História Namjoon decide morrer - Capítulo 1


Escrita por: ~

Visualizações 40
Palavras 834
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Droubble, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Dia 20: Escrever uma fanfic de um livro brasileiro clássico ou famoso
Obviamente não faço apologia à nada descrito aqui embaixo.
Não considero tão pesado, mas se não gosta desse tipo de assunto saia do chandelier e não fale asneiras nos comentários.


Namjoon, mamãe te ama! Meu Bebezinho <3

Capítulo 1 - .tentativa;


A porta do apartamento é aberta, com um grande sorriso Namjoon passa por ela. Ao fechá-la o sorriso, igualmente, se fecha.

Não era de hoje que o vazia se fazia presente dentro de si, e especialmente naquele dia, estava maior. Sufocando.

Tinha que ser hoje, não poderia adiar mais. 

Namjoon não era depressivo nem nada do tipo. Sempre fora um homem atraente e galanteador, atraía olhares e conseguiria namorar com qualquer mulher que quisesse. Mas havia algo além disso, os noticiários diziam coisas horríveis todos os dias e saber que não poderia fazer nada para melhorar o mundo, deixá-o desgostoso, sentia-se um completo inútil sem razão para viver. E isso foi corroendo em sua mente até que chegou em um ponto crucial — esse que está acontecendo agora.

Suspirou e abriu um dos armários, a caixinha com os comprimidos estava lá. Caminhou com ela até a janela do quarto e observou a neve cair do lado de fora, era um dia especialmente lindo.

— Vão se foder! — Gritou para as pessoas que passavam na rua e virou a garrafa de tequila, com a boca cheia de calmantes. Ele enfiou todos de uma vez.

Desceu rasgando, cortando. Sentiu passarem com dificuldade pela garganta e quando aterrissaram em seu estômago.

 Fechou a janela e deitou na cama, sentiu ânsia de vômito e se sentou rapidamente, se vomitasse não conseguiria morrer.

Tempos depois, quando sentiu-se seguro com seu estômago, voltou a relaxar o corpo e seus olhos fecharam. 

 

Namjoon abriu os olhos, seus braços doiam; a famosa dor da Terra. Pelo jeito, seu plano deu errado.

O aparelho respiratório fazia cosquinha.

— Não, você não está morto. Está no Cheeklaoo¹, e se eu fosse você desejaria ter conseguido ir pro inferno.

O homem iria falar alguma coisa, mas sua voz foi ofuscada pela máscara, que deixava-o vivo. Sentia tanta raiva, quem havia o salvado e levado para aquele verdadeiro inferno na Terra? 

"que deixava-o vivo...", começou a se debater, tinha que dar um jeito de arrancar aquela coisa da cara.

— Olhe aqui, rapaz, eu não sei se você está arrependido ou quer continuar com essa ideia de querer acabar com a sua vida, mas se não parar quieto, irei usar das recomendações e sedarei você!

Então a enfermeira apertou um pouco as amarras que prendiam Namjoon na cama e saiu do quarto.

Apenas mais uma controlada pelo sistema.

 

Os dias foram passando e o estado de Namjoon melhorava aos pouquinhos, ele ainda estava amarrada na maca — pois ainda havia grandes indícios de que se chegassem a soltá-lo, uma tragédia poderia acontecer — mas não precisava de aparelho para respirar.

Ficou pensando em como sua vida seria depois que saísse do hospício. Sabia que não era louco, eles veriam que ele era normal e 'dariam-no alta. Ao sair de lá, sua mãe, preocupada pela tentativa de suicídio, encheria mais o saco para que casasse logo e encontrasse, finalmente, a felicidade

Ele certamente acabaria sedendo a vontade dela e  se casaria com uma desconhecida, que conheceu na balada. Ela transava tão bem que eles achavam que havia algo além do desejo ali. 

No primeiro ano, fariam sexo praticamente todos os dias, nos cômodos mais inusitados da casa. A partir do segundo, pensavam em fazer de quinze e quinze dias, mas apenas cumpriam o pensamento uma vez por mês. No terceiro ano era uma raridade. Sua esposa ficava cada vez mais gorda e passiva, não reagia a nada e ele, aos poucos, foi perdendo o interesse nela. No quarto ano viriam os filhos, das poucas noites de amor que eles tiveram. O começo do quinto ano foi bom, eles voltaram a se aproximar, mas logo a rotina pesou e tudo voltou ao que era antes. Quando seus dois filhos completaram 6 meses, no dia 23, a secretária começou a ficar bastante atraente aos seus olhos.

Namjoon não queria isso, não queria uma vida como essa que ele teria se saísse dali. Não queria ter filhos apenas para tentar salvar um casamento, não queria se casar com alguém que não amasse. Não queria deixar sua vida inútil, mais inútil ainda. 

Por isso, ele prometeu a si mesmo que do Cheeklaoo, ele não ousaria sair com vida.

 

Dormiu e acordou várias vezes, notando que o número de aparelhos à sua volta diminuía cada vez mais, o calor de seu corpo aumentava e as enfermeiras mudavam de rosto. 

As cortinas verdes deixavam passar o som de alguém chorando, gemidos de dor, e vozes que sussurravam coisas em tom calmo e técnico. De vez em quando um aparelho distante zumbia e ele escutava passos apressados no corredor. Nessas horas, as vozes perdiam seu tom técnico e calmo e passavam a ser tensas, dando ordens rápidas.

Num dos seus momentos de lucidez, ouviu uma enfermeira peguntar-lhe:

— Você não quer saber o seu estado?

— Eu sei qual é — respondeu — E não é o que você está vendo em meu corpo, é o que está acontecendo em minha alma.

A enfermeira ainda tentou conversar um pouco, mas Namjoon fingiu que dormia.


Notas Finais


Cheeklaoo¹: É um hospício fictício situado em alguma parte de Seoul. Na fanfic, o lugar é famoso pelas técnicas primitivas de tratamento para com seus pacientes.
Livro: Veronika decide morrer de Paulo Coelho. @IGRT @pbaby


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