História Na Ponta dos Pés - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Yaoi
Visualizações 14
Palavras 1.882
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero não ter deixados todos preocupados com a demora do capítulo,é um pouco-talvez muito-ruim ficar sem internet,i'm sorry
Bem,mas antes que venham de "mimimi" pra cima de mim através dos comentários,gostaria de avisar,que sim,eu sei que não tem essa de vender a suíte de um hotel por um preço maior,mais eu preciso fugir um pouco da realidade para ter o que contar na fanfic,obrigada,de nada

Capítulo 3 - Lembranças


POV Morgan

Acordei com a luz do sol em meu rosto, eu queria me retirar da cama, mas a preguiça era maior. Por fim, me levantei, e como de costume, peguei meu celular para ver se havia mensagem de alguém, fiquei surpreso em me deparar com nenhuma mensagem, apenas um e-mail, não parecia ser grande coisa, até eu abrir.

"Querido Sr. Martinez

Nós da academia 'Na ponta dos pés', gostaríamos de convida-lo ao nosso próximo campeonato de Ballet 'Litlle Prience', que consiste em valorizar o nome do homem no Ballet clássico, para acabar com o preconceito e mostrar a cultura do Ballet.

Neste campeonato, três bailarinos competirão pela medalha de ouro (representando NY, LV e LA). O ganhador, além de ganhar inúmeros prêmios, poderá fazer parte da campanha contra o câncer, ajudando o instituto médico de New York a tratar de seus pacientes.

Para saber mais, entre em contato.

-Academia N.P.D.P

Parei de respirar por alguns segundos, eu estava muito feliz com a notícia, não sabia reagir, a primeira coisa em que eu pensei foi avisar Erick meu melhor amigo, ou o meu único amigo.

- Erick? Erick você não vai acreditar! - Falei tentando conter toda a felicidade.

- O que foi? - falou ele sem muito interesse, eu sempre falava as coisas mais inúteis e sem graça para Erick, não me surpreendia o fato dele não estar interessado.

- Eu finalmente fui chamado para meu primeiro campeonato! - gritei espontaneamente.

- O quê? Como? Qual? - fez um tiroteio de perguntas para mim.

- A academia Na Ponta Dos Pés me chamou para participar do próximo campeonato deles! - falei respondendo todas as sua perguntas.

- Parabéns Loira! - disse, fazendo com que eu quisesse que ele estivesse em minha frente agora, precisava de seu abraço.

- Vamos sair? - falei.

- Claro! Aonde? - perguntou.

- Vou visitar a academia hoje, queria você lá - falei em um tom de voz mais calmo.

- Sim! - disse animado - Estarei lá! 

- Ok, te vejo depois do almoço.

- Ok loira até mais.

- Até.

Após eu ter desligado o telefone, parei para arrumar minhas coisas de Ballet que trouxe da viagem, no meio de toda a bagunça, me deparei com uma fotografia. Era eu e Erick quando mais jovens, tendo aula de ballet em casa, sim Erick também era bailarino, mais levava isso com hobbye, sua verdadeira paixão era a escrita, fazia faculdade de jornalismo e sempre foi muito reconhecido por suas histórias impactantes sobre romance e aventura.

Meu celular tocou, fazendo eu voltar a realidade, era muita nostalgia para uma só foto.

- Alo? - perguntei.

- Sr. Martinez? - ouço a voz do outro lado da linha. - Sim?

- Sou a recepcionista do hotel, e estou ligando para dizer que o senhor terá que sair do hotel.

- O que? Porque? - pergunto preocupado e irritado.

- O hotel está lotado e recebemos um preço melhor pela sua suíte.

- Quando terei que sair?

-Hoje, senhor.

- Não posso esperar até amanhã? - pergunto sem esperança.

- Sinto muito senhor. 

- Ok, muito obrigado por me avisar.

- Claro, sem problemas.

Não estava acreditando, é só eu conquistar algo bom, que todo o resto desmorona... De qualquer jeito, eu teria que sair dali, mas não teria lugar para ficar. Decidi tentar a coisa mais óbvia.

- Erick? - falei desanimado.

Era minha única chance.

- Morgan? Oi! Aconteceu algo? - perguntou.

- Para falar a verdade, sim! - respondi um pouco irritado.

- O que foi?

- Bem, eu meio que fui despejado do hotel - respondi com um tom de ignorância - Alguém ofereceu um preço melhor.

- Não acredito! - disse Erick surpreso.

- Pois é - falei chateado.

- Posso ajudar em algo?

- Seria pedir muito ficar na sua casa alguns dias? Só até eu arrumar um lugar para ficar - disse na esperança de ouvir um sim.

- Claro! Pode ficar o tempo que for, você é sempre bem-vindo! - falou me surpreendendo com tamanha animação - Quando? - perguntou.

- Meio que hoje - falei sem graça.

- Sem problemas, vou arrumar o quarto de hóspedes, preciso desligar.

- Tchau.

- Tchau.

Desliguei o telefone meio sem graça, eu não queria ter que pedir aquilo para Erick, mais era a única maneira de eu conseguir um lugar para ficar, vale lembrar que ele era meu único amigo em Los Angeles, então eu não tenho muitas escolhas.

Olhei para o relógio, lembrei do que eu tinha combinado com Erick, logo percebi que não daria tempo, eu precisava organizar as coisas e comer algo. Por um momento pensei em não ligar para ele, eu poderia estar incomodando, até porque seria minha terceira ligação em menos de meia hora.

- Você tá parecendo minha mãe sabia? - falou em meio a risadas.

- É... Eu sei - falei rindo também.

- Tá - riu - O que você quer loira?- perguntou.

- Só queria te avisar que eu preciso arrumar as coisas aqui, então meio que não vai rolar nosso passeio - falo meio chateado.

- Sem problemas, já esperava isso - riu - Então, quer ajudar?- perguntou.

- Não, já fez muito por mim em deixar eu ficar em sua casa - respondi educadamente.

- Ah, vamos lá Morgan! Eu não tenho nada para fazer, quero companhia - insistiu. 

- Tá bom, tá bom, mas primeiro temos que almoçar, estou com fome!

- Tá - riu - Você paga - desligou o telefone.

- O que? Não! - falei mesmo sabendo que não teria respostas.

Levantei e fui em direção ao banheiro, eu precisava me limpar, eu já estava fedendo. Parei em frente ao espelho, vendo meu reflexo eu só pensava em uma coisa, " Por que tudo isso está acontecendo comigo?", seria irônia do destino eu e Erick estarmos tão próximos agora? De qualquer maneira ele me fazia bem, independente do que ele possa ser considerado por mim, colega, amigo, namorado, etc., isso não importava quando estávamos próximos, só queria ele por perto, só isso.

Enquanto sentia a a água escorrendo pelo meu rosto, pensei, "há alguma coisa errada ser gay?", perguntei para mim mesmo, não obtive respostas, era como se... Era como se eu não conseguisse achar uma resposta, parece tão fácil, mas deixa de ser quando envolve sentimentos.

Sai do banho e percebi que havia deixado minha toalha em cima da minha cama, resolvi fazer a coisa mais óbvia e ir pegá-la, eu só não esperava ser surpreendido por uma toalha sendo jogada em minha cara.

- Estava procurando isso - tirei a toalha do meu rosto, vendo que era Erick. 

- Parabéns Sherlock Holmes - dei uma risada irônica.

Enquanto riamos um do outro, percebi que Erick desviou o olhar quando percebeu que olhava para meu membro, foi quando eu percebi que estava nú, logo peguei a toalha cobrindo toda a parte de baixo do meu corpo, corei na hora.

- Vaí lá para a sala para eu poder me trocar! - falei o empurrando para fora de meu quarto.

- O- o que? Por que? - falou tentando me impedir.

Fechei a porta com um enorme sorriso no rosto, achei bem estranho ele estar aqui tão rápido, mas eu sei que demoro bastante no banho, eu não percebia os minutos passar, eu sempre pensava na vida embaixo do chuveiro.

Quando terminei de me vestir, fui até a sala encontrar Erick, e lá estava ele, mexendo em minha bagunça que trouxe de casa.

- Tá fazendo o que? - pergunto.

- Ah, oi para você também - fala, ainda mexendo em minha bagunça - Eu estava só dando uma arrumada por aqui.

- "Arrumada"? Tem certeza? Quer um dicionário para você saber o que é "arrumar"? - falo com um tom de sarcasmo.

- Eu posso deixar tudo aqui, e ir no Pizza Hut sozinho, que tal?- diz me fitando com os olhos cerrados.

- Pode bagunçar o que você quiser! - falo rindo.

- Idiota! - fala jogando uma almofada em mim - Eu não fazia ideia de que você ainda tinha tudo isso - fala olhando para uma caixa cheia de fotos e pertences.

- É, eu sei, gosto dessas lembranças - digo olhando para o mesmo - Minha favorita é aquela - falo apontando para uma das fotos, que por conhecidência era a que eu havia visto mais cedo.

- Eu lembro desse dia - pega a foto - fui até sua casa para ter aula, e derrubei café em sua mãe - rimos - foi ilário - sentei em seu lado.

- Eu lembro - falo em meio a risadas - E então para piorar, fomos brincar de pega-pega, e quebrei o braço - caimos na risada.

- Dois dias depois, eu fui te visitar no hospital - diz com um sorriso de orelha a orelha ao olhar para a foto - foi quando... - parou de falar por alguns segundos, e antes que ele pudesse terminar a frase, completei. - Você prometeu cuidar de mim, até quando não pudesse mais - Nos olhamos, parecia cena de filme clichê.

Eu sei que talvez vocês estejam se perguntando, "como isso tudo está acontecendo tão rápido?" ou "eles já tiveram uma história juntos?", então para ser um pouco mais sincero e aberto com vocês, eu deveria falar, há 4 anos atrás quando eu ainda estava em Los Angeles - foi nessa época em que eu já estava decidido há me mudar para o Canadá sozinho - resolvi fazer uma festa, de "despedida" - ou seja eu não queria falar para eles que eu iria me mudar, então eu fiz uma festa, só que ninguém sabia que era de despedida. 

Então nada mais justo convidar meus melhores amigos - não sei até hoje se isso foi uma coisa boa ou ruim- foi quando aconteceu, comprei vária e várias bebidas, sempre quando chamo Duny e Rafael já sei que eles vão beber muito exageradamente e vão deixar a festa logo cedo - nessa noite eu tentei evitar que isso acontecesse, mais não tive sucesso e foi o que aconteceu, levei os dois de volta para casa, e me despedi  como se nunca fosse vê-los novamente, era como meu último adeus, eu sei que isso parece exagerado mais coloque -se no meu lugar, um garoto que cresceu com seus melhores amigos, tendo que abandona-los de uma hora para outra, isso não é fácil, parece difícil mais tente levar a sério.

Voltando para a casa me deparei com Erick deitado em minha cama, completamente bêbado cantando "sippy cup" da cantora Melanie Martinez, como se estivesse dando um sermão em si mesmo. Deitei em seu lado - não pretendia leva-lo para casa, pois sei que Erick ia acabar se matando de alguma forma, caindo da cama ou até mesmo escorregando da escada - ele era a pessoa com quem eu mais me importara, vendo ele naquele estado, fazia com que eu quisesse protege-lo; parei para pensar por um momento "vale mesmo apena sair de Los Angeles?", mais eu sabia que meus problemas eram maiores - meus pensamentos foram interrompidos com uma frase chocante de Erick.

- Eu te amo - disse Erick olhando fixamente para mim, com os olhos marejados.

 

 

 


Notas Finais


Desculpem pelos erros.


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