História Namorada de Mentira - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 941
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Eu Topo.


Alice narrando

- E então você vai me falar o que o Victor queria ou eu vou ter que ir perguntar diretamente a ele? - Natalia, minha melhor amiga, apareceu na minha frente fechando a porta do meu armário com força. Depois que eu havia tido a conversa com Victor, todos na mesa começaram a me perguntar sobre o que ele queria conversar, mas eu sempre mudava de assunto ou falava que não era nada demais. O único problema era que Nat era persistente e não desistiria enquanto eu não lhe contasse em detalhes o que Victor queria comigo.

- Já falei que não era nada demais, Natalia. - falei novamente começando a caminhar em direção a sala de química.

- Certo, entendi. - olhou ao seu redor e eu parei no meio do caminho tentando entender o que ela estava fazendo.

Seu olhar se fixou em algum ponto metros à frente e eu olhei para a mesma direção, finalmente entendendo o que ela pretendia fazer.

- Nem pense nisso. - falei um pouco tarde demais já que quando terminei a já estava fazendo seu caminho até ele, a segui rapidamente.

- Victor, será que a gente podia conversar? - parou na frente dele sorrindo cinicamente.

- Não. - respondi por ele e a puxei pelo braço até o banheiro feminino.

- O que você estava fazendo?

- Eu disse que se você não me falasse eu ia perguntar pra ele. - deu de ombros e eu quis lhe dar uma tapa. Fechei os olhos e contei até 10 antes de voltar a falar.

- Certo, eu conto. - abri a boca para responder, mas fui interrompida pelo sinal. - Merda. Fica com o celular na mão. - gritei já fora do banheiro correndo para a minha sala.

Consegui entrar na sala antes do professor chegar, completamente ofegante por ter corrido. Sentei-me no único lugar vazio que tinha, ao lado de Jonas, e peguei meu celular.

"Ele queria que eu fingisse que a gente namorava pra família dele durante o feriado" digitei rapidamente e enviei para Nat recebendo a resposta menos de um minuto depois.

"Tipo uma namorada de aluguel?"

"Sim, ele disse que precisa de alguém que não vá ficar enchendo o saco depois"

"E o que você disse?"

"Eu disse não" revirei os olhos como se fosse óbvio.

"VOCÊ TÁ LOUCA? QUAL O SEU PROBLEMA?" Nat respondeu em apenas alguns segundos e eu não entendi a sua reação.

"Natalia eu não vou fingir que sou apaixonada pelo Victor. Eu não aguento nem ficar na mesma sala que ele sem discutir”.

"Tá eu sei. Mas você pode tirar alguma vantagem com isso" eu precisava admitir, sua última mensagem havia me deixado curiosa.

"Como assim?"

"Pensa Ali, se ele te pediu isso, é porque ele está claramente desesperado. Pede alguma coisa em troca”.

"Tipo...?"

" Sei lá. Você é criativa Alice, com certeza vai pensar em alguma coisa" antes que eu pudesse respondê-la, meu celular vibrou novamente indicando outra mensagem.

"Por que não aceitou ajudar o Victor?" era uma mensagem de Jonas. Olhei para ele distraído ao meu lado antes de responder.

"Porque isso claramente não vai dar certo. Ninguém nunca acreditaria que a gente namora. Sem contar que, passar cinco dias com ele sem dúvidas resultaria em um assassinato”.

“Vocês podem dar um trégua ué. Ele realmente precisa da sua ajuda Ali e você sabe disso. O Victor pode agir como um idiota na maioria do tempo, mas ele é um cara legal e eu tenho certeza de que vocês se dariam bem se conseguissem parar de brigar"

"Eu e o Victor somos de mundos completamente diferentes Jonas, e ninguém melhor que você sabe disso"

"Por favor, por mim" olhei para Jonas, irritada, aquilo era golpe baixo e ele sabia perfeitamente disso. Pensei no que Nat havia dito e respirei fundo antes de procurar um contato que eu nunca soube ao certo o porque de ter seu número no celular.

"Encontra-me no estacionamento na hora da saída.”

Alice

"Não me diga que mudou de ideia.”

Victor

"Isso você só vai descobrir às três.”

Alice

Guardei o celular no bolso novamente e voltei a prestar atenção na aula me preparando mentalmente para a conversa que teria com Victor mais tarde.

Eram exatamente três horas quando encontrei Victor encostado no capô de seu carro no estacionamento. Assim que me viu, ele desceu do capô e encostou-se à porta com um sorriso sedutor no rosto.

- Tá atrasada. - falou assim que me aproximei.

- São três horas agora Victor, você que está adiantado.

- Que seja. O que você quer conversar?

- Andei pensando sobre o que você me pediu na hora do almoço e, eu decidi que vou te ajudar com seus pais, mas eu tenho uma condição. - o breve sorriso que havia começado a se formar em seu rosto quando eu concordei sumiu instantes depois.

- Fale.

- Você vai ter que fazer tudo o que eu quiser durante um mês sem questionar.

- Fala sério Alice, eu não vou ficar bancando o seu empregado particular. - negou veemente com a cabeça.

- Você precisa da minha ajuda Victor, e eu estou disposta a te ajudar. Só estou pedindo uma coisa em troca.

- Não. - negou novamente.

- Certo. - dei de ombros me afastando.

- Boa sorte pra achar outra pessoa que concorde com esse plano em menos de doze horas. - lhe dei as costas e comecei a caminhar para o portão de saída do colégio.

- Espera! - eu havia dado pouco mais de cinco passos quando sua voz me fez parar. - Eu topo.

 



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