História Nada é por acaso - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Drama, Mistério, Romance, Suspense
Exibições 4
Palavras 851
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Todos nós somos um mistério para os outros... e para nós mesmos.

Érico Veríssimo.

Capítulo 1 - Fim do túnel?


Era um dia normal, estávamos indo visitar minha tia já que era feriado, na minha humilde opinião um dos melhores. Estávamos saindo da cidade, meus pais discutiam por causa do para-sol do carro e eu como sempre estava escutando música, observando o céu e até aqui nada de anormal, foi aí que olhei para a estrada e vi o sangue espalhado, no começo achei que era só mais um animal morto. Me enganei feio, olhei para o meio das árvores e vi o corpo espalhado, fiquei sem ação, o que não acontecia com frequência mas o estranho foi que senti vontade de chorar o que nunca fiz por um desconhecido, agora fica a pergunta o que eu fiz? Gritei:

- Parem o carro! - Meu pai parou o carro, mas todos me olharam como se eu fosse uma louca varrida apesar de saberem que eu não gritaria por qualquer motivo.

- O que aconteceu? - Amanda, minha irmã pergunta confusa. Ela é provavelmente a pessoa que mais me entende, nós somos muito unidas e me arrisco a dizer que seria capaz de levar um tiro por ela, assim como ela levaria por mim.

- San, san, sangue! - Eu realmente estava em choque, porque foi a primeira vez que gaguejei.

- Que sangue? Querida você está surtando? - Pergunta minha mãe, sabe ela é show, mas como a maioria dos adultos sempre está irritada no fim do dia, por conta do trabalho, pelo menos é o que acho.

- Não, Nick tem um garoto morto bem ali. - Não a chamei de mãe, assim poderia me levar a sério.

- Filha  isso com certeza é só a sua imaginação de criança. - Diz meu pai. Eu o amo, mas ele ainda me trata como criança mesmo tendo quase 17 anos.

- Em primeiro lugar eu não imagino coisas e em segundo eu não sou mais C-R-I-A-N-Ç-A. - Dessa vez falei em voz alta e soletrei, podia ser que agora ele me ouvisse, e não me chamasse de criança.

- Eu acredito em você Sam, - Odeio que me chamem assim- Sei que não mentiria por uma coisa tão séria. Mas aonde está esse corpo? - Sério? Até minha irmã não acredita. Percebo que ninguém irá acreditar então desço do carro.

Vou em direção à mata, um flashback surgiu assim que pisei na vasta floresta. Era um dia nublado, estava sentada em cima de uma árvore e um garoto me chamava:

- Sam desce daí! - Agora estava olhando bem pra ele, mas ainda não me lembrava quem ele era, mas sentia que estava segura ali.

- Só mais um pouquinho Jhon! - Sem eu reparar ele havia subido e estava ao meu lado, levo um baita de um susto e caio pra trás batendo com a cabeça no chão, a árvore não era muito alta mas o suficiente para me fazer desmaiar. A última memória do flashback é esse garoto ao meu lado e pude ver as nossas iniciais na árvore. Quando voltei à vida real, sem flashbacks que provavelmente são frutos da minha imaginação ou simplesmente coisas que nem me lembro e não faço questão de lembrar, se já esqueci é porque não era importante. Escuto alguns gritinhos, vou me aproximando e o encontro, mas como havia se arrastado tão longe e seu corpo estava todo junto, não espalhado como achei ter visto, porém os ferimentos eram gravíssimos pelo jeito ele tinha sido atingido por alguns tiros ou são facadas? Provavelmente tenha levado uma surra.

O sangue estava esparramado, qualquer lugar que se olhava o sangue era notável, escuto algumas pessoas gritando me nome, mas não consigo gritar de volta.

- Você não devia estar aqui gatinha! - Me viro, não consigo ver seu rosto por conta do sol que atingia meus olhos, nunca achei que odiaria ver o sol. Ele se aproxima de mim me puxando para o alto não sei direito com que ele me machucou só sei que doeu pra valer. Sabe eu costumava me cortar mas a dor não se comparava à isso.

- Quem é você? - Pergunto inutilmente.

- Se você e seu amiguinho aí sobreviverem ele te conta. - Nesse instante escuto sirenes vindo da estrada, fazendo com que ele me soltasse com muita força no chão e logo em seguida saísse correndo.

Sabe quando pensava em como eu morreria sempre pensei que seria salvando alguém que eu amasse ou um desconhecido, não ao lado de um estranho e sem saber o motivo de estar sentindo o gosto de tanto sangue em minha boca.

Aos poucos minha vista foi embaraçando e desmaiei, ou será que morri?

Eu não sei se era a voz de Deus me chamando e dizendo:

- Sam, Sam está tudo bem, obrigado! - Porque Deus me diria obrigado, à não ser que seja porque eu morri tentando salvar o próximo, só que a questão é que não contava com essa subida morte ou pode ser o meu anjo da guarda me agradecendo por liberá-lo do seu emprego sem graça, sabe eu acho que morri porque nunca acreditei nesses trécos.


Notas Finais


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