História Nada Ficou no Lugar - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Vovó (Granny), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Amor, Drama, Once Upon A Time, Outlaw Queen, Regina Mills, Robin Hood, Romance
Exibições 160
Palavras 1.974
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esse capítulo é introdutório, mas logo logo posto o capítulo dois, e espero que vocês comentem e me digam o que acharam, isso ajuda muito!
Ps: O nome dessa fanfiction foi retirado da letra de uma música de Adriana Calcanhotto chamada "Mentiras", que tem muito a ver com a história e vocês verão isso ao longo dos capítulos. o título desse primeiro capítulo também é de uma musica.
Boa Leitura! ♥

Capítulo 1 - É só mistério, não tem segredo


Era quase quatro da tarde e Regina se maldizia por não ter saído mais cedo para procurar um lugar onde pudesse almoçar, como a cidade era minúscula não deveria haver muitas opções de restaurantes e todos provavelmente já estariam fechados a essa hora. Olhou para as caixas no canto da parede mais uma vez, ainda levaria um tempo para terminar de arrumar todo o apartamento e a ideia de viver em um local desorganizado a apavorava, seu estômago roncou e ela acreditou que poderia ser ouvido a léguas de distância. Resolveu descer até a lanchonete que se posicionava abaixo dos apartamentos, não sairia a procura de um restaurante a essa hora, principalmente se ainda não conhecia a cidade, e nem estava com ânimo e disposição para conhecer.

Sentou no balcão, não tinha planos de ficar por ali, pediria um hambúrguer e voltaria ao pequeno apartamento que alugara a três dias atrás por um site chamado PensãoDaVovô.com. Jamais moraria em um lugar com esse nome em condições normais, acontece que essa era a única hospedaria da cidade onde se podia alugar um apartamento por um período maior de tempo. O resquício de esperança de conseguir estabelecer uma boa estada no interior foi embora na tarde que alugou aquele apartamento.

- Hey. –Gritou um pouco mais alto para ter certeza que dessa vez faria efeito.

- Oh, me desculpe, estou sozinha hoje, minha avó teve que sair e está tudo uma bagunça... –Ela finalmente tirou os olhos do balcão em que limpava e os direcionou para Regina e a julgar pelo modo como sua voz morreu e seu rosto exalava apreensão teve a certeza de que sua cara de mais puro deboche para a historia da garota havia surtido efeito.

Regina estava de shorts jeans e camiseta e seu cabelo estava preso num rabo de cavalo, mas ainda assim conseguia passar a sensação de um porte autoritário. Aliás, esse era o tipo de combinação que jamais a faria sair na rua, mas não se daria ao trabalho de se arrumar apenas para descer alguns lances de escada e comer em uma lanchonete. Teve um pequeno momento de indecisão enquanto atravessava a porta que dava para o lugar, mas logo avistou a mesma garota que agora a atendia, vestida em uma mini saia, um cropped e botas vermelhas que iam até o joelho e deu de ombros já não se achando tão desarrumada assim.

- O que você deseja? – Ela se recompôs e sorriu com sinceridade.

- Primeiro acredito que você deva me entregar o cardápio, para que então eu possa escolher algo. –A fome a deixava ainda mais estressada, mas resolveu aliviar com a moça quando fleches da sua própria adolescência dispararam em sua cabeça. – Mas acho que não há necessidade, quero apenas um hambúrguer e uma coca diet para levar, por favor.

Enquanto esperava o hambúrguer ficar pronto a garota se apresentou como Ruby, tinha 18 anos e era neta da dona do lugar, uma tal de Granny. Regina respondia a suas perguntas com desinteresse, sua mente devaneava sobre um milhão de coisas, seus pensamentos mais pareciam um bolo de lã enlinhado, e deu amém quando seu lanche ficou pronto no momento em que Ruby se preparava para agora perguntar sobre toda a sua vida. A garota a entregou a coca em um copo sem tampa com mil desculpas, pois estava em falta, e a morena já estava cansada demais para discutir, além do mais só precisaria subir as escadas, era impossível que conseguisse derramar o liquido entre essa pequena distância.

-Ruby a conta, por...

 Revisou em sua cabeça o pensamento anterior, "nunca diga que algo é impossível de acontecer, Regina, nunca". Um cara havia se aproximado do balcão sem que a morena percebesse, e chegou perto demais, perto a ponto de tomar um banho de coca diet. Sim, exatamente como nas cenas mais clichês de filmes românticos, tirando é claro a parte em que eles se olham nos olhos e se apaixonam no mesmo instante.

-Oh me desculpe, eu me assustei e... Foi reflexo, deixe-me limpar... – Todas as aulas de defesa pessoal a deixaram com reflexos muito rápidos, mas estava distraída demais para discernir o que era ameaça e o que era só um cara tentando pagar uma conta, e o objetivo de todas as aulas não era sair por ai derramando refrigerante nas pessoas, era? Regina corria os olhos por todo o balcão a procura de lenços “que porcaria de lugar é esse que não tem guardanapos?”.

- Hey, hey –Ele a chamou retirando-a de sua busca frenética por lenços de papel, fazendo-a olha-lo em seus olhos azuis. – Não precisa se preocupar. – Ele lhe lançava um sorriso sincero.

- Você tem certeza? Quero dizer, posso ter alguma camisa lá em cima que sirva em você.

- Acho que nenhuma de suas camisetas deve caber em mim. – Ele falou de modo irônico apontando para a apertada camiseta de Regina, sem tirar o sorriso divertido dos lábios, com certeza se divertindo de toda a confusão.

- Nem que coubessem não ficariam boas em você, quer dizer, não combinariam com as botas sujas e o short caindo... – Revirou os olhos.- Devo ter algumas camisas masculinas, mas já que não está interessado, por favor, me dê licença.

- Não saia correndo, não vou mordê-la só porque me deu um banho de refrigerante, aqui, deixe-me pagar outra coca, eu a assustei não foi? A culpa é minha. – Ele continuava sendo irônico o que estava deixando Regina ainda mais puta.

- Não preciso que pague nada pra mim. – Disse a meio metro de distância enquanto já caminhava para a escada.

Subiu em poucos passos, pulando dois degraus de cada vez, com ímpeto de chegar logo a seu pequeno apartamento. A ideia de seu pequeno lar a esperando parecia agora bem calorosa. Tirou as chaves e se atrapalhou um pouco, sua mão tremia e não sabia dizer se estava tendo uma crise de ansiedade ou era apenas por causa da fome. Entrou de súbito no apartamento virando-se apenas para bater com a porta diretamente na mão do cara, o cara da coca, o cara engraçadinho que fez piadinha com sua camiseta apertada que deixava seus seios um pouco a mostra demais.

-Vou aceitar a oferta de uma camisa. – Seu sorriso era gentil, mas de seus olhos azuis emanavam um brilho divertido.

-Eu retiro a oferta. – Disse com seu habitual tom autoritário, empurrando com ainda mais força a porta contra o braço do loiro parado a sua porta, sem muito sucesso é claro.

- Ei, mas foi você que derramou refrigerante em mim, e aqui tem aquecedor, mas lá fora está frio, quer mesmo que eu pegue uma gripe por sua causa?

- Tudo bem, mas você espera aqui. – Ela se deu por vencida, odiava perder, mas só queria que ele saísse logo para que pudesse comer e deitar. Sua cabeça já latejava com uma enxaqueca crescente e seu corpo estava cansado por todas as caixas que carregou de um lado para outro. Deixou-o na sala e seguiu até o quarto para olhar entre as caixas se encontrava alguma coisa, se arrependia amargamente por ter dito que tinha algo que ele poderia usar, sua cabeça latejou ainda mais com a ideia. Encontrou três camisas em uma das caixas, sentou por infinitos segundos que mais pareceram horas, se perguntando como faria para dizê-lo que não havia encontrado nada, não tinha obrigação nenhuma de emprestar uma camisa a um desconhecido, principalmente se a culpa do “acidente” não tinha sido completamente dela, o balcão era grande, ele não precisava ter chegado tão perto não é mesmo? Por outro lado, por mais que ele tenha sido irônico, ela sabia que lá fora deveria estar muito frio, e sua camisa estava encharcada, e isso seria um problema. Respirou fundo e pegou a camisa branca, colocando as outras no fundo da caixa onde ainda ficariam por muito tempo.

- Você precisa de ajuda com essas caixas? Posso leva-las aos cômodos a que se destinam e...

-Não, não preciso. –Seu tom era firme e cortante. – Aqui, veja se essa camisa dá em você, se não der vai ter que ir com a camisa molhada mesmo. O banheiro fica logo... – Seus olhos se abriram um pouco demais com a cena. - Ei, o que está fazendo? – Ele tirou a camisa no meio da sala exibindo seu peitoral definido. Não era do tipo de cara que você imagina que passe horas na academia e tinha uma parede de músculos ao invés de um abdômen. O dele era natural, forte e extremamente atraente. Ele percebeu o olhar de Regina e sorriu maliciosamente fazendo-a corar e se enraivecer ainda mais.

- Ficou um pouco apertada, não tanto quanto a sua é claro, mas acho que vai dar para ir pra casa com essa aqui. – A piadinha maldosa a fez revirar os olhos.

- Bom, você pode ir agora, por favor? Tenho coisas a fazer. –Ela o direcionava até a porta com ele andando a sua frente.

- Antes de ir, foi um prazer conhece-la. Meu nome é Robin. – Disse recostado na parede de entrada do apartamento e sorria sincero, mas seu olhar ainda era malicioso.

- Passar bem, Robin.

-Hey, não vai me dizer seu nome? – Ele disse impedindo outra tentativa dela de tentar fechar a porta.

- Não gosta de mistérios, Robin? – Impeliu a porta com força contra o trinco e dessa vez não foi impedida.

Depois de comer deitou em sua cama sentindo suas pernas formigarem, Deus estava realmente cansada. Tinha 27 anos, mas se sentia aos 90 nesse momento, o corpo inteiro doía de todas as caixas que carregou, de cada canto que limpou, de cada coisa que pôs no lugar. Mesmo com a dormência no corpo sentia-se até um tanto feliz, faltavam algumas varias coisas para organizar, mas só começaria a trabalhar na segunda, o que lhe dava o sábado e o domingo para adiantar a arrumação e talvez até descansar. Fez bem em vir esses dias antes. Olhou o relógio e marcava 19 horas, podia sair e procurar algo para comer que, definitivamente não fosse hambúrguer, mas o cansaço foi maior e resolveu ficar ali deitada até adormecer. Teve sonhos estranhos com cavalos, gritos e uma grama verde, os sonhos de sempre, mas dessa vez tinha algo diferente, um par de olhos azuis talvez? 

Regina gostaria de dizer que foi acordada com o beijo de um amor verdadeiro, ou ao menos com o beijo de alguém, mas não. A cama vibrava e ela achou que seus porta-retratos cairiam da estante a qualquer momento pelo modo como tremiam com o som alto que ultrapassava a parede fina entre os apartamentos. Bateu três vezes na porta antes que uma mulher de cabelo curto, no maior estilo Spock, viesse atender.

-Acredito que os Rolling Stones serão perfeitamente ouvidos se o volume diminuir. – Falou com sarcasmo.

-Ohh me desculpe, não sabíamos que tínhamos vizinhos. Os apartamentos desse andar quase nunca estão ocupados. –Ela falou enquanto ia ate o aparelho de som e o desligava, pelo modo como estava corada parecia realmente constrangida.

-Tudo bem, e não precisa desligar, baixar o som já é de grande ajuda. – Disse já virando em direção a sua porta.

-Ei, você não quer entrar? Como eu disse, quase nunca temos vizinhos e acho que a gente pode conversar e se conhecer. – A mulher tinha baixa estatura e a pele muito alva, suas expressões corporais e seu sorriso passavam a sensação de que a gentileza era a característica mais marcante de sua personalidade.

-Acho que vou entrar, preciso terminar as coisas da mudança e acredito que você esteja ocupada também, ouvindo musica no volume máximo às 10 da noite. –Tentou, jurava que tinha tentado não ser sarcástica.

   -Oh vem cá, vai ser bom nos conhecermos, por falar nisso, meu nome é Mary Margaret.

Foi arrastada para dentro.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e me digam o que acharam! ♥
Música em que foi retirado o nome do capítulo: Infinito Particular, da Marisa Monte.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...