História Na fronteira final dos sonhos - Capítulo 3


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Ficção, Ficção Científica, Magia, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


demorou mas foi :)

Capítulo 3 - Ao sair do paraíso


O clima era controlado, nunca passava dos 24°C, tudo para que água não fosse desperdiçada através de transpiração. Todos os recursos, como comida e água, eram perfeitamente regulados para cada um, existia uma regra para tudo. Se não fossem as diferenças faciais, diriam que todos eram clones já que agora usavam as mesmas roupas, ninguém mais se preocupava com o que era na realidade, o que importava para todos era apenas seu mundo. Para Karine não era diferente, fora da câmara era uma pessoa totalmente diferente. Não era aquela garota alegre e destemida, pois no mundo real ela não tinha o que lhe trouxesse muita alegria de viver. A única coisa que não mudava era sua interação com os amigos. Eram quatro, tinha conhecido cada um deles quando adentrou em seus universos. David, um rapaz calmo e reservado, ela o conheceu quando estava andando pela periferia de uma cidade grande, foi abordada por dois assaltantes, mas antes que pudessem fazer algo foram atingidos na cabeça por dois disparos que vinham de cima de um prédio, olhou para cima e avistou um homem trajando um sobretudo preto e munições de todo tipo presas a cintura, era ele; Alex, em seu universo é uma feiticeira muito poderosa, Karine caminhava tranquilamente por uma floresta, até que um pequeno animal veio em sua direção, apesar dele ser incomum era adorável, uma garota que usava um vestido verde longo e uma capa marrom que cobria seus olhos apareceu e lhe pediu desculpas pelo comportamento de seu animalzinho, as duas começaram a conversar e se tornaram grandes amigas; Kurt e Mike, eles a ajudaram a criar um sistema de sub consciente em seu universo, o computador que controla o funcionamento dos universos virtuais não permite este tipo de ação, mas é justamente nessa hora em que é bom conhecer os dois irmãos mais caçados pelo sistema: os hackers.

Estavam todos no refeitório, ainda que praticamente vivendo nos universos virtuais, as pessoas não podiam ficar conectadas 24h por dia. O cérebro não aguentava esse tipo de coisa, por isso de horas em horas todos faziam pequenas pausas, todas apenas para suprir as necessidades fisiológicas que não podiam ignorar. Alex estala os dedos na frente do rosto de Karine, tirando-a de qualquer que fosse o mundo paralelo em que estava.

_Terra para Karine! Você tá sem falar nada há uns dez minutos garota.

_Ah!.. Não é nada_ Ela volta seu olhar para sua bandeja, tentando se desfazer dos devaneios.

_Você não engana ninguém, cenourinha! A gente te conhece, em quem está pensando?_ Dá um sorriso sarcástico.

_Cala boca Kurt! Não é nada importante._ Karine se irrita por um instante.

_Ih tá nervosinha? Se não é nada importante então porque não fala? Quem não deve não teme._ Mike insiste, como era irritante quando queria saber de alguma coisa.

_Nada de mais, só um cara esquisito que conheci hoje.

_Ninguém nessa nave é muito normal, me admira a sua surpresa._ David diz em um tom calmo, porém com uma certa ironia.

_Eu sei, mas ele era esquisito até demais. Acreditam que ele teve um ataque quando caiu a ficha de que ele estava dentro da minha mente?_ Ela ri e todos a volta riem logo depois.

_Ué, mas ele não sabia? Isso era meio óbvio._ Alex se espanta.

_Pois é, e deu a intender que era a primeira vez que acessava a câmara, dá pra acreditar?

_Hahahaha isso é impossível!_ Mike ri, não acreditava no que estava ouvindo_ Todo mundo acessa sua câmara exatamente aos dez anos, quantos anos ele tinha?

_É.. Digamos que ele estava uns 13 anos atrasado.

_Mas existem regras, e ninguém as quebra!_ Alex começa a ficar desconfiada._ Quem será que é esse seu amigo?

_Eu não sei._ Ela fixa o olhar para baixo, refletindo sobre o que havia acontecido

O sinal do fim do horário de almoço tocou e todos foram instruídos a voltarem imediatamente para suas câmaras. Centenas de pessoas passando pelo mesmo corredor, era sufocante mas estavam acostumados. Karine não parava de pensar em Luke, tentava buscar uma explicação lógica para sua reação. Não havia jeito dele escapar da regra, nem poderia ter se recusado, e a julgar pelo que tinha visto ele não passava de um outro ser humano como qualquer outro e não existiam mais humanos senão aqueles que estavam nas naves. Tamanha distração a faz esbarrar em alguém, ela se desculpa e continua seu caminho. Agora pensava em um jeito de esclarecer as coisas, quem sabe seus amigos poderiam ajuda-la, mas para isso eles precisavam conhecer Luke. Então Karine teve a ideia de apresenta-lo para os outros. Não era lá essas coisas mas só conseguiu pensar nisso.

_Ah é, é isso que vou fazer, talvez dê em alguma coisa.

A porta de sua câmara se abriu, ela se deitou e alinhou perfeitamente seus ouvidos com as hastes. Destetava essa parte, o laser sempre dava um leve choque, mas nada que já tivesse lhe causado algum problema, já até chegou a considera-lo como o grande culpado de suas enxaquecas mas descartou a possibilidade. Em um segundo tudo ficou escuro, Karine acordou de volta em seu mesmo universo de sempre. Tirou do bolso do short algo semelhante a um smartphone e verificou se Luke esta "online", o computador oferecia um programa que permitia que qualquer um pudesse verificar se a pessoa que procura está na câmara. Ele não estava.

_Droga.

Não conseguia parar de tentar buscar uma explicação. De acordo com tudo que ela sabia, aquele tipo de reação seria impossível, e foi real demais para ser um mero fingimento ou coisa parecida. Decididamente só obteria respostas com a ajuda de Mike e Kurt, ser hacker tem suas vantagens, mas eles eram digamos que "muito odiados" pelo computador que coordenava o funcionamento dos universos virtuais, burlar as rígidas regras não era uma coisa muito bem aceita, nem segura.

 

Na Terra...

 

​_Não dá pra ficar vindo aqui todo dia! Tenho que dar um jeito de tirar isso daqui.

Andar quilômetros todos os dias só pra entrar naquele servidor era inviável, então chegou a conclusão de que teria de tirar a câmara dali, além de querer analisa-la mais de perto, queria descobrir como funcionava. Estava lá de pé enfrente ao objeto, tentando imaginar um meio de tirá-la dali.

_Um sistema de polias é inviável, não tenho material suficiente._ Impaciente, bateu com a mão na parte lateral do aparelho. Ele ouviu um "bip" e uma antena se ergueu no centro._ O que é isso agora?

A antena emitiu um sinal de rádio, não era diferente do que o que outras fariam, sempre que uma câmara era ativada para que sua localização fosse encontrada um sinal de rádio viajava até a unidade central de processamento do computador que as cordenava. O sinal viajou por todos os 8.300.000 km até a terceira nave, onde ficava o computador. Uma notificação acendeu na tela vermelha e brilhante, a mensagem foi aberta indicando para o sistema a exata localização da câmara de Luke. Um triângulo amarelo com uma exclamação no centro (símbolo de perigo) apareceu na tela e emitia um som incessante. Uma haste de metal se esticou até o painel de controle e apertou três botões em uma área especifica, do lado de fora da nave uma escotilha se abriu, três grandes esferas de metal com uma pequena propulsão na parte de trás foram enviadas diretamente para a Terra.

A viajem demorou pouco mais de uma hora, enquanto isso Luke estava cada vez mais impaciente. A raiva por não saber o que fazer cresceu por um instante, mas diminuiu imediatamente quando começou a pensar em Karine. Quem era aquela garota? Pelo que entendi esse "mundo" virtual funciona de acordo com minhas sinapses cerebrais, ou seja o que vier a minha mente se materializa, mas em momento algum eu a imaginei, muito menos o que veio depois. Ou minha mente é mais poderosa do que eu pensava, ou tudo aquilo foi real e ela realmente era outro indivíduo, de qualquer jeito pensar sobre isso só me dá ainda mais motivos pra arrancar essa coisa daqui de baixo e ver como funciona.

_Ãh?!.. O que foi isso?_ Ele se vira bruscamente ao ouvir um estrondo vindo do céu, como se algo tivesse passado pela atmosfera em uma velocidade absurdamente alta. Foi até os fios pendurados e subiu para fora do buraco para averiguar o que estava acontecendo, viu ao longe três esferas de metal, relativamente grandes, cada uma em uma cratera naquele solo seco e duro. Brevemente hesitou, mas a curiosidade foi maior._ Mas que droga é essa?

Aproximou-se dos objetos metálicos, notou que existiam algumas depressões nas superfície, como encaixes. Um holograma saiu de um pequeno buraco na esfera, escaniou o perímetro. Os encaixes se abriram e deles saíram patas de metal que se assemelhavam as de um caranguejo, uma cabeça com câmeras que funcionavam como olhos saíram na parte de cima da esfera. As outras fizeram o mesmo procedimento. Na visão dos robôs, Luke foi envolvido com um sinal de alvo, sua missão era eliminá-lo! Uma arma subiu das laterais de cada braço de cada robô, e ao se dar conta do que estava prestes a acontecer Luke começa a se afastar, crendo erroneamente que evitar movimentos bruscos iria adiar a caçada. O primeiro tiro foi disparado contra ele! Rapidamente esquivou-se e começou a correr, guiados pelo primeiro os outros robôs começaram a persegui-lo. O vento seco daquelas terras áridas batiam contra seu rosto enquanto corria por sua vida. Disparos atrás de disparos, nenhum deles o acertava, seus reflexos finalmente estavam servindo para algo mais relevante do que uma partida de vídeo game. Correu diretamente para a fábrica abandonada de onde saiu, pensava ter despistado aquelas coisas. Seu coração, ou o que quer que estivesse ali dentro, batia freneticamente e a atmosfera ficou silenciosa por um breve instante, até que uma das patas de metal atravessou a parede quase que perfurando seu corpo! Em um ato de desespero pulou dentro do buraco que estava a sua frente, correu por entre os fios até chegar até a câmara, a única coisa que poderia protegê-lo àquela altura.

Sem hesitar, adentro-a e fechou-a com toda a rapidez que podia. Imediatamente as duas hastes se ergueram e o laser atravessou seu cérebro, ficou inconsciente no mesmo instante. Ótimo, tinha me esquecido que isso acontecia. No mesmo instante, Karine recebera uma notificação em seu smartphone, Luke estava online.

_Finalmente! Vou até ele!_ Estava determinada a isto, queria entender de uma vez por todas o que havia de errado com ele.

 

  

 

 

 



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