História Nada mais tem sentido - Capítulo 8


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Categorias Originais
Exibições 11
Palavras 1.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Aqui estou eu,depois de tanto tempo (Será que já fazem dois meses desde o ultimo capítulo?),para postar mais um capítulo dessa fic chata, que não sei por que motivo resolvi começar(Desconfio que seja por causa daquele negócio de livros imortalizarem as pessoas).Além desse cap haverão outros quatro (O último significativamente maior que seus antecessores),totalizando 12 capítulos na fic toda (Porque eu gosto do número 12 e porque eu já não sei mais o que escrever,ok?).Eu quero imensamente terminar de escrever essa história até o fim do ano,mas eu tenho muitas coisas pra fazer (Tipo estudar,estudar e estudar),então não fiquem bravos se eu (mais uma vez) não cumprir com o que digo.Bem,é isso.Boa leitura!

Capítulo 8 - Algo inesperado acontece


Acordo com o barulho de Cássio abrindo a barraca.Estou toda dolorida,o que não é novidade.Minha boca tem um gosto horrível e eu nem me lembro qual foi a última vez que escovei os dentes .

Me espreguiço e meus ossos estalam, o que chama atenção de Cássio,que ainda não tinha percebido que eu havia acordado.Ele sorri timidamente para mim,e eu não retribuo o sorriso,por dois motivos;primeiro:Que pessoa em sã consciência sorri para o seu sequestrador?e segundo:Ainda não me esqueci o que ele disse ontem.

- Já está tarde,são quase 11:00 hs. Precisamos ir. - Diz Cássio.

Fico imaginando o que ele faria se eu me recusasse a sair daqui.Será que me mataria?Me arrastaria?Me deixaria aqui?Coloco minhas especulações de lado quando Cássio me oferece comida,o que aceito sem hesitar.

Comemos em silêncio, trocando alguns olhares de vez em quando, olhares os quais não faço a mínima ideia do que significam, isto é,se de fato significam algo.

Depois de terminarmos o café da manhã/almoço, nós arrumamos as coisas,Cássio desmonta a barraca,e para minha infelicidade voltamos a caminhar pela mata.

As sacolinhas e a mochila que estou carregando estão mais leves,já que comemos boa parte da comida,também estou bem mais disposta do que estava ontem à noite, o que faz com que a nossa longa caminha seja menos desagradável.

Tento ver o lado positivo de toda essa situação,e concluo que se sair dessa viva vou ter uma boa história para contar e um monte de gente me mimando.

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Parece que faz uma eternidade que estamos andando, todo o meu positivismo sumiu a muito tempo!Já começa a entardecer e os mosquitos não param de me picar,deixando minhas pernas cheias de calombos avermelhados.Em um impulso pergunto:

- Você tem certeza que sabe para onde estamos indo?  

- Hum...acho que sim. - Ele responde.

Sua incerteza me faz ter esperanças.Se nos perdermos e não chegarmos no ponto de encontro a tempo eu terei mais chances de não morrer.E Cássio será assassinado juntamente com sua família,minha consciência diz.

Começo a escutar barulho de água,que vai aumentando cada vez mais até chegarmos a um rio que deve ter por volta de uns 6 m de largura e a água mais barrenta que já vi.

- A gente vai ter que atravessar? - Pergunto.

- Sim. - Cássio responde.

- Eu não sei nadar.

- Isso vai ser um problema.

Olho para cima e vejo que es primeiras estrelas já começam a aparacer.Sempre achei finais de tarde tristes e nostálgicos,eles me lembram que tudo acaba,tudo com começo,meio e fim.

- Vamos ficar aqui essa noite. - Cássio diz.

Ele coloca as coisas que estava carregando no chão e recomeça o trabalhoso processo de montar a barraca, um pouco menos desajeitadamente que da última vez.

Realmente não acho que aqui seja um bom lugar para se passar a noite, já que rios costumam atrair muitos animais, dos quais alguns não são exatamente amigáveis, mas visto que Cássio está armado não creio que vamos ter grandes problemas.

Falando  em arma...Noto que Cássio não está com o revólver na cintura como de costume.O localizo dentro de uma sacolinha plástica,em meio a alguns pacotes de salgadinho,que está a uns três metros de mim.Quase instintivamente começo a me aproximar da tal sacolinha.Ainda não sei exatamente o que vou fazer quando por minhas mãos no revólver,mas acho que vou ter tempo para decidir depois.

Como Cássio está montando a barraca de costas para mim não tenho dificuldades em chegar até a arma sem ser vista.Me abaixo e a pego, fico observando-a,pesada e fria entre as minhas mãos, capaz de tirar vidas.

- Está carregado? - Pergunto com o único intuito de faze-lo perceber que estou com seu revólver.

Cássio se vira e me olha espantado,dando-se conta de sua enorme idiotice.Me permito um leve sorriso,lembrando-me do que ele disse noite passada "Eu posso fazer o que quiser com você,a hora que eu quiser",parece que o jogo virou.

Tenho o revólver apontado para seu peito,minhas mãos estão incrivelmente firmes,apesar de suadas,meu rosto impassível agora que parei de sorrir.

A surpresa de Cássio vai se transformando em outra coisa, algo que beira a indiferença ou a presunção .Ele me olha nos olhos e eu sustento seu olhar.Então ele fala.

- Atire em mim;se você tiver coragem!

- Então você duvida? - Pergunto ameaçadoramente.

Ele simplesmente sorri e dá um largo passo para frente.Recuo assustada.Droga,mordi a isca,agora ele tem certeza que não tenho coragem o suficiente para atirar!

Cássio dá outro passo a frente e estende a mão ao mesmo tempo em que diz:

- Me devolva isso Flávia,vai ser melhor para você.

- Eu tenho uma arma e você faz as ameaças?Acho que não.

Meus pensamentos estão a mil,realmente não tenho coragem de atirar,mas não vou me render assim tão fácil!Antes que eu possa arquitetar um plano Cássio dá outro passo à frente e tenho que usar todo o meu auto-controle para não recuar mais.

- Sabia que tem outra arma na sacola? -Cássio pergunta.

No instante em que,idiotamente,desgrudo meus olhos de Cássio para procurar a sacola, sou derrubada no chão e quase tenho algumas costelas quebradas por Cássio, que é bem pesado por sinal.O revólver voa longe.

Ele tenta se levantar para pegar o revólver,mas seguro seu braço fincando minhas unhas em sua carne e o puxando para baixo, minha outra mão se envolve em seus cabelos puxando-os com toda força que tenho, arrancando-lhe um baixo gemido além de muito cabelo.

Nos próximos segundo chuto-o e o arranho em todos os lugares possíveis,fazendo seu sangue pingar sobre mim.Até que ele me imobiliza segurando meus pulsos e pressionado seu corpo contra o meu.

Continuo me contorcendo e tentando machuca-lo,mas sem êxito,visto que ele é bem mais forte que eu.

- Chega Flávia!Acabou. - Ele diz com seus olhos cintilando de raiva.

Então, sem que eu ao menos tenha chance de resistir,ele me beija,louca e furiosamente, me deixando sem ar e assustada.Em um primeiro momento tento me desvencilhar,lembrando-me que ele me sequestrou,foi cúmplice na morte de duas pessoas e ainda que eu devo estar com mau hálito,mas esses pensamentos logo se dissolvem pois não consigo me concentrar em nada além de sua língua brincando com a minha,seus lábios se esfregando aos meus sensualmente,e quando percebo o estou beijando de volta,minha mão acariciando aquele rosto que a pouco queria desfigurar  enquanto a outra passeia pelos seus cabelos macios.E então,tão abruptamente quanto começou,o beijo termina. 

      


Notas Finais


Espero que tenham gostado,é o primeiro beijo que narro na minha vida então não sabia bem o que escrever,mas fiquei satisfeita com o resultado,espero que vocês também!


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