História Naive - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Chandler Riggs, The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Carl Grimes, Daryl Dixon, Enid, Glenn Rhee, Michonne, Rick Grimes
Tags Chandler Riggs, The Walking Dead, Twd
Visualizações 75
Palavras 1.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


primeiramente, eu ia postar de 16h, mas uma coisa chamada antialérgico me fez dormir até agora.
de qualquer jeito, desculpa pelo atraso e boa leitura.

Capítulo 2 - Everything is better than nothing


Emma Knight's POV
22/04/2013

Água.

Eu preciso urgentemente de água.

Não sei quanto tempo mais eu vou durar, não bebo água há dois dias e não como há cinco. Meus olhos ardem e minha cabeça dói, implorando por uma noite de sono. Minhas pernas estão fracas e cansadas de andar sem rumo. 

Eu ando como um errante, cambaleando, sem uma direção ou destino, apenas numa busca por comida.

Antes que eu possa raciocinar, minha cabeça colide com as folhas da floresta e meus olhos se fecham.

Carl Grimes' POV
22/04/2012

Já faz três semanas que a prisão caiu; três semanas que eu vago por aí, sozinho; três semanas que eu procuro pelo meu pai, ou Judith, ou qualquer um do meu grupo.

Reviro mais uma casa em busca de algum sinal ou alguma pista, mas como sempre, absolutamente nada.

Pego alguns enlatados e garrafas d'água que acho nos armários, coloco na mochila e saio da casa, continuando minha jornada com destino a lugar nenhum.

Vejo alguns errantes circulando pela cidade, então decido voltar para a floresta.

Ando até meus pés não aguentarem mais, o suor arde quando entra em contato com os cortes no meu rosto, preciso descansar. Subo numa árvore e fecho meus olhos por um instante, porém o som de alguém/algo caindo me faz despertar.

Desço da árvore e destravo minha arma, apontando-a para todas as direções. Dou passos lentos e cuidadosos, tentando não chamar atenção do zumbi ou pessoa que está aqui.

Uma cabeleira loira no chão me surpreende e eu recuo, mas a pessoa não se mexe. Eu fico curioso, se fosse um errante já teria me atacado. Talvez ainda não tenha se transformado.

Me abaixo e viro o rosto da garota, só pra saber se está morta mesmo.

Ela está pálida e suja, seu rosto está cheio de cortes e arranhões, parece ter mais ou menos a minha idade. Coloco meus dedos no pescoço dela pra ver o batimento.

Viva.

A garota está viva.

- Acorda!- eu grito e a sacudo, mas ela não reage.

- Ei! Acorda!- tento de novo, inútil.

- Merda, o que eu faço agora?

Eu devia deixá-la ali, mas a merda da minha consciência se nega a negligenciar a menina.

Ela parece magra, não deve ser tão pesada. Coloco minhas mãos embaixo das pernas dela e nas costas e a puxo, levando-a no meu colo até a cidade onde eu estava, tentando não chamar a atenção dos errantes.

Meus braços estavam quase caindo quando eu cheguei na casa, parece que ela não é tão magra assim.

A ponho encima do sofá e fico pensando e agora, o que eu faço?

Não consigo cuidar nem de mim mesmo, imagina de uma desconhecida desmaiada.

A primeira coisa que faço é colocar álcool - que eu achei no banheiro - em um pano e colocar no nariz dela, lembro que isso funciona pra alguma coisa, acho.

Ela abre os olhos uns minutos depois, mas continua meio tonta. Não fala uma palavra.

- Oi, qual é o seu nome?- pergunto, mas ela não responde.

- Hã?- ela franze o cenho.

- Eu perguntei o seu nome.

- Por que eu diria meu nome pra você?- ela diz, fazendo uma careta.

- Não sei, talvez porque eu acabei de salvar a sua vida.- digo irritado.

- Quem é você?- ela pergunta.

- Eu falo quando você me disser seu nome.- digo frustrado, eu perguntei primeiro ué.

- Emma.- ela diz.

- Prazer, Emma. Meu nome é Carl.- estendo minha mão pra ela, que me ignora.

Que ingrata. Eu salvei a vida dela, a trouxe pra um lugar seguro e ela se recusa a apertar minha mão?

- Você tem um grupo?- ela pergunta, depois de alguns minutos de silêncio.

- Tinha.- abaixo a cabeça.

- Sinto muito.

- E você?- Pergunto.

- Perdi minha família faz tempo, meu primo me abandonou.- ela diz.

- Sinto muito.- falo.

Ela é estranha, parece que ela está com medo de mim, como se eu fosse atacá-la a qualquer momento. Seus olhos encaram o chão o tempo todo.

- De onde você veio?- tento puxar assunto.

- Atlanta.

- Ah, eu também, quer dizer, uma cidadezinha perto de Atlanta.

- Legal.- ela diz, claramente desinteressada.

- Quer comida?- eu pergunto e pela primeira vez ela me olha nos olhos.

- Sim.- ela abre um sorriso largo e toma a minha mochila da minha mão antes que eu fale mais alguma coisa.

A garota parece faminta. Ataca os enlatados como se fosse a primeira vez que ela come em anos.

Ela com certeza passou muito tempo na floresta, seu rosto está cheio de pequenos cortes, seu cabelo loiro está avermelhado de sangue, sua calça está rasgada e seus coturnos cobertos por lama. Pela sua estatura, não passa dos quatorze anos, então, assim como eu, passou a infância nesse mundo e, provavelmente, sozinha.

- Vai ficar aí me olhando comer?- ela ergue uma sobrancelha.

- Sim, vou te vigiar, vai que você rouba minha comida.- dou de ombros.

- Não sou ladra, Carlos.- ela diz com raiva.

- Não sei se posso confiar em você, e não é Carlos, é Carl.

- Grande diferença, Carlos.- ela ri.- Se você me achasse perigosa não teria me trazido pra cá.

- Achei que pelo menos receberia um agradecimento por ter salvo sua vida.- eu falo.

- Hum, tá bom, obrigado por salvar minha vida. Satisfeito?- ela semicerra os olhos.

- Talvez.- sorrio de lado.

- Então, quantos anos você tem?- pergunto, tentando puxar assunto.

- Quantos anos você acha que eu tenho?- a garota sorri.

- Não sei, acho que uns doze.- sou sincero.

- Resposta errada, cowboy.- ela faz uma cara feia.

- Quatorze?- chuto e ela nega.- Quinze?- ela revira os olhos.- Treze?

- Finalmente, fiz em fevereiro. E você, Carlos?

- Quatorze em junho.- respondo.

- Mais fácil dizer que tem treze, é frescura esse negócio de tentar parecer mais velho.- ela balança a cabeça.

- Tanto faz.- sorrio.

- Tá, foi bom conversar com você, mas eu preciso ir, tô procurando o resto da minha família.

Quando ela diz isso, uma decepção me atinge. A sensação de não estar sozinho foi boa, não queria ter que me entregar à solidão de novo, mas talvez eu fosse muito orgulhoso para pedir pra ela ficar.

- Ah, sim. Pega mais um enlatado e duas garrafas d'água, deve dar pra uns dias.- falo, tentando disfarçar minha decepção.

- Valeu, de verdade. Os errantes já teriam me devorado se você não estivesse lá, é difícil encontrar alguém que se importa com os outros, principalmente com o mundo desse jeito.- ela sorri.

- Só estou tentando ser como meu pai, ele sempre se importou com os outros, bem mais do que se importava com ele mesmo.- falo e suspiro ao lembrar do meu pai.

- Ele morreu?- ela pergunta.

- Não sei, morávamos em um lugar seguro, mas deu tudo errado e nos separamos.

- Aconteceu o mesmo comigo, sei como é.- ela também suspira.- Agora tchau, foi bom te conhecer.- ela diz de supetão e pega sua mochila.

Então Emma sai, eu não consigo me controlar e vou para a janela, só pra ver se ela muda de ideia ou pelo menos olha pra trás, mas ela não o fez. Continuou andando, e, de repente, ela não estava mais no meu campo de visão.

E aí a minha velha companheira volta, a solidão. 

E em menos de dois minutos, eu percebo que qualquer coisa é melhor que nada.

Eu tenho que ir atrás dela, acho que é a hora de engolir o orgulho. 

Droga Carl Grimes, como você é burro! Vai acabar ficando maluco sozinho! Ela nem é chata, pelo menos você vai ter alguém pra conversar, se for agora ainda dá tempo de encontrá-la.

Pego minha mochila e saio correndo em direção à floresta, circulo o lugar procurando por algum rastro que ela pode ter deixado - como seria bom ter Daryl agora -, mas não acho nada. Continuo procurando, subo em uma árvore e tento ver algo, mas nada. 

Não acredito que você teve uma chance de não ficar só e deixou ela ir, literalmente.

Deito no chão e cubro meus olhos com o meu chapéu, sinto uma vontade de espancar alguém de tanta raiva. 

- Procurando alguém, Carlos?


 


Notas Finais


Esse capítulo ficou uma bosta eu sei eu sei eu sei
but vai melhorar algum dia n é msm
pra esclarecer alguns fatos:
o carl ficou sozinho depois q a prisão caiu
a emma tá sozinha há dois meses
o aniversário do carl vai ser o aniversário do chandler mesmo, 27/06/99
e o da emma vai sei dia 21/02/00


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