História Namorada de Mentira - Capítulo 31


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 97
Palavras 931
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 31 - Ela me deu um Bolo!.. Ou Não...


Uma e meia da tarde. Esse era o horário que o meu celular marcava quando eu fui embora do restaurante completamente frustrado e irritado. Alice não havia aparecido e também não respondia minhas mensagens ou ligações, o que só podia significar que eu havia levado um bolo. Joguei o buquê de flores que eu havia comprado na primeira lata de lixo que vi e sai caminhando sem rumo pela cidade.

Eu me sentia um grande idiota naquele momento. Eu havia acordado cedo e passado por quase todas as floriculturas da cidade atrás de um buquê perfeito. Havia comprado ingressos de cinema para um filme meloso qualquer que estava em cartaz e havia convencido a minha tia a me dar a permissão de levar Alice em seu jardim secreto novamente. Isso depois de finalmente ter conseguido reservas no restaurante mais famoso da região. Isso tudo para levar a porra do maior fora da minha vida.

Não sei ao certo quanto tempo fiquei andando, mas acabei indo parar em um bar quase do outro lado da cidade.

O local estava praticamente vazio, exceto por três caras completamente bêbados no fundo do bar e uma atendente. Caminhei até o balcão e logo a garota veio me atender. Ela era ruiva, devia ter uma idade próxima a minha. Olhos lindos, corpo bonito, certamente uma garota com a qual eu ficaria.

- Oi, gracinha. - dei meu melhor sorriso. - Por que não me dá uma bebida bem forte e senta aqui pra gente se conhecer melhor? - pisquei em sua direção. A garota apenas revirou os olhos antes de me alcançar um copo com um líquido transparente. Virei o copo de uma única vez e acenei para a ruiva indicando para que enchesse o copo novamente.

- E então o que te traz aqui há essa hora? - a garota perguntou enquanto eu virava meu terceiro copo.

- Um fora da minha falsa namorada, será que vale um desconto? - perguntei indicando para que ela enchesse o copo pela quarta vez.

- Olha, cara, eu não entendi nada, mas não acho que encher a cara vá resolver as coisas.

- Só enche o copo, gatinha.

Várias doses e algumas horas depois eu estava sentado no bar me lamentando com um cara que havia acabado de conhecer.

- E então ela não apareceu. - falei embolado.

- Que merda cara. Mas relaxa que tem outras gatas por aí. - o cara respondeu.

Não sei quanto tempo se passou, mas quando olhei pela janela do bar já estava escuro lá fora. Eu havia ignorado todas as ligações desde que havia entrado ali e sabia que havia grandes chances da minha mãe estar querendo me matar no momento.

Minha visão estava completamente embaçada, eu não conseguia pronunciar uma palavra sem me embolar e eu não fazia ideia de como eu voltaria para casa, mas eu não me importava, tudo o que eu queria era beber até Alice sair da minha cabeça. A atendente já havia desistido de encher meu copo e deixando a garrafa, que já estava quase vazia, do meu lado.

Não sei como, mas consegui reconhecer meu primo no bar conversando com a ruiva. Ela apontou para mim e

Brian começou a caminhar na minha direção com uma expressão nada amigável.

- Oi cara, senta aí e toma uma comigo. - falei com certa dificuldade.

- Vamos embora, Victor, você já bebeu demais para um dia só.

- E quem você é? Minha mãe? - perguntei debochado.

- Não, mas a não ser que você queira que eu ligue para que ela venha te buscar, você vai levantar daí e vir comigo.

- seu tom era desafiador, mas, mesmo bêbado, consegui perceber que ele estava falando sério. Dei um último gole na garrafa antes de me levantar. Quase caí assim que fiquei em pé, sendo sustentado por Brian, que segurou meu braço.

- Opa! - falei rindo. Brian me arrastou até o bar, depositando algumas notas no balcão.

- Isso deve ser suficiente.

- Tchau, gracinha. - murmurei passando pela atendente.

Eu tropecei cerca de três vezes até chegar ao carro. Jasper estava sentado no banco do motorista e sua expressão estava tão amigável quanto à de Brian.

- Vou ligar para o Ivan e dizer que nós o encontramos. - Jasper falou sacando o celular.

- Eu não quero ir pra casa. - resmunguei.

- O quê?

- Você me ouviu.

- A gente leva ele lá pra casa. - Brian falou entrando no carro.

Jasper falou rapidamente com Ivan pelo telefone e eu quase pude ouvir os gritos do meu irmão através do aparelho.

O caminho até a casa dos meus tios levou quase uma hora. Brian e Jasper tiveram certa dificuldade em me arrastar para o andar de cima, mas em menos de dez minutos eu estava no banheiro de um dos quartos de hóspedes com a cara enfiada no vaso sanitário.

- Vai uma Jack Daniel's aí, cara? - Brian perguntou irônico.

- Bebe mais que passa. - Jasper.

- Por que vocês não vão se foder? - falei ao me levantar. Levei minha mão à cabeça sentindo uma forte pontada.

- Coloca ele no chuveiro, eu vou descer e ver com a Martha se tem alguma coisa pra essa ressaca. - Brian falou saindo do banheiro.

Jasper me empurrou para dentro do box e ligou o chuveiro na água fria.

- Porra! Você sabe que tá frio? - gritei irritado.

- Não encha a cara que não vai precisar de um banho gelado. Vou pegar algumas roupas, vê se não morre.

 



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