História Namorada De Aluguel (Castiel) - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Ambre, Armin, Castiel, Debrah, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais
Tags Amor Doce, Castiel
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Palavras 2.500
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 35 - Seis meses depois.


Seis meses depois.

San Francisco, 21 de setembro de 2017.

        Chegar aonde cheguei há tão pouco tempo, é de fato surpreendente. Mas confesso que não fiz tudo sozinha, Ruby Rose esteve comigo, durante todo o processo. A conheci quando pisei na Califórnia pela primeira vez, frustrada com tudo que fiz e com que deixei de fazer. Ela me estendeu a mão, e me ajudou a me encontrar.

Foram longos seis meses de descobertas. E com toda certeza de grandes melhoras. Sem drama. Sem remorso. Sem ressentimentos. Uma nova Lanna. Uma nova vida.

        Por uma única vez, eu estava em paz comigo mesma. Longe, mas tão perto. Como se realmente um braço estendido fizesse toda a diferença.

        -Se arrume. – sou arrancada de meus pensamentos, com Ruby passando arrumada com seu capacete em mãos por mim pela sala.

        -Aonde vamos? – pergunto, calçado meu tênis e vestindo minha jaqueta.

        -Para um lugar mágico.

Sorrio, balançando a cabeça negativamente.

        -Não acredito em magias, Ruby.

Olhando-me seria ela revira os olhos, pegando as chaves da moto em cima da mesa da cozinha.

        -Você tem razão. – levanta as mãos em rendição. – Magia não existe. Ah não ser... – olho-a sorrindo de canto. Enquanto ela acrescenta: -... Ah porra! Eu esqueci.

 Ela rir o que me faz rir junto.

        -Magia não existe e ponto. – encerro o assunto.

        -Ok. Ok. Já entendi. Mas... Não concordo.

Sorrindo, ela passa por mim e pela porta, saindo do apartamento, que dividimos. Saio em seguida trancando a porta, e descendo as escadarias do prédio.

Em frente ao prédio, ela coloca o capacete e liga a moto.

        -O que esta esperando?

        -O capacete. – rebato.

        -Sem capacete, pra você hoje gatinha.

Cruzo os braços e balanço a cabeça antes de voltar a olhá-la.

        -Está tentando me matar?

        -É. Uma parte careta e apreensiva que ainda vive em você? Sim.

Bufo, subindo na garupa da moto. Ruby acelera a moto, fazendo-me segurá-la com mais força que o normal. O vento em meu rosto bagunça meus cabelos, já compridos e tingidos de loiro. Cortando, carros, ônibus e caminhões. Chegamos em ruas desertas, cercadas de grandes arvores e sem movimentação de veículos.  

A única diferença é que agora parecemos estarmos indo em uma velocidade mais baixa.

        -Lanna... eu quero que você se levante. – grita fazendo-me ouvi-la. Mas eu preferia não ter escutado. –Vamos gatinha, confia em mim.

        -Está maluca!

        -Relaxa... eu sei o que estou fazendo.

        -Não. Você não sabe.

        -Sei sim. Você vai gostar. Anda, levante-se e prenda suas pernas. Não as solte, caso não queira se esfolar no chão.

Respiro fundo, criando coragem e fazendo o que ela havia mandado. Mas prefiro ver como um pedido.

Levanto-me, prendendo minhas pernas com força nas laterais da moto, que tenho certeza que vão ficar dormentes.

O vento me faz fechar os olhos e apenas senti-lo bater de leve contra meu rosto.

        -Agora... abra os braços!

Assim eu faço. Estico os braços e me sinto como se estivesse voando. Ruby acelera um pouco mais a moto, me assustando no começo, mas logo me sinto ótima. A sensação é estranha, é como se eu realmente fosse um pássaro.

        -O que está sentindo?

Ainda olhos fechados, grito:

        - Livre! Eu estou livre!

Ela sorrir e acelera mais com a moto.

        -É isso ai garota! Você é livre!

Sorrio. A adrenalina está a mil. Minha pulsação estar acelerada. Mas tudo o que consigo sentir, é o verdadeiro motivo de querer ser um pássaro.

Com cuidado vou agachando até voltar a me sentar na moto e agarrá-la, pela cintura.

        -O que foi isso? – pergunto recuperando o fôlego, mas mantendo o sorriso bobo nos lábios.

        -Isso... Chama-se magia.

Rio, encostando minha cabeça em suas costas, até pararmos em uma praia.

Sentadas na areia, olhamos o mar. Não falamos mais nada uma à outra, não por falta de assunto, mas por não ser preciso.

Sorrio ao me lembrar de quando cheguei aqui, com a vida fudida, catando meus pedaços e martirizando o caralho a quatro pelos os meus problemas. Sendo uma garota da qual, eu nunca quis ser. E então Ruby apareceu para me salvar. Tão extravagante com suas inúmeras tatuagens, seus cabelos incrivelmente curtos e raspados de um único lado. Seu jeito androgenia e sua opção sexual gritante.

        Eu estava perdida. Perdida a uma imagem que eu construir de mim mesma, mas que Ruby me fez quebrar. Tornamos-nos próximas e decidimos dividir um apartamento em um bairro classe media alta da região. Foram seis meses de recuperação. Seis meses de aceitação. Aceitar que, tudo que aconteceu teve um propósito.

Mas então, eu comecei. Fiz um novo começo do que eu pensava ser o fim. Deixando de lado essa história de certo ou errado. Por que essa porra, não serve para nada!

Sorrio.

        -O que foi? – pergunta, desviando seus olhos do mar e olhando para mim.

        -Quero voltar pra Nova York. – seus olhos não perdem o impacto. Não como eu pensei que perderiam. – Mas, quero que vá comigo.

Ela sorrir e balança a cabeça.

        -Ruby... Eu destruir barreiras. Eu nasci de novo! – me animo, virando-me completamente para ela. Seguro suas mãos e olho fundo em seus olhos. – Mas sem você, nada disso teria acontecido. Eu preciso de você. Comigo.

Ela rir. Segura firme em minhas mãos e as acaricia.

        -Minha casa é aqui. – desestabilizada aperto forte suas mãos.

        -E... Tira essa ideia idiota de que eu fiz você, por que você se remontou sozinha. – ela sorrir. – Como aqueles lego, sabe? Você se recriou, encontrando aquilo que realmente é.

Sorrio fraco.

        -Agora você é uma loirona gostosa, com tatuagens e com vontade de seguir em frente, sem se importar com o que possam pensar de você.

Rio, fazendo-a rir.

        -Você, tá pronta. De verdade. Pra crescer ainda mais, mesmo sendo tão pequena. Por que, não é preciso ser grande para ser forte. Tem de ser forte para se sentir grande. E puta merda, garota! Você é alta pra caralho.

Sorrio e ela faz o mesmo, me puxando para perto e beijando minha testa.

        Depois que voltamos para casa. Ela me ajudou a colocar minhas novas roupas na mala. As antigas eu me desfiz com o tempo, algumas eu vendi, por que, o trabalho que consegui não pagava nem a metade dos nossos gastos. E por ter sido acolhida por Ruby em seu apartamento, me senti no direito de ajudá-la de alguma forma. E agora eu estava voltando para casa. Sem a minha nova amiga. Mas com uma parte grande dela dentro de mim.

        -Sabe Lanna... Eu odeio despedidas. Mas eu sinto que ainda vamos nos ver novamente.

Sorrio afirmando com um aceno de cabeça.

        -Eu espero que isso não demore, meses e nem anos. Eu não agüentaria ficar tanto tempo longe de uma escrota como você.

Ela gargalha, colocando meus produtos dentro da bolsa de lona em cima da cama.

        -Você, se provou uma verdadeira hetero do caralho. Mais... – fala se virando para mim. – Eu gostei de ter aqui, por um tempo. Mesmo, depois de ter dado um trabalho do caralho, com suas lamentações e seus chiliques de patricinha. Eu admito. Curtir conhecer você.

        Termino de fazer as malas e com sua ajuda, desço com elas até a calçada. Paro um taxi e antes de entrar no carro. Jogo-me em seus braços.

        -Obrigada- balbucia.

Afasto-me, sendo incapaz de chorar. Por que esses seis meses foram extraordinários, incríveis, e divertidos, muito divertidos. E tenho uma impressão que não é preciso dizer mais nada.

Abro a porta traseira do taxi, pondo uma perna para dentro.

        -Ei! Até breve. – sorrio ao entrar no taxi. O motorista arranca com o carro, deixando minha Ruby para trás. Abaixo o vidro da janela e o vento bate contra meu rosto.

Estou feliz. Feliz de verdade.

Tiro o celular do bolso, lendo as mensagens que meses evitei.

De: Castiel.

Para: Lanna.

        Por que ir embora?

Porra, Lanna! Eu estava com você nessa.

De: Castiel.

Para: Lanna.

        Será que você não percebe, que... Que eu te amo porra!

 

De: Castiel.

Para: Lanna.

        Estou desesperado! Já fui até sua casa, e você não estava.

P-O-R-F-A-V-O-R. Me responda.

 

De: Castiel.

Para: Lanna.

        Bela maneira de dizer Adeus. Recebi a sua mensagem e... Estou te odiando por ter sido cínica, quando fui sincero.

 

De: Castiel.

Para: Lanna.

        Três semanas e nenhuma noticia. Só espero que esteja bem. Por que é tudo que consigo desejar a você no momento.

 

De: Castiel.

Para:

        Um mês e eu ainda fantasio, você ligando pra essa droga de celular, pelo o menos para dizer que está bem. Mas tudo o que faz, é fingir que nada foi deixado para trás.

 

De: Castiel.

Para: Lanna.

        Sinto sua falta.

 

De: Castiel.

Para: Lanna.

        Quatro meses e seis dias.

        Estou começando a achar que está morta. Mas Alexy me convenceu de que você está bem. Mas, não sei mais o que pensar.

 

De: Castiel

Para: Lanna.

        Estou desistindo, hoje completam cinco meses e meio, e tudo que sei de você, é que... Você deixou tudo, para tentar fugir da vida. Mas lembre-se Lanna. Talvez quando voltar, eu já não esteja mais esperando.

 

Termino de ler todas as mensagens deixadas por ele. Perante toda a minha estrada. Mas não consigo chorar.

 Me lembro bem, de ter ligado pra Alexy uma três vezes, avisando que eu estava reconstruindo minha vida, mas que voltaria algum dia. Não disse quando, mas disse que voltária. E é o que estou fazendo. Voltando. E... Castiel, bem. Ele não entendeu o porquê deu ir embora. Mas eu sabia bem o que estava sentindo. E por mais idiota que eu fosse, eu sei que nunca poderia ou aceitaria ficar entre Castiel e sua filha, mesmo ele não amando Debrah. Ela precisava dele, e Emma também. Mas eu não.

Eu não precisava dele. Não como a filha dele precisaria.

Sorrio deletando suas mensagens.

O taxi para e eu pago o motorista, tirando minhas malas de seu carro com sua ajuda, até a entrada do aeroporto.

Depois de algumas horas, já quase ao anoitecer, faço e check-in. Depois de despachar minha bagagem. Fico atenta ao horário de embarque. Passo pelo portão de embarque, indo para o controle de segurança. Após a conclusão do controle, vou para o portão gate, embarcando no avião.

Respiro fundo ao sentar-me perto da janela. Depois de alguns minutos já estávamos decolando. E em poucas horas eu estaria de volta.

Finalmente estaria em casa.

        Com algumas horas de vôo, enfim estava em terra firme. Eu estava pisando em Nova York novamente. Sorrio, pegando minhas malas e conferindo minhas coisas.

Saio do aeroporto, pegando outro taxi. Depois de quatro horas dentro do avião eu me sentia cansada. E tudo que eu queria era minha cama.

Observo a mesmice da cidade que nunca dormi. Mas quando o carro para, percebo estar em frente minha casa. Pago o motorista que também me ajuda com as malas. Ando até a porta, pegando as chaves de casa na mala e a colocando na fechadura. Respiro fundo, antes de destrancá-la e entrar em casa. Mantendo-a porta aberta, bato minha mão contra o acedendor, fazendo a luz da sala se acender.

        Aspiro o cheiro de casa, fecho a porta atrás de mim, seguro firme em minhas malas, subo para meu quarto. Olho para a cama e todas as cartas ainda estão ali.

Deixo-as de lado colocando minhas malas sobre a cama. Começo a colocar as roupas no closet, esvaziando de pouco em pouco as malas. Assim que termino, volto pro quarto e deito na cama.

Pego o celular e ligo pra Ruby avisando que já havia chegado. Depois de um bom tempo conversando com ela pelo celular. Desligo e tomo um banho, voltando em seguida para cama.

Tudo que me lembro em fazer é me cobrir com os lençóis antes de cair no sono.

        Acordo, sentindo os feixes de luz passarem pela cortina, abro os olhos, jogando os lençóis de lado e indo ao banheiro. Escovo os dentes e tomo um banho rápido. Caminho enrolado na toalha até meu closet, pegando uma lingerie branca, junto com uma top croped e uma calça jeans escura. Calço meus coturnos que ganhei de Ruby no meu vigésimo aniversario. Pego meu chapéu preto o ajeitando sobre meus cabelos, agora mais cheios e longos que antes.

Pego todas as cartas as colocando numa bolsa transversal.

Desço para a sala e saio de casa, indo a pé até meu destino principal.

        Tudo a minha volta parece diferente agora. Simplesmente não sinto mais nada. A não ser indiferença.

Entro pelo portão de grades, passo por vários túmulos, mas paro em um, em especial.

 A sensação de estar diante dela pela primeira vez, é emocionante e ao mesmo tempo triste.

Suspiro fundo, recuperando minhas forças.

 

⋆ 1977 – 1997 ⋆

Abe Louise

Irmã dedicada e amorosa.

Agacho diante seu memorial. É estranho saber que fui enganada e machucada por vinte anos, e hoje não sentir nada em relação a isso. Uma mãe, que não pude conhecer. Uma mãe que eu adoraria ter conhecido.

        -Não sei, se você pode me ouvir. – levo os dedos por seu nome, Louise. E fico feliz, pela tia Agatha ter me deixado um pouco perto dela. Mesmo que não tenha mudado oficialmente meu sobrenome, nunca consegui me considerar uma Zimmerman. – E... também não sei o que te dizer, então vou só ficar aqui. Quietinha. Bem ao seu lado.

Sorrio.

        -Ah, merda! Eu não consigo. – balanço a cabeça negativamente. – Odeio ficar quieta, mãe. Odeio me sentir sozinha e odeio não poder sentir você. – engulo o choro. – E odeio pensar que, a vaca da Hanna está ai com você.

Respiro fundo e sorrio.

        -Ah, meu Deus! Eu disse vaca. Não fique brava por isso. Eu não consigo me controlar às vezes, mas sempre que vier visitá-la, prometo me conter.

        -Ela não pode te ouvir, sabia? – a voz rouca e fria vinda de atrás de mim, nunca passaria despercebida. Nem se eu quisesse. Era ele. Castiel.

Recuso-me a olhá-lo. Então continuo virada para frente.

        -Não devia dizer coisas desse tipo, para desconhecidos- murmuro.

        -Você tem razão, eu não devia. Mas é a verdade. – não sinto mais sua presença atrás de mim, então olho para o lado e o vejo andar por entre os demais túmulos, parando a alguns metros de onde estou, e se ajoelhando diante do tumulo de Dake.

Solto um suspiro e me levanto saindo dali.

Levo as mãos para o bolso da calça. As sensações de antes simplesmente fugiram. Talvez ele não surte mais o mesmo efeito em mim.

Porra! Eu disse talvez... Não, evidentemente ele já não surte mais o mesmo efeito em mim.

Saio do cemitério, sentindo a falta que faz ter um carro, mas decidi vendê-lo para me manter na Califórnia.

Caminho pelas ruas até chegar à casa de Alexy. Meus pensamentos estão calmos e não tumultuados. É bom me sentir leve.

Passo pela cerca e vou para a entrada da casa. Toco a campainha e logo após alguns segundos a porta se abre.

Olhando em seus olhos azuis, sorrio de canto, deixando-o surpreso.

        -Não vai me convidar pra entrar?

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Sei que vocês vão me xingar. Mas não me xinguem o capítulo final promete.
Lanna: https://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=226241825
Ruby: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/a5/b5/0a/a5b50a9baabeb88d17dfeac8c410ad6d.jpg

Meus amores fic nova na parada. Não deixem de aparecer por lá.
https://spiritfanfics.com/historia/the-last-song-castiel-9690270


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