História Mysterious Heart-Nas asas de Aruan Felix - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Aruan Felix, Rafael "CellBit" Lange
Personagens Aruan Felix, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Angel, Anjo, Aruan, Aruan Felix, Aventura, break, Breakmen, Cellbit, Drama, Edukof, Edukof Romance, Familiabreakmen, Felix, Ficção, Lange, Loira, Maiconlorenz, Morte, Portuga, Saga, Suspense
Exibições 32
Palavras 1.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oiii
cap nuevo
vou tentar postar o outro o mais rápido possível

quero agradecer aos 18 favoritos
muito obrigada também por todos os comentários.
mesmo
s2

aliás, a música que vai ser citada durante o cap estará nas notas finais, pra quem preferir ler ouvindo ela.
beijão :*

Capítulo 10 - Strange...


Fanfic / Fanfiction Mysterious Heart-Nas asas de Aruan Felix - Capítulo 10 - Strange...

Fiquei em estado de choque, meus olhos congelavam na expressão perturbada do encapuzado à minha frente.

-Vamo, vamo... solta ela, solta ela!- Berrou o encapuzado assustado para o brutamontes que me sufocava. Ele soltou suas mãos do meu pescoço e meus braços. Caí sentada no chão, com a visão turva e um forte gosto de sangue brotando em minha garganta.

Eu não conseguia me virar para trás para ver quem os assustava, quem estava ali para me livrar... mas aquela voz.

Finalmente vi o cara que me segurava, ele correu para o lado do encapuzado à minha frente, ele cobrira o rosto com as mãos enquanto cobria a cabeça com o capuz do casaco preto.

-É ele, é ele...- Berrou o brutamontes.

-Vamos embora!- Rebateu rapidamente o outro. Os dois saíram correndo, desembestados pela calçada. Mas, por que corriam? Por que não tentaram algum tipo de resistência? Por que?

Os dois desapareceram avenida à frente, corriam rápido. A noite fria consumida pelo breu, iluminando o asfalto molhado pelos postes... e devagar eles foram desaparecendo horizonte à frente.

Os passos leves no chão úmido aumentavam em minha direção pelas costas, eu podia ouvir a respiração pesada.

-Tá tudo bem?- Surgiu à minha frente.

-Você?- Engoli em seco, minha garganta ardeu.

Se abaixando na minha frente, com um casaco marrom rasgado mostrava alguns hematomas na sua barriga, e uma calça preta surrada, ambas as mãos enfaixadas, descalço e com os cabelos bagunçados, a delicada boca com um leve sangramento na lateral e arranhões leves na bochecha esquerda.

-Não se assuste comigo.- Suspirou.

-Rafa...- Meus olhos não criam no que viam. Minha mente tentava processar tudo o que eu via. Mas aquela voz, tão familiar quanto... eu jurava que a voz que eu ouvi de primeira era do Aruan, eu poderia jurar que era.

-Vamos...- Ele suspirou, ele estava inacreditavelmente irreconhecível, aquela docura que transparecia no Instituto... completamente diferente do que eu via ali, agachado na minha frente.- Não precisa ficar com medo.- Ele mordeu os lábios levemente. Lágrimas quentes brotaram em meus olhos.

-Não consigo me mexer, meu corpo dói.- Senti minhas narinas borbulharem um líquido quente. Levei os dedos ao nariz.- Sangue...- Gemi, lágrimas quentes escorreram em minhas bochechas.

-Não chore...- Ele respirou fundo, friamente calmo. Não parecia ele, de nenhum jeito. Aproximou sua mão do meu rosto, um toque assustadoramente gélido enxugou minhas lágrimas. Nos olhávamos fixamente.

Seus olhos profundamente azuis pareciam avermelhar levemente.

-Seus...olhos...- Meu coração acelerou, sinceramente eu estava ficando louca.

-Não é nada...- Ele se levantou bruscamente, virou-se de costas esfregando os olhos.- Vamos... estamos em um território perigoso.- Sussurrou ele esfregando os olhos, respirou fundo e se aproximou de mim.

Aproximou suas mãos enfaixadas, e sem parecer fazer tanto esforço ele me pegou no colo. Meu corpo eletrizou ao encostar no dele.

Ele caminhou de volta ao carro, as luzes da Mercedez estavam no máximo.

- Fecha os olhos.- Sussurrou ele.

Com os olhos fechados, senti sua respiração em mim, descompassada e quente.

-Aqui...- Disse ele, abri os olhos e ele me ajudou a pôr os pés no chão.

Destravou a porta da Mercedez branca e abriu, um leve cheiro de grama recendeu.

Entrei e me encolhi no banco de trás, estava frio. Meu pescoço ardia por completo como se estivesse sido esmagado.

Ele voltou para pegar minha mochila que estava jogada no chão e antes de entrar olhou para todos os lados, com uma expressão serena, parecia procurar algo pela escuridão da rua, fazia leves movimentos com o nariz, como se estivesse farejando odores.

-Tudo bem?- Sentou-se colocando minha mochila no banco do passageiro e virando-se. Me olhou nos olhos com um leve sorriso de canto de boca os olhos dele antes avermelhados, haviam voltado ao tom azul.

-Eu acho...- Sussurrei baixinho. Os bancos do carro eram revestidos de couro branco, o painel do carro, o rádio, tudo muito sofisticado. Aquele carro deveria ter sido muito, muito caro.

Minha cabeça milhões de pensamentos, o que diabos ele estava fazendo ali uma hora dessas, eu havia visto ele na aula à tarde, ele estava normal...

Ele deu partida no carro, o motor potente estremeceu. Rafael ajustou o espelho do carro na minha direção, seus olhos me fitavam. O rádio ligara quando o carro deu partida... numa faixa de rádio desconhecida tocava baixo Incomplete do BSB.

-Se segura.- Ele suspirou arrancando com o carro, meu corpo doeu.

..

-Como me achou?- Depois de mais de 10 minutos eu criei coragem para falar, sinceramente eu estava com medo dele... mesmo tendo me salvado, eu ainda precisava de muitas respostas.

-Coincidência...- Respondeu ele. Sinceramente eu não entendia por que aqueles caras enormes teriam fugido dele. Eu não entendo o por que dele estar todo machucado desse jeito sendo que ele estava no Instituto intacto. Não parecia aquele Rafael doce e gentil, parecia outra pessoa.

-Por que aqueles caras gritaram aquilo...?- Eu o olhava pelo retrovisor do carro.

-O quê?-

-´É ele, é ele´... e correram?- Eu precisava de respostas, nada mais se encaixava na minha cabeça.

Eu esperei a resposta, ele não respondeu, continuou guiando o carro pela rua deserta, à nossa frente  Lua cheia iluminava.

Era estranho estar tudo muito deserto, nem pessoas eu via na rua, eu sei que estava tarde mas, não tanto.

- Por favor...- Supliquei.- Preciso de respostas Rafael.- Ele parecia tão misterioso quanto o próprio Aruan.

Ele congelou sua vista em mim pelo retrovisor e continuou acelerando sem olhar para a frente.

Aproximávamos de um cruzamento, e o sinal estava fechado.

-Cuidad...!-

Antes mesmo que eu terminasse, ele freou, o som estridente dos pneus derrapando no asfalto molhado ecoou. Ainda me olhando pelo retrovisor ele parou o carro, debaixo do sinal vermelho. Uma carreta carregando madeira cortou nossa frente em alta velocidade e buzinando.

-Me chama de Rafa...- Senti a ironia na sua fala fria.

Eu estava sem palavras, não conseguia reagir à tamanha estupidez.

Ele ainda me olhava pelo retrovisor, seu olho avermelhou e voltou ao normal... era como se algo sobrenatural tomasse conta daqueles olhos.

Como se ele analisasse cada pensamento meu com aqueles olhos estranhos.

Senti algo subir minha garganta, comecei a tossir mais forte, com as mãos tapei minha boca. Mais sangue. Eu estava ficando cada vez mais desesperada.

De repente, uma sombra passa por cima do cruzamento, parecia um pássaro gigante.

-O que é isso?- Me desesperei, tossi sujando minha blusa do Instituto de sangue. Parecia um pássaro gigante, fez até sombra dentro do carro. Passou tão rápido que não consegui ver de onde veio nem para onde foi. Calafrios subiram minha nuca.- Aquelas asas...- Eu as havia visto pela sombra no chão do asfalto.

-Maldito bastardo...- Virado para a frente, Rafael sussurrou baixo entre dentes.

don´t trust anyone...


Notas Finais


link da música:
https://youtu.be/nCzqv0Z5Gjo

desculpem a demora de postar mas, eu iria fazer o cap. na terça mas eu não conseguia me concentrar por causa da tragédia com o avião da Chapecoense...
enfim #ForçaChape

até o próx. cap.
beijos s2


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