História Namjin por trás das câmeras - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Exibições 142
Palavras 1.159
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Boa leitura!

Capítulo 33 - Máscara


Para um cara que tem uma lista sobre “Como me (re)conquistar”, ele está ficando um pouco frio comigo. Será que é por conta daquilo que rolou ontem? Taehyung o chamou mais cedo, (eles estão assim agora, cheio de segredinhos) conversaram um pouco e depois ele voltou para o quarto. Até agora não saiu de lá. Todos já se acordaram e em breve estarão reunidos á mesa para almoçar.
Percebi que ele está um pouco mais magro que antes e seus olhos não estão tão felizes. Será que aquele brilho que havia neles era causado por mim? Não sei o que fazer, parte de mim diz que foi o correto a se fazer, a outra diz que vamos definhar lentamente um sem o outro. E eu só queria que tudo fosse mais fácil. 
Ele vai ter um filho. 
Uma criança. 
Bem, só estou com um pouco de raiva por causa da mãe. Não poderia ter escolhido alguém melhor, com mais caráter? Fora isso, estou muito feliz. Eu realmente estou feliz. Uma criança é algo que eu nunca poderia dar á ele, uma felicidade que apenas uma família tradicional poderia obter. Felicidade? Familia tradicional? Desde quando meus pensamentos são tão antiquados dessa maneira? 
Sempre fui um cara com mente aberta e livre de preconceitos, sejam eles envolvendo raça, religião ou gênero, nunca me importei com isso. O único “problema” é que Namjoon entrou na minha vida. Na verdade, eu estaria sendo muito duro em chamando-o de problema. Ele é mais uma surpresa que a vida me reservou, e como todas as surpresas, pode ser ruim ou boa, dependendo do ponto de vista. Não é porque ele foi o primeiro homem com quem transei, eu já havia tido algumas experiencias no colegial (tanto gays quanto héteros), o porém é que há algo nele que me chamou bastante a atenção. Não foi o físico ou o jeito. É algo que não tem como explicar, você sente e acabou. Quando descobri que ele estava “afim” de mim também, foi aí que a ilusão começou. Eu não conseguia pensar em mais nada á não ser nele, não conseguia me relacionar com outra pessoa sem que pensasse nele, não conseguia fazer outra coisa á não ser pensar nele quando acordava ou antes de dormir. Foi então que constatei que a porra havia ficado séria. 
Essa foi a primeira vez que eu havia sentido um amor tão puro e inocente dessa forma. Um amor arrebatador e, ao que eu pensava, recíproco. Nos encontrávamos toda a semana, dizíamos coisas bonitas um para o outro, eu me sentia bem quando estava ao seu lado. Mas o tempo foi passando, após alguns meses nosso lindo e límpido romance se tornou algo sujo e puramente carnal. Nos encontrávamos apenas para as fodas, era isso o que lhe interessava. Se eu disser que não gostei, estaria mentindo, mas eu também sentia falta do seu afeto, do seu abraço após uma noite de amor. Só que isso foi deixando de existir aos poucos, dando lugar aos gemidos selvagens e ao desconforto após o ato. 
Nem eu nem ele comentávamos sobre nosso secreto “relacionamento”, era como uma rotina para nós, tão normal quanto uma ida á academia ou aos ensaios do grupo. Eu sempre havia sonhado com uma ida ao cinema ultra romântica, um jantar á luz de velas, um passeio agradável, contemplar as estrelas ou andar de mãos dadas sem constrangimentos. Mas se o seu namorado for o Namjoon, risque isso da sua lista. Ao menos comigo ele não era assim. Eu sentia falta dessas coisas tolas, confesso, mas não queria deixá-lo, estava mais e mais embebedado e viciado em seu corpo que não conseguia dizer as coisas que me incomodavam. Se estávamos á sós e não transávamos, ele era frio comigo, ou melhor, ele era apenas um colega de trabalho. Eu sabia que isso não iria dar certo, desde o princípio eu sabia, só que resolvi arriscar um pouco porque a adrenalina e decepções eram escassas na minha vida. 
Então veio o pedido de namoro (namoro esse que não durou um mês), a cerejeira e nossa primeira noite de amor (não uma simples foda) juntos. Para ele acho que era normal, mas pra mim foi mais que isso. Não sei porquê levo as coisas á um grau elevado de sentimentalismo, mas o que posso fazer? Eu o amo. 
A notícia do filho dele foi um choque pra mim, primeiro isso é algo que eu nunca poderia oferecer, ele poderia formar uma família com ela, poderiam ser felizes juntos e, por mais que doesse, ele se lembraria de mim como uma aventura agradável em sua juventude. Ao menos ele se lembraria. Segundo: porra, um filho! Terceiro: com a vadia da Rachel? Que? Apesar de todas as minhas incertezas, eu pude vê-lo ao lado dela em um jantar de natal, todos sorrindo e felizes. Era uma imagem bonita, e não era eu quem iria apertar a campainha e estragar a felicidade dos dois.
Mesmo que tenha doído terminar nosso “namoro”, sei que foi melhor assim. Para ele é apenas questão de tempo para se acostumar, um dia esse sentimento ruim vai passar e ele vai sorrir novamente quando seu filho nascer. Seus olhos vão brilhar de alegria e eu vou querer está do seu lado, lhe dando apoio e brincando com aquele ser inocente. 
Sei que ele vai ser feliz, eu sinto isso. Só estou incerto se isso irá proceder para o contrário. 
Vê-lo triste dessa maneira atualmente me dói o coração. Ver todas as cadeiras preenchidas á mesa, excerto á dele. Aliás, onde ele está? Ele não comeu nada essa manhã e não abriu a porta do quarto desde que conversou com Taehyung. Acho que irei lá saber se ele precisa de algo depois do almoço, talvez eu lhe faça alguns biscoitos, sei que ele adora. 
Os outros estão sorrindo, eu também tento sorrir. Será que a máscara é convincente ou está quebrada também como o resto de mim? Eu vou ser forte, tenho que mostrar-lhe que não sinto mais nada. Isso é para a felicidade total dele. Não quero que ele lamente ter perdido parte da sua vida por minha causa... Meu deus, como estou sendo dramático! 
Só espero poder abraçá-lo novamente, sem malícia, mas desta vez sem muitos sentimentos. Só um abraço, um abraço apertado e a vista voltada para a cerejeira que marcamos nossas iniciais. 
Não, Seokjin! Tire o Namjoon de sua mente! Você não significa nada para ele e nem ele para você! Apenas coma sua comida e dê atenção para a linda garota ao seu lado, ela sim é quem pode te fazer plenamente feliz. 
É isso o que tento pensar quando Namjoon invade á minha mente. 
As vezes penso que estou apenas á iludindo, mas e se eu aprendesse á amá-la, não sei. Ela vale á pena, Namjoon não.
Olho para Isa e sorrio, contemplando seu sorriso meigo em resposta. 
Será que minha máscara está realmente convincente?

 


Notas Finais


Obrigado por ler!


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