História Namorada de Mentira - Capítulo 28


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Palavras 2.010
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 28 - Amanda?


Alice narrando

A casa dos tios do Victor parecia um verdadeiro palácio. A festa estava acontecendo no jardim dos fundos da casa e deviam ter no mínimo umas quatrocentas pessoas ali. Victor continuava com sua mão firmemente enroscada na minha e ocasionalmente parava para cumprimentar alguns conhecidos.

Várias mesas e cadeiras estavam espalhadas pelo jardim, todas ocupadas por pessoas incrivelmente bem vestidas. Em uma das pontas do jardim havia um grande bar onde quatro barmans trabalhavam arduamente. Um pouco ao lado havia uma pista de dança, completamente lotada, com um DJ na ponta da pista.

- Esta festa é incrível. - comentei com Victor enquanto nos aproximávamos da mesa onde seus pais estavam sentados.

- É, meus tios são um pouco exagerados. - respondeu arrumando a cadeira para que eu me sentasse.

Um garçom veio até a nossa mesa e deixou duas taças de champanhe e alguns petiscos.

- Achei que vocês estavam planejando chegar quando a festa acabasse. - Emily falou nos repreendendo.

- Foi mal, mãe, a culpa foi toda da Ali. - Ivan se defendeu.

- Obrigada, Ivan . - o fuzilei com o olhar. - Desculpe Emily, eu acabei me enrolando demais. - falei. Um sorriso se formou em seu rosto antes de ela responder.

- Bem, a demora claramente valeu a pena, você está linda, Ali.

- Obrigada. - sorri tímida.

- Eu não sei vocês, mas eu estou indo dançar. - Yasmim falou se levantando.

- Eu adoro essa música.

- E eu adorei aquele bar. - Ivan também se levantou. - Nos vemos depois. - deu uma piscadela e sumiu indo para o bar. Emily e Richard murmuraram alguma coisa um para o outro antes de também se levantar.

- Acho que estamos sozinhos. - comentei com Victor.

- É...

- Onde estão seus primos? - perguntei atraindo sua atenção. Antes que ele pudesse responder, três pessoas se sentaram na nossa frente conversando animadamente.

- Acho que isso responde a sua pergunta. - Victor falou ao reconhecer os primos.

- Ali, se você não fosse namorada do meu primo... - Jasper falou meio bêbado encarando meu decote. Jared e Brian concordaram com a cabeça, encarando o mesmo ponto que o irmão.

- Vocês são nojentos. - Victor deu um tapa na cabeça de cada um.

- Dá pra vocês pararem, estamos em uma festa. - falei quando uma guerrinha de tapas e socos começou.

- Relaxa gata, é a casa dos meus pais. - Jasper deu uma piscadela em minha direção. - É ótimo conversar com vocês, casal do ano, mas tem uma gatinha ali que está chamando muito a minha atenção. Vemos-nos depois. - levantou-se e foi até a tal garota.

- Eu vou lá ajudar pra quando ele perceber que o namorado dela esta logo ali. - Brian seguiu o irmão.

- Eu vou beber. - Jared anunciou.

Logo Victor e eu estávamos sozinhos novamente. Peguei minha taça de champanhe e bebi um pouco, voltando minha atenção para a pista de dança. Três músicas se passaram e eu continuava encarando as pessoas na pista. A verdade é que simplesmente adorava dançar, e se tinha uma coisa que eu odiava com todas as minhas forças era ir em uma festa e ficar sentada enquanto as outras pessoas se divertiam ao meu redor. Eu queria levantar e sair dançando como se não houvesse amanhã, mas eu não me sentia à vontade de chamar Victor para ir comigo.

Uma música conhecida começou a tocar e tive que me controlar para não levantar e ir atrás de alguém para dançar comigo. Estava tão distraída que levei um susto quando Victor me chamou.

- Me concede a honra? - ele estava de pé do meu lado com uma mão estendida na minha direção.

- O quê?

- Estou te convidando para dançar, Alice .

- Eu não danço. - menti, voltando a me concentrar na minha taça de champanhe.

- Fala sério, Alice, qualquer idiota nessa festa consegue ver que você está louca para ir dançar. E também, eu não aguento mais ficar sentado. - deu de ombros.

- Certo, Victor, mas só porque você insistiu muito. - aceitei sua mão e fui puxada lentamente até a pista de dança.

- Certo, pessoal, vamos desacelerar as coisas um pouco. - disse o DJ e logo uma música lenta começou a tocar.

- Acho melhor a gente voltar pra mesa. - me virei na intenção de voltar à mesa, mas sua mão me puxou, fazendo nossos corpos colidirem. Sua outra mão foi até a minha cintura, me puxando para mais perto.

- Te prometi uma dança. - falou perto do meu ouvido e começou a conduzir nossos corpos no ritmo da música.

Passei um dos meus braços pelo seu pescoço e repousei minha cabeça em seu ombro.

Era estranho estar envolvida naquela cena. Se há algumas semanas me dissessem que eu estaria em uma festa dançando Ed Sheeran com Victor, eu com certeza iria rir da cara da pessoa e chamá-la de louca, mas lá estava eu, nos braços do cara que eu mais odiava no mundo. Sua mão envolvia minha cintura de uma forma que me mantinha incrivelmente perto, como se ele não quisesse que eu saísse dali. Olhei o céu acima de nós e vi várias estrelas brilhando lindamente, me fazendo rir com a referência da música.

- Sabe, Alice, eu odeio admitir, mas a minha mãe estava certa, você está incrível. - suas duas mãos estavam repousadas na minha cintura, me obrigando a enroscar os braços em seu pescoço. Dei um sorriso tímido.

- Você também não está nada mal, Victor, mas já deve saber disso, já que 90% da população feminina dessa festa não tira os olhos de você. - comentei ao ver um grupinho de meninas o encarando.

- Não é como se você estivesse causando um efeito diferente na população masculina. - falou e eu comecei a rir.

- Acho que somos o casal mais desejado da festa. - falei ainda rindo. Victor deu um sorriso fraco antes de concordar com a cabeça.

- E o mais invejado também. - completou.

Nossos corpos continuavam a se movimentar lentamente, tão próximos quanto possível. Suas mãos na minha cintura me mantinham perto, me puxando toda vez que eu ameaçava me afastar um centímetro que fosse. Fechei os olhos e repousei minha cabeça em seu ombro novamente. Meus dedos faziam leves desenhos abstratos em sua nuca e pude sentir suas mãos se apertarem um pouco na minha cintura, em aprovação. Um rápido beijo foi depositado no meu pescoço, me fazendo sorrir.

As últimas notas da música se fizeram presentes, sendo logo substituídas por uma música animada que eu não consegui reconhecer. Permanecemos parados na pista de dança, abraçados, até Victor nos afastar e entrelaçar nossos dedos.

- Vem comigo. - falou por cima da música e saiu me puxando junto.

- Para onde você está me levando? - Alice perguntou quando comecei a nos guiar por um caminho afastado da festa. Sua mão continuava presa à minha e nenhum dos dois parecia se preocupar com isso.

- Relaxa, Alice, não vou te sequestrar. - falei brincando.

Poucos instantes depois estávamos no grande jardim particular da minha tia. Eu adorava aquele lugar, as flores coloridas e as grandes árvores me traziam uma estranha sensação de calmaria que eu raramente sentia.

- Esse lugar é incrível. - Alice comentou, dando alguns passos entre as flores.

- É o jardim secreto da minha tia, ela o deixa fechado durante as festas. Tem medo que alguém venha aqui e estrague suas amadas violetas.

- Não deveríamos estar aqui.

- Provavelmente. Mas é a casa dos meus tios, Ali, não tem problema.

- Se você diz... - deu de ombros. - Por que me trouxe aqui?

- Sei lá, eu só queria sair um pouco daquela festa. - falei omitindo a parte de que eu queria ficar um tempo sozinho com ela.

A segui por entre as flores até um pequeno banco localizado em baixo de uma árvore. O silêncio que se instalou foi incrivelmente confortável. Arranquei uma pequena flor ao meu lado e comecei a brincar com ela, arrancando suas pétalas lentamente.

- Ei! - a chamei, atraindo sua atenção. Peguei outra flor ao meu lado e coloquei atrás de sua orelha sorrindo com o resultado.

- Sua tia não vai gostar nada de saber que você está arrancando as flores do jardim dela.

- Provavelmente não, mas ela vai ter que concordar comigo quando eu disser que ela combina com seus olhos. - falei olhando diretamente para seus olhos azuis.

- Sabe, quando você me pediu para fingir tudo isso para a sua família, eu achei que fosse passar o feriado todo querendo te esfaquear enquanto você dormia. - ri de seu comentário. - Mas você me surpreendeu, Victor. Esse acabou se tornando um dos melhores feriados em anos, muito obrigada.

- Alice me agradecendo? Acho que estou sonhando. - falei em tom de deboche.

- Não estrague o momento, Victor.

- Tudo bem. Você também me surpreendeu, Alice. - falei após um instante em silêncio. - Achei que fosse fazer dessa a pior viagem da minha vida, mas não está nem perto disso. Acabou se tornando uma viagem incrivelmente divertida, obrigado.

- Acho que realmente tem uma primeira vez pra tudo né? - falou brincando. Sorri concordando com a cabeça e peguei sua mão, começando a brincar com seus dedos.

- Acho melhor a gente voltar. - Alice falou ao se levantar.

Me levantei também segurando seu braço antes que ela se afastasse.

- Certo, só... - aproximei nossos rostos encostando nossas testas e narizes. Uma das minhas mãos deslizou por seu braço até seu rosto se encaixando em sua nuca.

- Não tem ninguém aqui, Victor... - sua voz saiu baixa. - Não precisa fazer isso.

- Eu sei. - falei no mesmo tom e grudei nossas bocas. Seus lábios logo deram passagem à minha língua, me deixando aprofundar o beijo. Senti suas mãos se enroscarem nos meus cabelos enquanto descia as minhas até sua cintura, a puxando para mais perto.

Aquele não era um beijo carregado de desejo ou desesperado. Nossas línguas exploravam a boca um do outro.

Suas mãos puxavam meus cabelos com um pouco de força. Posicionei uma de minhas mãos no meio de suas  costas, a prendendo ali, quando senti seu corpo recuando. Quando a falta de ar se tornou insuportável, quebrei o beijo com leves selinhos e colei nossas testas novamente, permanecendo com os olhos fechados.

- Saia comigo. - falei tão baixo que se não fosse a nossa proximidade ela não teria ouvido.

- O quê? - perguntou no mesmo tom.

- Estou te convidando para um encontro, Alice. - expliquei. - Um encontro de verdade. Sem namoro falso e tudo mais.

- Eu... Eu não sei. - sua voz vacilou. Levei uma mão até seu rosto, fazendo um leve carinho em sua bochecha.

- Fala sério, Ali, qual a pior coisa que pode acontecer? Odiarmos-nos? - falei, a fazendo rir. - Amanhã, na hora do almoço.- acrescentei quando ela permaneceu em silêncio.

- Tudo bem. - sua voz soou um pouco confiante, enquanto ela concordava com a cabeça.

- Vamos voltar. - entrelacei nossos dedos e nos guiei pelo mesmo caminho de volta para a festa.

Assim que colocamos nossos pés no jardim principal onde a festa estava acontecendo, Yasmim e Ivan surgiram na nossa frente, ambos com expressões preocupadas.

- Finalmente! Onde vocês se meteram? Estou te procurando há horas. - Yasmim falou afobada, dirigindo a última parte diretamente para mim. - Achei que já tivesse encontrado com... - Ivan a cutucou na costela.

- Estávamos conversando. Encontrado com quem? - perguntei curioso.

- Talvez fosse melhor vocês irem embora. - Ivan se pronunciou.

- O quê? Por quê? - o encarei confuso.

Ivan abriu a boca para responder, mas antes que dissesse qualquer coisa, uma voz atrás de nós se fez presente.

- Oi, Victor.

- Amanda? - falei surpreso, me virando para encarar a garota.

 



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