História Mystifh - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Magia, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Nada a declarar...

Capítulo 3 - Três: Bem vindo a Legião dos Leitões Alados


Fanfic / Fanfiction Mystifh - Capítulo 3 - Três: Bem vindo a Legião dos Leitões Alados

A casa era grande e tinha uma varanda enorme, uma mesa para doze pessoas e três quartos, uma piscina estava coberta com uma lona azul de peixinhos e a cozinha estava impecável. Havia gatos por todos os lugares e algumas galinhas ai e ali, havia muitas arvores em especial uma grande que se encontrava mais afastada a reconheci do desenho.

-Bem, agora temos que dar comida aos porcos e as galinhas e levar agua para os bodes. Depois podemos descansar em baixo da grande arvore comendo jabuticaba.

-Muito bem Josh, senhor.

-Pare com isso Mystifh, você só vai me ajudar – ele tira a panela da cabeça e o alho do pescoço – acho melhor meu avô lavar isso antes de usar.

-E o que fazemos primeiro? – pergunto.

-Acho melhor darmos comida para as galinhas, elas estão a ponto de comer os gatos. Observe.

Fico olhando as galinhas por um momento, mas elas ficam lá ciscando e nem olham para os gatos.

-Você tem certeza de que elas estão a ponto de engolir os gatos?

Ele também observa as galinhas e depois disfarça.

-Elas sabem fingir.

Josh entra na casa e volta com um saquinho de milho. Ele começa a jogar o milho e as galinhas começam a ir para cima dele, ele começa a recuar, mas as galinhas continuam indo para cima dele, ele começa a fazer uma cara apavorada, não tenho outra reação a não ser a de rir.

-É acho que elas estavam fingindo – falo pegando o milho da mão dele e jogando para longe, as galinhas correm atrás do milho e o deixam em paz – estavam a ponto de te engolir.

-Eu disse, essas galinhas não são nada amigas.

-E agora o que temos que fazer?

-Agora vamos levar agua para os bodes – ele faz uma cara amedrontada.

-o que foi?

-Não tenho boas lembranças com os bodes, um deles me odeia.

-Que exagero – falo empurrando ele com o ombro. A marca para de arder e um arrepio sobe nas minhas costas.

-Exagero? Sua mulher no espelho vai parecer fachada de filme de terror antigo.

Dou um sorriso, mas assim que ele se vira de costas fico seria e passo a mão na testa, tinha me esquecido daquela mulher, da fotografia, da boneca, do sonho, de tudo de ruim que já me havia acontecido e agora me lembro de tudo de uma vez só, eu precisava falar com ele sobre isso.

**

Chegamos até o lugar onde os bodes ficavam, Josh já tinha pego a água e se preparava para entrar dentro do cercado, pela sua cara parecia que estava de frente para o maior desafio da sua vida.

Fico observando de fora como ele é cuidadoso ao entrar, não faz nenhum barulho e com cuidado começa a despejar a agua no bebedouro dos bodes, ele está em uma posição estranha com a bunda para cima e antes que eu possa avisa-lo um bode corre e da uma cabeçada na bunda dele. Ele cai de cara no bebedouro.

-Bode desgraçado! – ele grita assim que tira a cabeça da água. Sua situação é lastimável, mas muito engraçada – ainda faço um churrasco de bode com você seu chifrudo de barba estranha.

Ele sai do cercado encarando o bode com tanta raiva e mancando por causa da cabeçada. Assim que ele sai vou até ele e começo a rir da sua cara molhada e nervosa.

-Detesto bodes – ele bufa – bem, agora só faltam os porquinhos.

-Você está bem?

-Claro Mystifh, não ha bode que me derrube.

-Bem, aquele te derrubou – falo balançando os ombros.

-Mais ninguém precisa saber. Agora vamos, você precisa conhecer a LeLeAla.

-Então vamos.

Passamos em um quartinho onde deixam as rações dos porquinhos e fomos até o chiqueiro, que para um chiqueiro, era muito bem cuidado, na porta uma placa escrito: Bem vindo a Legião dos Leitões Alados.

Achei criativo, mas meio estranho. Josh entra e coloca a comida dos porquinhos, há pelo menos uns quinze, e com tanto porco correndo em direção contraria a ele o faz perder o equilíbrio e cair de bunda na lama. Começo a rir.

-Mystifh, eu sei que você é minha convidada e eu adoro te ouvir rir, mas acho que é minha vez de rir.

-O que você quer dizer com isso? – pergunto confusa.

-Observe.

Ele pega um punhado de lama e joga na minha cara. Eu fico paralisada e ele começa a gargalhar, a risada dele é tão divertida que começo a rir também, mas não deixo barato. Entro dentro da LeLeAla e jogo lama nele. E assim se passam vários minutos, um jogando lama no outro e os porcos comendo, mas quando os porquinhos acabaram de comer começaram a ficar irritados com nós dois de intrusos na lama deles, então resolvemos dar uma trégua e sair de lá.

-Olha só como estou limpa – falo me olhando – tem lama até no meu pensamento.

-E eu? Detalhe, fui cabeceado por um bode, então estou ganhando.

-Isso não conta.

-Minhas regras, eu mando – ele faz uma pausa – agora vamos pelo menos tirar um pouco da lama, ou vão achar que dois monstros invadiram a cidade quando voltarmos.

-É você está certo.

-Sempre estou.

Pegamos uma mangueira cada um e começamos a nos enxaguar, ele arruma algumas roupas dele para mim e depois de me sentir limpa o suficiente, vou até o banheiro e me troco, pelo menos as roupas estão cheirosas. Ele tira a camisa lá fora mesmo exibindo seus músculos bem definidos e devo admitir que meu coração disparou um pouco e minha marca queimou mais que o normal, mas são detalhes. Quando estamos limpos ele vai até a cozinha e pega uma cesta pequena.

-Vamos até a nossa arvore – ele fala – estou faminto.

-Nossa? – pergunto ainda me sentindo estranha por causa da camisa.

-Não quero dividi-la com mais ninguém – ele chega perto o suficiente para sentir o seu hálito na minha testa, era estranho me sentir tão pequena perto dele – e você?

-Acho que também não – falo olhando para o chão, ou tentando, já que eu só enxergava ele.

Ele me pega pela cintura, um arrepio me sobe pelas costas e sinto que vai me beijar, fico apreensiva, mas não me movo um milímetro, só que ele para. Não sei se fico desapontada ou aliviada.

-O que aquele maldito está fazendo aqui?

Olho para trás de mim, ainda nos braços dele e vejo o bode nos encarando.

-Acho que ele tem ciúmes de você Josh – falo abafando o riso.

-Ciúmes uma ova! Droga, agora vou ter que coloca-lo no cercado de novo, devo ter deixado a porteira aberta.

Bem, resumindo a próxima uma hora e meia, Josh e eu ficamos correndo atrás do bode por quase uma hora, a outra meia hora o bode ficou correndo atrás do Josh e eu atrás do bode, estava uma coisa hilária. E até que com muito esforço e concentração psicológica conseguimos coloca-lo no lugar dele.

-Ufa! – ele suspira aliviado – por um instante achei que fosse morrer.

-Exagerado – dou uma cotovelada nele.

-Chata – ele mostra a língua – agora vamos logo comer que a Janete está louca de fome.

Fomos até a árvore e nos deitamos em baixo dela, a cesta entre nós, e lá se foram mais alguns minutos comendo em silencio. Até que eu olho para o céu perto do horizonte e vejo uma nuvem em forma de boneca. Me lembro de tudo o que tenho que contar a ele e estremeço, lá se vai mais um momento de felicidade. Tomo folego e começo.

-Josh, eu tenho que te contar uma coisa – falo sem me mover.

-O que foi? – ele fala se sentando e olhando para mim com preocupação.

-Ontem depois que você me deixou em casa...

Conto tudo a ele a foto, as cartas em língua estranha, o desmaio, a voz e até o sonho, ele escuta tudo sem falar nada, e quando vejo, no fim das contas estou chorando e tremendo. Nunca tinha reparado como tudo isso me dava medo, como tudo isso me apavorava.

-Calma Mystifh – ele fala me abraçando – está tudo bem – ele faz uma pausa – olha eu não sou nenhum especialista nessas coisas, mas posso ajudar você a descobrir quem é essa mulher.

Ele me dá um beijo no alto da cabeça e por um segundo pareceu que eu dormi e depois acordei, rápido demais para ele perceber, mas estranho demais para alguém que não estava com sono.

Depois de conseguir me acalmar, fomos para casa, ele me deixou na frente do portão.

-Tem certeza de que vai ficar bem sozinha? – ele pergunta preocupado.

-Claro.

-Qualquer coisa me ligue serviços vinte e quatro horas – ele me entrega um papelzinho com dois números de telefone.

-Obrigada – dou um sorriso e tomo coragem, dou um beijo na bochecha dele. Outra vez me dá aquela sensação de dormir e acordar, mas ele não percebe de novo.

-Até amanhã – ele abana a mão e sai com a bicicleta.

Não vê o buraco e passa com tudo dentro dele, ele reprime uma careta de dor. Depois como sempre sai xingando o buraco aos ventos. Abro um sorriso, eu amo aquele buraco.


Notas Finais


Fuuui...
Aguardem contato...


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