História Namorado de aluguel - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
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Palavras 1.429
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não consegui me segurar...tinha que postar agoraaaaaa.
B
O
A
L
E
I
T
U
R
A

Capítulo 33 - Capítulo 33


Eu me virei e vi alguém andando pela praia na minha direção. Estava escuro demais para ver o rosto de longe, mas, considerando a mensagem que eu havia acabado de receber, tinha certeza de que era Matteo. Tentei me controlar. Não queria que ele percebesse quanto eu estava sofrendo.

— E agora, você acha que sou esquisito? — ele perguntou quando parou perto de mim.

— Talvez mais do que quando ficou parado no estacionamento para ter certeza de que eu estava bem.

— Dá pra entender. Isso exigiu muito esforço e engenhosidade. E convencer os seus pais de que você não estava perdida e, ao mesmo tempo, fazê-los me dizer onde você estava.

Ele sentou ao meu lado e olhou para o meu rosto. Eu não sabia o que Matteo procurava, mas tive que fazer um grande esforço para impedi-lo de encontrar.

— Quero ouvir o seu lado — ele falou. — Quero entender o que aconteceu.

— O meu lado? E o seu lado?

— O meu lado é bem simples. Fui ao banheiro. Minha ex-namorada me chamou e começou a conversar comigo e com um velho amigo nosso. Depois, quando voltei com um cookie de gotas de chocolate surpresa para você, não te encontrei mais.

— Um bom lado, mas o lado a que eu me referia era como exatamente você explicou “a gente” para o Ramiro.

Ele pareceu pensar.

— Ah. Depois da festa de formatura da Fernanda, contei a ele como a gente se conheceu e como você retribuiu o favor que eu fiz.

— Pois é, ele teve a impressão errada.

— Como assim? Isso tem a ver com aquela mensagem confusa sobre garota de programa?

— O Ramiro deve ter te contado o que aconteceu.

— O Ramiro disse que você me viu falando com a Fernada, ficou furiosa, soltou alguns palavrões e foi embora.

Meu queixo caiu.

— Ele disse isso?

— Sim, foi o que ele disse. — Matteo respirou fundo. — Posso te fazer uma pergunta?

— Sim.

— Você já conhecia o Ramiro antes da festa da Fernanda?

Ah, não. Não era uma boa hora para essa história vir à tona. Ele fechou os olhos por um momento, como se estivesse desapontado com o choque que provavelmente vira no meu rosto.

— Não. Quer dizer, eu o vi uma vez. Acho que ele nem se lembrou de mim. Olha, eu só vi você conversando com a Fernanda quando ele me mostrou. E ele só me mostrou vocês dois depois de me convidar para um evento de beisebol, porque não queria ir sozinho. Ele disse que você tinha contado sobre o nosso “acordo” e queria saber quanto eu cobrava.

— Ele disse isso?

— Sim, e aí disse que não queria nada depois do evento, a menos que eu quisesse.

— Eu nunca falei em pagamento.

— Bom, então ele chegou a essa conclusão sozinho.

— Não foi isso que ele me contou.

— É claro que não. Não queria que você ficasse bravo com ele.

— Ele disse a mesma coisa de você quando perguntei sobre a mensagem que me mandou. Disse que você estava inventando uma história para eu não ficar bravo com o seu ataque de ciúmes. E que você não gostava dele porque ele não convidou a Yam para um segundo encontro dois anos atrás.

— Ah, fala sério. Foi ótimo ele não ter convidado a Yam para sair de novo. Ele não vale nada.

Matteo ainda parecia cético. Não acreditava em mim. Senti as lágrimas se formando e mordi a bochecha por dentro.

— Por que eu inventaria uma história dessa?

— Por que ele inventaria?

— Porque ele viu o que aconteceu com a sua amizade com o Pablo quando ele te traiu.

— Está tentando dizer que essa situação é igual à que aconteceu com o Pablo, a Fernanda e eu?

— Não, de jeito nenhum. — Limpei uma lágrima errante, furiosa por tê- la deixado escapar. — Só estou tentando entender por que ele mentiu.

— Eu também. E quero acreditar em você, Luna. De verdade.

— Querer acreditar em mim e acreditar em mim são duas coisas completamente diferentes.

— É que a história dele é mais coerente que a sua. Se ele fez o que você está me dizendo, por que você fugiu? Por que não ficou para falar comigo? Por que não me contou?

— Porque, depois de o Ramiro me convidar para o evento, eu disse que tinha ido com você, e ele respondeu que você estava ali para ver a Fernanda. Foi quando eu olhei para trás e te vi com ela. E, sim, eu fiquei com ciúme. Mas o seu amigo continuou falando, insinuou que queria transar comigo, eu dei um tapa na cara dele e saí.

— Eu quero acreditar em você.

— Você já disse isso.

— Porque é verdade.

— Então acredite em mim.

Ele suspirou.

— Ele é o meu melhor amigo, e você tem um histórico de... — Matteo não terminou a frase, e eu levei alguns momentos para deduzir o que ele pretendia dizer.

— Mentiras? — sugeri, incrédula.

Ele assentiu.

Agora eu não conseguia mais segurar as lágrimas, e as odiava. Odiava Matteo por ter esse poder sobre minhas emoções. E odiava que ele me visse chorar depois do que havia dito. Levantei, peguei meu celular e me virei de costas para ele.

— O que está fazendo? — Matteo perguntou.

— Vou para casa. — Digitei o número e esperei alguém atender. A voz do meu pai soou do outro lado. — Oi, pai. Pode vir me buscar? — Minha garganta queimava com a força da emoção, mas consegui parar de chorar.

— É claro.

— Eu te levo — Matteo falou atrás de mim.Para o meu pai, eu disse: — Estou na orla, no centro da cidade.

— Chego daqui a pouco.

— Obrigada. — Desliguei e guardei o celular no bolso.

Matteo parou ao meu lado e estendeu a mão. Recuei um passo. Isso doía mais que qualquer rompimento que eu já havia vivido antes, e nós nunca estivemos juntos de verdade. Nunca nos beijamos. Era assim que a gente se sentia quando deixava alguém se aproximar, pensei, quando conhecia alguém de verdade e se deixava conhecer. Era essa a sensação de gostar de alguém de verdade e ver essa pessoa dar as costas para você. Eu não queria que ninguém tivesse esse poder sobre as minhas emoções. Nunca mais. Era mais seguro guardar as coisas para mim, não mostrar os sentimentos. Tudo acabava melhor assim.

Em silêncio, olhamos para o mar por muito tempo. Talvez ele quisesse ir embora, mas seu lado cavalheiro esperaria meu pai chegar.

— Só para constar, eu posso ser muitas coisas. Egoísta, superficial, esnobe, mas a noite do baile de formatura foi a primeira vez que menti para minhas amigas. E, quando eu quis contar a verdade a elas naquela mesma noite, foi você quem impediu. Não que eu tenha estado ansiosa para contar a elas depois daquilo. Com relação ao Ramiro, ele foi um tremendo babaca com a Yam, mas eu mal o conhecia. Você gostava dele, por isso decidi dar ao cara o benefício da dúvida em vez de contar que ele não valia nada. Resumindo, eu não sou mentirosa. — Dei uma risada amarga. — Acho que nem isso eu posso dizer depois do baile, não é? Vou aumentar a lista. Sou egoísta, superficial, esnobe, mentirosa e preciso muito de aprovação. Eu estava ficando cada vez melhor nessa coisa de sentir pena de mim mesma.

— Luna, para. Você não é nada disso. Estou confuso, só isso. Um dos meus melhores amigos me contou uma coisa, e você disse exatamente o contrário. Você entende o motivo do meu conflito?

Finalmente consegui controlar minhas emoções e adotar um tom calmo,confiante.

— Sim, eu entendo. E tenho certeza de que você também entende por que eu não posso ser amiga... ou sei lá o que era isso... de alguém que não confia em mim. E o que ele... o Ramiro... fez comigo? Não foi legal.

Ouvi o carro do meu pai antes de vê-lo. Estava precisando de uma revisão ou coisa parecida.

— Por favor, não me procura.

Matteo passou a mão na cabeça, o rosto transformado pela preocupação, e assentiu. Entrei no carro. Meu pai hesitou e olhou para Matteo.

— Vamos, pai. Por favor.

E ele seguiu em frente. Assim que viramos a esquina, deixei os ombros caírem e as lágrimas, até então contidas, explodiram.

— Querida?

— Eu odeio os garotos.

— Ele te machucou? — A voz soou surpreendentemente furiosa.

— Não. Só o meu coração.

— Ah, meu amorzinho. — Ainda dirigindo, meu pai pousou minha cabeça em seu ombro. — Eu sinto muito. Chora, vai te aliviar. E eu chorei. Foi mais fácil me abrir com meu pai do que eu tinha imaginado. E pensar nisso só me fez chorar ainda mais.




Notas Finais


Bom? Ruim?
Iai o matteo agiu certo ou não deem seus palpites.
Comentem e talvez eu poste ainda hoje.


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