História Na Hora Do Pesadelo - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Callie, Elijah, Mãe, Medo, Pesadelos, Sonhos, Trauma, Zoey
Exibições 27
Palavras 1.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bem, vou pegar leve nas cenas mais pesadas. Sou bem conhecida pelos detalhes. Hehehe... Mas, enfim, se você não for uma pessoa que aguenta ler esse tipo de história à noite, espere até você estar acordado(a) e com alguém. Sim, essa é uma daquelas histórias...

Capítulo 1 - Só Mais Um Sonho Ruim


Zoey abriu os olhos lentamente, por conta da claridade da luz da lua no seu rosto, que iluminava o lugar escuro, com móveis antigos. Estava numa casa diferente da sua. Assim que acostumou-se com o ambiente, e viu-se de frente à uma grande janela de vidro, pela qual entrava a luz branca. Ela levantou-se e explorou, com os olhos, o ambiente ao redor, notando que a casa era rústica e bem familiar.

— O que faz acordada a essa hora? — A voz masculina da pessoa, que estava atrás de Zoey não lhe era estranha. Sabia que já ouvira essa voz. — Que barulho foi esse? Tomara que não tenha quebrado meu porta-retrato. — Ele começa a descer as escadas, e a menina virou para trás, em direção ao homem, que ainda lhe parecia familiar, sem sair do lugar. — Você está bem? Parece pálida...

O estranho chega ao fim da escadaria, e a menina nota o quão baixa é, comparada ao homem. Sem qualquer aviso, Zoey vai corre até o homem e o empurra para trás, fazendo-o bater a cabeça na quina de um dos degraus.

— Pare com isso! Essa não é você! — O homem segura os pequenos braços da menina e a joga, fazendo-a voar para o outro lado da sala, e tudo indicava que ela estava prestes a bater a cabeça entre a parede e o chão...

— Mamãe! — Zoey acordou, bastante assustada, depois do pesadelo horrível que tivera. Callie, sua mãe, entrou correndo no quarto da filha, segundos após ouvir o grito desta, chamando-a desesperada.

— Zoey, meu amor. O que aconteceu? — Tanto Callie, quanto Zoey estava ofegante.

— Ma-Mamãe, eu... E-eu não tenho medo. Eu só...

— Calma. Calma. Foi só um pesadelo. Vai ficar tudo bem. — Callie sorria docemente para a filha, que segurava-se para não chorar, o que não deu muito certo; estava com tanto medo, que algumas lágrimas caíam pelas bochechas.

— N-não... Eu est... Estou b-bem. E não tenho medo!... — Zoey soluçava em quase cada palavra que dizia. Sensibilizada pela inocência e coragem da filha, Callie a abraçou.

— Meu amor, você só tem seis anos. É normal que sinta medo, de vez em quando. — Ela ficou um tempo abraçando e confortando a filha, que, uma vez que se acalmara, a mãe a levou à cozinha. — Viu? Foi isso que deu, você ter comido chocolate antes de dormir.

Zoey riu com a mãe, que depois desta ter terminado de fazer o café da manhã para a filha, e para si, o telefone tocou antes mesmo de Callie poder sequer encostar na cadeira. O telefone, sem fio, ficava no outro lado da sala. E quando Callie voltou, não parecia muito animada como antes, mas disfarçou com um sorriso forçado.

— Hoje é sábado, meu amor. Sabe o que quer dizer?

— Vou à casa do papai! — Zoey não gostava muito do seu pai, por conta dele parecer um pouco assustador com os objetos e instrumentos religiosos e espirituais que ele tinha. Em compensação, ela passava horas se distraindo com os brinquedos de lá. Além de ter muitos amigos pela vizinhança.

— Exatamente! E ele disse que vai chegar daqui a duas horas, e eu não tenho compromisso, agora. Temos tempo suficiente para brincarmos enquanto ele não chega. — Callie se divorciara do marido, Elijah, e por lei, ele teria sábado e domingo com a criança. Ela não tinha muita simpatia pelo ex-marido; e o via apenas como um “velho amigo”.

— Por quê não fica conosco, mamãe? Só por hoje.

— Você sabe que a mamãe estará ocupada. Não posso ficar por lá. Mas não se preocupe, no domingo à tarde pode ser que eu vá, e à noite vamos voltar, está bem?

— Bom... Está bem! — Zoey não se convenceu se a mãe iria cumprir sua promessa. Há meses ela prometera, mas nunca ira até a casa do ex.

Callie passou a maior parte do tempo que restava, assistindo um programa com a filha, e brincando com os brinquedos que tinha por lá. Até que o som a buzina do carro de Elijah acabou com o momento que ela e sua filha tinham; afinal, de segunda a sexta a criança tem a escola, e a mãe tem de ficar fora de casa o dia todo, nesses dias, para trabalhar, só sobra a empregada — já considerada uma pessoa da família de Callie —, que cuida tanto da Zoey quanto da casa. E é uma das poucas pessoas que a patroa confiava — a vizinhança a considerava muito calada, e até desconfiavam se ela estava envolvida em alguns crimes que acontecia pelo bairro onde morava, mas nunca a denunciaram, por não terem provas concretas que a entregassem. Elijah é um espiritualista, que é considerado um paranóico, segundo Callie; o homem sempre discordava dizendo que era profissional no que fazia. E foi sua experiência com o mundo espiritual que a conquistou. Mas, com o passar dos anos, ela foi perdendo o interesse, e com as brigas, e discussões, os nove anos de casamento acabara; Zoey tinha apenas três anos.

Antes de sair, Zoey ainda fez uma pergunta, um tanto ousada.

— A senhora não quer vir com a gente, mamãe?

Callie travou diante a pergunta da criança.

— Er... Não vai dar, filha. Eu tenho que sair daqui a pouco, e não posso me atrasar, está bem? — A mulher se ajoelhou e beijou a bochecha da filha. — Cuidado por lá, está bem?

— Está bem! — Zoey abraçou a mãe e foi em direção à porta, e correu em direção ao carro.

— Ah! Zoey, espera!

A menina parou no caminho, e a mãe se aproximou.

— Lembre-se: Seja lá o que dizem, você é mais especial do que pensa. Acredito em você, meu amor. — Esse pequeno discurso lhe rendeu outro breve abraço da filha.

Segundos depois, a menina correu para o carro, e Callie acompanhou cada passo, até a pequena fechar a porta do carro, e o pai dar a partida. A mochila de Zoey era de cores alegres e fortes — às vezes deixavam sua mãe tonta —, e essas eram as palavras que mais definiam a filha: uma menina alegre e forte. E era uma das poucas coisas que os pais concordavam. Segundos depois da garota ter partido com o pai, a empregada chega, com suas costumeiras roupas em preto e branco, e se surpreende ao ver sua patroa fora de casa. Não que nunca a vira fora de casa antes, mas toda a vez que chegava, a mulher estava com a filha.

— O que houve, Srta. Frans? — Perguntou a empregada, educadamente, assim que chegou próximo à patroa.

— Joane, eu já disse que pode me chamar de Callie.

— Certo. Mas, o que faz aqui fora?

Callie deu de ombros, e soltou um breve suspiro, antes de responder.

— A Zoey acabou de sair. O pai dela chegou agora há pouco.

— Ele veio mais cedo hoje, então. E nem conseguir me despedir. — Joane ficou cabisbaixa por um momento; adorava a criança.

— Bom, vamos entrar, sim? — Callie apoiou a mão no ombro de Joane, e a convidou para entrar.

— Ah. Claro!

A empregada, educadamente, seguiu Callie e entrou logo depois desta ter entrado. As duas começaram a conversar, antes de Joane começar sua faxina pela casa da patroa, que iria se preparar para sair de casa. No meio da conversa, logo após Callie contar sobre uma das pequenas aventuras da filha no zoológico que fora, recentemente, com a mãe, Joane falou que estava preparando suas coisas para viajar com a família, provavelmente, no próximo mês. Não sairia do país, mas iria para um estado mais distante. A notícia deixou sua patroa quase petrificada; Joane era como uma prima para ela, que conhecera e a contratara há sete anos — dois anos após casar-se com Elijah. Realmente, essa não era uma notícia fácil de ser absorvida.

— Sinto muito. — Joane disse, a fim de destruir a tensão que foi feita. — Não é fácil, eu sei mas é por quê...

— Não. Não. Não. Isso é por causa da sua família, entendo. Está tudo... — Callie respirou fundo. — Bem. — A mulher deu um meio sorriso, e abraçou a empregada.

Para Joane, Callie era uma grande amiga e um exemplo de "mãe perfeita" — sempre se preocupando com a segurança da filha, que sempre falava da mãe, empolgada, à sua empregada, também considerada, praticamente a babá da menina. Não entendia ao certo o motivo dos vizinhos terem tanta antipatia com sua patroa, se bem que as discussões com o ex começava com ela, e os motivos eram pelos objetos do Elijah pelas escadas, nos sofás, nas mesas... Enfim, espalhados por toda a casa, além das noites em que levantava de madrugada, alegando ter visto ou ouvido algo incomum. Isso, quando a filha nasceu; e quando chegou aos dois anos, o pai começou a evitá-la, mas com o tempo, o pai pareceu acostumar-se com a presença dela, e viu o quão inocente e cheia de vida ela é. Também a acusavam de vários crimes, mas as provas nunca a fizeram ser presa. Parecia ser apenas mais uma empresária que conhecia todos da rua, e poucas vezes chegava a conversar com eles. Outra coisa que Joane soube, entre Elijah e Callie, era que ambos amavam, e muito, a filha; e era até engraçado, que às vezes o casal brigava pela guarda dela. Só há três semanas que passou a confiar que o ex-marido tratava bem a filha.


Notas Finais


E então? Gostou? Espero que sim! Beijos!!!


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