História Namorado de aluguel - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
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Palavras 1.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Iai minha gente...
B
O
A
L
E
I
T
U
R
A

Capítulo 30 - Capítulo 30


Sentei na ponta da mesa, com os outros membros do conselho estudantil me olhando, esperando que eu dissesse alguma coisa. Normalmente eu gostava de liderar as discussões, mas até agora havia sido inútil nessa reunião.

— Luna— disse Daniel, o vice-presidente —, acho que podemos passar para o segundo item.

— Certo. — Olhei para o papel na minha frente. O segundo item era um assunto pelo qual eu havia lutado, uma festa na praia sem bebida alcoólica. — Todo mundo cumpriu as tarefas?

— Temos as autorizações — disse Daniel.

— Não consegui a banda — falou Ashley. — Alguma que se candidatou para o baile toparia fazer a festa?

— Não... — Eu me detive ao lembrar da banda de Gastón. — Não sei, talvez. — O dia em que fizemos as audições foi longo. Talvez não tivéssemos prestado muita atenção nas últimas bandas. — Vou ver se tem alguma e te falo. E a comida? Tudo certo? Clarissa assentiu.

— Tudo certo.

— A lista de inscrição pela internet está bem cheia. Acho que essa ideia da grande noite sem bebida vai dar um bom retorno — Daniel opinou.

— Por que a surpresa? Outros colégios fazem festas como essa.

— Só achei que todo mundo ia querer se divertir na noite da formatura.

— Nós vamos nos divertir. — Eliminei o segundo item da lista e bati duas vezes com a caneta na página. — E aí, alguém vai querer falar no discurso da próxima sexta? Fazer a palestra motivacional do “estamos nos formando”? Daniel, que havia acabado de beber um gole de sua garrafa de água, tossiu e tentou recuperar o fôlego. Os outros ficaram me encarando.

— Que foi?

— Você não vai querer falar no último discurso do ano?

— Ah... Bom, estou perguntando se mais alguém quer falar. Ashley balançou a cabeça, dizendo que não. Olhei em volta, e todos os outros a imitaram. Daniel disse: — Não. Você é boa nisso, e esse ano foi seu. Você conquistou o direito.

Eu queria me orgulhar, mas não sabia mais se devia, se isso significava que eu era egoísta. Eu havia trabalhado duro esse ano, principalmente por causa da faculdade, mas também por gostar da liderança, de fazer discursos e de lutar por uma causa. Bati com a caneta na página mais algumas vezes.

— Tudo bem. Eu falo. Obrigada. Sobre os outros itens da pauta, deem uma olhada em todos e me mandem as perguntas por e-mail ou então para o Daniel. Acho que vamos encerrar mais cedo hoje.Todo mundo levantou e começou a conversar, enchendo a sala com o som de vozes.Daniel olhava para mim. Não precisei olhar para ele para saber.

— O que é?

— Você está distraída. Normalmente, você é muito organizada e controlada.

— Desculpa.

— Não precisa se desculpar. Você foi mais... verdadeira. Finalmente olhei para ele.

— Como assim?

— Não sei. — Ele olhou para a porta, por onde a última pessoa acabava de sair. — Acho que esse ano todo você pareceu meio intocável.

— Do que você está falando? A gente namorou. O que isso tem de intocável?

— Você foi... — Ele hesitou, como se temesse ferir meus sentimentos. — Não foi de verdade. Foi como se representasse o que uma namorada deve ser. — E apontou para o meu fichário. — A representação do que deve ser o presidente de um conselho estudantil. A imagem perfeita. Sem nenhum deslize. Você poderia escrever um manual.

Eu me encolhi.

Finalmente, ele levantou da cadeira.

— Não é ruim. Mas assim é melhor... É legal. Tenho até vontade de te convidar para sair.

— Você já me convidou. E eu falei que não gosto de reprises. — Joguei a caneta nele quando Daniel caminhava para a porta.

Ele riu.

— Você só está comprovando o que acabei de dizer.Suspirei e olhei para a mesa, agora vazia. Sentei no mesmo lugar o ano todo, e o que fiz de verdade? Abri o fichário na seção “formatura”. A folha de inscrição para as audições das bandas ainda estava lá. Vinte apresentações. Alguns solistas, dois ou três duetos. O coral do espetáculo já havia até ensaiado. Havia nove bandas. Eu não sabia qual delas era a do Nate, mas ia descobrir. Talvez eles ensaiassem na garagem e eu pudesse invadir o ensaio.

Ouvi a música quando saí do carro. A bateria reverberava em meu peito quando me aproximei da porta. Colei um sorriso no rosto e entrei pela porta lateral. Ninguém me viu, e a música continuou, a batida se espalhando e ecoando até nos meus pés. Era uma canção envolvente. O cantor tinha uma voz boa e era muito carismático. Eu o acompanhava com os olhos enquanto ele pulava pelo palco com o microfone na mão. Repeti seu nome mentalmente várias vezes para não esquecer: Marcus.

Eu não estava ali havia muito tempo quando a bateria parou. Gastón olhava para mim com ar confuso. Os outros músicos continuaram tocando, mas, um a um, todos foram parando e olhando para mim.

— O ensaio é fechado — disse Marcus. Se sabia quem eu era, a garota que havia ofendido sua banda indiretamente alguns meses antes, ele não deixava transparecer.

— Eu sei. Queria falar com vocês sobre a possibilidade de tocarem em uma festa de formatura.

Ele riu.

— É piada?

— Não. — Mostrei a prancheta, como se isso me fizesse parecer mais profissional, mas percebi que, provavelmente, também dava a impressão de estar considerando outras bandas. E a deles era a única. — Vocês já participaram de uma audição para o baile.

— E você e as suas amigas recusaram a gente. Acho que agora a gente vai recusar.

Ele não tinha esquecido.

Os outros membros, inclusive Gastón, assentiram, concordando com o vocalista, e o baixista comentou: — O equipamento de som que vocês usaram naquele dia e no baile era horrível. Até o Metallica teria ficado ruim tocando com aquilo.

— Quem é Metallica?

Marcus gemeu.

— Você é a encarregada da música? Fala sério. O que a gente fez para merecer esse castigo? Que qualificação você tem para escolher uma banda?

— Nenhuma.

Ele abriu a boca, como se quisesse discutir, mas fez uma pausa antes de dizer: — Exatamente.

— Mas eu gostei do que ouvi hoje. Vocês aceitam tocar na festa? Por favor. Vim fazer o convite pessoalmente.

Ele me olhou de cima, me mediu, e eu torci para Gastón fazer alguma coisa, apoiar minha intenção, mas ele deixou Marcus assumir o comando. Eu não podia criticá-lo por isso.

— Não sei. Tenho que conversar com a banda. Talvez.

— Você pode me mandar uma mensagem com a resposta? — Dei a ele um cartão com o meu celular. Ele olhou para o cartão e o guardou no bolso da calça.

— Luna Valente está me dando o seu telefone. Uau.

— Se não quiserem tocar... talvez possam indicar uma banda, porque, como você mesmo disse, eu não estou qualificada para escolher.

— É claro.

— Obrigada. — Estendi a mão para apertar a dele, e ele bateu com o punho fechado no meu. — Há quanto tempo vocês tocam juntos?

— Dois anos.

— E compõem suas músicas?

— Sim.

— Bom, dá pra ver que se esforçam. Obrigada de novo. — E me virei para sair.

— Tchau, luna — Gastón se despediu.

Sorri e saí. Quando estava quase chegando ao carro, ouvi alguém me chamar. Eu me virei e vi Marcus se aproximando.

— Olha só, a gente vai pensar sobre a festa.

— Eu sei, você já disse.

— Mas dessa vez estou falando sério.

— Ah.

— A gente se vê. — E, com isso, ele se afastou.




Notas Finais


Bom?ruim?


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