História Mysterious Heart-Nas asas de Aruan Felix - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Aruan Felix, Rafael "CellBit" Lange
Personagens Aruan Felix, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Angel, Anjo, Aruan, Aruan Felix, Aventura, break, Breakmen, Cellbit, Drama, Edukof, Edukof Romance, Familiabreakmen, Felix, Ficção, Lange, Loira, Maiconlorenz, Morte, Portuga, Saga, Suspense
Exibições 37
Palavras 2.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


GEEEEEEEENTE
MEU DEUS
14 favoritos????
É isso mesmo que eu to vendo?
Venham aqui
Um beijo na bochecha de cada um de vcs.
ha ha

Capítulo 9 - Assalto?


Fanfic / Fanfiction Mysterious Heart-Nas asas de Aruan Felix - Capítulo 9 - Assalto?

E mais uma vez, o despertador toca, seu fino som adentra meu subconsciente  e me trás de volta de um sono induzido por remédios pesados.

Abri meus olhos e desliguei o despertador, o quarto abafado por causa da janela fechada, o breu das 5 da manhã era inevitavelmente presente no quarto todo. Sentei-me na cama bufando, eu não conseguia pensar em nada, sabe quando você tem uma prova muito importante pra fazer? Que já não sabe se rir ou chora? Eu estava assim, por dentro.

Era segunda-feira e eu precisava ir para a escola... só de pensar em ´´Instituto de Londrina´´ já me dava calafrios.

Minha mente processava tudo muito devagar, por quê? Quer mesmo saber o por quê? Tudo bem... depois do acontecido na madrugada de ontem, eu não consegui mais dormir, me soquei dentro do banheiro e lá amanheci o dia. Acabei fuçando alguns remédios escondidos da minha tia, eu precisava usá-los para dormir, antes que eu enlouquecesse com aquela carta estranha, com aquele pingente e o encapuzado esquisito.

Passei o domingo trancada no banheiro, sem papo com ninguém, no meu banheiro tem uma pequena jacuzzi, passei o dia todo socada lá vegetando. Tia Rose tentou se reaproximar mas... a porta ficou trancada. Ela não sabe que eu usei os remédios dela para dormir.

-A vida é feita de enigmas...- Sussurrei baixo olhando para o chão, para o nada, enquanto eu encaixava os pés nas pantufas. Levantei-me ainda com um pouco de dificuldade, era uma maldita dor no corpo que nem eu fazia ideia de onde havia vindo.

Caminhei rumo ao closet, catei meu uniforme e fui rumo ao banheiro. Tomei um banho demorado, voltei para o quarto para pegar minha mochila e meu celular.

- O que eu faço com você?- Olhei para o pingente encima da escrivaninha.- Tudo bem... vou levar você...- Suspirei catando-o, mas não coloquei no pescoço, sabe-se lá de onde havia vindo. Abri um bolso falso dentro da minha mochila e o coloquei lá, junto da carta anônima... muito bem escondidos.

No relógio? 6:20 e o Sol estava escondido por trás de nuvens carregadas.

Saí do quarto, deixei minha janela trancada porque né... nunca se sabe.

Enquanto eu descia as escadas, sentia um cheiro de café e torradas.

-Bom dia...- Tia Rose terminava de lavar sua xícara. Usava um vestido marrom solto com seu cabelo impecavelmente trançado, pronta para ir ao trabalho.

-Bom dia...- Forcei um sorriso leve e sentei-me, enchi a xícara de café com leite e abocanhei uma torrada.

Passei o café da manhã todo calada, verifiquei o relógio de pulso. 6:30.

-Vamos?- Tia Rose pegava sua bolsa e a chave do carro.- Ou não quer que eu leve você?-

-Meu orgulho não dispensa uma carona.- Dei um leve sorriso, bem leve mesmo. Levantei-me da cadeira engolindo a última gota de café e caminhando rumo à porta de saída.

A viagem de carro de casa até a avenida do Instituto foi em um silêncio gélido.

Emaranhei meus cabelos molhados do banho, em um coque apertado, minha mão esquerda ainda enfaixada com os curativos que fiz ontem enquanto eu vegetava no banheiro.

-Boa aula...- Tia Rose forçou um sorriso amigável ao parar na frente do Instituto para me deixar.

-Obrigada.- Sorri levemente agarrando minha mochila e descendo do carro. A brisa gélida arrepiou meu corpo. Para minha surpresa, nem tantos alunos À frente do Instituto quanto lá dentro, ou descendo dos carros.

Claro né, provavelmente porque morreu alguém aí dentro.

-O que que eu tô fazendo da minha vida?- Respirei fundo caminhando entre os alunos, subi as escadas com um pouco de dificuldade. No relógio de pulso 6:43.

Caminhei pelos corredores de armários coloridos e alunos dispersos, subi as escadas para o segundo andar, a porta da minha sala aberta enquanto alunos entravam e saíam, provavelmente o professor ainda não tenha chegado.

-Anna!- Larissa berrou lá da fileira da parede se levantando. O mesmo lugar que estava sentada na última vez que pus os pés nessa sala.- Que bom que você veio.- Ela me abraçou forte.

-Calma... meu corpo ainda dói.- Endureci meu corpo quando ela abraçou.

-Desculpa...- Ela sorriu sem jeito.- Olha, me desculpa... por...-

- Não precisa se desculpar.- Respirei fundo olhando discretamente por toda a sala.- Já passou...- Suspirei.

-Oi Anna... queria saber se tá tudo bem com você.- Um garoto se aproximou de mim, era moreno dos cabelos pretos, um pouco mais alto que eu tipo, uns 1,70m,franzi a testa tentando reconhecê-lo.- Desculpa... meu nome é Josh... sou um dos veteranos.-

-Ahn...- Me olhei com Larissa.- Tá tudo bem sim... obrigada pela preocupação. Passei deixando-o no vácuo, precisava achar um lugar para sentar e morrer mentalmente. Era horrível voltar para a sala onde eu fui praticamente dopada.

-Ele faz algumas matérias comigo.- Sussurrou Larissa caminhando do meu lado.- Guardei lugar para você atrás de mim.- Ela sorriu amigavelmente tirando sua mochila do lugar reservado para mim.

-Obrigada...- Sentei-me fitando o céu pela grande janela de vidro.

Larissa estava virada para a frente abrindo a mochila, enquanto isso eu olhei discretamente pela sala... onde estava ele?

-Mana...- Larissa virou-se para trás serrando as unhas.- Você está horrível.-

-Ahn?- Virei bruscamente para olhá-la.

-Olheiras...- Sussurrou.- Lábios ressecados.-

-Ah...- Baixei a vista.- Tomei alguns remédios porque não consegui dormir.-

-Que remédios?-

-Lexotan...- Cocei a nuca.- São os efeitos colaterais.-

-Tarja preta?- Ela franziu o cenho passando as mãos pelos cachos ruivos como um cacoete.- Anna... isso é um remédio muito pesado.-

-Calma... se o ying yang não me matou.- Ironizei, mas ela parecia bem preocupada mesmo.

-Já pedi desculpas...- Ela revirou os olhos.

-Eu não insinuei nad...-

-Oi meninas...- Aquela voz doce soou em nossos ouvidos. Rafael.- Anna...- Ele se aproximou com um sorriso de ponta a ponta, se curvou e beijou minha cabeça, senti meu couro cabeludo esquentar instantaneamente.

-Oi Rafael...- Senti minhas bochechas corarem.

-Oi Cellbolito...- Disse Larissa com um tom de ´´Será que estou atrapalhando aí?´´.

-Iai.- Ele deu uma piscada de olho esquerdo para ela e se sentou atrás de mim.

-Lari...-Sussurrei.- Como foram as aulas depois daquela... segunda feira?-

-Suspensas.- Ela em olhou serrando os lábios.- Voltariam hoje mesmo.-

-E...e eu?- Desviei o olhar, me dava um pouco de vergonha relembrar do pouco que ainda me vinha  na mente.- O que acontece comigo naquele dia?-

-Longa história...- Ela mordeu os lábios.- Não quero contar essas coisas aqui nesse lugar, sério... me dá medo.- Sussurrou ela. Até me assustou com o jeito de falar.

-Mas você vai me contar não vai?- Cocei a cabeça incomodada.- Preciso saber cara.-

-Sim eu vou.- Ela arregalou os olhos para mim.- Calma...-

Ela estava escondendo algo de mim... tenho certeza disso.

-Cadê aquele velho chato?- Disse Larissa serrando as unhas disfarçando o assunto.

- Bom dia turma.- Adentrando pela porta já aberta, prof Jaime caminhou com um leve sorriso.

-Olha esse sorriso dele.- Larissa virou-se pra mim.- Ontem teve, tenho certeza disso.-

-Deixa ele.- Respondi seca.

No relógio de pulso, 7:01. Eu tentava disfarçar de todas as maneiras a vontade de olhar para a porta, eu queria que ele chegasse, mas não queria... um lado meu pensava nele o tempo todo, o outro lado apenas o ignorava como um inseto.

O limite de tolerância para os atrasados era até as 8:00, eram 7:58 e nada...

O quadro cheio de conteúdos programáticos, irritantemente escritos por um giz branco que fazia ruídos finos.

-Ei... você percebeu que ninguém fala daquela...- Larissa virou bruscamente para trás sussurrando baixinho.- Morte...?- Pelos menos não era a única pessoa que pensava isso.

-Sim... não entendo.- Suspirei.

-Delonge, vire para a frente.- Jaime bateu uma régua de ferro no quadro. Não sei por que um professor de Português precisava de uma régua desse tamanho, mas, tudo bem.

-Ai ou...- Ela deu um berro virando-se para a frente. Todos riram.

Forcei uma risadinha, mas... eu não estava nada bem, um incômodo com se algo me observasse, de novo... essa maldita sensação.

Depois daquela aula de Português, seria Matemática... e Larissa me disse que depois do primeiro tempo, os veteranos se retiram para suas outras matérias, ou seja... ficam só os calouros...

Ou seja... como o Aruan é um veterano, seria impossível de vê-lo.

9:00 e o alarme soa.

-Ei...- Larissa virou para trás.- Vamos almoçar comigo, as minhas matérias da tarde são junto com você.- Ela sorriu.

-Tudo bem...- Forcei o sorriso amigável.

..

Bom, depois de um dia infernal, uma aula de Matemática em que o professor falava grego, uma aula de Biologia em que vimos cadáveres fedorentos, um almoço com gosto de plástico e aulas à tarde que mais pareciam velórios... finalmente as 20:15 éramos liberados.

-Tem certeza que não quer uma carona?- Larissa enchia os pulmões da  brisa gélida, estávamos na calçada da frente do Instituto, vários alunos esperavam seus pais, outros caminhavam em grupos.

-Não, obrigada.- Chequei o celular, eu havia ligado 6 vezes para a minha tia... e nada.- Obrigada por me deixar na mão.- Gruni olhando para a tela do celular.

-Tem certeza? Já é tarde.-

-Não... eu me viro.- Forcei o sorriso mais amarelo da minha vida.

-Tudo bem.- Ela me olhava com desconfiança. Uma buzina soou.- Opa, minha mãe... tchau, até amanhã- Ela sorriu me dando um abraço de lado.

-Até...- Respirei fundo olhando ela entrar no carro.

A noite estava fria, havia chovido a tarde inteira, as luminárias dos postes deixavam a rua um tanto quanto assustadoras.

-Ótimo madame...- Me repreendi.- Seu orgulho ainda vai te matar.- Joguei a mochila nas costas e comecei a caminhar pela calçada.

Tentava filtrar meu cansaço para outro lugar, o Aruan não havia aparecido na escola... e, odeio admitir coisas, mas odeio muito... mas eu senti falta dele.

Como eu não lembrava muito bem o caminho para casa, resolvi cortar por alguns becos.

O tempo gélido e as ruas desertas como filmes de terror estavam me assustando.

No relógio 20:23, eu andava devagar por causa da minha perna.

-Na moral... por que eu não aceitei a carona?- Falei para mim mesma, raramente passava um carro na rua, e muito menos eu via pessoas.

Caminhando lentamente, me encostei à parede de um estabelecimento, soltei minha bolsa no chão descansando a minha perna.

-Olha só isso aqui.- De forma brusca fui empurrada contra a parede e tive meus braços entortados para trás contra minhas costas. Era uma voz rouca e assustadora.

-Ai, ai, ai...- Berrei.- Me solta, tá machucando.- Meu corpo esquentou.

-O que a gatinha faz por aqui uma hora dessas?- Um cara surgiu do meu lado esquerdo, eu mal conseguia ver seu rosto, de calça e casaco preto, ele cobria seu rosto da luz... eu apenas via o olhar penetrantemente assustador.

-Levem tudo mas não me matem.- Comecei a choramingar.- Por favor...-

-A gente não quer essa mochila estúpida.- Ouvi ele chutar minha mochila enquanto o outro me pressionava com mais força contra a parede, suas mãos pesadas pressionavam meus braços.

-A gente quer você.- A frase encerrada com suas risadas nojentas. Fui puxada contra o seu corpo quente, ele começou a apertar meu pescoço.- Pra onde a gente arrasta?- Meu coração acelerou e minha vista começou a ficar turva, meu ar começara a faltar dos meus pulmões. Comecei a xingar todos os palavrões possíveis mentalmente.

-Pro beco?- O que chutou minha bolsa se aproximava de mim com um sorriso de dentes assustadores.

Antes que pudessem fazer mais alguma coisa, um som estridente de derrapada de carro vindo da rua de trás. Como havia chovido durante a tarde toda, o asfalto estava molhado.

Puxei ar do fundo dos pulmões para ter forças de pedir ajuda, mesmo que não funcionasse. Eu estava no ápice do desespero, meu corpo doía, meus braços estavam dormentes, meu rosto ardia por ter sido pressionado contra a parede e esses caras iriam me abusar.

Vindo das minhas costas, uma luz forte foi aumentando, o motor potente do carro estremecia meus ouvidos. O encapuzado na minha frente pôs as mãos no rosto para proteger os olhos do clarão.

Senti o carro freando em nossas costas. A porta do carro bateu. Iriam me sequestrar, tenho certeza... eu tava na merda!!!!

Esse perfume... pensei. Tão familiar quanto meu próprio eu. Refutei em meus próprios pensamentos.

-SOLTEM-NA! AGORA!- Berrou.

Essa voz...

I will protected you      Eu vou proteger você

-Korn. I Will Protected You

 


Notas Finais


Oiiii.
gente
me desculpem postar a essa hora da noite... mas, por motivo de força maior cof*cof* jogo do Flamengo cof*cof* eu me atrasei para começar a escrever.
isso depois de chorar litros depois de ver o Palmeiras sendo campeão e o meu time não :(
kkkk
mas fazer o que né
a vida tem dessas.
aliás... quero agradecer a todos que leram minha oneshot do Aruan... do fundo do heart, mt obg s2
Me desculpe também pelo cap gigantesco, a inspiração bateu e quando percebi POOOOW... mais de 2000 palavras.
Mas qualquer coisa, podem falar... fiquem à vontade.
ATÉ O PRÓXIMO CAP.


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