História Na estação do acaso, eu encontrei o meu bem. - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lesbicas, Orange, Yuri
Visualizações 146
Palavras 3.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desculpa a demora, eu sou uma irresponsável mesmo.
Boa leitura hihihih <3

Ah, leiam as notas finais.

Capítulo 30 - Corta fogo.


Lara POV.

O fato de estar sentada em uma cadeira de rodas quase 24 horas por dia é frustrante e eu, realmente, não desejo para ninguém. Como uma boa baiana cheia de axé, eu nunca fico parada. Estou sempre procurando algo para fazer, uma bola de futebol para jogar ou um marzão para cair dentro. Sair do hospital e estar em casa é ótimo, de verdade, mas repousar a bunda em uma cadeira que se move o dia inteiro, é chato.

- Você tem que comer algo, Lara, sua melhora depende da sua dieta alimentar também, sabia disso? - Minha mãe insistia, segurando um prato com arroz, brócolis e outras coisas verdes que faziam meu estômago embrulhar totalmente.

- Eu sei muito bem de tudo isso, mãe, mas eu me recuso, odeio muito essas coisas verdes. Droga, prefiro retardar o meu processo de melhoria do que comer essas porcarias. Posso sobreviver de cereal. - Falei, já irritada com todo aquele monólogo falando sobre o quanto eu deveria me alimentar melhor, em busca de ficar boa novamente.

- Lara, sabes que não é saudável para você. Deixe de ser tonta. - Colocou o prato na almofada que estava em minhas coxas.

- Mãe, eu não quero comer isso, tem verde demais nesse prato, só a aparência me enjoa. - Falei, mexendo naqueles montes verdes com o garfo. - Deixa, por favor, eu comer cereal hoje. É o meu primeiro dia em casa, eu comi muito verde no hospital, só hoje!

- Lara…

- Por favor, mãe. Olhe, vão dar sete horas da noite, meus amigos e minha namorada estão vindo dormir aqui comigo. Aliás, já deveriam estar aqui. Hoje nós iremos comemorar o fato de eu não estar mais no hospital e eu preciso de cereal para ficar fortinha para os acontecimentos futuros dessa noite. Faz sentido, vai!

- Só hoje, Lara, amanhã sua dieta voltará ao normal.

- Eu te amo, mãe! - Exclamei sorridente por ela ter cedido o meu pedido.

;X;

A campainha tocou as 19h30 da noite, eu já me encontrava no meu quarto e não tinha chance alguma de descer as escadas para atender. Primeiro: Estou impossibilitada de andar por conta das minhas recentes fraturas. Segundo: Leonardo não me desceria no colo e me traria de volta. Terceiro: Nem se eu pudesse andar, eu iria.

Poucos minutos depois, meu quarto foi invadido. O clã entrou no meu quarto, cada um segurando alguma coisa. Heloisa tinha uma biscoitos e pipocas na mão. Emanuel tinha um isopor nas mão, provavelmente para pôr os refrigerantes que Kevin segurava. Ele tinha dois engradados de refrigerante em lata. E Luíza, bom, Luíza tinha duas cartelas de remédio em mãos.

- Questionamento rápido: por que o fato de Luíza estar segurando meus remédios não me surpreende? O fato de ser APENAS ela com remédios e o resto do clã com besteiras comestíveis e bebíveis.

- Porque você está mais do que ciente sobre o fato de, agora que você não jaz mais em um hospital, EU sou a sua enfermeira. E ai de ti caso reclame sobre isso. - Luíza falou, aproximando-se de mim e depositando um beijo rápido em minha testa. - Oi, meu amor. Hora dos remédios, minha linda.

- Eu não aguento mais! - Reclamei, frustrada. - Quero levantar, andar, correr, pular e não posso.

- Puta que pariu, menina! Você chegou do hospital hoje e é seu PRIMEIRO dia em uma cadeira de rodas. - Kevin exasperou, sentando-se no tapete felpudo do chão. - Larga de ser chata, oxe.

- Primeiro de muitos, não é? Quando que tu vais poder voltar a andar normalmente? - Emanuel perguntou, olhando para mim.

- Eu não sei ao certo… o médico disse que até o dia 18 do próximo mês, mas que pode se estender até o dia 22. - Suspirei tristemente, seria muito tempo sentada naquela merda desnecessária.

- Pelo menos você vai retirar antes que as aulas comecem, o ano letivo recomeçará dia 28. Olha pelo lado bom, não vai precisar usar enquanto estiver na escola. - Heloisa falou, prezando pelo lado bom da coisa, que não era tão bom na minha cabeça.

Suspirei de forma triste novamente. Olhei para Luíza que estava separando as cartelas de remédio e enchendo um copo com água para mim.

- Aqui, toma o seu remédio e para de resmungar! - Mandou ela, me entregando o copo d’água e os comprimidos.

- É porque não foi contigo. - Resmunguei novamente, dessa vez, de forma mais baixa, mas que não passou despercebida por ela, que me encarou demonstrando incredulidade.

- Eu mandei você parar de resmungar, tche. Não me testa. - Luíza brigou comigo novamente.

Agora deu a porra!

Apenas revirei os olhos e bebi o líquido do copo, engolindo o terceiro comprimido do dia. Meu ciclo de remédio é: 06:00, 12:00, 19:00 e 23:00. Eu quase nunca lembro deles, mas minha mãe Luíza estão sempre me fazendo recordar e tomar. Odeio tomar remédio.

- O que vamos assistir? - Perguntei, vendo Emanuel mexer na minha televisão e no aparelho DVD.

- Pois bem, como o bom pseudocinéfilo mais amado por todos, decidi que deveríamos assistir Pulp Fiction, meu filme favorito do grandioso Quentin Tarantino. - Emanuel pontuou sorridente e, do nada, um gritinho entusiasmo pôde ser escutado.

- Que foi, menina? - Perguntei preocupada, virando o meu corpo de forma delicada para o lado. Doeu, mas eu virei. - Luíza?

- Quentin Tarantino… - Ela murmurou extasiada, sorridente igual pinto no lixo. - É o meu diretor/produtor favorito de toda uma vida, eu vivo assistindo os filmes desse homem.

- Ah, que droga, presumo que já tenha assistido Pulp Fiction, então. - Emanuel disse, desapontado.

- Sim, milhares de vezes. Mas isso não é algo ruim, digo, eu assisto novamente e show. Tipo, vou assistir do lado da minha namorada, ver ela reagindo a um dos melhores filmes de um dos melhores diretores do planeta.

- Oh, estou ansiosa para ver se esse cara é isso tudo. - Pontuei.

- Ele é! É tudo isso e muito mais, pode crer. Enfia o filme nesse aparelho logo, Chico! - Luíza exclamou, puxando a cadeira do meu computador e sentando ao lado da minha cadeira de rodas.

- Credo, sua mulher é brava demais, Lara! - Emanuel riu, colocando o filme no aparelho de DVD.

Emanuel se aconchegou com Heloisa na minha cama e Kevin permaneceu no tapete fofinho do chão, todos prestavam total atenção no filme, inclusive Luíza. Mas nossas mãos estavam dadas, ela fazia um leve carinho de dedo em minha mão e me ganhava cada vez mais. Luíza está sempre querendo demonstrar afeto por mim e isso é bom demais.

;X;

O filme acabou após longas horas, já beirava as 22h20 quando se deu por terminado. Heloisa acabou adormecendo durante o filme, tal coisa frustrou o Emanuel porque o mesmo achava o filme foda demais para que a namorada dormisse. Eu ri bastante.

- Está tarde para mim já… - Kevin anunciou, levantando-se e balançando seu pescoço para a esquerda e à direita, estralando o local. - Preciso ir para casa, amanhã eu sairei cedo.

- É verdade. - Emanuel falou e olhou para Heloisa, que dormia tranquilamente na cama. - Eu, realmente, não quero acordar a Helô… ela é tão linda dormindo, acordada também, mas dormindo parece um anjo. - Suspirou triste, olhando a namorada.

- Você está muito apaixonado, Emanuel, não te criei assim. - Falei, arrancando risadas do mais velho.

- Deixa que eu acordo essa palhaça, ninguém mandou ela dormir. - Kevin falou, segurando uma almofada nas mãos e jogando no rosto de Heloisa, que despertou assusta.

- O que aconteceu? - Perguntou de forma afobada, olhando para os cantos do meu quarto, provavelmente tentando se localizar. - Por que me acordaram? O filme acabou? Aconteceu algo? Porra, eu estava tendo um sonho muito bom.

- Ops. - Luíza murmurou, rindo da cena. - Foi um acidente.

- Quem jogou a porra da almofada em mim? Emanuel, se foi você, eu juro que eu faço greve de sexo e… - Heloisa iria continuar reclamando, só que foi interrompida por outra almofada, lançado por Kevin. - Porra, seu viado do caralho, foi você, seu idiota!

- Claro, quem dorme toma almofada na cara! - Kevin riu. - Vamos logo, eu tenho que dormir cedo pra ir visitar o meu namorado no hospital amanhã.

- Ei, Kevin, como está Renan? - Perguntei, olhando diretamente para Kevin. - Você nem fala dele direito, eu fico preocupada.

Havíamos nos acidentado juntos, eu já estava em casa, Renan, não. Me preocupava, é claro.

- Ele estava muito mal ontem, sabe, Lara… Havia criado um coágulo na cabeça dele, o que é preocupante. Mas já desmancharam-no, o laudo médico de Renan não é mais tão preocupante. Porém ele ainda está na ala vermelha, a visita é contada e supervisionada. Não vejo a hora dele ser transferido para o quarto e depois tornar à casa, eu não aguento ver o meu menino internado. - Kevin falou tristemente.

- Eu entendo. Eu gostaria de visitá-lo, mas nas minhas condições atuais, isso se torna muito complicado. - Falei, me referindo à cadeira de rodas. - Desejo melhoras para o Renan, logo logo ele sai daquele lugar.

- Tomara mesmo, viu, Lara! - Exclamou, procurando as chaves do carro no bolso. - Estou indo então. Beijão e melhora logo, para podermos joga bola, para de bancar o Xavier.

- Claro, não vejo a hora de levantar dessa maldita cadeira. - Sorri. - Tchau, casal. - Falei à Heloisa e ao Emanuel.

- Tchau, Lara. Tchau, Luíza. - Heloisa disse.

- Tchau, professor Xavier. - Emanuel brincou, fazendo-me rir. - Tchau, gaúchinha. Até logo!

- Até. - Eu e Luíza falamos juntas.

Logo, estávamos só eu e minha linda namorada dentro do quarto. Luíza estava separando meu último remédio do dia para mim.

- Eu preciso de um banho. - Murmurei, fazendo esforço para sair da cadeira e sentar na cama.

- Eu te dou um. - Luíza falou calmamente, me entregando o remédio e um copo de água. - Sente dor?

- Só quando… hum, quando eu respiro.

- Engraçadinha. - Riu sem graça. - Fala sério.

- Eu falo sério. - Sorri, ganhando um sorriso dela também. Coloquei o comprimido na boca e o engoli com a ajuda da água. - Não sinto dores não, como estava pela manhã. Eu estou bem.

- Certo, então.

- É. - Murmurei. - Banho, por favor.

- Sim, claro. Onde que fica a sua toalha?

- Pega uma nova aí no guarda-roupa. Aliás, eu tô preocupada. Eu tô morrendo de saudade de você, tô doidinha pra te ter, você nem imagina. - Falei triste, observando ela pegar uma toalha no guarda-roupas. - Eu quero muito sentir você.

- Nem pense, mocinha! - Luíza riu, carregando a minha cadeira em direção ao banheiro. - Tá muito pervertida para o meu gosto.

- É só saudade, amor… - Falei manhosa. - Acho que se a gente ter jeito dá, tem uma posição que...

- Mas Bah! - Falou, me cortando. - Nem pense. Mantenha suas mãos longe de mim e eu manterei as minhas longe do vosso corpo.

- Mas você vai me dar banho, logo, pode passear as mãos por meu corpo. - Pontuei sorridente, ganhando um barulho nasal de reprovação da minha namorada.

- Quem disse isso? Só vou te ajudar a tirar a roupa e te vigiarei, de longe, se banhando, para que não caia. Mas você vai tomar banho sozinha, sentada na cadeira de plástico que eu já pus embaixo do chuveiro.

- Oxente, fala sério… - Choraminguei.

- Estou falando seríssimo, meu dengo. - Luíza falou, inclinando-se para frente e tomando meus lábios em um selinho.

- Você é má. - Falei contra os lábios dela, que riu baixinho.

- Eu te amo tanto, minha reclamona. - Sorriu ela.

- Também te amo, minha menina má. - Sorri contra o seu sorriso.

Suguei seu lábio inferior e ela segurou em meu rosto, dando continuidade a um beijo deveras apaixonado, cheio de significado, sorrisos bobos e fáceis. Eu amo essa gaúcha ogra, amo muito.

- Agora, vem cá. - Falou Luíza, após partirmos o beijo. - Vou te ajudar a ficar de pé e tirar sua roupa.

- Vai tirar minha roupa, é? - Insinuei maliciosamente, fazendo esforço para ficar em pé.

- Lara! Eu estou falando sério, para de ser tarada, tche.

- Desculpe. - Fiz biquinho.

Levantei o braço direito e ela puxou a minha camiseta para cima, passando com delicadeza pelo lado esquerdo, onde se encontrava a maior parte das minhas fraturas. Com a ajuda de Luíza, também retirei os shorts.

- Banho! Vai! - Luíza mandou.

- Assim? - Olhei para o meu próprio corpo. - Nanani, nananão. Pode tirar meu sutiã e minha calcinha.

- Lara…

- Eu não estou insinuando nada, só quero tomar banho e não o farei vestida.

- Mas você está seminua, já basta, está mais do que suficiente. Dá pra tomar banho confortavelmente e manter minha sanidade, que já não é muito alta, razoável e segura. Com você nua, eu vou te agarrar, certamente.

- Foda-se, eu quero tomar banho como vim ao mundo: nua, completamente nua.

Luíza soltou um suspiro frustrado, arrancando um sorrisinho meu.

- Que foi, gaúcha? Não vai conseguir se controlar?

- Claro que não, né, tche. Você é gostosa pra caralho e eu também estou com saudades. Te ver assim, seminua, já me faz salivar e ter os pensamentos mais impróprios possíveis. Imagina você pelada, bah!

- E tava me dando lição de moral antes? Haha, a safada aqui é você. E pode retirar o resto da minha roupa à vontade, eu não vou mais dar pra você. Aliás, faz um coque no meu cabelo, por favor.

- Lara! - Exclamou ela, prendendo o meu cabelo em um coque.

- O quê? Eu tô falando sério! Você cortou meu fogo várias vezes, eu insinuei muitas vezes e você me negou. Agora trate de tirar minha roupa e ficar na vontade, porque eu não vou te dar hoje, cismei.

- Você é muito largada, sabia disso? Sua sem vergonha!

- E eu vou ter vergonha de ti? Claro que não. Tu é minha namorada, agora tire a minha roupa!

Luíza gargalhou alto e tirou meu sutiã, logo depois a minha calcinha. Seus olhos encaravam meu corpo sem pudor. Naquele momento, mesmo aleijada, com as costelas todas fodidas e o rosto cheio de marcas, me senti desejada. Ferozmente desejada, aliás. Minha namorada me encarava como uma boa felina, exatamente do jeito que eu gosto.

- Vai pro box, amor, por favor. - Choramingou ela, virando o rosto para não encarar o meu corpo.

- Ih, espia lá, tá frouxa agora, hein, gaúcha? - Dei risada. - Me ajuda a ir até lá.

Ela segurou em minha cintura, com total delicadeza e ainda olhando para o lado. Se negava a olhar para o meu corpo. Entramos no box e pôs sentadinha na cadeira dentro do box, ligando o chuveiro e saindo do box em seguida. Permiti-me rir, Luíza era uma figura.
 

;X;

Agora, eu estava deitada e cheirosa. Aproveitando o cafuné gostoso que minha namorada fazia em meus cabelos, quase dormindo.

- Vidinha… - Ela murmurou.

- Hm? - Fiz um barulho nasal, me negando a abrir os olhos.

- Eu quero conversar. Não dorme não. - Pediu ela.

- Uhum. - Emiti novamente.

- É sério, eu tô sem sono, não dorme não. - Pediu novamente. - Conversa comigo, eu sinto saudade.

- Tá. - Resmunguei, erguendo, com dificuldade as minhas costas. - Ai, cacete.

- O que foi? Onde dói? - Perguntou afobada, olhando para os meus olhos com os olhinhos claramente em preocupação.

- Nada, meu amor. - Falei, fazendo ela suspirar aliviada. - Só uma pontada de dor pelo esforço. Continua o cafuné. - Pedi, deitando a cabeça em seu ombro.

- Claro. - Sorriu ela, voltando a fazer carinho em meus cabelos. - O seu irmão saiu hoje e ainda não voltou.

- Que horas são?

- São meia-noite, bom, era 23:58 quando eu olhei a última vez. Deve ser meia-noite e alguma coisa.

- Porra! - Exclamei.

- Que foi?

- Meus pais odeiam quando o Leonardo sai, sabe? Eu também odeio. Tenho medo dele acabar aceitando outro cigarro de maconha, chegar chapado, voltar a fumar. Tudo isso é preocupante demais, eu vou ligar pra ele. - Fiz menção de levantar e uma forte pontada aguda de dor em minha costela foi ardentemente sentida. - Puta que pariu! - Exclamei de olhos fechados.

Pus a mão na costela e respirei fundo.

- Amor? Quer que eu chame a sua mãe? Devemos ir ao hospital? Olha, por favor, responde.

- Não é necessário toda essa preocupação, não precisa ir chamar a minha mãe ou algo do tipo… - Falei frustrada. - É muito ruim sentir isso tudo, toda essa dor, toda essa impossibilidade. Eu me sinto inapta e isso é horrível.

- Ai, minha linda, não fale assim… - Ela murmurou, me puxando para ir de encontro ao seu corpo. - Eu te amo, tá bom? Logo, logo você estará cem por certo de novo. Não fale assim consigo mesma, por favor.

- Mas é verdade. É tão frustrante, eu odeio isso.

- Mas será rápido, confie em mim. - Luíza disse, beijando minha bochecha várias vezes e por fim, dando uma leve mordida. - Eu te amo, hum? - Falou ela, arrastando a boca até minha orelha, a qual ela depositou outra mordida. - Amo muito.

- Luíza… - Suspirei, já sabendo onde aquilo iria parar.

Veja bem, Luíza tem uma voz rouca muito excitante. Eu não estou em condições para aguentar essa mulher.

- Que foi, meu bem? - Perguntou com cinismo, mordendo minha orelha novamente e dando um leve beijo em meu cangote.

- Eu falei que eu… - Minha frase foi interrompida por um gemido manhoso que minha garganta soltou, ao senti-la morder meu pescoço. - E-eu não v-vou te dar.

Gaguejei. Droga, ela mexe com meu psicológico.

- Mas já passa de meia-noite, acho que podemos. - Luíza falou cafajeste ao meu pé do ouvido.

- Droga. - Falei, incomodada com a minha lubrificação. - Não faz assim… - Choraminguei. - Por favor.

- Tá, vamos dormir.

- Ah, fala sério. Tu me atiça esse tempo todo e não me come? Vai se foder.

- Bah! - Luíza exclamou. - Assim eu não te entendo, Lara, porra! Tu disse que não queria e mandou eu parar, eu só fiz o que tu pediu.

- Mas quando eu digo que eu não quero, eu quero. E olha, eu quero muito. Mas, eu disse que não queria.

- Afinal, você quer ou não quer? - Luíza perguntou, visivelmente confusa.

- Não quero mais! Broxei. Vai dormir! - Mandei, puxando o edredom para o meu corpo.

- Caralho, você é muito complicada! - Ela reclamou e aconchegou-se ao meu corpo. - Muito mesmo, nunca vou te entender.

- Vai dormir, Luíza! Tô brava. - Rosnei.

- Não faz assim… - Luíza sussurrou no meu pé do ouvido e aconchegou-se mais a mim. - Eu te amo, minha reclamona..

- Eu te amo mais, sua idiota! Vai dormir!

Luíza gargalhou e eu me arrepiei toda. Essa gaúcha me arrepia até com a gargalhada.

É, meus amigos, eu estou fodidamente apaixonada mesmo.


Notas Finais


Nas minhas contas, faltam apenas 12 capítulos para o fim da fiction. Provavelmente eu prolongarei os capítulos, colocando por volta de quatro mil palavras em cada um, para dar tudinho que eu quero até o fim. Tá bom? Tá.

Espero que tenham gostado, até o próximo! <3


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