História Na estação do acaso, eu encontrei o meu bem. - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lesbicas, Orange, Yuri
Visualizações 132
Palavras 3.535
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, tem hot aí, se não gosta, pula. É nois, quebrada
Boa leitura :)

Capítulo 31 - O dia estava tão bom.


Luíza POV.

As semanas passavam tranquilamente, o processo de melhora de Lara estava cada vez mais rápido, tanto que até já tinha saído das cadeiras de rodas. O problema ainda se concentrava em suas costelas, as quais ainda estavam sensíveis e o uso constante do curativo mostrava aquilo.

Tentamos ter uma intimidade sexual maior, mas nada dava certo. Quando tentávamos transar, algo doía nela e a preocupação falava mais alto que o tesão. Ou seja, longas 4 semanas haviam passado, todos esses dias, sem ela me tocar ou eu tocá-la.

Já não me aguentava mais de tanta vontade acumulada.

- Já arrumou sua mochila, filha? - Minha mãe perguntou, adentrando o meu quarto.

- Já, mãe. - Confirmei.

- Tem certeza? Você tem mania de deixar tudo pra última hora, acorda cedo para ir pra escola e quando vê, não tem nada arrumado. Daí se atrasa toda, amanhã eu te meto um tapa na cara, caso você tenha esquecido de algo.

- Credo, mãe! - Exclamei, rindo de sua ameaça. Minha mãe nunca me batia mesmo. Eu nunca havia dado motivos. - Só falto passar a blusa e a calça, mas de resto, já está tudo organizado.

- Olha, eu acho bom! E sai desse computador, vai passar logo as roupas!

- Eu hein.

Assim, minha mãe saiu do quarto e me deixou sozinha ali. Levantei da cadeira do computador e comecei a passar as roupas, já beiravam dez horas da noite e minha namorada havia ido dormir. Lara ainda tomava dois remédios, ambos tinham efeito sonífero na mesma, ela sempre adormecia antes das 21h.

Era triste, eu sempre demorava mais para pegar no sono, me remoendo de saudades e sempre deixada no vácuo, seja pelo WhatsApp ou por e-mail. Com esse pensamento triste, adormeci.

;X;

Acordei disposta, já no outro dia. Minha mãe, como de costume, já havia saído para o seu emprego. Cumpri minha rotina matinal e me dirigi à escola, com as borboletas no meu estômago revirando-se de ansiedade para ver Lara. Cada dia, semana, mês que passa eu me sinto mais apaixonada por essa morena.

Ao chegar na escola, adentrei logo a classe e estranhei o fato de só estar Kevin e Emanuel lá dentro. Procurei ao redor da sala a presença de Lara e Heloisa e não as achei.

- Bom dia. - Falei, ao me aproximar do clã.

- Bom dia, Luíza! - Emanuel exclamou sorridente.

- Bom dia! - Kevin me saudou também.

- Onde estão Lara e Heloisa? - Perguntei, olhando ao redor da classe novamente.

- Ambas foram no banheiro, sabe, mulheres não conseguem ir ao banheiro sem a ajuda de uma amiga. - Kevin revirou os olhos.

- Verdade, nunca entenderei isso. - Emanuel pontuou confuso.

- Ingênuos, não sabem o que fazemos nos banheiros. - Insinuei maliciosamente, ganhando uma gargalhada de Kevin e olhos arregalados do Emanuel.

- O que vocês fazem lá? Olha, se a Lara encostar um dedo na minha namorada, eu juro que… - Emanuel divagava, sendo cortado pela voz cínica de Lara.

- Tarde demais, Chico. - Lara falou, se aproximando do amigo. Encostei mais que um dedo nela. Sabe, ela é gulosa, foram três.

- Caralho, não fala isso, que nojo! - Emanuel fechou os olhos, pressionando-os. - Não consigo sequer imaginar isso. Sai de perto da minha Heloisa, sua… asquerosa!

- Ela tá brincando, meu anjo, você sabe. - Heloisa falou, rindo e abraçando o namorado.

- Eu sei, mas é que ela é sonsa demais. Soa como verdade. - Emanuel abraçou Heloisa de volta, rosnando internamente para Lara.

- Isso tudo é medo de perder? Não confia no seu taco, Chico? - Lara provocou.

Eu, Kevin e Heloisa só conseguíamos rir.

- Confio, oxente, claro que confio! Sai daqui. - Emanuel espantou Lara. - Luíza, pega sua namorada pervertida daqui. Xô.

Minha baiana sorridente veio ao meu encontro, andando devagar, mas rindo igual um bebê sentindo cócegas. Minha bebê.

- Oi, meu amor… - Falou baixinho, em sua voz mais branda. - Estava sentindo saudades, não te vejo desde sábado.

- Também senti muita saudade, meu dengo. - Confessei, pegando uma de suas mãos e entrelaçando nossos dedos. - Desculpe não poder ter ido à sua casa ontem, sabe, minha mãe queria almoçar e sair comigo.

- Tudo bem, eu entendo. - Ela apertou nossas mãos e selou nossos lábios. - Você vai lá hoje?

- Depende, isso será um problema?

 

- Apenas irá ser um problema caso você não vá e me deixe na situação que eu estou, a mais de um mês sem sexo e sem sentir você. - Falou baixo no meu ouvido, com sua voz rouca e sensual. - Eu acho uma ótima ideia você ir lá em casa, hum? Passar a tarde todinha lá…

- Não é melhor irmos para a minha? Sabe, hum, na sua casa tem sua mãe, o Leonardo. Lá em casa a gente fica à vontade, sem ninguém, só nós duas. Você pode fazer quanto barulho quiser. - Insinuei, arrancando uma risada excitada dela.

Estávamos falando baixo, logo, o clã estava alheio sobre o que cochichávamos aqui.

- Eu acho ótimo irmos para a sua. - Lara comentou, ainda baixo, perto do meu ouvido. - Assim eu posso expressar, talvez com gritos, o meu desejo acumulado.

Oh, céus…

Quase gemi com o quão erótico aquilo havia soado, mas fiquei quieta, reprimindo o gemido e o deixando preso na garganta. Quando eu apimentaria mais ainda o clima, Kevin quebrou todo o clima erótico do meu diálogo com Lara, fazendo-me bufar uma lufada de ar frustrada.

- O que vocês estão cochichando aí, hum? - Kevin perguntou, estragando todo o clima que nós havíamos criado.

- Nada, viado, eu hein! - Lara reclamou tão frustrada quanto eu e sentou-se.

Eu apenas ri e me sentei também. Diferente do começo do ano letivo (lê-se: primeiro semestre), eu estou sentada com o clã agora. No começo do ano eu sentava no outro canto extremo, afastada do pessoal. Agora, oficialmente incluída no ciclo social desajeito e peculiar, sento junto do clã.

- Eita, mensagem do meu amor. - Kevin falou todo animadinho, olhando para o celular que acabara de apitar.

- Amor, é? - Heloisa insinuou, rindo do amigo.

- Sim, a gente se chama de amor. O que é? É inveja, querida?

- Como ele está, Kevin? Já tá até usando WhatsApp! - Perguntei, interessada no quadro de saúde do Renan.

- Melhorando na medida do possível, mas as vezes ele tem umas complicações respiratórias, sabe? O impacto foi muito forte, principalmente na região pulmonar.

- Eu entendo… - Suspirei, olhando para Kevin. - Quando você irá vê-lo? Suponho que esteja com saudades.

- E estou, amiga, estou muito. - Kevin suspirou também. - Hoje umas seis horas da tarde vou visitá-lo, já não me aguento de saudades! - Falou e eu assenti, cessando o assunto por hora.

As aulas correram todas bem, toda hora o nosso clã era repreendido, por estarmos tendo conversas triviais, consequentemente atrapalhando as aulas. Por vezes, fomos ameaçados de sair da classe, mas isso não aconteceu.

- Tchau, meu povo! - Lara falou, quando estávamos fora da escola.

- Tchau, casal! Juízo. - Kevin avisou e nós sorrimos como resposta, avistando o carro do mesmo sumir na avenida.

Eu e Lara nos entreolhamos e a morena ergueu sua mão para mim, eu a apertei, entrelaçando nossos dedos. Caminhamos de mãos dadas até a minha casa, conversando sobre coisas fúteis como: “O pensamento dualista de Platão e sua alegoria do mito da caverna”. O último horário havia sido de filosofia, então filosofamos até chegar em casa.

Ao adentrarmos minha casa, fomos direto para a cozinha, afim de fazer um rango, estávamos famintas.

- Luíza, deixa de ser teimosa, fica gostoso!

- Não fica nada. É atum, amor. - Falei com voz embargada, sentindo o meu estômago revirar-se com a ideia. - Macarrão é gostoso, não mistura com atum.

- Você já comeu atum, por algum acaso?

- O peixe? Sim! Mas essa pasta estranha e, devo dizer, nojenta que vem em lata? Não e nem quero! - Falei, olhando para o atum enlatado na mão da minha namorada.

- Mas fica gostoso no macarrão, amor, confia em mim. O sabor é 10/10. - Ela falava e eu não conseguia, meu estômago embrulhava-se cada vez mais.

- Confio nada, sai fora! - Exasperei, procurando por salsichas na geladeira! - Aqui, tchê, ótimo! - Exclamei, pegando o pacote de salsichas e pondo na mesa. - Macarrão com salsicha é confiável e o sabor é mais que 10/10.

- Mas é comum demais.

- Não se mexe em time que está ganhando. - Falei. - Agora põe o macarrão no fogo, que eu vou fazer o molho.

- Chata demais! - Rosnou ela.

- Você que é a chata da relação. Te amo. - Sorri pra ela, que resmungou algo inaudível e guardou o atum novamente no armário.

Após cozinharmos em conjunto e misturarmos tudo, nós comemos e escovamos os dentes. Dei uma toalha a Lara, que acusava precisar se banhar. Após o seu banho, eu tomei o meu, assim que voltei para o quarto, Lara zapeava o controle da TV, procurando algo que fosse interessante no catálogo da netflix.

- Eu estava pensando aqui e… que tal assistirmos alguma série? Queria começar uma nova contigo. - Lara propôs enquanto eu sentava do seu lado, na cama.

- Você já assistiu orphan black? - Perguntei.

- Não, nunca vi não.

- Vamos assistir ela, então? Eu tô querendo assistir essa série há um tempo, já que tu não assististe, a gente assiste agora.

- Ótimo. - Ela assentiu, colocando a série para rolar na TV. Me deitei ao seu lado, aconchegando o meu corpo no dela.

Mas lá para os primeiros vinte minutos do primeiro episódio, eu e Lara já não ligávamos para o que estava passando na TV. Eu já tinha o corpo sobre o da minha namorada, mantendo toda a delicadeza e leveza, já que ela ainda estava um pouco debilitada por conta do fatídico acidente.

Eu maltratava a boca de Lara com os beijos. Sugava e mordia, enquanto Lara me deixava ter o controle do beijo e só retribuía. Era bom sentir a minha morena irredutível tão entregue aos meus toques, perdida em sensações e me deixando dominá-la. Nem parece a baiana prepotente e cheia de razão assim, sob mim, ansiando e se mexendo toda inquieta.

Segurei na barra de sua camisa e puxei pra cima, sem muitas cerimônias, estávamos com saudade uma da outra e ansiávamos muito por aquilo. Levei meus beijos à linha do seu maxilar, agora trincado de desejo reprimido, arrastei minha boca até sua orelha, onde beijei e mordi o lóbulo. Ouvindo um gritinho extasiado da minha namorada.

As mãos de Lara tentaram alcançar a parte de trás da minha blusa, eu segurei suas mãos e pus acima de sua cabeça, prendendo as duas dela com apenas uma minha. Não queria que ela me tocasse, não no momento.

Lara entendeu e apenas assentiu, com os olhos pegando fogo enquanto mantinha o olhar em mim. Abaixei o seu short moletom de cor cinza e parei para admirar o seu corpo maravilhosamente curvilíneo sob mim.

Lara é gostosa demais. Cada pedaço é atrativo, chamativo e apetitoso. Eu tenho muita sorte de ter essa mulher pra mim.

- Eu te amo. - Sussurrei, dando um selinho carinhoso em seus lábios.

- Eu também te amo, meu amor. - Ela sorriu, beijando rapidamente a minha boca.

Por mais que a gente estivesse em um momento altamente erótico, o nosso amor, carinho e cuidado uma com a outra estava ali, firme e forte. Eu a amo tanto.

Soltei os seus pulsos e continuei encarando seu corpo, eu estava cansada da mesma posição de sempre, não queria manter os nossos momentos íntimos na mesmice de sempre.

- Eu quero tentar algo novo. - Falei.

- O quê? - Perguntou ela, curiosa e sapeca.

Sentei na borda da cama, sob o olhar curioso e fervoroso de Lara.

- Senta no meu colo, cansei da mesma posição de sempre. - Mandei e ela prontamente veio, sentando em minhas coxas, de frente para mim.

- Eu estou louca pra te ter dentro de mim, você está enrolando muito hoje. - Ela falou, rouca e sensual, perto do meu ouvido. - Estou quase arrancando suas roupas e te comendo primeiro, porque tá foda.

Dei uma risadinha excitada contra o pescoço de Lara, a ideia não era de um todo ruim, mas eu tinha uma bem melhor, em prol do prazer dela. Lara rebolou em meu colo e eu rosnei.

- Quieta. - Ordenei e ela gemeu baixinho, rebolando devagar sobre o meu colo. - Eu disse Quieta! - Exclamei, estalando dois tapas em suas nádegas.

Lara gemeu alto, era a primeira que eu fazia aquilo. Estava com medo dela me repreender, mas ela apenas sorriu e começou a beijar o meu pescoço, maltratando com chupadas fortes que, muito provavelmente, causariam marcas.

Levei minhas mãos até suas costas, onde passei minhas unhas, tingidas de vermelho, por toda a extensão do local. Ganhando uma mordida forte no pescoço. Abri o seu sutiã e o joguei em algum canto do meu quarto, abocanhando os mamilos, já entumecidos, da minha namorada. Segurei firme a sua cintura, revezando de um seio para o outro, ouvindo os gemidos sôfregos de Lara.

Seus cabelos caiam em cascatas e me atrapalhavam um pouco, logo, usei uma das minhas mãos para fazer um rabo de cavalo desajeitado e puxei pra trás, ouvindo um gemido alto de Lara. Agora, o seu pescoço estava à mostra, chupei o local com força e uma marca vermelha começou a se fazer presente lentamente.

- Amor… não marca.

- Cala a boca. - Mandei e ela gemeu, Lara estava muito submissa hoje. Qualquer coisa que eu mandasse ou falasse mais alto, eu ganhava um gemido como resposta. Minha morena estava manhosa e submissa, aquilo fazia a minha calcinha ser destruída gradativamente.

Levei minhas mão até sua calcinha, a qual, com sua ajuda, retirei. Agora Lara estava, completamente, nua sobre o meu colo, nossos corpos exalavam calor e desejo.

- Tão linda. - Elogiei, passeando minhas mãos por suas curvas.

- Toda sua, meu amor. Me faça sua.

Eu prontamente fiz. Levei dois dos meus dedos aos seus lábios, Lara sugou ambos para dentro de sua boca e chupou enquanto me encarava com a feição mais cafajeste possível. Após ela ter chupado os meus dedos, escorreguei os mesmos, melados com sua saliva, por sua barriga bronzeada. Cheguei ao seu clitóris, que já se encontrava inchado e pulsante.

- Ah, olha como você está pronta para me receber. - Falei extasiada, arrastando os dedos de forma lenta e torturadora pelo clitóris de Lara. - Você está ansiando muito por mim, não é, Lara?

- Oh, céus, Luíza! - Exclamou ela, de olhos fechados. - Não me tortura mais, amor… por favor, eu preciso. - Lara gemeu ao meu pé do ouvido e eu fiz o que ela pedia.

Escorreguei os dois dedos para a sua entrada, que, basicamente, os engoliu. Lara estava mais quente do que o normal, suas paredes internas mastigavam os meus dedos. Bombeei para cima e para baixo em um ritmo relativamente baixo, aproveitando os gemidos sofridos da minha namorada em meu ouvido.

Continuei bombeando os dedos em sua entrada, enquanto Lara rebolava nos meus dedos. Eu poderia chegar ao orgasmo só sentindo meus dedos serem apertados em sua entrada e seus gemidos ao meu pé do ouvido. Levei minha mão desocupada até sua bunda, onde apertei com força.

- Amor… - Ela gemia toda dengosa, apoiando a cabeça em meu ombro. - Me bate. - Pediu.

Estremeci da cabeça aos pés. Ela estava pedindo, o que eu poderia fazer? Além de realizar o seu desejo, é claro.

Como foi solicitado, estalei um tapa forte em sua nádega esquerda, escutando um gemido bem alto da minha namorada.

- Lu-Luíza… - Gaguejou em um gemido e eu deixei a minha mão onde eu havia estapeado anteriormente, acariciando com as unhas. - E-eu estou perto.

- Goza para a sua namorada, meu amor. - Falei, estalando outro tapa naquela região e escutando mais um dos incontáveis gemidos de Lara.

E assim ela fez.

Lara se desmanchou em meus dedos, colocando todo o seu peso sobre mim. Seu corpo pingava suor, seus cabelos grudavam em suas costas, a região que eu estapeei algumas vezes se encontrava vermelha.

- Eu te amo. - Lara disse, beijando o meu maxilar. - Amo muito.

- Também te amo. - Sorri.

- Agora eu vou tirar a sua roupa e te fazer minha. - Lara disse simplista.

- Só vem!

E ela me fez dela.

;X;

Após nos amarmos duas vezes na cama e uma no banheiro (sim, eu peguei ela mais uma vez enquanto nos banhávamos), estávamos no meu canto da arte. Eu encarava o meu cavalete com um quadro quase terminado, mas também sentia o olhar constante da minha namorada em mim.

- Você fica muito linda concentrada em seus quadros, sabia?

- Sim… - Murmurei, ainda perdida em meu próprio quadro.

- Você está me respondendo automaticamente, certo?

- Sim… - Repeti, mas estava alheia ao que ela dizia, estava apenas encarando o meu quadro.

- Vamos terminar o namoro?

- Sim… - Disse novamente e me aproximei do cavalete, para terminar de pintar o céu escuro da minha obra. Até que me dei conta do que eu havia falado. - Espera, o quê? Não, não, não! Me desculpa, eu estava dispersa e.. não quero, de jeito nenhum, terminar nosso namoro.

- Eu sei, meu amor. - Ela riu, se aproximando de mim e me abraçando por trás. - Eu estava brincando com sua mente concentrada.

- Algo está me inquietando nesse quadro. - Resmunguei, voltando a encarar a minha tela.

- Vossa obra está linda, meu amor. Você pinta muito bem, és um talento nato.

- Mas eu sinto que está incompleta, não sei explicar.

- O que está incompleto é o nosso estômago, depois da nossa maratona de sexo, nós sequer nos alimentamos.

- Vamos comer, então? - Propus, deixando o pincel acima da bancada de madeira.

- Sim, era tudo o que eu queria ouvir. Vamos preparar uns sanduíches?

Apenas assenti e nós nos dirigimos à cozinha, separando os ingredientes que seriam necessários para o nosso sanduíche urgente.

- Eu quero um sanduíche natural, ando abusando de porcarias e estou ficando gorda. - Lara reclamou, segurando sua barriga, que estava parcialmente à mostra, graças a blusa acima do umbigo que ela usava.

- Você está mais gostosa do que nunca, baiana. - Falei, aproximando-me dela e selando nossos lábios.

- Você que está. - Ela rebateu e tentou me puxar para um beijo, coisa que não deu certo, por causa do toque estridente do meu celular.

- Já volto, vai terminando aí. - Selei rapidamente os lábios da minha namorada e fui atrás do meu celular, que estava no balcão.

O nome de Heloisa piscava incessante na minha tela. Atendi.

- Luíza…? - A voz de Heloisa estava diferente, estava trêmula.

- Oi, Helô. Aconteceu algo?

- Sim, aconteceu. Cadê Lara? Ela está contigo? Tentei falar com ela e ela não me atendeu.

- Ela deixou o celular na casa dela, mas está aqui comigo na minha. O que houve, Helô?

- O Renan, ele… ele teve uma complicação hospitalar, o quadro dele piorou muito. Parece que o coágulo voltou, ele está em coma novamente. Kevin está arrasado, eu achei necessário falar a vocês. O enfermeiro acabara de dizer que temos que nos preparar para o pior.

- O que você quer dizer? Não tem chances de melhora?

- Ter, tem. Só que elas são minímas. Kevin está arrasado, está anestesiado, tivemos que dopá-lo pois ele estava nervoso demais, sua pressão estava nas alturas.

- Oh, meu Deus! - Exclamei alto, preocupada com tudo que estava acontecendo. - Devemos ir para aí?

- Não, não é necessário. Só achei melhor deixá-las avisadas, o pai do Kevin acabou de chegar e vai nos levar para casa. Conte a Lara, tá bom?

- Sim, claro, conto sim! Até mais. Fica bem e cuide do nosso amigo, okay?

- Okay. Até mais!

Desliguei o celular e voltei para onde Lara estava.

- Quem era? Aconteceu algo? Você está pálida. - Lara obervou.

- Era Heloisa no celular e… ela ligou para avisar que o Renan deu uma piorada, voltou a estar em coma.

- Oh, céus! E Kevin, como está?

- Heloisa disse que foi preciso dopar o Kevin, ele estava muito fora de si.

- Eu… eu estou muito mal agora, nossa, nem sei o que dizer. Preciso ir ver o Kevin.

- Agora não. Passe a noite aqui, sim? Amanhã você vê ele após a aula, dê um tempo a ele.

- É melhor. - Suspirou ela. - Que merda. - Praguejou-se, ameaçando começar a chorar.

Apenas puxei ela e a agarrei em um abraço apertado. Lara deixou as lágrimas caírem, enquanto soluçava em um choro forte.

Eu só espero que o Renan melhore.

O dia estava tão bom.


Notas Finais


Laura faz mais um capítulo com hot e tragédia, e não choca ninguém.

HIHIHIHI.


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