ri envergonhada.

- Você está me deixando envergonhada - comentei em um sussurro.

- Isso é bom ou ruim - perguntou fazendo carinho em minha bochecha com o polegar.

- Acho que é bom - respondi de olhos fechados aproveitando o carinho.

- Atrapalho? - escutamos uma voz e nos distanciamos rapidamente.

- Claro que não Doutor Oscar, só estávamos conversando - disse rápido.

- Eu percebi - ele disse irônico e Bieber soltou uma risadinha nasalada.

- Os exames já acabaram? - desconversei.

- Já sim, me acompanhem age minha sala por favor.

Caminhamos em passos médios até a sala de Oscar, adentramos a mesma e Savannah estava sentadinha na maca enquato chupava um pirulito vermelho. Sorri para ela e acompanhada de Justin nos sentamos nas cadeiras disponíveis em frente à mesa grande de madeira que preenchia aquela sala branca. O Doutor olhou alguns papéis, escreveu algumas coisas em outros, mordeu a tampa da caneta, até que nos olhou sorrindo.

- Bom, os exames delas estão bons na medida do possível, o organismo dela está reagindo positivamente a  quimioterapia - sorri com sua fala - Então isso quer dizer que podemos esperar até segunda-feira, mas nada de passar desse dia ok? - concordei com a cabeça - Agora, quanto ao cabelo, ele infelizmente vai continuar caindo e cairá ainda mais quando ela fazer a quimio pela segunda vez, assim como vai cair mais na terceira vez e assim vai sucessivamente.

- Fico feliz que ela esteja respondendo aos tratamentos, só Deus sabe o quanto eu peço para ele que cure minha menininha - sorri verdadeira olhando para ela que estava alheia a nossa conversa por causa do seu pirulito - Sobre o cabelo eu já sabia que isso aconteceria, só espero que ela não se assuste quando eles começarem a cair muito.

- Eu sugeria que vocês conversassem com ela, tentassem convese-la a raspar a cabeça ou cortar o cabelo bem curto, assim nem vocês e nem ela sofreriam tanto ao ver eles caindo gradativamente.

- Acho que isso seria demais para ela - Justin se pronunciou - Ela ficaria assutada.

- Por isso que vocês devem conversar com ela - Oscar respondeu - Expliquem tudo certinho, ela pode ter apenas cinco anos, mas todos nós sabemos que a maturidade dela e maior que de muito adulto, ela entenderá.

- Vamos tentar fazer isso - eu disse por fim - Agora precisamos ir - Me levantei seguida de Justin - Obrigado por tudo, segunda estaremos de volta.

- Não precisa agradecer Angelina, esse é o meu trabalho - sorri agradecida - Ah, mais duas pessoas se candidataram para a doação de medula, quem sabe uma delas pode ser compatível com Savannah.

- Isso é serio? - perguntei animada e ele assentiu - Tomara que de tudo certo, isso seria ótimo.

- Seria sim - nos acompanhou até a porta - Ei baixinha, vai ficar aí? - chamou a atenção de Sav.

- Claro que não, estou morrendo de fome e quero comer pizza - ela disse saltando da maca e vindo correndo em nossa direção - Eu poderei viajar?

- Sim senhorita - ela soltou um gritinho - Mas segunda-feira te quero aqui bem cedo, estamos entendidos? - Oscar perguntou.

- Sim senhor - respondeu e pediu colo para Justin.

- Te mais doutor - Bieber disse é por fim saímos da sala.

- Pizzaria? - ele perguntou.

- Com certeza - Sav respondeu rapidamente.

Olhando para minha bailarina nos braços de Justin, sorrindo e conversando sobre várias coisas paralelas, meu coração se enche de esperanças, esperanças aquelas que eu carregarei comigo enquanto houver chances de salvar Savannah, esperanças aquelas que eu lutarei até o fim para que sejam atendidas. Eu não desitirei, enquanto eu respirar lutarei para ter minha garotinha comigo para todo o sempre.


Notas Finais


🔹 Oi de novo mores, peço desculpa a todas que ficaram esperando capítulo no sábado, eu realmente queria ter postado, mas como eu expliquei para as meninas do grupo, minha internet não estava pegando então o SS não abria.
🔹 Enfim, estou aqui em uma terça e se não houver imprevistos volto no sábado, por conta do feriado de amanhã (amém) meu colégio resolveu emendar e não terei aula mais essa semana!!!! Estou bem Happy.
🔹 Agradeço a todas vocês pelos comentários, favoritos e visualizações. Eu tenho um carinho imenso por vocês!
Para as leitoras novas um sejam bem-vindas.
🔹 Bom, a história está chegando em uma parte que eu amei idealizar e principalmente escrever, sei que não estou dando muito ênfase na "Angelina Dançarina", mas garanto que esse outro eu dela aparecerá muito ainda.
🔹 Temos um grupo no whats, onde dou spoiler, de ambas minhas fics (MON e TBP), também temos uma relação de amigas lá, nos conhecendo sempre mais e mais, então quem tiver interesse de entrar pode me mandar uma mensagem aqui pelo site ou clicar no link que deixarei lá embaixo.
🔹 Até sábado e um ótimo feriado à todas.

Link do grupo: https://chat.whatsapp.com/CbnSLeMjdkuG5ZyJffh1Pb

Twitter: @whityoudrew


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