História Mystifh - Capítulo 4


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Magia, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Ninguém lê essa coisa mesmo kkk mas tudo bem estou postando por postar :D

Capítulo 4 - Quatro: São coisas de fantasma


Fanfic / Fanfiction Mystifh - Capítulo 4 - Quatro: São coisas de fantasma


Depois da aula Josh ficou em casa, eu o havia convidado para almoçar e ele disse que olharia a fotografia para mim depois do almoço. Sinceramente não estava nem um pouco a fim de ver a cara daquela mulher de novo.
-Eu até te chamaria para almoçar na minha casa, mas teríamos que pedir comida – ele faz uma careta – não sei cozinhar.
-Não faz mal – falo colocando a macarronada na mesa – eu cozinho.
-Já que é assim – ele limpa a garganta – Mystifh você gostaria de almoçar um dia desses na minha casa?
-Você é bem oportunista em.
Ele da de ombros enquanto enche o prato de macarrão. Faço o mesmo só que com três vezes menos macarrão que ele, ultimamente andava me sentindo enjoada. E esse meu ultimamente queria dizer: depois do desmaio na biblioteca.
-Então Josh, que tal falar alguma coisa? – falo devagar – o silencio dessa casa às vezes me assusta.
Ele para de colocar macarrão na boca e mastiga, depois engole e coloca sua mão sobre a minha. Um arrepio, a marca não arde mais. Estávamos sentados em lugares bons, já que se eu olhasse para frente não precisaria encara-lo e ele conseguia me alcançar.
-Desculpe Mystifh, é que essa macarronada está de outro mundo – ele solta minha mão e come mais um pouco – então vamos falar sobre o que?
Fico quieta por um tempo encarando meu prato de macarrão intocado. Queria que ele falasse sobre ele, antigas historias engraçadas, ex-namoradas escandalosas, coisas que eu não posso falar por não ter vivido isso. E pela primeira vez me dou conta de que eu não tenho uma historia porque minha vida inteira eu fiquei trancada dentro de casa com livros e meu pai.
-O que foi Mystifh? – ele pergunta preocupado – está assim por causa da foto?
-Tive o mesmo sonho essa noite – encaro aqueles olhos cheios de preocupação.
-Vamos resolver isso mais rápido do que pensa – ele se levanta um pouco da cadeira e me dá um beijo na bochecha, meu pai sempre se sentava naquele mesmo lugar, na ponta da mesa e nunca havia feito isso. De novo me sinto como se tivesse dormido por um tempo, mas ele não percebe.
Ele começa a rir.
-O que foi? – falo começando a rir também, é quase impossível vê-lo rir e não rir junto, às vezes ele parece magico.
-Acho que te deixei um pouco laranja.
Passo a mão no rosto onde ele me beijou, realmente acho que estava laranja por causa do molho do macarrão, pego uma toalha de papel e limpo. No fim das contas acabo comendo um pouco e ele repete o prato, acho que nunca vi alguém comer tanto.
-Muito bem Mystifh, depois desse belo almoço, estou pronto para encarar qualquer coisa – ele se estica na cadeira esfregando a barriga enquanto eu termino de lavar a louça.
-Não acha melhor esperar? – falo meio com medo, vai que ele leva um susto e o macarrão volta – você comeu muito.
-Que nada Mystifh, a Janete aqui costuma comer duas marmitas quase todos os dias, esse macarrão que eu comi vai durar no meu estomago por pouco tempo.
-Isso que é magro – resmungo, afinal não sabia que caras com o corpo perfeitamente definido comiam tanto.
Então fomos para a biblioteca, assim que eu abri a porta e percebi que estava tudo como eu havia deixado fiquei aliviada, jurava que seria como nos filmes, tudo estaria uma bagunça.
-Nossa, olha o tamanho dessas coisas cheias de livros! – Josh abre a boca espantado.
-Se chamam prateleiras – falo indo até onde deixei o livro.
-É isso ai – ele fala desanimando, acho que ele estava a fim de descontrair o clima, mas eu estava tão tensa que não consegui ajudar.
-Essa aqui é a foto – falo tirando ela do meio do livro e dando para ele.
-Ela não é tão assustadora – ele fala analisando a foto e depois vira ele e lê atrás – é acho que ela gostava do seu pai e... Nossa essa boneca é igual a que você tem no pescoço. 
-Não é assustadora? – falo com certa rispidez na voz – veja ela em vez de seu reflexo e depois me diga se não é assustadora.
-Desculpe – ele suspira – me deixa ver as cartas.
Entrego o livro para ele, ele folheia algumas paginas e depois de ficar um tempo com a cara enrugada seu rosto se ilumina.
-É alemão – ele fala – as cartas estão em alemão, acho que consigo traduzi-las, mas vou precisar de um tempo.
-Alemão? – falo meio chocada, não esperava que fosse tão fácil – nossa, nem sei o que dizer.
-Acho que o mistério foi concluído – ele diz fechando o livro – posso levar para minha casa e tentar traduzir? 
Dou de ombros e me jogo na poltrona.
-Alemão – repito para ver se meu cérebro capitava a informação – acho que pensei em qualquer coisa, menos em uma língua tão fácil de acessar.
-É – ele se joga na outra poltrona – pena que ainda não sabemos quem é essa mulher.
Paro um minuto e fico pensando em nada, mas saio de transe quando Josh cutuca meu ombro e vejo sua cara apavorada. 
-Veja aquilo Mystifh – ele fala apontando para frente. Olho para onde ele está apontando e quase tenho um ataque de pânico.
Ali na nossa frente estava ela, com um vestido velho e cinza, seu rosto cadavérico nos encarava e seu cabelo cinza longo estava voando por todos os lados, tinha a boneca da foto toda velha em uma das mãos, ela não estava com cara de má, mas mesmo assim assustava. Ela começou a apontar para os livros do meu pai.
-Ela quer mostrar alguma coisa – falo para Josh.
-Não falo língua de assombração Mystifh.
Me levanto da poltrona e começo a chegar perto dela, Josh me segura pelo braço, mas mesmo assim continuo chegando perto dela, ela não recua e continua apontando para as prateleiras.
-O que está tentando dizer? – falo com ela, estou tremendo de pavor, mas precisava vencer isso para poder entender o que ela queria – é um livro? – Ela faz que não com a cabeça – mas ali só tem livros.
Ela começa a flutuar até o meio da prateleira e aponta para o chão. Vou atrás dela e Josh bem atrás de mim.
-Ótimo, agora estamos brincando de adivinha com um fantasma – ele fala meio desapontado – moça assombrada, então não dá pra dar umas dicas mais fáceis, sou meio lerdo para essas coisas.
Ela continua apontando para o chão, sem nem piscar, não sei como ela conseguia ignorar o Josh, só ele mesmo para falar assim com um fantasma. Continuo tentando pensar o que poderia representar o chão. Alguma coisa enterrada? Duvido. Alguma coisa caída? Talvez.
-Isso! – dou um grito e Josh leva um susto – o livro com as cartas estava jogado no chão e aquilo não é um livro comum é único. Então você quer quiser que tem outro assim? Um livro que meu pai escreveu? Um diário?
Ela faz que sim com a cabeça.
-Nossa meus parabéns Mystifh você conseguiu entender o que ela queria dizer – ele fala assombrado – nunca teria adivinhado.
De repente um vento muito forte começa a soprar, um livro de capa vermelha cai da estante e as paginas começam a voar. Josh deixa cair o livro das cartas que também começa a jogar folhas para lá e para cá e assim como o vento começou ele parou e a mulher havia ido embora. As únicas coisas que ficaram foram os dois livros abertos e jogados no chão.
-Nossa – Josh fala – nunca pensei que a maior aventura da minha vida seria vivida dentro de uma biblioteca.
-Pra você ver – falo arrumando o cabelo.
-E agora? – ele pergunta – vamos ler as paginas que o fantasma deixou abertas?
-Sim – respondo pegando os livros.
-Só não entendi todo aquele drama da adivinhação, já que no final ela mostrou o diário para nós – ele fala pegando um deles da minha mão, mas não perdendo a pagina.
-Coisa de fantasma, não discuta – falo me sentando.
Ele se senta na cadeira do lado e fica me olhando.
-Acho que preciso de um dicionário de alemão, você tem ai? – ele fala olhando em volta.
-Achei que ia fazer isso na sua casa – provoco.
-Bem, fantasma ordena Josh condena – ele fala se levantando – e então, onde tem?
-Segunda prateleira perto da porta.
Ele vai até lá e pega o dicionário, enquanto ele caminha de volta fico observando seu andar em como é perfeito e atraente, ele começa a me olhar. Fico constrangida. Começo a ler o diário do meu pai.
 


Notas Finais


Fuuui...
Aguardem contato...


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