História Mysterious Angel (VHope, JiHope, HopeKook, YoonSeok)- Hiatus - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~_strkk

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, EXO, Got7, Seventeen
Personagens Baekhyun, BamBam, D.O, G-Dragon, Hong Jisoo "Joshua", J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Lee Jihun "Woozi", Lu Han, Mark, Personagens Originais, Rap Monster, Sehun, Suga, Suho, V, Wen Junhui "JUN"
Tags 2seok, Acaralhaaquatro, Fadas, Hopekook, Hoseok!bottom, Jackbam, Jihope, Lobos, Markson, Namjin, Seres Sobrenaturais, Vampiros, Vhope, Violencia, Yoonseok
Visualizações 247
Palavras 8.171
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Harem, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello!!!

Retornei dos mortos e desaparecidos.

Infelizmente eu não pude atualizar antes por motivos de saúde. Eu fiquei mais de uma semana doente e quando me recuperei eu não tinha tempo para escrever, como agora que estou correndo contra o relógio.

Peço perdão por qualquer erro, mas e que eu não tenho tempo para fazer uma revisão mais precisa.

Foi mal pelo que eu fiz, mas ele teve que se dividido. Nesse capítulo vai parecer novos personagens, só fiquem de olho neles.

Capítulo 3 - Confiança e Desconfianças


 

Nova York

 

- Vamos, que eu não tenho todo o tempo do mundo. Eu sei que alguém sobreviveu, aonde ele está? - Dominik, o líder dos Vampiros de Nova York, perguntou sentado em sua cadeira enquanto olhava para o homem de joelhos no chão sendo segurado por dois outros vampiros. O lugar em que eles se encontravam era uma sala subterrânea horrivelmente quente graças ao "forno” a três metros de onde Dominick se sentava. A chama do fogo deixava sua expressão neutra com um ar perigoso e ameaçador. Ele estava perdendo a paciência com o silêncio daquele humano a sua frente. A raça que ele tanto odiava. - Vai ser por bem ou por mal?

- Se eu falar o Mestre vai me matar. - o homem falou com muito esforço, pois a dor em todo seu corpo o consumia. Mal conseguira levantar sua cabeça, que sangrava graças aos golpes desferidos nele. Seu olhar quase sempre se fixava na poça de sangue a sua frente, o seu sangue. Mas nem depois de apanhar muito ele pretendia abrir sua boca e falar algo para o vampiro que o olhava fervendo de raiva e nojo.

Uma risada sem humor saiu da boca do vampiro.

- Eu não sei se você percebeu, mas você vai morrer de qualquer forma. E esse seu "Mestre" de quinta sequer sabe da sua existência.

- Não importa. - negou com a cabeça. - Ele se vingará na minha família caso eu fale qualquer coisa para você. Ele saberá, ele sempre sabe. 

- Então o problema é sua família? - o homem não gostou nem um pouco do sorriso que o vampiro lhe lançou. Seu coração se acelerou e se encheu de pânico quando uma porta na lateral se abriu e os gritos de sua mulher adentaram o recinto. A mulher tentava se soltar em desespero das mãos do vampiro que a segurava nos braços. 

- Deny! Socorro! - gritou para o seu marido que a olhava em total choque enquanto ela era levada para perto de Dominik. 

- Jogue ela no forno. - Dominik ordenou ao vampiro, que assim o fez, a levando para a beira do forno encandeceste que brilhava com suas chamas dançantes. A mulher se encolheu quando sentiu a alta temperatura em seu corpo, seus gritos cessaram e deram lugar ao choro suplicante. - Espere...- o vampiro a afastou um pouco do fogo ao comando de Dominick. - Deny, vai deixar a sua mulher morrer por uma bobagem dessas? Ela não vale a sua quebra de silêncio? 

Deny engoliu em seco e abaixou sua cabeça em um pedido de perdão silencioso. Ele esperava que sua mulher entendesse seu lado, ela tinha conhecimento do quão perigosa era a pessoa para quem ele trabalhara e o que ela faria com o resto de sua família, caso descobrisse sua traição.

Dominik fez um leve sinal com a mão e o vampiro jogou a mulher no fogo. Seus gritos, atormentados, foram escutados durantes vários minutos enquanto seu corpo era consumido pelas chamas. Deny chorava amargurado e pensava no quanto se arrependia por ter entrado naquele mundo tão cruel e perigoso. Ele pensava que o pior já tinha passado e que logo morreria como sua mulher, mas percebeu que estava redondamente enganado quando a porta se abriu novamente e um choro infantil preencheu o ambiente.

- Não, por favor! Não! - Deny tentou se levantar e alcançar seu bebê, mas foi impedido pelos vampiros ao seu lado. - Não faça isso, ele é só um bebê. 

O bebê foi levado por um outro vampiro até Dominick. O líder dos vampiros lançou um olhar frio para o bebê e fez um sinal com a cabeça para que o levasse para o forno. E assim ele foi levado, mas não jogado. O vampiro esperou um próximo comando do seu superior enquanto o pequeno olhava fascinado para as chamas abaixo e com o rostinho molhado por causa das lágrimas.

- Agora vai deixar que essa pobre criança pague pelos seus pecados, Dany? - Dominick perguntou com uma falsa indignação. Não aparentava, mas estava se divertindo muito ao olhar o medo, raiva e desespero em Deny. Era algo que o satisfazia por inteiro.

- Você é um monstro. - disse Deny trincado os dentes em fúria. - Toda sua raça.

Dominick deu de ombros indiferente.

- Está não é a resposta que eu quero. Pode jogar a criança, Henry. 

O vampiro soltou a criança por milésimos de segundos e voltou a pegá-la novamente, antes que as chamas a tocasse. Era somente para assustar Deny, e consegui com êxito.

- Não! - Dany gritou desesperado. Seu coração quase parou quando pensou que seu filho tinha realmente caído no fogo. -  Wen Junhui! O nome dele é Wen Juhui, acho que o único sobrevivente. Ele foi vendido no leilão da, da, da, - gagueijou perdido em suas palavras.

- Hyuna? - disse Dominick.

- Sim! No leilão dela, mas eu não sei para quem. Só isso que eu sei. Por favor, não mate meu filho.

- Eu? Matar um bebê lindo desse? - Deny se assustou com o sorriso tranquilo do vampiro. Dominick voltou a fazer um sinal para o vampiro que estava com o bebê, e este o levou até ele. Deny ficou em um silêncio, apavorado, enquanto observava Dominick pegar o seu filho no colo e sorrir carinhosamente para ele. - Seu papai foi um homem muito mal por trabalhar para pessoas bem ruins. - disse para o bebê que lhe sorria inocente. - É sabe o que acontece com esse tipo de gente? - Dominick levantou o olhar para Deny. - Você sabe, não sabe? - Deny engoliu em seco, pronto para pedir misericórdia por sua vida, mas não teve tempo. Duas mãos frias seguram sua cabeça e a torceu violentamente em um giro de 360°. A última coisa que pode escutar foi a risada tranquila do seu filho nos braços daquele monstro que acabara com a vida da sua mulher é a sua. - E fim. Gostou, Alex? – perguntou para a garota parada na porta.

- Eu particularmente não gosto desse tipo de morte. - respondeu Alex. Ela não gostava de como Dominick resolvia as coisas. Achava o um tanto cruel e doente, pois ele sempre matava os pais das crianças e as mantinha para si e seus propósitos. - Mas vamos ver o que seu pai tem a pensar sobre isso. - Dominick levantou em um sobressalto e a olhou espantado. - O que acha disso, senhor KyungSoo? - Dominick pode apenas enxergar os olhos esverdeados do feiticeiro nas sombras atrás de Alex. O vampiro reconheceria aquele olhar em qualquer lugar; pura decepção era o que ele transmitia, e Dominick tinha o conhecimento do porquê.

- Me encontre no escritório, Dom. - disse KyungSoo sem adentrar a sala. 

- Sim papai. - disse Dominick entregando o bebê para um dos vampiros ao seu lado enquanto escutava os passos de seu pai se afastarem pelo corredor. - Leve o bebê para o orfanato. Peguem esse corpo e joguem no forno e chamem os empregados para limpar essa sala. - ordenou para os outros dois vampiros, que assim o fizeram. - Henry, vá com outros vampiros em busca de Wen Junhui. – disse para o outro vampiro. -Mate quem o comprou e destrua a casa em que ele está. Não deixe qualquer pista de que esse jovem esteve por lá.

- Sim, senhor. - disse Henry fazendo um pequena referência a Dominick, este que saiu sem, infelizmente para ele, ver o corpo de Deny virar cinzas como o de sua mulher. 

- O que você falou para o meu pai? - Dominick questionou Alex. Ela apenas deu de ombros e negou com a cabeça dando de costas para ele e seguindo pelo corredor. Dominick muitas vezes tinha raiva da pose superior que Alex exibia naturalmente. Um pouco baixinha, com seu cabelo preto com mexas avermelhadas, olhos castanhos, pele morena, poderia se passar uma adolescente tímida e fofa facilmente, se quisesse e se fosse ao menos uma das duas coisas. Ela era uma garota de poucas palavras e muita paciência, principalmente com Dominick.

- Eu não preciso falar nada, ele sabe muito bem quem é você... - disse Alex após parar no corredor e encará-lo. - ou não.

- Cala a boca e vai ler um livro. - disse Dominick andando até ela e lhe fazendo uma expressão azangada.

Alex achava incrível as duas faces que Diminick tinha. Uma hora ele era um vampiro perigoso e ameaçador, e em outro momento ele era um vampiro que gostava de crianças e não gostava de decepcionar aquele que chamava de pai.

 Um maluco doente, pensou Alex.

- Um dos melhores conselhos que eu já recebi de você. – disse Alex batendo de leve no ombro dele, antes de prosseguir pelo seu caminho. - Ah, e eu sugeri para o seu pai um castigo para você.

- Que castigo?

- Adormecer...- Alex deu um pequeno sorriso para a expressão de choque que passou rapidamente pelo rosto de Dominick. Os dois sabiam muito bem o que aquilo significava. - só por um tempinho.

 

****

 

Do KyungSoo, um dos feiticeiros mais poderoso dentre o Conselho dos Feiticeiros, era o responsável pelo líder dos Vampiros da cidade de Nova York, Dominick Santinez. Não se importava de ser chamado de pai pelo outro, mesmo não tendo a mesma descendência ou raça. Mas havia algo que o desagradava muito no vampiro: sua sede de vingança nos humanos.

Sentado em seu escritório, Dominick estava se sentindo um tanto desconfortável pelo olhar frio que KyungSoo lhe lançava. Pensava consigo que o que Alex havia dito fora apenas uma brincadeira de mal gosto. Não queria pensar que KyungSoo poderia cogitar tal castigo para ele.

- Por que... - disse KyungSoo quebrando o gelo que pairava entre eles. Dominick se pós atento a suas palavras. - você continua matando dessa forma? O que foi que aquela família fez para você os matar?

- Eles estavam envolvidos com meus inimigos. Mas isso não vem ao caso agora, eles já estão mortos. Acabou. - disse rapidamente. KyungSoo respirou fundo enquanto se reconstava na cadeira de couro preto em que se sentava, seu olhar foi de encontro aos olhos vermelhos do vampiro tentado enxergar o que ele tanto escondia. Mas sabia que era em vão, Dominick era perspicaz e sabia muito bem esconder seus segredos.

- Você está chamado muita atenção e não somente do seu Conselho, mas dos outros também. - disse KyungSoo vendo Dominick revirar os olhos de modo infantil. - Isso é muito sério, Dom. Não é saudável fazer tantos inimigos como você está fazendo, é perigoso.

- Papai, não se preocupe comigo. - disse Dominick convicto. - Eu tenho muitas cartas sob a manga. Esses invejosos não podem me tocar, eles deveriam era ter medo de mim. 

- E aonde estão essas suas cartas? - perguntou curioso, pois desconfiava que soubesse quem seria uma das cartas do vampiro.

- Vou dar uma dica papai, presta atenção... - Dominick se apoiou sobre a mesa como se fosse contar um segredo mortal para KyungSoo, o que não estava tão longe assim da verdade, se o feiticeiro soubesse interpretar. - seu passado desconhece, seu futuro é incerto, seu sorriso e como o sol, seu cabelo brilha como as brasas do fogo, seu coração irá pertencer a muitos. Ele está tão perto e tão longe, compreende papai?

KyungSoo encarou momentaneamente Dominick, só não o chamava de louco porque havia entendido o que ele quis dizer, só não sabia quem era a pessoa.

- "Seu cabelo brilha como as brasas do fogo". - disse KyungSoo pensativo. - Sinto que você gostou dessa pessoa.

- Não sabe o quanto papai. - Dominick suspirou e deu enorme sorriso, pensar no fogo o deixava extasiado e KyungSoo percebera o fascínio que ele tinha pelo elemento.

- Como são e quantas são essas outras cartas? - perguntou, mesmo que talvez não pudessem conhecê-las como a primeira. E era algo que ele julgava muito importante e iria ocupar seus pensamentos por um tempo.

Dominick lhe lançou um olhar tranquilo e repleto de segredos.

-  São cinco cartas, cada uma mais preciosa e importante que a outra. Só irei dizer como as outras são no tempo certo. – sorriu para KyungSoo. – Apenas confie em mim papai.

- Entendi, Dom. Só tome cuidado com os Conselhos. – Dominick assentiu agradecido por ter alguém que se importava tanto com ele mesmo sem precisar.

- Não se preocupe papai, está tudo sobre controle.

Isso é o que ele tem em mente, por enquanto...

 

****★****

 

Mais um tiro foi disparado para o “nada” a frente de Seokjin, o que acabou atingindo um pote de açúcar fazendo o vidro estourar e espalhar seu conteúdo no balcão e no chão.

Um suspiro cansado e impaciente saiu dos pulmões do mais velho, não pela sujeira que teria que limpar, mas sim pela pessoa que sorria zombeteira para ele parada no outro lado da cozinha.

- Sério que não tem nenhuma bala ou ingredientes para um feitiço? – Jin perguntou para o seu amigo, Joshua, ao celular. Sua arma, ainda quente pelos tiros, se encontrava em sua mão esquerda. Ele acordou com um péssimo humor naquele dia graças a morta que implicava com ele pelo que tinha dito na noite anterior sobre Jeon poder se apaixonar por Angel – Hoseok, como tinha conhecimento agora- e esquecê-la. – Eu quero vê-la explodindo e sumindo mesmo que seja por poucas horas.

- Infelizmente não tenho nada. – disse Joshua não escondendo a pena que sentia pelo amigo ter que suportar aquela garota sozinho. – Eu já realizei os seus pedidos, mas estão demorando devido a burocracia e fiscalizações que existem do lado de fora. Sinto muito, mas vai demorar ainda uns dois ou três dias.  

Jin escutou a risada aguda da garota sentada em frente a ele com o corpo sobre o balcão.

- Ai ai Jin. Acha que é fácil assim se livrar de mim? – a garota disse em deboche. Jin revirou os olhos e se afastou dela. Passou em sua cabeça atirar novamente nela, mas mudou de ideia ao se lembrar que era um desperdiço de balas, pois ela não se machucaria ou pararia de importuná-lo. Ele teria que esperar dois ou três até ter a oportunidade de afastá-la. – Nós ainda temos que conversar sobre ontem.

- Eu vou esperar Joshua. – Seokjin disse a ignorando. – Até lá vou ocupar minha cabeça e a ignorar o máximo possível, e torcer para não perder a cabeça.

- Cadê o Jimin? – Jin percebeu que a garota fez uma careta ao ouvir o nome do vampiro. Era um fato que ela não gostaria de ter por perto o seu próprio assassino. Jin pensava no quão irônico era ela permanecer na mesa casa daquele que a matou. - Ela não gosta dele, fique mais próximo dele então.

- Eu passo bastante tempo com o Jimin, mas agora acho que isso vai mudar um pouco com o novo residente da casa.

- Angel?! – Jin levou um pequeno susto com a exclamação animada do seu amigo no outro lado da linha. – Ah, eu quero vê-lo. O Governador ficou se gabando dele para mim dizendo o quão bonito era e como ele tinha quebrado a barreira. O sistema do hospital caiu completamente, até fiquei assustado pensando que fosse o começo de uma rebelião por causa do conflito no distrito dos licantropos. Mas felizmente não foi isso.

- Rebelião? Acho que isso é impossível nessa Protection. – Jin argumentou com convicção. Embora rebeliões já tenham acontecido em outros país ele não acreditava que uma fosse acontecer aonde eles estavam. - O sistema de segurança daqui é um dos melhores. Ela está entre as três melhores.

- Isso até alguém de fora conseguir entrar sem nenhum problema e dá uma pane temporária nos sistemas, né?

- Hum, tem razão. – murmurou pensativo ao ser lembrar do jovem que encontrara no dia anterior. Mesmo parecendo frágil, inocente e ingênuo, Jin e os outros tinham em mente que ele tinha um poder perigoso, assim como Governador – e a garota morta – haviam dito. – Mas eu acredito que o Governador tem tudo sobre controle.

- Também acho. A propósito, eu vi o Jackson fazendo algumas compras e quando eu perguntei para que eram aquelas coisas ele disse que era para o bebê do Governador. Eu até pensei que poderia ser uma criança pequena, mas...

- É um rapaz bem feito. – ambos riram. – Eu ia começar um treinamento com ele hoje, mas o Jackson me ligou a pouco dizendo que traria umas coisinhas para Angel. Eu temo que ele possa ter exagerado um pouco nessas “coisinhas” e que isso possa ocupar bastante do meu tempo. Quando tiver tempo venha vê-lo.

- Com certeza eu vou. Bem, agora tenho que ir. Muito trabalho com os novos estagiários.

- Ok, até a próxima. – disse desligando o celular e o guardando no bolso. – Tem algo a dizer ou vai ficar só me observando? – perguntou para o visitante parado no batente da porta.

- “Um rapaz bem feito”? Aonde ele está?

Jin levantou o olhar para o mais velho dos irmãos. Min Yoongi, o vampiro mais pálido que ele já viu, o contraste de seus cabelos negros o deixava com uma aura fria e perigosa. Sempre com sua expressão séria e aquele objeto que carregava em sua mão. Jin tinha a impressão de que aquele vampiro tinha um lado sádico que não tinha vergonha de esconder.

- Guarde esse chicote quando encontrá-lo, pode assustá-lo. – Yoongi ergueu as sobrancelhas para a arma ao lado de Jin.

- Vamos falar de objetos perigosos? – perguntou sarcástico. – Você vai ensiná-lo a segurar uma metralhadora também? Não seja contraditório com suas próprias palavras Jin. Ele já está preso nessa cidade, cercado por criaturas horrendas, assustadoras e com péssimo gosto musical. Tem coisa pior que isso?

- Você e seu chicote? – Jin rebateu percebendo que o vampiro não gostou de sua resposta, mas não se importou com isso, não tinha medo dele.

- Qual é a chance de que vocês briguem? – disse garota parada ao lado de Yoongi, que não sentia sua presença. – Adoraria vê-lo destroçando seu pescoço. – disse para o Jin que revirou os olhos e se virou de costas para eles, os ignorando.

- Jeon, aonde estar Angel? – a garota estranhou o que Jin havia dito e só quando o mais velho olhou para a janela foi que ela percebeu que o vampiro mais novo estava lá, do lado de fora, os observando – Jin e Yoongi -. Ela não havia sentindo a presença dele, colocou a culpa na raiva que sentia de Jin para não pensar que fosse outra coisa relacionada ao vampiro.

- Ele está com Jimin. – Jeon respondeu ainda do lado de fora, seu olhar foi de encontro aos olhos frios de seu irmão e logo depois se desviaram. Os dois não eram de conversarem entre si, e ele não se importava com isso. – Quer que eu o chame?

- Ah, não precisa. Mas você poderia ver se ele precisa de mais alguma coisa ou se está tudo bem, sim? -Jeon não entendeu direito o que o mais velho queria dizer, mas assentiu e saiu, sem mais nenhuma palavra, para onde tinha visto Hoseok e Jimin.

Jin percebeu que a garota não tinha sentido a presença do vampiro quando ele estava por perto, mas preferiu guardar suas suspeitas para si. Só até ter certeza do que estava acontecendo com o outro. 

- Acho que vou dar uma volta por aí. - disse Yoongi saindo vagarosamente da cozinha.

- Por que você também não se manda? - Jin perguntou ouvindo um suspiro um tanto frustrado da garota que logo em seguida sumiu. - Céus, por quanto tempo terei que aguentá-la? – perguntou para si.

Nesse momento o barulho alto de uma buzina de carro soou alto do lado de fora. Ele sabia muito bem que era. Deixou a cozinha e seguiu para a porta da entrada, onde encontrou NamJoon parado e olhando para o que entrava pelo portão a frente.

- Pelos céus! - Jin exclamou ao lado do vampiro que observava os quatros caminhões de mudança e um carro adentrarem pelo portão. – Quem está de mudança?

- O filho ilustre do Governador. – disse NamJoon. Ambos desceram pela escada central quando o carro preto do “secretário” do Governador desceu do automóvel. Jackson, o jovem caçador que cuidava de vários assuntos do Governador, mostrou um enorme sorriso para eles. – Jackson, não acha que exagerou um pouquinho, não?

- O bebê do Governador merece o bom e do melhor que existe nessa cidade. – disse Jackson se virando para os quatros caminhões estacionados logo atrás do seu carro. – Estou mentindo? – NamJoon e Seokjin negaram com um manear de cabeça, mas ainda tinha plena convicção de que o caçador tinha exagerado. – Por favor, o maior quarto da casa. Se não couber os móveis, as roupas, os livros, os presentes em um nós colocaremos em outro também, não tem problema. Mas tudo para agradar o bebê do Governador, sim?

- Presentes? Que tipo de presentes? – perguntou Seokjin com um péssimo pressentimento, que se confirmou quando um dos motoristas abriu a porta traseira do caminhão e retiram um garanhão branco e de porte enorme. SeokJin e NamJoon se entreolharam não acreditando no cavalo que viam. – Um cavalo? Sério Jackson? Par que isso? Quem vai cuidar dele?

- Quem não gostaria de ter um cavalo? – disse Jackson apontado para o animal que relinchava baixo. – Ele é lindo, manso e feroz, mas não aponto de machucar Angel, fiquem tranquilos, é agradável e traz um ar de tranquilidade.

- O Governador sabe desse animal? – perguntou NamJoon.

- Mais ou menos. – Jackson respondeu abaixando a cabeça levemente. – Mas se Angel gostar tenho certeza que não haverá problema nenhum. Espero que ele goste. – disse a última frase como uma oração. Não queria decepcionar em seu trabalho. – Ah sim, tenho uma mensagem do Governador para você, Jin. – Seokjin, que estava com os olhos ainda no cavalo, se voltou para o caçador. – Como você é o primeiro que está responsável por Angel ele que ter uma conversa em particular com você quando ele voltar de seu compromisso fora da cidade e nós terminamos o serviço aqui.

- Um compromisso fora da cidade? – estranhou NamJoon. Ninguém do Conselho havia relato sobre uma saída do Governador.

- Sim, foi de última hora. A vice está no comando agora. – disse Jackson.

- CL sabe tomar conta das coisas. – disse Seokjin para NamJoon, esse que continuava com um semblante um tanto desconfiado e se perguntando se o que o Governador foi resolver lá fora tinha algo relacionado a Angel. Mas Seokjin tinha razão, a vice sabia cuidar facilmente da cidade. – O que eu está me preocupando agora é esse cavalo. Um cavalo?

- O cuidador dele já está chegando, não se preocupe. – Jackson tentou o tranquilizar. – Angel vai amá-lo, pode ter certeza. Agora vamos colocar as coisas para dentro. Mas antes, onde está Angel?

 

****

 

Jeon andava vagorosamente para trás da mansão. Seus pensamentos estavam meios confusos naquela manhã. Ele pensara que poderia ter sido uma ilusão ter visto e passado a noite com o ruivo, mas quando abriu seus olhos pela manhã, sentindo aquela mão macia, -  que o havia tocado sem pudor, mas com inocência na noite passada- tocando o seu rosto como se custasse a acreditar que ele era real, o vampiro percebeu que não foi uma ilusão. Era mais real do que ele imaginava e uma parte de si temia isso. Essa parte que pertencia a outro aguem e que ele negava e resistia em esquecer ela.

 Seus passos e pensamentos foram interrompidos de repente quando uma música melódica começou a soar em algum lugar perto de si. Demorou alguns segundos até ele perceber que se tratava do celular em seu bolso. Não era seu costume usar tal aparelho, mas seu irmão o obrigou a usá-lo.

 - O que foi, Taehyung? - perguntou ao atender o celular e se encostar em uma árvore ao lado. 

- Hum, o que você acha? - Jeon percebeu o tom seco que o outro usou. Ele estava tão ansioso para ver o ruivo que não se importava como falava com seu irmão, concluiu Jeon enquanto revirava os olhos.

- Que tal você ser mais bonzinho comigo? Aí as coisas podem andar mais rápido, sabe? - um grito frustrado foi escutado do outro lado da linha. Jeon segurou o riso, para ele, seu irmão parecia uma criança birrenta quando queria algo. - Não é tão fácil assim como você imagina. Ele está com o Jimin agora. Como acha que eu vou desgrudar os dois e levá-lo para você? 

- Não sei, invente uma desculpa para vocês dois saírem sozinhos. Eu estarei esperando naquela pequena casa ao norte da floresta.

- Já tem até o lugar marcado para o "encontro"? - Jeon perguntou desacreditado. - Vamos com calma irmão. Quais são suas intenções com ele nessa casa?

- As melhores, pode ter certeza.

Jeon suspirou alto e balançou a cabeça.

- Sinceramente? Eu acho que não vou levá-lo até.

- Que?! - Taehyung exclamou com raiva. -Você prometeu que ia me ajudar. Não confia em mim? 

- É tipo isso mesmo. - confessou. - Se o Jin e o Jimin descobrirem eu estarei ferrado. Além disso, não sei o que você pode fazer com ele. Você é perigoso e impulso.

- Quer falar de periculosidade sabendo quem mora nessa casa com vocês? E você não é esse santo que imagina ser, irmãozinho. Estamos os quatros no mesmo barco.

- Negativo. Eu tenho critérios para matar, entendeu? É o Hoseok não faz parte...

- Hoseok? - Taehyung perguntou. - O nome dele é Hoseok?

- Sim, mas não espalha.

- Ok, entendi. Deixa eu ver o Hoseok, não vou machucá-lo ou tentar qualquer outra coisa com ele. Quero apenas vê-lo.

- Quer que eu tirei uma foto dele e te envie? - sugeriu sorrindo sabendo que o estava deixando sem paciência.

- Jeon JungKook...

- Está certo, vou ver o que posso fazer por você. Até mais. – disse rapidamente e desligou o celular ao voltar a andar. - Cara chato, se eu pudesse voltar no tempo não teria aceitado isso. - murmurou para si. - Eu ia ficar com o Hoseok e não o levar para aquele maluco.

Ele tinha tanto receio de continuar com esse plano. Alimentar os desejos de Taehyung nunca era algo bom, pensava consigo, mas deixá-lo irritado também não era. Decidira para si que só faria isso dessa vez para não ter problemas com Taehyung e nem com Jimin e Seokjin.

- ...por isso estamos aqui. – escutara a voz do seu irmão. O avistou debaixo de uma árvore, deitado no chão e com a cabeça sobre o colo de Hoseok, esse que fazia um carinho lento em seu cabelo acinzentado. Os dois estavam tão calmos e tranquilo que Jeon pensou em retornar e inventar uma desculpa depois para Taehyung e não os atrapalhar. Ele estava gostando da forma que os dois ficavam juntos. Jimin não era muito de sair e conversar com os outros, preferia ficar na companhia de Seokjin e se fechar para o mundo. Mas Jeon sabia que para o outro não era muito bom ficar sempre com o mais velho, pois Seokjin era o companheiro do seu pai e ele receava incomodá-los de alguma forma.

Ele já estava dando passos silenciosos para trás, mas as folhas e galhos secos fizeram um barulho mais que desnecessários quando ele os pisou, o que chamou a atenção dos dois sob a árvore.

- Jeon. – Hoseok o chamou com um enorme sozinho que de alguma forma mexeu com o coração do vampiro. Ele sorriu de volta e se aproximou deles. – Sente conosco.

- Adoraria, mas... – Jeon olhou para seu irmão e depois para Hoseok. Se perguntou se deveria ou não prosseguir com o plano de levar Hoseok até Taehyung. Não queria, mas prometera. Uma ideia lhe passou pela cabeça. Seria uma escolha vinda de Hoseok que decidiria se o levaria ou não. – estou indo dar um passeio pela floresta, quer vir comigo? – disse estendendo sua mão para Hoseok, que olhou rapidamente para Jimin em um pedido silencioso. Jimin se sentou e sorriu para Hoseok em uma afirmação.

Hoseok confiava em Jimin, que confiava em Jeon, este que por sinal tinha uma certa desconfiança da quarta pessoa que os aguardava na casa ao norte.

Jeon queria tanto que aqueles dedos finos e quentes não tivessem se entrelaçados aos seus naquele momento. Que aquele sorriso ingênuo não tivesse sido direcionado a ele com tanta confiança.

- Vamos. – disse Hoseok se levantado do chão para acompanhá-lo.

- Sim, vamos. – disse Jeon pronto para levá-lo. – Voltaremos logo mais, Jimin.

- Não precisa ter pressa só tomem cuidado, mas eu sei que você vai cuidar muito bem dele, Kookie. – Jeon sentiu como se agulhas tivessem perfurados seu coração ao ouvir o apelido infantil que Jimin havia lhe dado. Ele deu um sorriso para seu irmão e começou a andar segurando na mão de Hoseok, o levando para aquela pessoa que Jimin tanto odiava.

Bela forma de perder a confiança de alguém, Jeon pensou consigo.

Jimin esperou eles se afastarem e fechou a expressão rapidamente. Ele tinha percebido que Jeon estava um tanto estranho, pois o irmão não era de “passear” pela floresta.

- O que está acontecendo aqui? – Jimin se perguntou enquanto se levantava.

 

****

 

Jeon observava o olhar curioso que Hoseok lançava para todos os lados a sua volta. Sempre que via algo diferente perguntava para o vampiro do que se tratava tal espécime, desde uma pequena flor branca de três pétalas na raiz de uma árvore até um passarinho que cantava em um galho acima. Jeon se via tão fascinado pelo jeito do outro que por um momento se esqueceu de para onde o levava. Tinha que no mínimo se certificar de que ele ficaria bem.

- Hoseok, - o ruivo parou de bater com um galho em uma árvore ao seu lado e o olhou sorridente. Ele estava tão tranquilo e lindo explorando o ambiente que Jeon poderia passar o dia todo só o observando e respondendo suas perguntas bobas, mas tinha algo para ele terminar logo. Depois poderia se dar ao luxo de desfrutar da companhia dele. - o Jimin falou algo sobre nossos outros dois irmãos para você?

- Dois irmãos? - Jeon assentiu. Não ficou surpreso quando Hoseok negou saber sobre Taehyung e Yoongi. Ele imaginava que o irmão realmente fosse adiar o máximo possível comentar sobre os outros dois ou esperar que Seokjin falasse sobre eles. Jeon decidiu rapidamente que não poderia levar Hoseok para Taehyung sem ao menos ele saber um pouco sobre o outro. 

- Sim, temos outros dois irmãos. Min Yoongi, o mais velho, e Kim Taehyung, também mais velho que eu e Jimin.

- E por que eu não vi eles? - perguntou jogando o galho no chão e limpando suas mãos na calça preto para depois lançar um olhar curioso para o vampiro.

- Min Yoongi é muito na dele. Creio, e espero, que você não encontre muito com ele. - Hoseok inclinou a cabeça em evidente curiosidade e Jeon percebera isso. - Ele não é muito de conversar e não gosta que as pessoas se intrometam nos seus assuntos, entendeu? - Hoseok não tinha entendido direito, mas não queria se passar por burro então assentiu, ficando contente com o sorriso satisfeito do outro. 

Desde que Hoseok acordara ele decidiu que queria passar para os outros a sua volta que poderia e sabia cuidar de si, mesmo não sabendo muito do mundo em que vivia agora. Sua mente ainda estava confusa e embaçada. Um livro em branco que ele pretendia escrever sua nova vida nele.

- Quem é o outro irmão? - perguntou Hoseok.

Jeon colocou as mãos nos bolsos de sua calça jeans e suspirou alto. 

O que falar de Taehyung? Pensou consigo e olhou para a expressão calma e curiosa de Hoseok a sua frente. Ele não faria nada com filho declarado do Governador, não é mesmo? Pensou por fim em um manear afirmativo de cabeça.

- Kim Taehyung, ele não mora conosco. Vive em algum lugar na cidade, não sei ao certo onde. Mas de vez em quando vem aqui para me visitar. Ele é uma pessoa interessante e quer te conhecer. - Hoseok arregalou os olhos surpresos.

- Por que? De onde ele me conhece? 

- Acredite, ele foi o primeiro a te encontrar. Mas por motivos familiares não pode conversar com você. - Jeon tirou uma de suas mãos do bolso e pegou na mão esquerda de Hoseok.- Eu não vou obrigá-lo a vê-lo, se você não quiser conhecê-lo nós voltaremos agora para casa, entendeu? 

- Você fala como se Taehyung fosse uma pessoa muito má. - disse Hoseok encarando Jeon, este que deu um sorriso fraco para ele. - Jimin me explicou que isso é meio que uma prisão para pessoas perigosas e cruéis, mas eu não acho que vocês sejam assim. Ou estou errado?

- Basicamente, você não nos conhece Hoseok. - argumentou Jeon

- Vocês também não me conhecem. - Hoseok contrapôs sorrindo.

- Você também não se conhecesse. - Jeon debateu com o pensamento de que Hoseok fosse sorrir mais, todavia recebeu um olhar triste e perdido do outro. - Me perdoe. - disse o puxando para um abraço forte sabendo que o magoou. - Me perdoe Hoseok, não foi minha intenção te magoar. 

- Eu sei. - Hoseok responde apoiando a cabeça em seu ombro. - É só estranho você acordar e não se lembrar de quem era e nem de onde veio.

- Você veio do céu e deu de cara no chão macio. - Hoseok sorriu com a resposta do vampiro. Jeon gostava de fazê-lo sorrir, ele tinha um sorriso lindo e contagiante. - Por isso que seu nome é Angel. 

- Acho esse nome diferente, mas se meu pai me deu está tudo bem. - disse levantando sua cabeça do ombro do outro. -Agora vamos ver o Taehyung.

- Tem certeza? - perguntou Jeon ainda receoso com a ideia.

- Sim. Além disso, o Jimin me ensinou alguns golpes de defesa pessoal hoje pela manhã. - disse se soltando dos braços de Jeon e o segurando pela mão. - Eu sei cuidar de mim mesmo. – garantiu com pouca convicção.

- Tenho certeza que sim. - disse Jeon com um sorriso confiante. - Aproveitando que estamos sendo sinceros um com o outro eu quero pedir perdão por ontem à noite. - Jeon observou a bochechas de Hoseok ficarem rubras e ele abaixar a cabeça visivelmente envergonhado.

- Ah sim...- disse depois de um tempo em silêncio, se lembrando do que fizera. - Jimin...me explicou o que eu tinha feito. Estou sentindo algo estranho.

- Esquece isso. - pediu Jeon quando ambos voltaram a andar. - A culpa é toda minha e não sua. Sou um aproveitador descarado. - Hoseok sorriu com suas palavras até o momento constrangedor para si passar.

- Foi algo interessante... - sussurrou enquanto pensava alto. Jeon o escutara e conteve um sorriso. Ele não ia mentir para si e dizer que não havia gostado. 

Os dois caminharam de mãos dadas em silêncio, apenas acompanhando o som natural da floresta e seus pequenos animais. Jeon apertava a mão de Hoseok levemente só para certificar de que ele estava ali, do seu lado e seguro. Mas havia algo dentro de si o incomodando, não sabia dizer ou se lembrar do que era.

A pequena casa de madeira já podia ser vista a frente. Jeon sabia que Taehyung não gostaria que ele ficasse presente junto com Hoseok, mas não confiava tanta assim no irmão a ponto de pensar em deixá-los sozinhos. O outro poderia querer mais do que deveria. Mas um movimento estranho na floresta chamou a atenção de Jeon. Tinha outras pessoas por ali procurando algo ou mesmo tentando fugir. Teria que verificar quem eram aquelas pessoas, mas sem a companhia de Hoseok, pois dependendo de quem fosse tais pessoas não seria nada bom que toda a cidade soubesse quem era o novo filho do Governador e como ele havia chegado na cidade.

Jeon pensou consigo, retirou seu celular do bolso e se virou para Hoseok ao seu lado.

- Quando o celular tocar você deixa Taehyung e volta para casa, entendeu? – disse após programar um alarme no celular e entregar em sua mão. Hoseok olhou para o aparelho um pouco ressentido, não queria ficar em uma casa com alguém desconhecido, esperava que Jeon pudesse ficar com eles. O ruivo virou a cabeça para a floresta adentro e conseguindo visualizar pessoas correndo para o outro lado. Jeon acompanhou seu olhar. – Eles não podem andar por aqui. Eu vou ver o que está acontecendo, se eu demorar muito e o celular tocar sai como eu te falei. Se meu irmão não deixar bata nele como Jimin te ensinou.

Hoseok assentiu sem graça.

- Entendi, só conhecer o Taehyung e ir embora. -  disse meio cabisbaixo indo em direção a pequena casa a poucos metros.

Jeon ficou observando Hoseok andar até a casa e entrar nela. Se perguntou o quão errado ele estava por estar colaborando com seu irmão. Nenhum dos quatros tinha a cabeça muito boa, ele admitia, mas Taehyung tinha algo que merecia um pouco mais de atenção.

- Ah Tae, por favor, se controle. – disse em voz alta antes de sumir floresta adentro atrás dos intrusos.

Jeon tinha estado tão concentrado em suas perguntas e frustrações que não percebera que tinha sido seguido por um dos seus irmãos. Esse que agora olhava para a pequena casa, que Hoseok entrou, com um olhar intrigado e curioso, só esperando o que aconteceria lá dentro.

 

****★****

 

 

Nova York

 

 

O tempo era torturante para o jovem sentado em uma mesa no canto da lanchonete. A suas roupas pretas cobriam quase por inteiro seu corpo, deveria ficar escondido e não ser descoberto nem pelos humanos e nem por outros seres. Vez ou outra coçava sua orelha de gato debaixo da touca preta que usava. Era um tique nervoso que ele adquiriu nas últimas semanas sempre que sentia que algo iria ou estava dando errado. Quem olhasse para o jovem, praticamente encolhido na cadeira, não imaginaria que ele era um hibrido de gato. Para os humanos eles eram coisas de livros, para outras raças era uma inferior que não tinha voz na sociedade. Ele, conhecido por poucos como Woozi, não se importava com que os outros pensavam de si, só queria terminar seu “trabalho” que prometera aquele que servia.

A cada segundo ele conferia o seu elogio no pulso e cada segundo que a pessoa que ele esperava não aparecia era mais um mal pressentimento que o consumia.

- Mas de duas horas de atraso. – Woozi sussurrou para si olhando mais uma vez para o relógio. – Jun, cadê você? – olhou para a janela ao lado. A noite já preenchia a cidade grande, as pessoas estavam retornando para suas casas com ares cansados e esperando um descanso merecido em seus lares. De vez em quando Woozi invejava a vida que muitos humanos tinham, mas também tinha perna deles, por serem a raça mais frágil que existia naquele mundo. -Eles estão a mercê de um perigo imenso é não fazem a menor ideia disso. – pensou alto enquanto se levantava da cadeira. O tempo tinha passado e seu amigo não retornara, somente o pior lhe passava pela cabeça. Se arrependia tanto de tê-lo deixado participar do plano de se infiltrar no covil daquele que todos consideravam o inimigo. Ele – Jun- havia conseguido muitas informações para eles, mas no final eles perderam o que estavam procurando e possivelmente também o perderam.

Woozi suspirou decepcionado consigo quando saiu pela porta da lanchonete. Um vento frio soprou sobre seu rosto um tanto pálido, o fazendo se encolher em seu casaco. Era hora de voltar para seu esconderijo e relatar para aquele que ele servia que Jun não havia retornado. Woozi sabia que era uma notícia muito ruim e tinha medo de como o outro poderia reagir. Esse, que ele servia, não era seu mestre, seu dono, ou seu parente. Embora fosse alguém importante, e que o havia salvado, preferia que o considerasse como um amigo e esquecesse os status, e fossem tratados como iguais. Mas Woozi não a via como igual. Como um príncipe queria ser tratado como um igual de um hibrido sem nada na vida? Era isso que Woozi pensava daquele dele.

 Sim, um príncipe. Mas um príncipe sem reino, e cheio de amarguras e segredos.

Woozi e Jun queriam ajudá-lo, mas tinha em mente que o que ele tinha era algo muito grande e fora do alcance deles. O único que poderia ajudar o príncipe era ele mesmo.

Com suas preocupações e pensamentos, Woozi caminhava cabisbaixo pela rua pouco movimentada. Ele acelerou o passo quando percebeu que estava sendo seguido, não por um humano, e sim por uma criatura das sombras. Ele sabia disso graças a pedra negra que o príncipe havia lhe dado para este propósito- identificar a aproximação dessas criaturas -. O pequeno objeto se encontrava sob sua roupa em um colar em seu pescoço, esse que estava esquentando com a aproximação do ser atrás dele. Woozi sabia que isso poderia acontecer e estava preparado para enfrentar quem o seguia.

Virou rapidamente na próxima esquina e seguiu reto pelo beco deserto até se virar em uma outra esquina que levava para pequenos apartamentos de classe baixa. As pessoas que morava lá em cima estavam muito concentrados em seus afazeres para se importarem ou darem a mínima atenção ao jovem que parou ao lado de uma parede e retirou uma arma com um silenciador da cintura, pronto para atirar em quem o seguia.

Apenas um tiro...

Foi um movimento rápido que o outro não esperava. Ele só pode ver o cano da arma mirando em sua cabeça e o clarão da bala que o atingiu bem na testa.

Woozi guardou a arma rapidamente na cintura e olhou para o homem jogado no chão, escorria sangue de um pequeno ferimento em sua testa causado pela bala. Woozi sabia que ele não estava morto, somente momentaneamente desacordado. O príncipe havia lhe dito que aquela arma não era forte o suficiente para matar aquela raça, mas era uma boa distração para fugir e foi o que Woozi fez. Saiu correndo do beco quando as pessoas começavam a olhar pela janela o homem caído no chão. Pensaram que era mais um assassinato cotidiano, mas ficaram surpresas quando o homem se levantou como se nada tivesse acontecido e limpou o sangue de sua testa, sumindo logo em seguida por onde tinha vindo.

 

****

 

- Por favor, dirija logo! – Woozi pediu assim que entrou em um táxi que estava parado próximo ao beco que havia saído. O motorista deu partida do carro e saiu daquela área cantando pneus.

 Woozi relaxou no banco enquanto esperava sua respiração se acalmar por causa da correria. Não era a primeira vez que corria daquelas criaturas e tinha certeza que não seria a última. Isso tudo por que eles queriam saber onde estava o príncipe, mas mesmo que Woozi fosse pego ele morreria de boca fechada sobre o paradeiro dele. Não sabia direito qual era a história do príncipe com aquela raça, mas tinha em mente que não era algo bom para ele está escondido e fugindo.

Mesmo concentrado, olhando para o transito a fora, Woozi sentiu que era observado pelo motorista. Olhou para o seu reflexo na janela e não viu nada que chamasse a atenção, olhos castanhos escuros, o cabelo rosa clarinho saindo um pouco da touca, uma expressão mais pálida e um pouco abatida. Poderia dizer que era um adolescente com problemas familiares, não poderia? Pensou consigo e olhou para o motorista. Foram segundos, e uma troca de olhares pelo espelho retrovisor interno, para Woozi perceber que tinha algo realmente errado com o motorista.

- Pare o carro. – pediu, mas o motorista não parou e continuou a dirigir. Sem pensar duas vezes Woozi puxou a arma de sua cintura e a colocou na cabeça do motorista, este que se surpreendeu com a ação do outro. – Pare o carro ou eu estouro sua cabeça. – ameaçou.

Um suspiro exaspero foi soltado pelo motorista, que não parou o carro.

- Não precisa atirar, eu só quero conversar sobre o seu príncipe.

Woozi se espantou momentaneamente e quase atirou enquanto balançava a cabeça.

- Não tenho nada para falar, só pare o carro.

- Woozi, sim? – Woozi não respondeu nada, apenas continuou com a arma na cabeça do outro que não tirava os olhos da rua a frente. – Me escute, você tem noção de onde e com quem está se metendo?

- Sim eu tenho, e você? Tem?

- Infelizmente eu tenho e admito que não gosto nenhum pouco disso. Só me escute, por favor – disse tranquilamente em suspiro cansado. Woozi percebeu que ele estava estacionado em uma esquina. Ele não sabia se guardava arma e saia dali ou se escutava o estranho. – Seu amigo Jun está vivo e eu sei aonde ele está.

- Aonde ele está? – Woozi perguntou não escondendo o desespero e ao mesmo tempo o alivio por saber que Jun ainda estava vivo.

- Você me disse que tinha noção no que estava se metendo então suponho que o seu amigo também. Ele foi um tanto corajoso e burr... – o motorista parou de falar assim que levou uma coronhada da arma na cabeça. – Ai! Por que fez isso?! – reclamou se virando para trás e dando de cara com um jovem um tanto furioso. – Retiro o que eu disse, ele foi muito corajoso e não contava com a interferência de segundos, não é mesmo?

- Como você sabe de tudo isso? – Woozi perguntou sem conseguir para de fitar aqueles olhos de duas cores que se intercalavam. Azul escuro e negros. Ele não era desse mundo, Woozi tinha certeza disso.

- Eu estive de olho em vocês dois para ver se me levavam até o príncipe, mas não sei como vocês se encontravam e logo sumiam. – Woozi assentiu enquanto guardava a arma de volta na cintura. O outro parecia ter muitas coisas interessante a dizer. – Sinto muito pelo que aconteceu ao seu amigo e sinto também pelo que vocês perderam.

- Você também sabe sobre...?

- O outro rapaz que vocês estão procurando? Sim, eu sei sobre ele, por isso estou atrás do príncipe. Quero ajudar vocês a resgatarem ele.

- Isso por que? – Woozi perguntou desconfiado. Aquele cara era muito estranho e sabia demais, pensou consigo.

- Porque esse rapaz é muito importante. – Woozi negou com sua cabeça, aquela história não o havia convencido porque era o que todo mundo, que sabia sobre a existência do rapaz que eles procuram, diria. Sendo a pessoa boa ou má, como sempre. – Eu digo aonde estar o seu amigo se você me falar aonde está o príncipe.

Woozi não pensou duas vezes antes de negar com a cabeça.

- Eu e o Jun nos comprometemos a morrer com o paradeiro do príncipe em segredo. Você vai precisar de uma desculpa maior para me convencer.

O motorista assentiu.

- E que tal eu te falar que se eu não descobrir aonde está o príncipe e assim encontrar esse rapaz que vocês procuram, esse seu mundinho irá para o “espaço”? Se é que me entende. – Woozi ficou estático sem dizer nada enquanto tentava processar o que o outro dizia. – O seu príncipe não deveria estar nesse mundo, assim como muitos que estão escondidos aqui. As pessoas mais poderosas estão de olho nesse rapaz e o querem em seu respectivo “lado”, vamos dizer assim, é isso é muito ruim. No momento as coisas podem parecer que estão calmas Woozi, mas não estão. Alguém está controlando um jogo bastante perigoso nesse mundo. Muitos nem tem ideia de que estão participando desse jogo onde milhares de pessoas irão morrer se não conseguimos fazer uma boa estratégia e vencer o dono do jogo. Só os espertos, os fortes e os poderosos vão sobreviver.

Um silêncio desconfortável preencheu o ambiente. Woozi sabia que participava de algo perigoso, mas não tinha noção que fosse algo que teria um peso tão grande para o mundo. Isso era muito surreal para ele acreditar.

- Eu sei que é difícil acreditar nesse momento. – disse o motorista. – Mas vai por mim, isso não é nem metade da história. Só me leve até o príncipe, ele é fundamental para uma estratégia. Só assim podemos parar o dono do jogo.

Woozi olhou escuridão da noite lá fora.

Confiar ou não confiar nesse estranho que sequer sabia o nome?

- Seu nome...?

- Zadrick.

- Bem, Zadrick, você sabe que caso o príncipe não goste de você ele pode...

- Me matar? – perguntou e Woozi concordou com um manear de cabeça. – Sim, eu sei que o Príncipe Akane pode me matar, mas eu vou arriscar. Eu preciso arriscar.

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Hoseok e Taehyung em uma casa sozinhos?

Um dos vampiros trás deles?

As cartas... fiquem de olho nas cartas, se vocês descobrirem quem são todas elas

Bem, foi isso por hoje. Não sei quando voltarei pois agora estou estudando de domingo a domingo... eu chego sonambula em casa.

Amo cada um de vocês, quando eu me perdi em pensei em vocês. Sério, eu fiquei perdida em uma cidade kkkk

Até <3


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