História Namorada de Mentira - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Não Transaria Com Você Nem que Você Fosse a Ultima da Terra!


- Porque me trouxe pra casa do Jonas? - perguntei ao entrar na grande casa branca.

- Eu também moro aqui Alice. E se vamos mesmo fazer isso, precisamos saber mais do que só o nome um do outro. - seguiu em direção da cozinha, jogando sua mochila no sofá pelo caminho. - Tá com fome? – perguntou vasculhando geladeira e armários. - Tem lasanha congelada, pizza de ontem e um pacote de pipoca.

- Eu aceito a pizza.

- Certo. - tirou uma caixa de pizza da geladeira colocando os pedaços que estavam dentro dela em um prato o levando ao micro-ondas. - Refrigerante ou suco?

- Suco. - me entregou um copo com suco de laranja dentro.

- Obrigada. Cadê o Jonas?

- Disse que tinha um trabalho pra fazer na casa da Manu. - respondeu rindo; franzi a testa sem saber quem era Manu. - É a nova peguete dele.

- Ah. - balancei a cabeça ao compreender o que ele havia dito.

Comemos a pizza em absoluto silêncio, que se estendeu por um tempo logo depois.

- Vem. - falou ao se levantar pegando sua mochila na sala e foi em direção às escadas.

- Pra onde? - perguntei desconfiada.

- Pro meu quarto ué. Nada melhor que uma rapidinha para nos conhecermos melhor, a gente pode conversar depois. - deu de ombros.

Meus olhos arregalaram e comecei a gaguejar vergonhosamente tentando falar alguma coisa.

E então ele começou a rir.

Gargalhar.

- Você precisava ter visto a sua cara, foi hilária. - falou controlando o riso. - Relaxa Alice, eu não transaria com você nem que você fosse a última mulher da terra e minhas mãos não pudessem mais me ajudar.

- Saiba que o sentimento é recíproco Victor. - respondi entre dentes. Ele apenas começou a rir novamente antes de continuar a subir as escadas. Bufei irritada e o segui.

- Entra ai. - Victor falou ao abrir uma das portas do corredor.

- Uau, não é como eu esperava. - comentei quando entrei no grande quarto branco.

À minha frente, havia uma grande cama de casal, onde Victor estava deitado, com um criado mudo em cada lado.

Na parede atrás de mim, uma grande estante de madeira com TV, DVD, e várias outras coisas. À minha direita tinha uma mesa com um notebook e outras coisas do gênero em cima e à minha esquerda, duas portas brancas que eu deduzi serem do banheiro e closet.

- E o que você esperava?

- Ah você sabe. Alguns pôsteres de mulheres peladas pela parede, camisinhas por todo lado, uma pilha da Playboy ao lado da cama ou uma coleção de pornôs perto da TV. - fiz uma pausa. - Talvez um alvo com uma foto minha atrás da porta.

- Sabe que não é uma má ideia. - tirou o celular do bolso e o apontou na minha direção. - Sorria. - falou e o som da câmera me fez ter certeza de que ele realmente havia tirado uma foto minha.

- Você é realmente um idiota Victor!

- Que seja, senta aí.- indicou um espaço vazio na cama com a cabeça.

- Certo, por onde começamos?

- Sei lá, eu nunca fiz isso antes. - deu de ombros.

- Jura que nunca sentou para conversar com a sua namorada falsa para conhecerem melhor? – perguntei ironicamente.

- Muito engraçada Alice. Hilária. - respondeu emburrado.

- E se a frente fizesse um jogo de perguntas? Você me faz uma pergunta e eu te faço outra em seguida. - sugeri.

- É pode ser. Você tem irmãos?

- Não, sou só eu. E você?

- Tenho dois, Yasmim e Ivan. Você vai conhecê-los.

- São mais velhos que você?

- O Ivan tem 20 e a Yasmim tem 16.

- Quando é o seu aniversário?

- 12 de março. E o seu?

- 22 de março.

- Parece que temos alguma coisa em comum afinal. Comida favorita?

- Panquecas. A sua?

- A macarronada da minha mãe sem dúvidas.

- Banda favorita?

- Beatles. Você?

- Parece que temos outra coisa em comum.

- Quantos anos você tem?

- Estamos no mesmo ano Victor, temos a mesma idade. - revirei os olhos como se fosse óbvio. E realmente era.

 - Filme favorito?

- De volta para o futuro. Óbvio. O seu?

- Para sempre.

- Aquele romance ridículo da menina que perde a memória?

- Não é ridículo, mas sim esse mesmo.

- Qual o nome dos seus pais? - minha respiração travou quando as palavras saíram de sua boca atraindo sua atenção. - Alice eu estou falando com você.

- Meus pais morreram ano passado em um acidente.

- Eu... Eu não sabia. Sinto muito. - disse sincero. - É por isso que você passa todos os feriados sozinha assistindo filmes? - concordei com a cabeça.

- A gente sempre passava os feriados juntos. Pareceu errado mudar isso depois de tanto tempo. - respondi com a voz rouca.

- Me desculpa por ter te zoado por isso, eu realmente não sabia.

- Tá, tudo bem.

- Você não vai chorar né? - seu tom quase desesperado me fez rir.

- Não, eu só preciso de um pouco de água.

- Toma. - me alcançou uma garrafa de água que tinha ao seu lado.

- Obrigada. Qual o nome dos seus?

- O que? - me olhou confuso.

- Seus pais. Qual o nome deles?

- Emily e Richard. Já ficou bêbada?

- Por que isso é importante?

- Sei lá, mas fiquei curioso.

- Já. - respondi depois de um tempo. - Duas vezes. Como começamos a namorar?

- O que?

- Se a sua mãe perguntar, não vai pegar bem se apenas um de nós souber a história.

- Certo. Bem nós estudamos juntos e há alguns meses, uns amigos em comum nos apresentaram e começamos a sair desde então.

- Só isso?

- Tem uma ideia melhor Alice? - levantou a sobrancelha em desafio.

- Eu não sei, mas podia ser uma história um pouco mais... Romântica.

- Eu não faço o estilo romântico Alice.

- Eu sei Victor. Você faz o estilo canalha e acho que é exatamente por isso que inventou esse plano ridículo de arrumar uma "namorada". - fiz aspas com os dedos.

- Você é boa com deduções, entendi. Qual seu plano então?

- Não pensei em nada ainda, só acho que essa história de amigos em comum me parece profundamente falsa.

- O que acha disso então: você era a novata e eu me apaixonei perdidamente por você desde que a vi...

- Mais falso que os amigos em comum. Você é o maior galinha do colégio Victor, se quer convencer sua mãe de que você mudou, precisa de uma história melhor que essa. E seus pais me conhecem.

- Como?

- Quando eu estava com o Jonas, nos conhecemos em uma festa. Não conversamos, mas acho que tem grandes chances de eles lembrarem de mim.

- Tudo bem então. Qual o plano?

- Homens são imaturos, então você o Matt e o Josh podem ter feito uma aposta para ver qual dos três pegaria a ex do Jonas antes. Nós começamos há passar um tempo juntos e, quando percebemos, estávamos apaixonados.

- Até que é uma boa história. - admitiu.

- De nada.

- Certo então temos uma história, sabemos mais do que o nome um do outro. - numerou com os dedos. – temos uma trégua de não irritar um ao outro durante a viagem, só precisamos de mais uma coisa: intimidade.

 



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