História Mystery Of The Shadows - Capítulo 5


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Categorias Fairy Tail, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fairy Tail, Guilda, Mago Celestial, Personagens Originais
Exibições 20
Palavras 2.622
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Magia, Mistério, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - The Power Of Feelings


- Cuidado! – Gritou Marabella fazendo um jato de água na direção do inimigo que já não estava lá.

Uma sombra passou por nós e todos gemeram agoniando como se estivessem sentindo dor. Hibiki só conseguia pensar em seus piores dias no orfanato. Como as outras o tratavam como uma aberração... como chorava no canto escuro do quarto...

Ele afastou esses pensamentos. Sabia que o nome de “Pesadelo” do inimigo não era metaforicamente. Ele fazia com que as pessoas relembrassem de seus piores momentos. Henry bateu o punho no chão fazendo pedras voarem para o teto abrindo pequenas brechas e deixando uma fraca luz do sol invadir o salão. Um pouco de neve caiu pela pequena entrada.

- Bella! Hibiki! – Henry gritou, ele parecia estar em pânico. – Procurem o João!
- Certo! – Disse Marabella pegando na mão de Hibiki e desaparecendo por completo com o garoto.
- Mellie! – Henry disse se virando para ela. Mellie respirava com dificuldade, mas não estava em completo pânico. – Será que...
- Sim. – Ela disse enquanto seus cabelos caiam na frente dos olhos. – Mas, não conseguirei lutar totalmente.
- Pode contar comigo. – Ele disse.

Mellie estendeu as duas mãos liberando uma fraca luz verde de suas mãos. Pequenos tufões de vento brilhantes saiam de Henry e iam para o brilho das mãos de Mellie. Os sentimentos obscuros do garoto estavam sendo guardados em Mellie que soltou um pequeno grito e caiu no chão com as lagrimas escorrendo a solta. Henry se sentia muito melhor.

- Prometo acabar com isso logo. – Disse Henry se preocupando com Mellie. – Você está bem?
- Uhn. – Ela assentiu com a cabeça sem o olhar nos olhos.

Henry saltou na direção do ar a procura do inimigo. Como mais cedo havia ativado os poderes de tempestade de Storm ele usaria esses para o combate. Ele lançou um tornado que atingiu todas as direções, tomando cuidado para que o poder não acertasse Mellie. Os ventos acertaram alguma coisa invisível.

- Apareça! – Gritou ele lançando uma corrente elétrica na direção do impacto, mas apenas atravessou.
- Você não pode me detectar tão facilmente. – A voz de Nightmare disse risonha. – Sou seu pior pesadelo... ou melhor. O pesadelo de outra pessoa.
- Kyaah! – Mellie soltou um grito de agonia e desabou no chão enquanto pequenos cortes apareciam em seus braços. A menina ficou desacordada.
- Mellie! – Gritou Henry descendo na direção dela. – Deixe-a em paz!
- A vontade de morte dela se torna energia para o meu poder. – Disse o homem aparecendo a frente deles. – Um único movimento seu eu posso mata-la completamente.
- N-Não... – Henry disse antes de duas correntes negras surgirem do além e o prenderem com os braços para trás. O homem chegou mais perto e o socou no rosto. – S-Seu...
- Covarde? – Disse ele lendo os pensamentos de Henry. – Ah, me poupe.
- Saia! – Gritou Henry liberando trovões do seu corpo que não foram em direção ao homem.
- Eu controlo a mente de ambos. – Disse ele simplesmente chegando perto de Mellie e a chutando no rosto.
- Seu... – Disse Henry tremendo seus olhos mudaram para um tom roxo avermelhado. As veias de seu corpo se sobressaltaram. Uma rajada de vento e raios destruiu as correntes e o fazendo ir em direção ao inimigo com raiva. – Demônio desgraçado!
- Essa seria minha definição, talvez? – Ele disse simplesmente sumindo e aparecendo por trás de Henry chutando suas costas. – Você não pode vencer um pesadelo.
- Não só posso... como vou. – Disse a voz de Henry. A pessoa a qual o inimigo chutara era apenas uma ilusão de vento. Henry apareceu por cima e socou sua cabeça liberando uma alta voltagem e o enterrando no chão.

O impacto fez as mãos de Henry doer. Ele se afastou e foi em direção a Mellie que ainda estava no chão. Sua boca começara a sangrar devido ao chute. Antes que Henry pudesse chegar perto uma onda de sombras abriu sobre seus pés o deixando incapaz de lutar. Ele estava tomado pela dor, pela vergonha, pela fraqueza...

- Como eu disse. – Disse o homem aparecendo com o pé sangrento em cima do rosto de Henry. Sua cabeça estava deformada e cheia de fumaça. – Nada vence um pesadelo.
- Só se tudo... acordar. – Disse a voz de Mellie fraca e ela ergueu a cabeça com os olhos vermelhos de tanto chorar. Uma energia positiva preencheu e iluminou o salão.

Agora a menina tinha uma aura esverdeada e branca ao redor. Seus cortes desapareceram e seus olhos clarearam. O castelo escuro agora se tornara claro. Henry se levantou com certa dificuldade, mas já não tinha pensamentos obscuros e um pesar no coração. Nightmare estava agoniando e com as mãos na cabeça.

- Q-Quem é você?! – Disse ele fazendo seus cabelos se levantarem. Seus olhos estavam cortados no meio e banhados em puro sangue. Sua pele pálida estava se desfazendo. – Meus pesadelos... minha fonte de poder... você está me fazendo... sonhar?
- A humanidade é movida por sonhos. – Ela disse se levantou e estendeu as mãos em direção ao homem. – Seus pesadelos não chegam nem perto dos que eu já presenciei.

Uma pequena luz disparou das mãos de Mellie e atravessaram os olhos do homem. Após um brilho eles ficaram inteiros novamente e brilhavam de alegria. Seus olhos de pupilas vermelhas agora estavam banhados de puras lagrimas.

- Felicidade ou não... – Disse Henry se levantando e estendendo as mãos também. – Você fez meus amigos... SOFREREM!

Uma torrente de ventos e raios se misturou com a neve e acertaram em cheio o homem que não pode fazer nada para se defender. Ele foi lançado contra a parede que se desfez por conta do impacto e Nightmare caiu no abismo escuro e gelado abaixo do castelo.

- Mellie. – Disse Henry se virando de costas. Toda a agonia que sentia agora era apenas um passado em sua mente: Um pequeno pesadelo. – Você está bem?
- Sim. – Ela disse parando de brilhar e a paisagem se tornou escura novamente. Ela caiu no chão sem forças.
- Não faça mais isso. – Henry se aproximou e abraçou a garota. – Estamos aqui com você.
- Eu sei. – Ela disse com os olhos marejados retribuindo o abraço. – Não vou me separar de vocês... eu prometo.
- Precisamos ajudar os outros? – Perguntou ele se afastando delicadamente.
- Sim. – Ela se levantou com dificuldade e Henry a ajudou. – Hibiki precisa da nossa ajuda.
- Onde ele está? – Perguntou Henry preocupado.
- Em queda livre. – Ela arregalou os olhos. – Hibiki!

 

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Após desaparecer Hibiki e Bella apareceram em uma sala que era banhada em luz esmeralda. Vários tanques de água fechados estavam lá, mas um em especial estava flutuando no meio do salão. Havia um menino lá dentro com aparecia abatida. Seus cabelos castanhos estavam em movimento dentro da água enquanto sua boca estava semi-aberta e os olhos fechados. Suas roupas estavam rasgadas.

- Não... – Disse Bella rangendo os dentes. – O que fizeram com ele?
- Vamos ajuda-lo! – Disse Hibiki puxando o braço dela e correndo em direção ao tanque, mas foram bloqueados por duas figuras femininas.
- Quem são vocês? – Bella perguntou nervosa.
- Somos Nyssa e Zoe. – Elas se apresentaram. Nyssa tinha cabelos compridos e castanhos. Ela usava uma roupa completamente preta. Era pálida e o único destaque que tinha era seus olhos cor vermelho sangue. Zoe tinha cabelos curtos e louros. Seus olhos cinzentos cintilavam na luz esverdeada. Ela tinha roupas brancas totalmente diferentes das de Nyssa. – Parem aí mesmo.
- Viemos salvar nosso amigo! – Disse Hibiki, mesmo nem conhecendo o garoto que estava preso.

Nyssa disparou uma raja de raios em nossas direções que desviamos saltando para o lado. Zoe saltou e caiu em frente a Hibiki.

- Essa não será uma batalha qualquer. – Disse ela segurando o ombro do garoto e desaparecendo do salão. Em menos de um minuto ambos estavam em uma plataforma no ar acima do castelo. O vento gelado balançavam os cabelos e jaqueta de Hibiki. Zoe o jogou no chão. – Será uma batalha de magos celestiais.
- V-Você... – Hibiki arregalou os olhos. – Uma maga celestial?
- Exato. – Ela disse tirando uma chave prateada do ar. – Surpreso?
- Achei que a guilda das trevas estavam caçando esse tipo de mago. – Perguntou confuso. – Então por quê...
- Para de ser idiota garoto. – Ela disse rígida – 10 dos 13 magos celestiais já estão em guildas das trevas. Só precisamos capturar os outros três para o nosso plano estar completo.
- Então terei que lutar com esses 10. – Disse Hibiki se levantando e encarando a adversária. Ele tirou a adaga do cinto. – Pode vir.
- Um mago celestial que luta sem chaves? – Ela riu. – Patético. – Ela levantou a chave no ar que começou a brilhar. – Portão da arma, abra-te! Caelum.

Uma maquina prateada apareceu com a mira apontada em Hibiki. Ele começou a juntar energia para o disparo. Hibiki correu na direção deles com a adaga levantada. Quando o primeiro raio saiu quase não conseguiu desviar, mas continuou correndo. Não posso continuar assim, eu preciso de ajuda.

- Abra, constelação de Canis menor! – Disse Hibiki tirando a chave prateada do bolso. – Nicolas!
- Plue! – Apareceu o pequeno boneco de neve na frente da arma.
- Posso contar com você? – Perguntou Hibiki preocupado.
- Uhm! – Ele concordou saltando e lançando bolas neve no outro espírito.
- Sério? – Perguntou Zoe contendo um sorriso maligno. – Isso é só um espírito de estimação. Vê se cresce! – Ela tirou um chicote do cinto e o lançou na direção de Hibiki que desviou e o cortou no meio com a adaga.
- Eu confio neles. – Disse Hibiki sério e correndo na direção dela. – E eles confiam em mim!

Chegando perto dela Hibiki esticou a adaga para acerta-la, mas ela desviava rapidamente. Sempre que ela lançava o chicote o garoto cortava-o no meio, mas não importava quantas vezes fosse cortado ele sempre crescia cada vez maior. As chances de vitória eram mínimas.

- Pu! – Agoniou o espírito de Hibiki. O garoto virou-se rapidamente na direção do som a tempo de vê-lo ser atravessado por um raio laser vindo do outro espírito. Lagrimas saíam dele.
- Plue! – Gritou Hibiki desesperado sentindo seu coração gelar completamente. Seus olhos ficaram marejados.
- Nunca aprende. – Murmurou Zoe lançando o chicote que se amarrou ao pé de Hibiki. – Vai aprender da pior maneira possível!

Ela girou o chicote lançando Hibiki no ar e o fazendo colidir várias vezes no chão enquanto o espírito dela lançava cada vez mais raios no garoto. Ele gritava de dor mas recusava-se a resistir. Finalmente conseguiu alcançar a corda do chicote e o contar com a adaga. Ele caiu na plataforma de aço com um ruído oco.

- Você... – Disse Hibiki com dificuldade se levantando. – Plue...
- São apenas escravos, Hibiki! – Ela gritou do outro lado da plataforma. – Escravos que não morrem. Posso tortura-los o quanto eu quiser.
- Não. – Disse Hibiki segurando o cabo da arma com firmeza e em um movimento surpresa riscou com a faca a lateral do espírito de Caelum. – Descanse.
- Uau. – Ela disse fingindo ficar impressionada. – Esse espírito não é nada. – Ela pegou uma chave dourada do ar. – Veja esse! Abra, constelação do touro dourado. Taurus!
- Um espírito do zodíaco? – Perguntou Hibiki vendo um touro com aspectos humanos aparecendo no meio da batalha. Parecia uma vaca cheia de músculos e segurando um cutelo de dois gumes.
- Vá. – Disse ela – Libere seu espírito do zodíaco.
- Eu... não... – Hibiki se viu impossível de fazer qualquer coisa. Aquário só podia ser invocada em contato com a água e eles estavam no ar.
- Ah, bem. – Disse ela risonha – Já que não pode... acabe com ele Tauros.
- É pra já! Muu! – Disse ele correndo com o cutelo enorme na direção do garoto que ergueu sua adaga e deu uma cambalhota no chão e cruzou as laminas. Adaga contra um cutelo gigantesco.
- Ah. – Disse Zoe lançando o chicote e jogando Hibiki contra a lamina de Tauros, abrindo um corte em seu braço direito.
- Por que jogou ele em mim?! – Perguntou o espírito confuso.
- Porque eu não ligo para o que você sente. – Disse ela simplesmente fazendo Tauros se entristecer.
- Eles não são escravos! – Disse Hibiki largando a adaga para segurar o braço direito que estava ensanguentado. – São como nós! Eles sentem dor e tem sentimento.
- Cala a boca! – Ela disse chicoteando o rosto de Hibiki fazendo ficar com gosto de sangue na boca. – Não preciso de aula de fracotes!

Ela lançou o chicote que se amarrou no corte no braço de Hibiki que gritou em agonia e o girou no ar. Em seguida o lançou no abismo abaixo deles. Hibiki fechou os olhos esperando a morte. Era tarde demais para fazer algo. Não tinha mais nada a fazer. Tentou lembrar-se de seus pais... quem eram?

Sua mãe era uma incrível maga celestial. – Disse uma voz suave em sua cabeça. – Seu pai era um mago de poder alado. Possuía asas.
Asas? – Perguntou Hibiki para seu subconsciente.
Sim. – Disse a voz. – Você não é fraco... deixe a luz de seus corações... do seu passado abrir caminho!


- Vamos embora, Taurus. – Disse Zoe para seu espírito – Temos que voltar para torturar ainda mais aquele garoto preso no tanque.
- Sim. – Disse o Touro guardando o cutelo nas costas e suspirando tristemente.
- Ainda não acabou. – A voz de Hibiki soou distante. O garoto estava envolto de uma luz. Seus olhos azuis estavam dourados e transmitiam poder. Ele estava com asas em suas costas e pairava acima da plataforma. – Você vai pagar por tratar seus espíritos dessa maneira.
- Como é?! – Perguntou Zoe começando a ficar assustada. Ela recuou alguns passos.
- Tauros feche o portão. – A voz de de Hibiki soou suave e o espírito desapareceu em um clarão.
- Isso é impossível! – Gritou Zoe – Não tem como fechar o portão de outro mago celestial!
- Cale a boca. – Disse Hibiki sério sentindo a energia fluindo sobre seu corpo. – Só não queria machuca-lo.  Que comece o julgamento das constelações!

O céu se tornou uma noite estrelada. Várias constelações cintilavam no céu. Elas brilhavam cada vez mais. Tudo desapareceu, a não ser a plataforma, Zoe e Hibiki que flutuava na frente da maga.

- O-O que está acontecendo... – Disse ela entrando em pânico e tentando fugir, mas não tinha para onde correr. – Seu assasino!
- Estrela cadente do julgamento final...! – Bradou Hibiki.

 Um canhão de luz cair dos céus em cima de Zoe que apenas gritou em agonia profunda. A paisagem brilhou e tudo o que conseguia sentir era a dor de Zoe. Com certeza nenhum mago aguentaria isso: Ela iria morrer.

 Após a explosão de luzes as asas desapareceram e a plataforma estava despedaçada. Pedaços dela voavam em todos os lados. Hibiki por sorte caiu em cima de um pedaço de aço flutuante e sentiu a exaustão do que acabara de fazer. Ele não conseguia nem mexer a cabeça. Estava sem forças... sem energia... sem magia. Hibiki revirou os olhos a procura de algo para buscar ajuda, mas para seu medo encontrou Zoe indo cambaleando em sua direção.

- Seu... assassino! –Disse ela fraca. Ela tinha vários pontos sangrando e estava queimada. Ela parecia um zumbi que acabara de renascer. – Você é um fracote covarde que iria matar uma pessoa para se defender... Mas você é fraco... FRACO!

Hibiki tentou se mexer, mas simplesmente não conseguia. Não teve a intenção de matar ninguém, mas ele que seria morto dessa vez. Zoe ergueu o chicote. Ele não conseguia acreditar. Deu tudo de si, usou todo seu poder mágico, liberou o poder de seus ancestrais, mas não adiantou.

- Vá para o inferno! – Ela gritou lançando o chicote na direção do garoto que fechou os olhos esperando a morte.



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