História Namorada de Mentira - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Namorada? Em 24 Horas?!


Victor narrando

- Tá, mãe, eu já entendi. - revirei os olhos. – Sim, eu vou levá-la. Também amo você.

Guardei o celular no bolso e passei a mão nos cabelos pensando no tamanho da confusão em que eu havia me metido.

- E ai cara, qual é a boa? - Jonas, meu melhor amigo, apareceu ao meu lado me dando duas tapinhas nas costas.

- Minha mãe quer que eu vá passar o feriado em casa. E que eu leve a minha namorada.

Prazer, meu nome é Victor Fernandes, tenho 17 anos, estou no último ano do colegial e sou capitão do time de futebol do colégio. No ano passado, meus pais se mudaram para a Austrália e me deixaram ficar morando com o meu melhor amigo de infância, Jonas, desde que eu fosse os visitar em todos os feriados e datas comemorativas.

Bem, há uns dois meses, minha mãe começou a pegar no meu pé falando que eu precisava arrumar uma namorada séria, então eu acabei falando pra ela que já havia arrumado uma e agora ela queria conhecer "a garota que havia roubado meu coração" - palavras dela. O problema? Ela não existe.

- Você não fez isso!

- Eu não achei que ela fosse querer conhecer a garota, caralho.

- Você é muito burro! - me empurrou fazendo com que eu quase derrubasse alguém que passava pelo corredor.

- Que merda Victor, olha por onde anda. - eu conhecia aquela voz – Eu podia ter caído.

- Desculpa princesa. - dei meu melhor sorriso. - Da próxima vez eu me esforço para que você caia de verdade. – dei uma piscadela em sua direção antes de me afastar.

- Vocês ainda vão acabar se pegando. - Jonas comentou assim que eu o alcancei, me fazendo soltar uma risada alta.

- Eu e a Alice? - falei entre risos. - Nem se ela fosse a última mulher do mundo.

Alice me conheceu aos 14 anos e nos odiamos desde os 13. Ela é a pessoa mais insuportável do mundo e eu tinha a grande sorte de chamá-la de vizinha. Há uns três anos, ela e Jonas resolveram namorar, durou cerca de um mês e foi o pior mês da minha vida; a todo lugar que eu e Jonas íamos, ela ia junto e sempre levava sua cota de chatice, resultando em várias brigas diárias entre nós dois.

Acontece que, há cerca de um ano, Jonas decidiu que nossas discussões não passavam de amor reprimido e me enche o saco com isso até hoje.

- E eu finjo que acredito, mas, voltando ao seu problema com a sua mãe, por que não leva a Lisa? - se referiu a minha atual peguete.

- Tá louco? Ela já acha que a gente ta namorando porque estamos ficando há duas semanas, se eu levar ela para conhecer minha família ela vai achar que estamos noivos.

- Leva outra garota então. O que mais tem aqui são garotas querendo sair com você. - indicou um pequeno grupo de meninas que sorriam abertamente na minha direção, sorri de volta.

- É exatamente esse o problema, se eu levar qualquer uma delas, ela nunca vai me deixar em paz.

- Tá, então qual é o plano?

- Achar uma garota que seja imune a mim, e convencê-la a ser minha namorada por cinco dias.

- E você não pode simplesmente dizer a sua mãe que ela não pode ir?

- Até parece que você não conhece minha mãe Jonas, ela não vai me deixar em paz durante todo o feriado.

- É bom você achar uma namorada rápido porque seu prazo acaba em 24 horas.

- Onde eu vou encontrar alguém que não vá me encher o saco no final disso tudo? - sua resposta foi interrompida pelo sinal anunciando o início das aulas. - A gente se fala depois, cara. - entrei em uma sala a minha direita me sentando em meu lugar de costume na última carteira.

Instantes depois, Alice entrou na sala, ofegante pela breve corrida, sendo seguida pelo nosso professor de matemática, Sr. Andrews. Passou os olhos pela sala à procura de uma carteira vazia e sua expressão mudou totalmente ao constatar que o único lugar sobrando era na minha frente. Jogou-se na cadeira bufando alto a fim de demonstrar toda sua irritação e eu sorri internamente imaginando o quão divertidas aquelas duas aulas seriam.

- Abram seus livros na página 63, quero todas as questões respondidas até o final da aula, valendo dois pontos. -

Sr. Andrews anunciou.

Faltavam menos de 20 minutos para bater o sinal do intervalo quando eu decidi que estava entediado demais, então peguei um lápis qualquer e comecei a enrolá-lo em seus cabelos. Nas primeiras vezes ela apenas puxou o cabelo para o lado e sussurrou para que eu parasse, na terceira vez ela surtou.

- Porra, Victor, será que da pra você parar com essa idiotice e me deixar em paz? - gritou.

- Alice, Victor! - Sr. Andrews nos chamou. – Fora! - indicou a porta.

- Mas eu não fiz nada, foi ele. - Alice tentou se defender.

- Não quero saber de quem é a culpa, quero os dois fora da minha sala agora. E seus trabalhos não serão aceitos.

- Isso é injusto. - dessa vez fui eu quem tentou argumentar.

- Se não saírem agora, tirarei mais dois pontos de suas médias.

Peguei minhas coisas e sai da sala atrás de uma Alice igualmente irritada. Quando já estávamos a uns dez passos de distância da sala, ela parou no meio do caminho e se virou para mim começando a distribuir tapas e socos por meus braços e peitoral.

- Porra Alice, qual o seu problema? - segurei seus pulsos impedindo que ela continuasse a me bater.

- Meu problema é que eu acabei de perder dois pontos por sua causa, Victor. - se debateu tentando soltar os braços; a empurrei para trás e a encurralei entre a parede e o meu corpo.

- Minha culpa? Foi você que deu uma de histérica e começou a gritar.

- Porque você não me deixava em paz!

- Foda-se. - soltei seus pulsos antes de lhe virar as costas.

- Aonde você vai? - perguntou irritada.

- Para qualquer lugar longe de você. - respondi quando já estava longe e pude a ouvir reclamar.

Entrei em um corredor que eu sabia que daria para os fundos da escola. Faltava mais de dez minutos para acabar a aula então resolvi ir até lá e esperar. Havia acabado de me sentar em um dos bancos quando senti meu celular vibrar.

"Acho que sei como resolver o seu problema com a sua mãe, mas você não vai gostar da ideia." era uma mensagem de Jonas.

"Fala de uma vez Jonas."

"Você precisa de uma garota que você possa apresentar a sua mãe, mas que não haja feito uma lunática atrás de você depois disso."

"Você vai ficar constatando o óbvio ou vai levar essa conversa a algum lugar?" respondi começando a ficar irritado.

"Alguém acordou do lado errado da cama hoje"

Estava prestes a manda-lo se foder quando uma segunda mensagem chegou:

"Eu conheço uma garota que, com toda certeza, não irá se apaixonar por você no final disso. Mas não vai ser nada fácil convencê-la a te ajudar."

"Fala sério Jonas, nenhuma garota diz não pra mim. Diz-me logo quem é ela que antes mesmo da hora do almoço eu a convenço."

"Alice"



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