História Namorada de Mentira - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Ela Nunca Vai Aceitar.


- Não. Você só pode ter batido a cabeça ou coisa assim. - falei assim que Jonas saiu da sala.

- Está fazendo o que aqui? Sua sala é do outro lado do colégio.

- Fui expulso da aula por causa da Alice, mas esse não é o assunto.

- Eu falei que você não ia gostar da ideia.

- Eu não achei que fosse ser uma ideia ridícula como essa.

- Ridícula por que cara? Você precisa de uma namorada pra amanhã. - falou calmamente guardando os livros em seu armário e pegando outro. - e a única garota que não vai te dar dor de cabeça depois do feriado é ela.

- Não!

- O que você tem a perder Victor? Se ela disser não você vai continuar tendo um problema. Se ela disser sim você vai ter alguém pra apresentar a sua mãe. Sem contar que ela é uma gata.

- Não. - falei novamente e fui ao meu armário, trocando os livros.

- Victor você tem menos de 24 horas e, a não ser que apareça uma garota que concorde passar o feriado com a sua família sem compromisso, ela é as sua melhor opção.

- Ela nunca vai aceitar. - falei após pensar no que ele havia dito.

- Não custa tentar.

- Eu preciso pensar beleza? Se não tiver nenhuma ideia melhor, eu falo com a Alice.

Fui para a aula de geografia assim que bateu o sinal pensando na ideia de Jonas.

Passei todo o tempo da aula pensando em várias formas de resolver meu problema sem a ajuda de Alice. As melhores ideias foram: inventar alguma coisa para não ir, falar que terminei meu namoro inventado ou levar a Lisa; e nenhuma dessas ideias acabava sem algum tipo de problema para mim. Quando o sinal para o almoço bateu, fui um dos últimos a sair da sala e encontrei Jonas me esperando no meu armário.

- E ai, o que decidiu?

- Vou falar com ela. - afirmei enquanto guardava as coisas no meu armário novamente.

Dei uma volta completa no refeitório atrás de Alice, mas ela não estava lá. Estava decidido a desistir quando vi Jonas correndo em minha direção.

- Ela tá lá fora. - falou ofegante.

Sai do refeitório e rapidamente a localizei sentada no mesmo banco que eu havia me sentado há algumas horas. Respirei fundo repassando minhas outras opções mentalmente e caminhei a passos lentos até onde ela estava com seus amigos.

- Alice. - chamei e cinco pares de olhos me encararam curiosos, ignorei e me foquei em apenas um par castanho a minha frente. - Posso falar com você? Em particular.

Alice me analisou e pareceu pensar vários motivos para que eu quisesse falar com ela, mas sua curiosidade falou mais alto já que ela concordou com a cabeça e se levantou do banco vindo em minha direção. Fui até uma árvore afastada onde sabia que ninguém poderia nos ouvir.

- E então Victor, o que você quer? - perguntou impaciente.

- Olha, Alice, eu sei que a gente não se suporta - comecei por fim e a vi erguer a sobrancelha curiosa. - mas eu jamais pediria isso se não fosse realmente importante.

- Do que você está falando?

- Minha mãe quer que eu vá passar o feriado com ela na Austrália e quer que eu leve minha namorada junto. - parei pensando em como continuar.

- Tá e o que eu tenho a ver com isso?

- Eu não tenho namorada, Alice, e eu esperava que você talvez pudesse me ajudar com isso.

- Como assim?

- Quero que você viaje comigo e finja ser minha namorada para minha família durante o feriado. - soltei de uma vez e sua reação deixou claro que ela ficou surpresa.

- Certo, Victor, qual é a pegadinha? - perguntou quando saiu do seu transe.

- Não tem pegadinha nenhuma.

- E por que eu? Quer dizer, você sempre tem uma peguete diferente por mês, chama a desse mês.

- Preciso de alguém que não vá ficar me enchendo o saco depois.

- Não! - falou decidida e começou a andar de volta para sua mesa, mas a segurei pelo braço fazendo com que me encarasse novamente.

- Qual é Alice? Você não tem nada a perder.

- Tenho. Meu feriado.

- Você passa todos os feriados em casa, sozinha, assistindo filme romântico. - constatei fazendo com que sua expressão de raiva piorasse. - Estou te convidando para ir para outro país Alice, ver pessoas de verdade, praias de verdade. E a única coisa que você precisa fazer é dizer pra minha família que é minha namorada.

- Não.

- Deixa de ser teimosa porra! - gritei perdendo completamente a paciência chamando a atenção de todos, respirei fundo antes de continuar controlando a voz novamente. - Não estou pedindo para você pular de um penhasco, Alice,  estou apenas pedindo para você passar um feriado em um lugar incrível sem precisar se preocupar com nada e, prometo não te irritar durante todo a viagem. Será que dá pra você ao menos pensar um pouco antes de simplesmente falar não?

Ela olhou para todos os lados e ficou quieta por um tempo parecendo pensar no assunto e um pingo de esperança brotou dentro de mim quando ela parou seu olhar em mim com um sorriso no rosto.

- Não. - respondeu ainda sorrindo e soltou seu braço do meu aperto voltando para a mesa.

Respirei fundo me controlando para não soltar todos os xingamentos que se passavam pela minha cabeça e fui para onde Jonas estava, perto da porta que levaria ao refeitório.

- Como foi? - perguntou assim que me aproximei. Ignorei sua pergunta e entrei no prédio seguindo a passos duros até o meu armário.



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