História Namorada de Aluguel - Camren - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren
Visualizações 451
Palavras 1.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


U.A.U , quanto comentário teve no capítulo anterior, fiquei bem feliz, obrigada a todos. 💕

Capítulo 14 - 14


Ei! O quê? Nos dois minutos em que me afastei, alguma coisa mudou e eu não sabia o que era. Sorri e as cumprimentei.

 

— Prazer.

 

A outra garota apertou a minha mão.

 

— Legal te conhecer.

 

Quando a soltou, ela segurou a mão de Taylor. Ah. Era isso. A Sofia estava errada. Taylor estava interessada na opção número um. Queria Camila ali para ter certeza de que ela ainda gostava dela, mas continuava firme com a outra garota, quem quer que ela fosse.

O sorriso brilhante de Taylor se apagou de leve quando ela olhou para mim. Agora que estava mais perto, eu conseguia ler a camiseta. “Eu gosto de tartarugas.” Eu não sabia se era uma piada, ou se ela realmente gostava de tartarugas.

 

— Você veio acompanhada — Taylor comentou. — Não sabia que estava... saindo com alguém.

 

Com toda sua desenvoltura, Camila respondeu: — Espero que não se incomode. O convite era para duas pessoas.

 

Era? Ela parecia em choque.

 

— Certo. Tem razão. Sei que você e a sua irmã são muito próximas, então pensei... É claro que não me incomodo. Venham comer alguma coisa. Acho que você quer conversar com pessoas que não vê há muito tempo. Está todo mundo aqui.

 

— Sim, eu quero que a Lauren conheça todo mundo. Preparada, amor?

 

Aceitei a mão estendida e a afaguei.

 

— Sim. — Começamos a nos afastar, mas eu me virei para trás. — Ah, obrigada por ter convidado a gente, Taylor. Este lugar é incrível. Parabéns pela formatura.

 

Ela assentiu uma vez e se afastou.

 

— Desculpa, desculpa, desculpa — Camila murmurou enquanto andávamos para a mesa cheia de comida no pátio da casa.

 

— Tudo bem. Eu te devia essa. — Paramos perto da mesa, e eu olhei para todos aqueles pratos. — Está com fome?

Ela olhava para o mar e estava tensa, com a mandíbula comprimida. Era como se nem houvesse escutado a minha pergunta.

 

Toquei suas costas.

— Tudo bem? — Não sei por que perguntei. Era evidente que ela não estava bem.

 

Chegou ali pensando que a ex a havia convidado porque queria voltar, e tinha acabado de descobrir que não era nada disso. 

 

— Camila?

 

— Quê? Sim, comida. Vamos comer. Está com fome?

 

— Nós podemos ir embora. Não precisamos ficar.

 

— Vamos ficar — ela disse, como se aceitasse um desafio.

 

— Tudo bem. Vamos ficar. Você tem outros amigos aqui, certo?

 

Ela assentiu.

 

— Então a gente vai se divertir.

 

— Combinado.

 

Cada uma de nós colocou comida em um prato, depois encontramos lugares vazios em uma mesa redonda. Cumprimentamos algumas pessoas, e ela puxou sua cadeira para bem perto da minha. Enquanto comia com uma das mãos, Camila mantinha a outra sempre no encosto da minha cadeira, ou em meu ombro, ou brincando com as pontas do meu cabelo. Eu sabia que era uma encenação, e tinha que repetir esse lembrete para mim mesma cada vez que ela me tocava e um arrepio subia pelas minhas costas.

 

— Por onde você anda? Não tenho visto você na escola — comentou um garoto sentado do outro lado da mesa.

 

Fiquei grata pela distração, porque Camila apoiou os dois cotovelos na mesa e se inclinou para a frente enquanto falava.

 

— Estou por aí. Ocupada com as coisas da formatura.

 

Ocupada senda uma reclusa, segundo Sofia.

 

— É bom te ver. Onde vai estudar no próximo semestre?

 

— San Luis. E você?

 

— Eu também. — O garoto olhou para mim. — Você aguenta essa garota, é?

 

Eu sorri.

 

— Você não estuda com a gente, não é?

 

Abri a boca para dizer que não, mas Camila foi mais rápida.

 

— Ela estuda no colégio novo da Sofi. Foi assim que a gente se conheceu.

 

De certa forma, acho que foi assim. Ela fora deixar a Sofia no baile de formatura, e eu a arrastei para dentro para interpretar o papel de substituta da minha namorada.

 

— Legal — o garoto falou, depois se levantou, se despediu com um movimento de cabeça e se afastou, levando o prato vazio.

 

Camila apontou para as azeitonas que eu havia tirado da pizza.

 

— O que é isso?

 

— Não sou fã de azeitona.

 

— Tem outros sabores sem azeitona.

 

— Gosto do sabor que a azeitona deixa na pizza. Só não gosto da textura.

 

Ela riu e pôs na boca uma azeitona que pegou do meu prato.

 

— Esquisita.

 

— Ei!

 

— Eu gosto. O normal é chato.

 

— Certo. — O problema era que eu era a própria definição de normalidade.

 

Provavelmente ela só havia notado o que eu tinha de mais interessante. Eu não era Taylor.

Não que isso tivesse importância.

 

Olhei em volta e percebi que éramos as únicas na mesa. Portanto, quando Taylor e a namorada se aproximaram, havia espaço de sobra para elas.

 

— Estou muito feliz por você ter vindo — ela repetiu quando se sentou para comer ao lado de Camila. Tão perto que podia pôr a mão no joelho dela enquanto falava. E pôs.

 

Era óbvio que Taylor estava tentando deixá-la com ciúme, e era igualmente óbvio que estava conseguindo. Talvez Camila conseguisse o que queria até o fim da noite. 

 

— Achei que não viria — Taylor continuou. 

 

A mão finalmente se afastou da perna dela. Talvez meu olhar letal tivesse alguma coisa a ver com isso. Ela não tinha o direito de ficar brincando com Camila. Ela a queria de volta, mas Sofia estava certa. Essa garota era encrenca. De repente decidi seguir o plano de Sofia para manter essa menina longe de Camila. Encostei meu ombro no dela.

 

— Por que você achou que eu não viria? — Camila perguntou, olhando para Taylor.

 

Fiquei orgulhosa da maneira como ela reagiu, sem se alterar e mantendo aquele ar inocente.

 

— Eu devia saber que viria — ela disse. — Você é muito legal. Ela não é legal, Auren?

 

— O nome dela é Lauren — Camila corrigiu.

 

— Tudo bem, baby — eu disse. Depois olhei para ela. — Nunca fico brava quando as pessoas entendem o meu nome errado, porque acho que pode ser problema de audição, cera no ouvido ou coisa parecida.

 

Camila tossiu, e eu percebi que ela tentava segurar a risada.

 

— É bom ir dar uma olhada, Taylor.

 

A expressão dela esfriou uns dez graus.

 

— Não tenho cera no ouvido. Às vezes você resmunga, Camila. Como na peça da escola no ano passado. A plateia toda pensou que você tinha dito “Quero deixar você”, quando o texto era “Quero beijar você”.

 

Camila, que permanecia bem séria desde que chegamos, não conteve um sorriso.

 

— Bom, a minha fala ficou melhor.

 

— Eu sei. Por que o Sky não ia querer deixar a Sarah, não é? — Ela riu.

 

Lucy parecia tão perdida com a conversa quanto eu. Legal. Piada interna.

 

— Deixa, nenê — Taylor falou com um sotaque que parecia ser de Nova York.

 

Eu estava louca para deixar a minha mão na cara dela. Camila não parecia ter a mesma vontade que eu, porque continuava sorrindo. Lucy passou um braço em torno de Taylor, e Camila recuou um pouco, o rosto duro outra vez. Segurei sua mão, e ela olhou para mim. Depois beijou meu rosto, e eu fechei os olhos.

 

Quando os abri, ela disse: 

— Quero dançar com você. — A voz era rouca, aquela que ela usava de vez em quando.

 

Deixei Camila me levar para a pista improvisada na areia. Não resisti quando ela pôs meus braços em torno do seu pescoço e apoiou as mãos no meu quadril. Por um momento, esqueci que tínhamos plateia e que era para eles que apresentávamos aquele espetáculo. Ela me fazia esquecer que eu estava ali tentando tirá-la da cabeça.

Camila se inclinou, e eu achei que fosse murmurar alguma cosia carinhosa no meu ouvido.

 

— Você é melhor atriz do que pensa.

 

As palavras trouxeram meus pensamentos de volta ao presente.

 

— Eu sou, né?



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