História Namorado de aluguel - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Visualizações 172
Palavras 1.186
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui começa o início e possivelmente o fim do nosdo casal....
B
O
A
L
E
I
T
U
R
A

Capítulo 31 - Capítulo 31


Pela primeira vez desde que conseguia lembrar, não convidei a Jim e a Yam para me ajudar com as roupas para o encontro com Matteo. Se é que seria mesmo um encontro. A irmã dele praticamente o obrigou a me convidar para assistir à peça. Era bem provável que ela ainda estivesse tentando manter Eve longe dele. Pensei até que Nina poderia ir conosco, mas, quando ele apareceu na sexta à noite sem ela e beijou minha mão na porta, comecei a pensar que talvez fosse um encontro de verdade.

— Linda como sempre, Luna.

— Obrigada. Você também.

— Você acha que eu sou lindo?

— Escolhi você a dedo em um estacionamento para fingir que era meu namorado.Você acha que eu teria escolhido qualquer um?

— Bom, a mensagem é meio confusa. Escolher a dedo significa que havia mais opções. E só tinha eu no estacionamento. Então, sim, acho que você teria escolhido qualquer um.

— Nesse caso, eu tive sorte por você ser lindo.

— É, teve.

Bati no seu braço, e ele riu.

Não houve nenhum outro contato físico no caminho para o teatro, e, quando eu me convenci de que ele havia me convidado como amiga, entramos no teatro com iluminação suave e ele segurou minha mão. Meu coração deu um pulo de felicidade. Ele apontou para algumas cadeiras na área central da plateia, e nós seguimos para lá. Estávamos descendo pelo corredor quando alguém o chamou pelo nome.

Nós dois nos viramos e vimos Ramiro,  o amigo que ele encontrou na festa, acenando.

— Tem mais um lugar vazio aí? — ele perguntou.

Matteo assentiu, e Ramiro juntou-se a nós, na cadeira do outro lado de Matteo.

— Oi. É Luna, certo?

— Isso. Oi.

— Viu a Fernanda? — Ramiro perguntou a Matteo.

Ele inclinou a cabeça.

— Sim, algumas fileiras para trás.

Fernanda estava no teatro? Nina provavelmente sabia que ela viria. Outra armação? Não. Eu não podia pensar desse jeito. Só porque não tinha certeza das motivações de Nina, não significava que não podia confiar nas de Matteo. Ele queria minha companhia. Esta noite nós não estávamos representando. A presença de Fernanda no teatro era só coincidência. Mas... ele havia fingido para me proteger quando encontramos Âmbar na sorveteria. Era isso que estava acontecendo agora? Por isso ele segurou minha mão?

Mesmo pensando nessa possibilidade, dessa vez eu não estava disposta a soltar a mão dele. E a afaguei. Ele olhou para mim e retribuiu.

Ramiro olhou para trás.

— Cadê o Pablo?

— Você sabe o que ele pensa dessas coisas.

— Não pensamos todos do mesmo jeito? — Ramiro bateu nas costas de Matteo. — Ah, é, menos você. Você gosta de ver gente cantando e dançando. Esqueci.

— Não precisa ficar, Ramiro. — A voz de Matteo era tranquila, mas lembrei o que Nina havia dito sobre os amigos dele gostarem de coisas diferentes das que ele apreciava. Por que Ramiro estava ali, afinal?

— Você sabe que é brincadeira. Estou condicionado. Culpa sua. Mas não estou acostumado a ficar sentado ao seu lado nessas ocasiões. Normalmente venho para te ver no palco.

Matteo falou alguma coisa que eu não pude ouvir, e Ramiro riu. Depois Matteo olhou para mim.

— Você vai adorar.

— Tenho certeza disso. — Olhei para o programa na mão de Ramiro. — Caminhos da floresta. É terror?

— É uma coletânea de contos de fadas.

As luzes se apagaram e a orquestra começou a tocar. Um holofote iluminou as cortinas, e elas se abriram. Matteo virou minha mão com a palma para cima sobre seu joelho e começou a deslizar um dedo bem lentamente para cima e para baixo em cada um dos meus dedos. Minha reação foi tão forte que os cabelos na minha nuca ficaram em pé. Apoiei a cabeça no ombro dele. Seu cheiro era incrível, uma mistura de desodorante e sabão de lavar roupa. Se queria me impedir de assistir à peça, ele estava fazendo um excelente trabalho. Quando chegou o intervalo, eu estava tão envolvida com o fato de estar ali que quase esqueci que havia mais gente na plateia. O aplauso alto me tirou do transe.

As luzes se acenderam e eu endireitei as costas.

— Incrível.

Matteo sorriu.

— Que bom que gostou.

— Por que você não está no palco?

Ele apertou a mandíbula, mas relaxou em seguida.

— Aconteceu muita coisa durante as audições.

— É, ser recluso é trabalho duro.

O sorriso dele voltou.

— Minha irmã te influenciou — ele disse, mas não rebateu meu comentário. — O intervalo tem só quinze minutos. Se quiser ir ao banheiro, a hora é essa. Também tem bebidas e biscoitos para vender no saguão. Quer alguma coisa?

— Não, nada.

— Tudo bem, então. Preciso ir ao banheiro. Já volto. — Matteo soltou a minha mão. Eu mal podia esperar para segurar a dele de novo.

— Tudo bem.

Respirei fundo algumas vezes, tentando devolver meu coração ao ritmo normal. Peguei o programa e comecei a virar as páginas. Havia fotos de cada pessoa do elenco, a descrição do papel que representava e o nome da escola onde havia atuado anteriormente. Ramiro pulou para a cadeira ao meu lado, e eu percebi que a minha atitude era grosseira. Fechei o programa e sorri para ele.

— Oi. — Guardei o livreto embaixo da cadeira e apontei para o palco.

— O Matteo também sabe cantar desse jeito?

— Sabe.

— Eu quero vê-lo no palco algum dia. Há quanto tempo você e ele se conhecem?

— Há anos.

— Onde se conheceram?

— Na escola. — Ele se inclinou para mim e baixou o tom de voz. — Tenho uma pergunta para você.

— Que pergunta?

— Vai ter uma reunião do pessoal do beisebol. Não quero reconquistar uma namorada nem nada disso, mas seria legal não ir sozinho pelo menos uma vez. Sabe como os caras são. Não cansam de fazer piadinhas. Passo semanas aturando as brincadeiras depois de cada reunião. Mas não quero lidar com o drama de um relacionamento de verdade, nem com as expectativas de convidar alguém para sair, alguém que vou ter que ver o tempo todo. Ele estava sugerindo o que eu achava que era?

— Eu... vim com o Matteo. Seu amigo.

— Eu sei. Mas ele me contou sobre o plano, e é evidente que está funcionando. — E olhou para trás lentamente.

Matteo e Fernanda estavam conversando. Ela estava segurando o braço dele e rindo de alguma coisa que Matteo falara. Ele também sorria.

— Ele a quer de volta. E você ajudou na reconciliação. E comigo seriam três horas, no máximo. Quanto você cobraria por isso?

Fiquei gelada.

— O quê?

— Só vamos sair. Mais nada. — Ele ergueu as sobrancelhas. — A menos que você queira fazer alguma coisa depois.

A bofetada foi tão forte que minha mão ardeu.

— Ei! Por que você fez isso? — Ele segurou um lado do rosto.

— Você não mudou nada. — Ainda era o mesmo cara que saíra com a Yam dois anos atrás e a tratara tão mal. Levantei e me afastei. Cheguei ao carro de Matteo e descobri que estava trancado.

Fechei os olhos e contei até dez, porque senti as lágrimas chegando. Consegui segurá-las e me sentei na calçada. Meu telefone tinha uma chamada perdida do

Simon. Hesitei por um segundo, olhei para a entrada vazia do teatro e liguei de volta.





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