História Mystifh - Capítulo 8


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Palavras 785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Magia, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


... .-.

Capítulo 8 - Oito: Sem respostas


Fanfic / Fanfiction Mystifh - Capítulo 8 - Oito: Sem respostas

Depois de um bom tempo, quando quase todos já tinham ido se deitar Josh inventou que precisava ir na barraca pegar alguma coisa. Nem tive tempo de responder nada, já que ele se levantou correndo. Fiquei olhando para as brasas que havia sobrado da fogueira e pensei no que estava acontecendo hoje, tudo que eu tinha vivido hoje, não daria minha vida toda.

De repente um barulho de discussão me tira do transe. E então eu me lembro que Josh não estava mais ali perto de mim. Meu coração dispara e me levanto correndo indo em direção as barracas. Minha surpresa não poderia ser maior ao ver Josh e Danilo discutindo.

-Não adianta chorar garotão – Danilo caçoava de Josh – ela escolheu a mim.

-Guarda essa língua ou eu mesmo a coloco para dentro – Josh dizia nervoso ameaçando bater em Danilo.

-Acho que prefiro guarda-la na boca dela – Danilo provocou olhando para mim e piscando.

-O que vocês dois pensam que estão fazendo? – fiquei entre os dois.

-Esse imbecil fica inventando coisas – Josh quase grita – e estou a ponto de socar a cara dele.

-Inventando? – Danilo ri. Olho para ele com olhar de suplica e advertência ao mesmo tempo – diz ai Mystifh se eu inventei alguma coisa sobre nós dois.

-Não sei do que está falando – digo fria.

-Não se faça de bobinha – ele sorri – nos beijamos agora a pouco de baixo daquela arvore.

Fico sem fala. Josh olha para mim com olhar de incrédulo. Tento dizer alguma coisa, mas ele sabe que é verdade e nada do que eu pudesse dizer mudaria alguma coisa.

-Eu não acredito! – ele grita e eu me encolho – depois de tudo!

Continuo quieta vendo ele segurar as lagrimas na minha frente.

-Muito bem, foi isso que você escolheu – ele tira a chave do carro do bolso e joga para mim – faça bom proveito dele, por que a mim não vera mais.

-Josh, espera! – tento para-lo segurando seu ombro, mas ele se livra de mim com um movimento brusco e vai andando em direção a saída do acampamento.

Minha cabeça começa a rodar. O que eu tinha feito? Meus passos em direção a ele vacilam. Como fui tão cega? Olho para frente e a vejo segurando a boneca. Por que fez isso comigo? Tento andar mais rápido atrás dele, mas alguma coisa me impede. Quem eu estava sendo? Sinto as mãos de Danilo me segurando pela cintura me impedindo de cair. A culpa era realmente minha? Só me lembro de uma imagem na minha frente antes de desmaiar e não era o fantasma com a boneca, mas minha mãe.

Acordei em uma cama estreita de lençóis brancos, levantei minha cabeça do travesseiro para ver onde estava. Ainda no acampamento, mas onde? Levantei da cama e vi um bilhete em cima da cômoda.

Você desmaiou e eu te trouxe para o meu quarto. Espero que tenha descansado. Beijos Danilo.

Calcei meus sapatos de pressa e achei a chave do carro ao lado do bilhete. Sai daquela cabana destinada a bater o carro na primeira carreta que viesse contra mim. É o mundo ficaria bem melhor assim.

Se não fosse por mim, Josh não teria se machucado tanto. Josh, onde será que ele estaria agora? Em casa? Jogado em um bar? Que se dane, o ultimo lugar que eu quero que ele esteja é ao meu lado. E o Danilo, porque eu nunca senti nada por ele a não ser naqueles poucos minutos? O que tinha acontecido? Não era eu, mas quem?

Entrei no carro e o liguei. Eu não tinha carteira, mas sabia dirigir e com certeza saberia bater e morrer. Nem fiz questão de colocar o sinto de segurança, apenas acelerei e sai do acampamento dando um cavalo de pau na curva de saída.

Enquanto dirigia a quase 160 km/h me perguntei o que a imagem da minha mãe tinha a ver com tudo aquilo. Afinal pelo que eu tinha entendido o fantasma da boneca a tinha “matado” quando eu nasci e até agora, fora isso, ela havia sido irrelevante em toda a história.

Ou será que não havia? Eu havia pulado alguma parte? Comecei a pensar nas cartas e no diário de meu pai. O que mais havia para descobrir sobre o homem que me deu a vida, mas me tirou a vontade de viver? Eu não podia morrer assim cheia de duvidas. Eu via e falava com fantasmas, acho que dava para ter mais respostas do que simples perguntas. Eu precisava parar de sobreviver pelas duvidas e viver em busca de respostas.

Abandonei a ideia de bater o carro e em menos de minutos estava na biblioteca de casa procurando alguma resposta para aqueles gritos, desmaios, fantasmas e passado.


Notas Finais


Aguardem contato...
Fuuui...
G.G.


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