História Namorado de aluguel - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
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Palavras 3.143
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Lembra que eu disse que ia ficar pior? Pois é. .....
B
O
A
L
E
I
T
U
R
A

Capítulo 34 - Capítulo 34


— Caso esteja interessada em saber — Nina falou quando sentou na minha frente na segunda-feira de manhã —, eu acredito em você, e já disse isso ao Matteo.

— Obrigada. — Não que isso importasse. Eu não queria falar com o Matteo nunca mais.

— Porque o Ramiro é um falso. Não sei como os amigos do Matteo viraram esses babacas. Acho que é porque eles se conheceram muito pequenos, quando ainda eram só meio babacas. Tenho certeza de que, se tivesse conhecido o Pablo ou o Ramiro nos últimos dois anos, o Matteo teria percebido como eles realmente são.

Eu tinha medo de que a minha voz tremesse, por isso só movi a cabeça em uma resposta afirmativa.

— Mesmo que a história do Ramiro fosse verdadeira, eu apoiaria sua decisão de sair de lá num acesso de ciúme. Eu disse ao Matteo que a única coisa que eu teria feito diferente, se a gente tivesse ido ao teatro juntos e ele fosse falar com a ex-namorada e me deixasse plantada, teria sido socar a cara dele antes de ir embora. Por que o tonto do meu irmão continua falando com aquela garota idiota? Principalmente quando está com alguém?

— Não foi bem assim.

— Ele me disse que te convidou para sair. O Matteo falou que não era um encontro?

— Não.

— Ele gosta de você, luna. Está agindo como um idiota, só isso.

— Não faz diferença. Ele não confia em mim, e eu não confio mais nele. Considerando que essa é a base de todo bom relacionamento, acho que não temos muito mais o que esperar.

Nina pôs a mão sobre a minha.

— Meu irmão é extremamente leal. Às vezes até mais do que deveria. A lealdade supera o raciocínio, no caso dele. O cérebro diz uma coisa e o coração diz outra. Uma vez, quando eu era pequena, ele me viu empurrar um menino e roubar o picolé dele. Eu disse ao Matteo que o picolé era meu, que o menino o havia tirado de mim. O Matteo acreditou e mandou o menino me deixar em paz. Lealdade.

— Entendi o que você quer dizer, mas nessa história eu sou o menino chorando porque o picolé foi roubado. Não é a mim que o Matteo está sendo leal.

Ela suspirou, irritada.

— Eu sei. Estou dizendo exatamente isto: ele entendeu tudo errado.Devia ter devolvido o picolé ao garoto e me ensinado a não ser encrenqueira.

Eu ri.

— Bom, isso é muito importante para mim.

— Vai falar com ele?

— Ele não quer conversar, Nina. Ele quer a Fernanda de volta. Desculpe se falhei na sua missão, mas eles que se entendam.

— Minha missão?

— É por isso que você quer que eu fale com ele. Você odeia a Fernanda. 

— Não dá para negar, mas não é isso. Eu gosto de você, luna. — Ela segurou meu braço e me encarou com aqueles olhos contornados de delineador preto. — Por mais que eu tenha tentado me convencer a não gostar, gosto de você. De verdade. As palavras dela me fizeram querer rir e chorar ao mesmo tempo.

— Também gosto de você, mas não preciso ficar com o seu irmão por causa disso.

— Você e o meu irmão combinam. Você alimenta a confiança dele, e ele diminui a sua ansiedade. Quando se encontra alguém assim, não se pode desistir com tanta facilidade.

Eu ri.

— Obrigada, dr. Phil, mas acabou, e eu não gosto de reprises.

Eu não queria almoçar com as minhas amigas. Não queria fazer nada além de ficar sentada na sala da quarta aula e nunca mais sair de lá. Mas levantei, pendurei a mochila no ombro e fui procurar a Yam.

— O que aconteceu? — ela perguntou imediatamente. Naquela manhã,quando peguei carona com ela até o colégio, consegui esconder minha tristeza. Mas a conversa com Nina havia piorado tudo. Ela acreditava em mim, o que tornava ainda pior o fato de Matteo não acreditar. Tornava ainda mais evidente que ele devia acreditar.

— Dia ruim.

— Quer conversar?

— Não.

— É o Lionel? Ainda está brigando com ele?

— Sim... Espera aí. Como você sabe que o Lio e eu brigamos? — Eu não tinha contado a ninguém, porque isso implicaria revelar a verdade sobre o filme mais constrangedor do mundo.

— A Âmbar disse que viu um filme na internet.

— Ela viu? Como?

— Não sei. Talvez seu irmão tenha postado o link no Facebook. Enfim, ela falou que você estava furiosa com o Lionel. Achei que tivesse contado a ela. Fiquei surpresa por não ter me contado.

— Não, eu não contei a ela. — Eu não conseguia processar o que isso significava. Ela ainda estava xeretando em tudo e procurando respostas? Ou, como Yam, ela achava meu irmão bonitinho e o havia adicionado no Facebook?

— É por isso que você está chateada? — Yam perguntou.

— Não. — Falar com ela poderia me ajudar. — Lembra aquele cara com quem eu tive aquele encontro arranjado?

— Sim.

— A gente terminou.

— Eu não sabia que tinha alguma coisa para terminar.

— Não tinha, mas eu queria que tivesse.

— Lamento, Luna. Primeiro o Simon, agora o Matteo. Isso não é legal.

— Não é. — Chegamos ao estacionamento, onde Âmbar e  esperavam perto do carro. — Prefiro que essa história fique só entre nós, pelo menos por enquanto. Pode ser?

— Eu não queria lidar com as perguntas impertinentes de Âmbar. Hoje não.Principalmente porque, tudo indicava, ela continuava me espionando.

— Por quê? Somos todas amigas, Luna. Queremos te ajudar. Você precisa parar de esconder as coisas de nós.

— Eu não consigo lidar com a Âmbar agora. Por favor.

— Não entendo por que vocês duas não conseguem se dar bem.

— Sério? Você não vê como ela é comigo? A Âmbar vive tentando destrinchar minhas histórias por algum motivo que eu desconheço.

— Sim, percebi que ela faz isso de vez em quando, mas a Jules falou a mesma coisa sobre você.

— Bom, ela começou. — Eu parecia infantil, e não precisava ver Yam revirando os olhos para confirmar essa impressão.

— Faz um esforço. Ela tem enfrentado um período difícil.

— Eu tentei, e ela nem ligou.

— Tenta de novo. Ela vai morar na minha casa até o fim do ano, porque a mãe vai se mudar para fugir de mais um cara.

Engoli em seco.

— Ela vai morar com você?

— Sim, e eu preciso das minhas duas melhores amigas se dando bem.

Na única vez em que tentei fazer alguma coisa legal por Âmbar e a convidei para ir à minha casa e participar do ritual pré-encontro, ela mentiu. Parei quando ouvi meu próprio pensamento. A única vez. Teve a tentativa na sorveteria também, mas aquilo não foi um grande esforço.

Yam estava certa. Eu não havia me esforçado muito. Raramente me esforçava para me aproximar dela. Se Yam gostava de Âmbar, devia ver alguma coisa que eu não via. Alguma coisa que eu não me empenhava em ver. Enganchei o braço no de Yam, deitei a cabeça em seu ombro e disse:

— Tudo bem, vou tentar.

— A Luna vai escolher o restaurante hoje — Yam anunciou ao destravar as portas do carro. — O quase namorado terminou com ela.

Âmbar olhou para mim.

— Qual namorado?

— O Matteo.

— Porque ele te viu com o Simon?

Respirei fundo para conseguir um pouco de paciência antes de responder. Do ponto de vista de Âmbar, isso era verdade. A última vez que ela me viu, eu estava mesmo com o “Simon”.

— Não, não foi por isso. O amigo dele foi um cretino e ele não acreditou em mim.

— Que droga — comentou jim.

— É uma droga mesmo. — Sentei no banco da frente e prendi o cinto de segurança.Âmbar tocou meu ombro do banco de trás.

— Lamento pelo Matteo.

Eu sorri. Ela parecia sincera. Quando a chamei na porta da cafeteria, talvez tenha percebido que meu interesse era verdadeiro. Talvez eu tenha impedido o crescimento dessa amizade com a minha atitude. Podia me esforçar mais. E me esforçaria. Tudo ia ficar bem.Yam ligou o carro.

— Para onde?

— In-N-Out.

Levei um segundo para reconhecê-lo fora do contexto como estava, entrando no restaurante onde eu almoçava com Yam, jim e Âmbar. Eu estava de frente para a porta, e a primeira coisa que pensei foi: Acho que conheço esse cara. Depois, quase engasguei com o milk-shake de chocolate e levantei, chocada.

— Lionel?

Ele sorriu, se aproximou e me abraçou.

— Eu devia ter pedido sua autorização para fazer o filme.

Ainda não era um pedido de desculpas, mas eu sorri.

— O que está fazendo aqui?

— Eu precisava te ver.

Minhas amigas estavam me olhando, e eu falei: — Lionel, lembra da Yam e da jim? E essa é a Âmbar. Meninas, meu irmão.

— É bom te conhecer pessoalmente — ele falou para Âmbar.

— Como assim? —  perguntei

— Conversamos pela internet há dois dias. Ela disse que podia me ajudar com um assunto.Por que essa notícia encheu o meu coração de medo?

— Pensei que você odiasse a internet.

Ele sorriu, como se ouvisse uma piada.

— Aliás, ajuda com qual assunto?

— Você vai ver.

— Como você soube que eu estava aqui? — perguntei.

— Os nossos pais têm um rastreador no seu celular. Por favor, me diz que sabia disso.

— Sabia. Só não sei por que eles dão essa informação para todo mundo.

— Porque eu trouxe uma surpresa para você. Um presente de reconciliação. Uma coisa que a sua amiga garantiu que você ia adorar. Lionel sorriu para Âmbar, e o meu medo cresceu.

— Presente de reconciliação?

— Sim, para compensar o meu comportamento horrível.Sorri, nervosa. Se Âmbar estava envolvida nisso, não podia ser coisa boa...ou Yam havia falado com ela sobre “se esforçar mais” também. Talvez ela estivesse se esforçando.

Se ela vira o vídeo do meu irmão, podia ter percebido que a minha vida também era difícil de vez em quando. Essa era a primeira explosão de esperança que eu tinha em um dia horroroso. Meu irmão estava ali me fazendo uma oferta de paz. Uma oferta de paz proposta por ele e Âmbar. 

— Pronta?

— Sim.

Sorrindo como se ele mesmo ganhasse o presente, Lionel voltou à entrada e abriu a porta. Simon entrou. Não o dublê do Simon. O de verdade, o Simon em carne e osso.

Eu havia esquecido como ele era grande. Os braços pareciam imensos. Grandes demais. Eu gostava daquilo? O cabelo era impecavelmente penteado, o sorriso, perfeito e branco, e ele devia ter feito umas sessões de brozeamento.

Lionel andava um pouco atrás dele e sorria orgulhoso, como se trouxesse uma pilha de dinheiro ou coisa parecida.

— Luna. — Simon me apertou num abraço sufocante. Ele ia fraturar minha coluna com aqueles braços enormes. Em seguida, me soltou e olhou para minhas amigas. Tudo acontecia depressa demais, e meu cérebro tinha dificuldade para acompanhar. Por isso, quando ele falou: “Sou o Simo...”,meu grito de “Não!” saiu um segundo tarde demais.O brilho satisfeito nos olhos de Âmbar revelou que esse era o plano.

— Espera. Você é o Simon? O Simon da UCLA? — Jim perguntou.

— Isso. Luna, eu não tenho vergonha de você. Estou aqui para conhecer suas amigas, finalmente. Passou da hora! — Ele beijou meu rosto, e eu tive que me segurar para não limpar a bochecha quando ele se afastou. Yam olhava para mim com uma cara... bom, como se eu houvesse mentido para ela no último mês inteiro.

— Luna? O que é isso?

— Ele terminou comigo no estacionamento na noite do baile de formatura. Mas ele existe. Está vendo?

— E daí? Você chamou um amigo para fingir que era ele?

— Você fez alguém fingir que era eu? — Simon perguntou.

Meus ombros começaram a tremer, e eu tive que cruzar os braços para controlar a reação.

— Eu só precisava dar um jeito naquela noite. Você estava lá. Devia ter entrado comigo, não terminado. Simon fechou os olhos, como se estar ali fosse o maior de todos os erros. Eu preferiria que ele não tivesse vindo.

— Sério, luna? — Lionel falou.

Apontei para Âmbar.

— Ela estava tentando provar que o Simon não existia. — Eu havia me tornado uma criança. Agora era inútil. Cavei minha sepultura e era enterrada viva nela. — Foi ela que provocou tudo isso.

— Você mentiu pra gente? — Yam perguntou.

— Me desculpa. Por favor. Eu não queria mentir. O Simon existe. Ele só terminou comigo no estacionamento, daí eu pensei que não era realmente uma grande mentira. Só reformulei a ordem em que as coisas aconteceram... com um substituto.

— E quem era o substituto? — Yam quis saber.

— Ela chamou o cara de Simon quando encontrei com eles na sorveteria outro dia.

— Âmbar estava adorando cada segundo disso. Havia trabalhado duro por essa recompensa, e tudo acontecia exatamente como ela havia imaginado, provavelmente.

— Aquele era o Matteo.

— O Matteo do encontro arranjado? Então não foi um encontro arranjado. Você já o conhecia.

— Sim.

— E naquela vez você teve a intenção de mentir? — A voz de Yam era gelada.

— Eu me enrolei.

— Será? — jim murmurou.

— Por quê, Luna? — Yam perguntou.

— Porque eu estava com medo.

— Do quê?

Agora era como se fôssemos só Yam e eu. O olhar gelado ficou triste.

— A Âmbar não acreditava que o Simon existia. Pensei que... — Parei, porque agora parecia ridículo.

— Eu sempre acreditei em você sobre o Simon.

— Eu sei. Mas eu achei que não acreditaria naquela noite. Achei que seria a prova final, a evidência para ela ter certeza de que eu era uma mentirosa.

— Você provou que era mentirosa sozinha.Meu coração ficou apertado.

— Eu sei.

— Por que não confiou na nossa amizade?

— Sei lá. Talvez porque os meus relacionamentos sempre tenham sido superficiais.Nunca fui eu mesma. Nunca. Nunca deixei ninguém se aproximar. — Eu soube que era a hora errada para fazer essa declaração no momento em que as palavras saíram da minha boca, mas era tarde demais para voltar atrás. — Não foi isso que eu quis dizer. Eu não sabia que era superficial. Sempre achei que a nossa relação fosse ótima, até entender o que era me abrir de verdade. — Fechei os olhos. Eu só estava piorando a situação. — Desculpa.

Yam ficou em pé.

— É bom saber como você se sente. — E foi embora. Jim ainda ficou por um instante, mas levantou depois dela.

Olhei para Lionel, mas ele só balançou a cabeça, com desgosto. Devia estar muito satisfeito por ter feito um filme sobre a minha necessidade de aprovação.

— Sério, Luna?

— Por favor, julgamento agora não. — Minha voz tremia, e eu fiquei quieta.

Lio bateu no braço de Simon, moveu a cabeça para mostrar a porta, e os dois saíram. Por que eu não tinha um irmão que me defendia mesmo se eu roubasse um picolé? Apoiei a testa na mesa e decidi que não ia sair dali até alguém me obrigar.

Alguém tossiu, e eu olhei para cima. Como foi que ainda não havia notado que Âmbar não tinha saído com as outras?

— Que é?

— Estive em seis colégios em quatro anos. A Yam foi a única pessoa que me fez sentir aceita.

— Então era isso? Você queria roubar a Yam de mim?

— Eu sabia que ela merecia coisa melhor.

Ambrar estava certa. Yam merecia alguém melhor que eu. Apoiei a testa na mesa outra vez e ouvi Âmbar sair do restaurante batendo o salto alto. Pela segunda vez em poucos dias, percebi que precisava ligar para o meu pai e pedir carona para casa.

A única pessoa com quem eu podia conversar agora era a irmã do cara que eu não queria ver nunca mais, por isso eu estava sentada no carro tentando entender as coisas sozinha.

Antes eu era boa nisso. No começo do ano. E, apesar de todas as pessoas que haviam dito ultimamente que eu estava diferente, melhor e mudada, eu me sentia perdida, ressentida e sozinha. Queria meu antigo eu de volta. Aquele que conseguia empurrar um problema para baixo do tapete até se sentir capaz de lidar com ele. Talvez a questão fosse essa. Eu nunca lidava realmente com nada.

Eu não conseguia parar de pensar em uma coisa que Âmbar falou. Yam merecia coisa melhor. Ela estava certa. Yam merecia coisa melhor que uma amiga como Âmbar. E eu acreditava realmente que podia ser melhor... Eu era melhor. Melhor que a mentira idiota que havia contado mais de um mês atrás. Melhor que a pessoa que era no começo do ano, que não pensava muito nos outros, exceto sobre como eles poderiam me ajudar. E só agora eu percebia que era assim.

Liguei o carro e fui para a casa de Yam. Tinha que lidar com isso. Eu havia feito a confusão. Bati na porta, e a mãe dela, que normalmente sorria e me convidava para entrar, bloqueou a passagem com o corpo.

— Desculpa, Luna. Ela não quer falar com você.

Pensei no tapete que a mãe dela havia comprado para nós, o que pedia para não pisar nele, e na maneira como Yam estava repetindo esse mesmo pedido neste momento.

Quis forçar um sorriso, fingir que tudo estava perfeito, ou seria, pelo menos. Em vez disso, falei: — Fui uma péssima amiga. Pode dizer isso a ela? Não tem desculpa para o que eu fiz. Pode dizer a ela que eu sinto muito, e que talvez um dia ela aceite conversar comigo? E diga também “oitenta e três dias”, por favor.

A mãe dela assentiu e fechou a porta.

Eu não sabia se ela daria o recado completo, por isso mandei uma mensagem para a Yam falando do meu pensamento sobre o tapete, de como eu estava feliz por ela não concordar com meu comportamento, e de como eu esperava que um dia ela me perdoasse. Finalmente, escrevi o número de dias que faltavam para sermos companheiras de quarto.

A única coisa que ela respondeu foi: Ainda temos trinta dias para mudar as preferências para a colega de quarto. Em pé na varanda da casa dela, fiquei olhando para a mensagem e torcendo para ela não estar dizendo o que eu achava que estava. A Âmbar venceu. Ela queria a Yam, e agora a tinha.

Engoli o nó na garganta.

Achei que voltar para casa seria ruim. Esperava que meus pais estivessem bravos comigo. Mas eu devia saber que não seria assim. Quando entrei, eles e Lionel conversavam em torno da mesa da cozinha. Esperei as exclamações furiosas, mas tudo que meu pai disse foi:

— Luna, mentir nunca é a solução.

Esperei mais. Mais raiva. Lionel resmungou alguma coisa sobre ter passado as últimas duas horas tentando fazê-los entender a gravidade do que eu fiz.

— Você devia ter visto como eles te defenderam — falei.

— Nós apoiamos vocês dois — minha mãe explicou.

— É mais fácil ver os nossos erros se olharem para nós de frente, em vez de estarem sempre guardando as nossas costas — Lio respondeu.

Minha mãe sorriu como se achasse engraçado o que ele disse.

— Vou para o meu quarto — avisei, certa de que isso não ia dar em nada. Meus pais eram irredutíveis em suas posições e opiniões.

— Você está de castigo — Lionel falou quando eu estava saindo.

— Só se você também estiver.




Notas Finais


Bom? Ruim?
Quem mqis de quer matar a Âmbar? ??????
Se fosse eu a luna, eu invadia a casa dela abria a panela dela de feijão e tacava lachante e vcs?
Ñ sei quando vou postar de novo.então. ..até qualquer hora.


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