História Na Hora Do Pesadelo - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Callie, Elijah, Mãe, Medo, Pesadelos, Sonhos, Trauma, Zoey
Exibições 5
Palavras 2.390
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eis aqui um almoço cheio de desavenças. Esse cap vai trazer uma confusão de emoções... Huahuahua! Sou má!
Nem vou dizer que divirta-se lendo o cap por quê....

Capítulo 3 - Almoço Em Família


 

O dia seguinte prometeu ser bastante corrido, e Elijah acorda sua filha às 8 para ambos tomarem café da manhã ao mesmo tempo, assim ele teria tempo de preparar o almoço. Depois de comer, Zoey diz ao pai que vai brincar no quintal. Ele apenas assentiu com a cabeça, pegando algumas panelas e pacotes de macarrão, feijão, e outros.

No começo estava tudo calmo, ele fazia os pratos sem pressa. Mas ao lembrar do quanto tinha que fazer... No primeiro momento, não quis pedir ajuda a filha; queria fazer tudo ele mesmo. Mas acabou desistindo de tentar, e a chamou. A menina aceitou de imediato e foi ajudá-lo, obedecendo corretamente às instruções que o pai lhe passava. As coisas iam bem, até que, faltando aproximadamente uma hora e meia para Callie chegar, Elijah disse à filha:

— Acho que já fez o bastante, querida. Pode descansar, agora.

Zoey olha em volta, para certificar que não podia fazer mais nada, até que notou a sala de jantar.

— Espera, pai. Ainda falta a mesa. Posso arrumar? Por favor!

Elijah concorda e entrega à filha pratos, copos e talheres, e ela arruma a mesa, colocando a comida pronta ali. Depois disso, Elijah disse para a filha ir tomar banho antes da mãe chegar, ela só assentiu, e foi para o banheiro. Com tempo de sobra, Elijah resolve “compensar” Zoey, por sua ajuda. Então, enquanto a menina está no banheiro, prepara uma torta de morango para a filha; a favorita dela. A torta ficou pronta minutos antes da Zoey sair do quarto, toda arrumada.

A campainha toca, por volta de meio-dia, como Callie combinara com Elijah.

— Deixa comigo, pai! — Zoey falou, empolgada, indo para a porta para receber a mãe. — Mamãe! — Ela abraçou a mulher, que deu um beijo na sua bochecha; e ficara com marca do batom vermelho.

Callie encontrou o ex, depois de atravessar a sala de estar, olhando todos os objetos organizados nas prateleiras, e antigo casal se cumprimentou como amigos que não queriam se ver. Os três se sentaram na mesa, com Zoey sendo a única que estava mais feliz com o almoço. A mãe analisava cada comida antes de colocar no prato. A aparência e o cheiro estavam ótimos, mas ela ainda desconfiava. Elijah observava como a mulher olhava para a comida, então suspirou

— Achei que estivesse com fome. — Elijah disse à ex, cínico.

— E estou! Mas prefiro ficar faminta, a ficar sofrendo com minha pressão alta por causa da sua comida! — Callie se manteve calma, por fora. Assim como Elijah.

— Então só veio me criticar e ficar de estomago vazio, e não vai sequer experimentar para depois me julgar?

Sem nenhuma resposta a dar para o ex-marido, Callie colocou uma pequena parte de carne no garfo, e comeu, com medo que seu corpo reagisse mal. O que acabou não acontecendo, pois alguns segundos depois de ter comido, poderia sentir a diferença, mas não tinha tanto sal, a ponto de “atacá-la”, nem pouco, a ponto de deixar a comida com um gosto ruim – estava no ponto. Mas não falou em voz alta, entregando que o ex estava certo, então resolveu comer calada.

O garfo cheio, o modo, e a velocidade em que a mulher comia, fez Elijah deduzir que ela tinha gostado, apesar de sua cara dizer o contrário. E entre uma garfada e outra, Callie termina o almoço, seguida por Zoey, e por fim, Elijah, que tirou os pratos da mesa, levando-os para a cozinha.

Zoey conversava com a mãe, enquanto ele pegava a torta. Quando a levou para a sala de jantar, a criança, assim que percebeu que era sua torta favorita, até pulou com a pequena surpresa do pai.

— Você, ainda, fez a de morango! Oba! Obrigada, pai! — A pequena o abraçou com força, com um grande sorriso.

Callie torceu o rosto, desconfiando se essa pequena surpresa que fez era só atuação para dizer que ela estava bem com ele. Que cortou uma fatia para si, para a filha, e para a antiga esposa. Enquanto a criança comia, empolgada, a mãe olhou para o ex, fuzilando-o.

— É uma forma de me convencer que ela está bem com você?

— Como assim? — Elijah parou de comer e olhou, confuso, para Callie, que sorriu e o respondeu:

— Pouco tempo atrás, você, até, fingia que ela não existia.

Callie falava com tranquilidade, apontando, com os olhos, para Zoey, de modo que esta não entendesse a conversa deles. Elijah notou onde isso poderia chegar, mas estava cansado das críticas da mulher, e não queria deixar assim. Então, falou no mesmo tom que a ex usara.

— Tenha em mente, Callie, que isso já faz anos. E ainda quero ter a guarda dela.

— Que irônico. Você não dá atenção a ela, e ainda quer continuar com a guarda?! — Ela deu um sorriso sarcástico, pondo a palma da mão no queixo, com o cotovelo apoiado na mesa.

— O que você sabe? — Elijah levantou um pouco mais a voz. Se não fosse pela menina que estava ao seu lado, teria levantado da cadeira. — Como posso não dar atenção a ela, se ela quem é minha prioridade nesses dias? Não é você quem tem só o fim de semana para ficar com ela, enquanto eu passo cinco dias com ela, e ainda reclamo.

— Eu reclamo?! Só estou preocupada que a Zoey não esteja bem. — Callie também levantou a voz. E quando falou o nome da filha, esta percebeu que conversavam sobre ela, e passou a ouvir a conversa.

A discussão ficava mais intensa a cada frase do casal. Zoey queria pará-los, mas não conseguia sequer falar uma palavra; já vira os pais discutindo várias vezes, mas não desse jeito. Só quando a briga deles estava chegando no auge que a menina gritou para eles pararem, mas sua mãe estava tão irritada, por conta do estresse no trabalho e essa discussão, que gritou com a menina.

— Zoey, calada!

— Deixe-a em paz! — Elijah se pôs no lugar da filha. — Não vou deixar que fale assim com ela! É só uma criança.

— Fala como se estivesse me ensinando a educar minha filha!

— Bom, eu não estou te ensinando como cuidar da Zoey, mas até que você precisa de algumas aulas!

Zoey via os pais mencionando o seu nome, e os via olhando para ela por meio segundo — apesar do pouco tempo, viu os olhares irados de ambos. Ela se sentiu culpada, quando pensou que brigavam por causa dela. Se levantou, e correu para o quarto com lágrimas nos olhos. Os pais perceberam que ela tinha saído, mas continuaram a discutir, reclamando de quase tudo entre eles.

Aos poucos, a discussão foi se acalmando, assim como o casal. Quando ambos conseguiram ficar calmos, pensaram em como a Zoey estava se sentindo. Respiraram fundo, e assim que chegaram no
quarto, a viram brincando com os brinquedos, formando um pequeno mundo na sua cabeça, onde tudo era fácil e calmo; isso a distraía. E quando notou a presença dos pais, a tristeza voltou, porém se segurou para não voltar a chorar. Ela ficou nervosa do que iriam falar. A tristeza só aumentou quando ouviu a mãe dizer:

— Precisamos conversar.

Os dois sentaram na cama da filha, que também tinha ido, e abraçou suas pernas, antes que começasse a falar, com a voz tímida e fina.

— Vocês estão com raiva de mim? — Zoey encostou a testa nos joelhos, escondendo o rosto.

— Não, querida! — Callie tocou na cabeça da menina, acariciando os cabelos dela. — Não foi culpa sua pelo que aconteceu. Mamãe sente muito.

— Sentimos muito, querida. Não queríamos que isso acontecesse. — Elijah permaneceu no mesmo lugar, falando com a filha. Esta continuou calada, e ainda não sem levantar a cabeça. — Sabe que te amamos.

— Sim, querida. — Callie concordou. — E não se sinta culpada pelo nosso... Pequeno desentendimento.

Ela continuou a acariciar seus cabelos, com um pequeno sorriso. Os dois, pacientemente, falavam com ela, até que teve a coragem de levantar a cabeça. Eles continuavam a falar o quão incrível ela era, até, enfim, tirarem um largo sorriso da menina, que os abraçou.

Eles saíram do quarto, e continuaram numa tarde mais tranquila e calma. Porém, apesar deles já terem se acertado, ainda continuava um clima tenso entre eles. Como se aquela briga não existisse, o casal e a filha aproveitaram o resto da tarde, brincando e conversando. Estava tudo ótimo, agora.

A noite caiu, então Callie levou Zoey para o carro, e estava pronta para ir embora, quando a criança lembrou da sua mochila amarela, que estava no quarto. A mãe saiu do carro, e voltou na casa para buscar. Quando estava saindo da porta, Elijah a chamou.

— Escuta, Callie. Desculpe por aquilo... — Ele passou a mão na nuca. E Callie cruzou os braços, com um pequeno sorriso de lado. Dando de ombros, ela o respondeu.

— Ah, tudo bem. Já tive discussões piores.

Ele riu brevemente, antes de se aproximar dela, e dizer, sorrindo:

— Sim, concordo. Sempre se irrita tão facilmente...

— Eu? Como assim? — Ela fingiu estar com raiva de Elijah. — Saiba que só me irrito quando me provocam.

Elijah riu, outra vez.

— Está bem, então. — Ele se aproximou mais ainda da ex, e a abraçou. Surpresa, Callie demorou três segundos para retribuir o abraço. Ele sussurra no seu ouvido, passando as mãos pelas costas dela. — Cuide bem da nossa filha.

O abraço não era nada, comparado ao que ele fez, logo em seguida: beijou seu o pescoço, delicada e rapidamente. Callie se afastou do ex, segundos depois, ainda sentindo um formigamento na área em que ele tinha beijado.

— Vou cuidar bem da Zoey, sim. — Ela andou em direção à porta, e saiu da casa, entrando no carro.

Quando chegou na esquina da sua rua, viu sua casa com a porta destruída. Ela estacionou o carro em frente à casa e saiu com Zoey, que ia correr para dentro, quando a mãe a pegou pelo braço, e a mandou ficar atrás de si. A menina obedeceu, e seguiu a mãe a cada passo. Assim que passou pela porta quebrada, viu Joane na sua frente, desmaiada.

Ela andou até a amiga para socorrê-la. Nesse momento, ouve passos de alguém no andar de cima, andando até em direção às escadas. Com medo, empurrou a filha para a porta do porão; ou o “andar térreo”.

— Fica aí. Quando eu te chamar você sai, está bem? — Callie falou apressadamente.

— Está bem, mamãe. Mas o que...

— Ótimo. Não grite, não fale, nem faça barulho.

— M-mas... Mamãe...

Não deu nem tempo dela perguntar, e Callie fechou a porta, e tirou uma adaga da sua bolsa, escondendo nas suas costas, e esticando a cabeça para ver o invasor. Este estava com um casaco cinza, e um capuz, cobrindo sua cabeça.

— Se já pegou todo o dinheiro que tenho, saia agora da minha casa! — Callie o enfrentou, sem receio.

— Ainda tenho contas a acertar com você. — A voz do invasor parecia muito familiar. E quando ele tirou o capuz...

— O-o quê? Como foi que você...?

— Achou que eu não estava falando sério, não foi?

— Não me interessa! Sai daqui! — Callie aumentou a voz. Isso chamou a atenção da filha, que tentava ver pelo buraco da fechadura.

O invasor era um antigo funcionário, quem ela demitira semanas atrás. Ele não suportara fácil, e ligara várias vezes, pedindo que o aceitasse de volta, o que não aconteceu. Chegou a fazer ameaças, mas ela ignorava. Nas últimas ameaças dizia que iria se vingar.

O homem avançou com uma faca, quase do tamanho da adaga de Callie que usou o objeto para se defender e desviar da faca. Com a mão livre, ela pegava alguns enfeites, tentando acertá-lo, mas isso o enfureceu ainda mais, e o fez aplicar golpes com mais violência.

Ela se defendia, levando cortes rasos nas mãos e braços, igual ao homem. Porém num passo em falso, Callie foi acertada com uma facada profunda no pescoço, acertando uma artéria. A mulher uivou de dor, e caiu no chão.

— Agora, acho que estamos quites!

O homem se virou para ir embora, e sem perder a chance, ainda o acertou com a adaga em sua panturrilha. O homem fugiu dali sem roubar nada, mancando, e com a perna sangrando.

Pensando na Zoey, Callie ligou para Elijah, desesperada.

— Ei! Callie, calma! O que ouve? Não estou entendendo!

— Só vem pra cá! Agora!

Callie falava ofegante, gritando muito. Ela desligou o telefone, tentando respirar. Pelo pouco que viu — e o muito que ouviu —, Zoey percebeu que a mãe estava machucada. Então saiu do esconderijo e a encontrou de joelhos com a mão no local que foi cortado.

— Mamãe?

— Zoey! Eu te disse que era para ficar no porão até eu disser que...

— Você se machucou! Vamos, na cozinha deve ter alguma coisa pra você!

— Zoey, seu pai está vindo te buscar, está bem?

De repente, Callie cai no chão, ainda gemendo de dor. Zoey chegou mais perto da mãe.

— Mamãe!... — Os olhos da menina se encheram de lágrimas, que logo foram derramadas uma seguida da outra.

Elijah chegou logo na casa da ex, e ouviu os gritos da filha pela mãe. Quando entrou, viu Joane desmaiada, com um galo na cabeça e um olho roxo, Callie ensanguentada e a filha chorando e gritando. Callie respirava com muita dificuldade, ela olhou para a filha, antes de dizer:

— Lembre-se, meu amor: você é mais especial do que pensa. Lembre-se... Sempre disso.

A mulher estava mais ofegante, e Elijah tentou levantá-la e levá-la ao hospital, mas não adiantava. Ele a pôs no lugar, chorando como a Zoey, que o abraçou com força, escondendo o rosto no peito dele.

A sirene da polícia foi ouvida. Os policiais entraram na casa, e ao ver o corpo da empresária, logo chamaram uma ambulância. Elijah e Joane foram levados à delegacia, horas depois. Joane contou à polícia que foi acertada com um soco e com a força, bateu a cabeça no chão, e contou alguns detalhes que lembrava do homem. Enquanto Elijah contava a conversa no telefone. Ele e a empregada foram considerados inocentes.

Depois de um mês, o homem foi encontrado e preso por homicídio, levando treze anos de prisão.

Elijah passou a cuidar da Zoey, conseguindo posse de alguns bens da ex, como um perfume borrifador, um par de brincos, a adaga que ela usara, e outros. Joane tinha viajado, mas prometera voltar em breve para ajudar Elijah com a menina.



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