História Namorado de aluguel - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Visualizações 94
Palavras 983
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá voltei povo.
B
O
A
L
E
I
T
U
R
A

Capítulo 32 - Capítulo 32


Simon atendeu no segundo toque.

— Foi o esconde-esconde telefônico mais longo da história — disse.

— É, foi.

— Tudo bem?

Pensei que ouvir a voz dele mexeria comigo, me faria lembrar o que vivemos. Talvez até me fizesse sentir melhor. Mas só aumentou minha dor de estômago.

— Tudo. E você?

— Morrendo de saudade, luna.

— É mesmo? — Era bom saber que alguém pensava em mim.

— Você lidou com o fim do namoro com mais maturidade do que eu esperava.

— Ah... Obrigada.

— Estou dizendo que esperava um milhão de mensagens, mas só recebi

silêncio.

— Desculpa.

— Não, isso é bom.

Claro. Nada como o silêncio para reviver uma conexão.

— Eu vi o seu tuíte. Você entrou no baile de formatura e enfrentou suas amigas sozinha. Mostrou ainda mais maturidade com isso.

— Não foi bem assim. Um amigo acabou entrando comigo. — Mas éramos amigos de verdade? O que Ramiro acabou de dizer era verdade?

Fiquei surpresa por Matteo ter contado a Ramiro sobre o falso namoro sem me avisar. Especialmente depois de ele ter ido sentar perto de nós. Matteo devia ter me falado que Ramiro sabia. E quando ele contou? Hoje? Simon continuava falando. A voz dele me fez lembrar como o nosso relacionamento era fácil. Descomplicado. Não havia ex-namoradas para encarar, sentimentos para decifrar ou papéis para representar. Estávamos juntos, só isso.

O silêncio do outro lado da linha me fez perceber que ele esperava que eu respondesse alguma coisa que nem ouvi.

— Desculpa. O quê?

— Quero te ver de novo.

— Você quer?

— Quero.

Pensei em Matteo e no jeito como ele estava perto de Fernada, rindo com ela.

— Posso fazer uma pergunta?

— É claro.

— Do que você gostava em mim? — Eu me sentia bem pouco agradável.

— Você é divertida. Tivemos bons momentos juntos. — Foi tudo o que ele disse. E parou, como se fosse uma declaração profunda, como se fosse o suficiente para me fazer voltar correndo. Não que eu o julgasse. Eu tinha certeza de que daria a mesma resposta, se ele tivesse feito a mesma pergunta.

— A gente se divertia, mas você tinha vergonha de mim.

— Não tinha.

— Você não quis conhecer os meus amigos e nunca me deixou conhecer os seus. Isso me magoou, Simon.

— Uau. Você está... diferente.

Onde eu estava com a cabeça? Simon não era a resposta para a dor que eu estava sentindo pelo que Matteo havia acabado de fazer.

— Acho que estou. Tenho que desligar.

— Espera, Luna.

— Não posso. Tenho que desligar. — Apertei o botão para encerrar a chamada e olhei para a entrada do teatro. Não sabia o que fazer. Acho que pensei que Matteo viria atrás de mim, mas ele não veio. Estava ocupado demais tentando voltar com Fernanda. Talvez eu devesse ouvir o que ele tinha a dizer, mas estava com muita raiva, e não voltaria lá de jeito nenhum. Não com Ramiro e Fernanda por perto.

Eu não conhecia essa parte da cidade, mas vi um ponto de ônibus na esquina e várias pessoas esperando, o que indicava que ele poderia passar logo. Tirei os saltos e caminhei até lá. O ônibus chegou cinco minutos depois, tempo de sobra para Matteo ter ido me procurar. Ele não foi. Portanto, quando o ônibus se aproximou e vi a palavra “Orla” no letreiro digital, eu entrei. Eu tinha só uma nota de cinco dólares, e o motorista resmungou enquanto pegava o troco.

Sentei ao lado de uma mulher usando fones de ouvido, esperando que isso fosse um sinal de que não tentaria puxar conversa comigo, e me segurei para não chorar durante dez minutos. Meu telefone vibrou. Ignorei a ligação de Matteo. Em seguida veio uma mensagem.Fiquei com receio de ler, mas li.

Onde você está?

Não respondi. Não sabia o que dizer. Uma lágrima idiota escorreu pelo meu rosto. Eu a limpei, furiosa. Foi então que a mulher ao meu lado decidiu parar de me ignorar. Ela tirou os fones.

— Tudo bem com você?

— Sim, tudo.

— Sabia que essa é a mentira mais contada no nosso idioma?

Engoli um soluço.

— Ah, meu bem, não chora. — E bateu no meu braço de um jeito encabulado.

— Estou bem — repeti.

Ela deu uma risadinha.

— Por favor, não colabore com a mentira. Outra notificação no celular.

Pensei que você estivesse no banheiro. E comecei a pensar que tinha morrido lá dentro, por isso mandei alguém ir ver se estava tudo bem. Ela disse que o banheiro estava vazio. O Ramiro falou que você saiu chateada. Onde você está, luna?

A mulher ao meu lado ainda parecia preocupada.

— Problemas com garotos — falei, finalmente, esperando que ela me deixasse em paz. Mas isso a fez começar um monólogo sobre os adolescentes de hoje em dia.

Se você não responder, vou chamar a polícia. Estou preocupado.

Digitei depressa: Como você falou para o seu amigo que eu sou uma garota de programa, achei que você estava com uma ideia errada sobre a gente. Não sabia que era esse o papel que eu tinha que interpretar esta noite. Arrumei carona para casa.

O telefone começou a tocar imediatamente. Eu não queria falar sobre isso pelo celular, ao lado de uma mulher que parecia pensar que os garotos deviam usar coleiras de choque a partir dos treze anos. Além do mais,

Matteo podia estar ligando para dizer que eu estava reagindo como uma namorada, não como alguém que estava saindo com ele pela primeira vez.Eu estava reagindo como namorada. E não era namorada dele.

— Já vi que não estou ajudando — a mulher concluiu.

— Obrigada por tentar, de verdade. — O ônibus parou, eu levantei e andei pelo corredor. Senti o cheiro do mar no segundo em que desci. A brisa e o som das ondas foram só uma confirmação secundária de onde eu estava.

Eram só oito horas. Eu tinha mais quatro para choramingar pela praia antes de encontrar um jeito de voltar para casa.Uma hora depois, ouvi a notificação de mensagem.

Sabia que os seus pais têm um rastreador com GPS no seu telefone?




Notas Finais


Bom? Ruim?
Eita, Eita parece que as coisas não estão boas...e um aviso:VAI PIORAR. E sinto muito dizer mais....ja estamos na reta final gente.triste eu sei...mais é a vida.


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