História Na estação do Acaso, eu encontrei o meu bem. - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lesbicas, Romance
Exibições 29
Palavras 1.969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capitulo ai.
Espero que gostem.

Capítulo 11 - Encontro arranjado. Parte 1(2)



Acordo. E não sinto ressaca, graças a Deus. Mas, também não sinto o peso da minha menina sob o meu corpo. Acordar ao lado dela é tão bom, mas, hoje eu não acordei. Olho o celular e são 11:55. Acordar tarde é muito bom, em algumas ocasiões. As vezes sinto que acordar tarde é desperdício de tempo de vida. Enfim, vocês não vão me entender. Um barulho infernal vem da sala, que droga. Mesmo sem dores de cabeça, escutar um barulho que não seja música logo assim que acordamos é horrível, irritante. 
Saio do quarto e vou logo para o banheiro, passo rápido, pra não correr risco de alguém me ver de toalha indo pro banheiro. Tomo um banho demorado, aliás ontem eu nem tomei. Lavo o cabelo e seco com o secador. Vou pra o closet e começo a procurar uma roupinha com os olhos. Vejo um short jeans meio rasgado e uma camisa de manga, parece que achei. Visto as duas peças e coloco minha havaiana. Em seguida, vou pra cozinha e vejo o Hugo terminando de fazer o almoço.
- Bom dia. - Falo me apiando no balcão.
- Boa tarde né.
- A mãe sempre fala que só é boa tarde depois que a gente almoça, eu não almocei. 
- Mesmo assim. Chegou que horas, mocinha? - Vish, interrogatório??? 
- Ué, te interessa? - Respondo grossa mesmo.
- Sim, interessa. E olha como tu fala comigo. - Ele parece bravo com algo, não sei oque é. - Diz que horas tu chegou.
- Cheguei às 4h da manhã.
- Você oque???? 
- É, as 4h.
- Que que tu tava fazendo na rua até essa hora?? - Ele pergunta colocando as panelas na mesa pra em seguida nos servirmos.
- Eu tava na casa de um amigo. - falo sentando-me na ponta da mesa.
- A Évelin sabe que tu tá chegando essa hora?
- Sabe, aliás, eu tava com ela lá.
- Ela que te trouxe?
- Não, ela tava sem o carro. A gente pegou carona com um casal muito amorzinho que conhecemos ontem.
- Queria dar essas saídas pra desestressar, arranjar uma namorada, sei lá.
- Sai com a gente hoje. - Proponho enquanto já estamos nos servindo.
- Hoje, dia de semana?
- Sim, ué.
- Onde vocês vão hoje?
- O bar de sempre.
- Ontem vocês foram lá? - Ele pergunta enquanto já estamos comendo.
- Não, a gente comprou as bebidas e bebemos lá na casa do Vini.
- Entendi.. 
- Então, vamos? Só chamo uma vez hein.
- Claro! Que horas a gente sai daqui?
- A gente combinou às 19h lá no bar. 
- Ok, a Évelin vai?
- Sim, claro. Se ela não fosse eu nem ia também. Nosso namoro tá tão bom. - Sorrio.
- Mas vocês começaram a namorar ante ontem.
- Já tirei essa conclusão. Achei a minha yellow umbrella, mano. - Faço referência a ''How I met your mother'', Série que assitimos juntos e choramos juntos no final do último cápitulo.
- Ainda não superei essa série, acredita?  - Ele fala e abaixa a cabeça.
- Todos dizem que a primeira fase é a aceitação, não consigo aceitar. 
- Verdade, sinto falta de ver aquela série contigo. Vamos fazer maratona da primeira temporada hoje a tarde?
- Sim, claro. Vamos. - Sorrio e contínuamos a comer.
Terminamos de almoçar e eu lavo os pratos. Ele sempre faz todas as coisas, resolvi ajudar hoje. Enquanto eu lavava, enxugava e guardava os pratos, copos e talheres, O Hugo foi pra o quarto. Não sei oque ele estava fazendo lá dentro, creio que foi porucurar roupa pra hoje a noite. Até que tive uma ideia. Saio do apartamento e fico na porta, ligo pra Évelin.
Ligação On:
- Oi, Évelin. - Falo assim que ela atende.
- Ah, oi, amor. A que devo a honra dessa ligação? - Ela pergunta. Own, me chamou de amor.
- Tu não tem nenhuma amiga solteira não?
- Uma amiga gay?
- Não, hétero mesmo.
- Tenho algumas, mas ué, pra que?
- Queria arranjar uma guriazinha pro mano;
- Eita, ele tá na seca?
- Não sei, deve estar. Faz muito tempo que ele não me conta de namoros e etc.
- Vai ver ele é o famoso ''Come quieto'' - Ela diz e eu dou risada.
- Enfim, me passa informações sobre essa curica aí. 
- Vou levar a Carla. Ela é loira, tem os olhos de cor castanho claro, É alta, chuto 1,70. Seu irmão tem preconceito com mulheres altas?
- Não, não. Ele tem 1,74. 
- Ótimo, então, basicamente isso.
- Obrigada mesmo, você é incrível.
- Tu que é. Tá tudo certo pra hoje à noite, né?
- Sim, claro. Vou levar o Hugo, não esquece de levar a Carla.
- Não esquecerei. Tenho que ir, te vejo a noite de certeza?
- Sim, de certeza.
- Passo aí pra te buscar.
- Não vai ser preciso, vou com o Hugo.
- Tá, então até lá.
- Até, beijos. - Afasto o telefone do rosto. - Te amo.. - Falo baixo, ela não escutou.
Ligação Off.
Évelin POV:
Posso jurar que ouvi um ''Eu te amo'' dela antes de desligar o celular. Pode ser coisa da minha cabeça, pode ser que não. Eu queria muito falar que a amo, mas não quero que seja da boca pra fora. Quero ter certeza que amo ela. Talvez, eu ame. Sinto todos os sintomas do ''amar''. Sendo eles: Pensar nela o dia todo, Querer estar com ela o dia todo, sentir falta dela o dia todo, considerar os momentos juntos dela os melhores, sorrir com qualquer bobagem nada a ver que ela falar. Sinto tudo isso, mas não estou pronta pra dizer um ''Eu te amo''. Talvez esteja, mas sinto medo.
- Vai lá no shopping comigo? - A mana diz enquanto eu estou penteando meu cabelo. Eu ia, mas agora tenho que ir falar com a Carla.
- Nem vai rolar, maninha. - Faço uma carinha de ''Me desculpa, não tem como eu ir''
- Vai sair com a namorada?
- Queria, mas não vou. Vou falar com uma amiga. 
- Ih, a Laura sabe disso?
- Sabe, aliás ela que pediu pra eu ir chamar a Carla.
- Ahhhh, é a Carla. Saudades dela, como ela tá?
- Falei com ela no whatsapp por esses dias, parece estar bem. 
- Que ótimo. Tô saindo, quer carona?
- O Shopping fica de lado contrário a casa da Carla. Pode deixar que eu vou sozinha.
- Ok, te vejo que horas?
- Umas 18h eu já tô em casa.
- Eu também, mas vou sair a noite com o Felipe. - Felipe é o melhor amigo gay dela, melhor pessoa desse mundo é esse viado. 
- Vou sair a noite também.
- Então ok, até mais.
- Até, ela fala e sai do meu quarto.
Nunca falei da sobre minha casa pra vocês. Bem, vou tentar detalhar resumidamente. Tem a garagem que fica dois carros, meu e da mana. A sala, dois quartos. Nenhum dos dois é suíte, o meu ia ter banheiro, mas o pai desistiu quando tava construindo. O banheiro. Uma cozinha enorme, enorme mesmo. Não sei pra que esse tamanho todo. E o quintal, onde fica minha cadelinha que se chama Ratsu. Ela tem 6 anos e tá bem doente, amo muito ela e não quero aceitar que tenho de sacrifica-la.
Enfim, visto um short, uma camiseta, a minha Melissa que tá sempre no meu pé e saio de casa. Pego o carro e chego ligeiramente da casa da Carla, o trânsito tava agradável, adoro dirigir quando o trânsito tá sem engarrafamento nenhum. 
- Pensava que você ia vir mais tarde. - Carla, saindo de casa assim que eu busino.
- Atrapalhei algo? - Falo meio receosa da resposta, mas, saindo do carro.
- Não, não. E então, tudo certo pra hoje a noite?
- Sim, sim. 
- Me fala mais sobre esse boy magia ai.
- Cara, ele é tudo de bom. Se eu fosse hétero, ele é o tipo de cara que eu pegaria. Ele ama séries, é canceriano, Bonito, alto, forte.
- Bombadinho tipo academia?
- Não, eca. 
- Ah, acho bom mesmo. 
- Ele só é forte mesmo, faz caminhada e tal.
- Ah sim.
- Então. Tem o cabelo bagunçado, daquele jeito que tu gosta.
- Own, já tô adorando esse guri.
- Tem barba e ama estudar.
- ELE TEM BARBA, SOCORRO.
- Pois é, meninos com barba são tudo né.
- Parece até uma heterossexual falando.
- Eca, héteros. Enfim, ele cursa arquitetura na faculdade.
- Tem quantos anos?
- 18. 
- Ótimo, nossa, quero.
- E ele tem um carro.
- Como se eu ligasse pra bens materiais. Se tem o cabelo bagunçadinho e uma barba, tá de ótimo tamanho.
- Que horas tu chega lá?
- Lá pras 19h20. Tenho que esperar o Felipe chegar com a moto, ele saiu agora com uma amiga dele.
- Então tá, te vejo lá.
- Até lá.
Volto pra casa, mas agora, demoro pra chegar. O Trânsito piorou drásticamente em tampouco tempo, não entendo essa cidade. Sem falar das buzinas infernais que esses caras ficam apertando, a questão é: PRA QUE?
Entro em casa, separo a roupa que vou pro bar a noite: Calça jeans azul e camisa de botão azul, com all star azul também. Olho o whatsapp e a Laura tá Online.
''Oi, Laurinha. Já falei com a Carla.'' - Mando e logo ela está digitando.
''Oi, évi. Falei que ia apresentar uma amiga pro Hugo, ele não rejeitou a ideia.'' - Responde rápido, melhor pessoa.
''Quem rejeitaria na seca? kkkkkk''
''Vdd, tadinho''
''Tá fazendo oque?''
''Vendo série com ele''
''Qual? Supernatural?'' - Sei o amor que ela tem por Supernatural.
''Não, himym.'' - Himym? Que que é himym? Deve ser sigla pra alguma série.
''Nunca ouvi falar.''
''How I met your mother, bocó.'' - Ela diz e eu me lembro dela comentando com o Vinicíus algo sobre essa série.
''Vou procurar ver, depois que terminar once upon a time'' - Falo, ela vai gosta se eu ver essa série.
''Quero série nova pra ver''
''Vê Narcos, eu gostei muito.'' - Proponho, amo narcos.
''Vou ver, depois.''
Ficamos conversando por whatsapp por muito tempo, olho no celular a hora e vejo que são 18h20. Sigo pra o meu quarto, me visto e a Carla me liga. Só consigo pensar que ela vai ratiar e não querer ir mais. Mas ela só diz que vai chegar mais cedo pois o irmão chegou cedo do shopping. O Felipe, amigo viado da mana, é irmão da Carla. Não sei se falei pra vocês. 
Laura POV:
Começo a me arrumar assim que dá 18h20, por conta de eu não ter separado a roupa pra eu ir no bar. Conclusão: Pego uma jeans azul, camisa preta e vans preto. Claro, meus vans pretos. O Mano não sai desse quarto, meu Deus do céu. Já são 18h50 e enfim ele sai.
- A gente vai chegar atrasado, né? - Ele faz cara de ''me desculpa, sei que demorei''.
- Vai, idiota.
- Respeito por favor.
- Nossa, você tá cheiroso. - Chegou perto do pescoço dele. - Nossa, muito cheiroso mesmo.
- Obrigado, fiz oque pude. - Ele fica corado. 
- A gente é tão parecido. Não sabemos reagir a elogios. - Dou risada e ele ri junto.
- Vamos?
- Sim, claro.
Saímos do apartamento, entramos no carro e seguimos para o bar. O trânsito tava mais ou menos, chegamos às 19h15. 15 minutos de atraso não dá nada. Um sorriso enorme se estampa na minha face assim que vejo o  carro da Évelin, que saudade da minha namorada.
                                                                                   .........................


Notas Finais


Ratiar é uma gíria gaúcha que significa ''vacilar''
Eu tô fazendo de tudo pra não usar as minhas gírias, se eu não me segurasse ia encher essa fanfic de ''bah, tchê''
Todavia, espero que vocês tenham gostado. :')


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