História Namorado de Mentirinha - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Colegial, Fluffy
Visualizações 206
Palavras 4.063
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Três mentiras incomodam muita gente


– Tudo bem, eu conto.

•••

Por algum motivo desconhecido, Chanyeol sentia-se nervoso, aquela história não era tão particular assim, uma boa quantidade de pessoas a conhecia, mesmo que não tenha sido o Park a contar. Contudo, ali com Baekhyun lhe encarando como se realmente esperasse muito de si, como se na verdade fosse ele o culpado, havia uma parcela de culpa naquilo tudo? Obvio que sim, mas ainda assim não tinha a total responsabilidade.

– Olha, eu vou contar, mas não aqui. – Encarou o outro ainda sentado na cama. – Vamos lá para casa.

– Não! – Exclamou o Byun. – Você vai me fazer limpar, e eu estou doente, não posso limpar.

– Juro de dedinho que não vou fazer você limpar.

– Vai me beijar? – As bochechas ganharam um tom de vermelho um tanto quanto bonito demais para a sanidade do outro.

– O quê? – Chanyeol não entendeu de primeira, mas logo notou que o outro se referia ao beijo anterior. – Não, juro que não, a não ser que você peça.

Sorriu ao ver o outro se desconcertar com uma simples frase, mal sabendo ele, que não era apenas a frase que desconsertava o pobre Byun, e sim um Park Chanyeol inteiro.

– Tudo bem, então vamos.

Saíram do hospital lado a lado, de alguma maneira, ninguém falou nada, escolheram o silêncio, cada um perdido em seu próprio mundo de pensamentos. O Park tinha muito o que falar, e Baekhyun muito a ouvir, mas naquele não era o momento e nem o lugar. Precisavam de privacidade, tudo bem, a casa do maior não era o melhor lugar em si, pois veja, o Byun havia ido apenas uma vez no local, não era como se sentisse à vontade na casa do outro.

Ao chegarem a construção, não tardaram a adentra-la, havia muitas coisas para fazer, porém naquela enorme casa vazia, os dois adolescentes não sabiam exatamente com o que começar, ou até mesmo por onde.

– Então. – Chanyeol tomou a iniciativa. – O que quer fazer?

– Comer. – Respondeu o outro de prontidão. – O que tem aí?

Rumaram em direção a cozinha, como já passava muito do horário do almoço, não tinha muito o que comer, ou o que fazer. Optaram por um macarrão instantâneo, não era algo que um recém-saído do hospital deveria comer, porém era o que tinha para hoje.

– Quer comer primeiro e conversar depois, ou prefere conversar enquanto come? – O maior parecia tão atencioso naquele momento, tão preocupado.

 – E correr o risco de morrer afogado? Nem pensar. – Baekhyun sentou-se em uma das cadeiras que havia na copa. – Comida primeiro, conversa depois.

Chanyeol apenas assentiu. Mesmo sendo uma atitude bem estranha para quem estava curioso sobre o passado do Park, contudo, o maior nem quis comentar sobre esse interesse repentino do Byun pelo prato de comida instantânea, será que ele era aqueles tipos de pessoa que trocavam qualquer um por comida? Aqueles que comiam como bois e ainda assim não engodavam?

– Estou com medo, sabe. – Baekhyun falou mexendo no macarrão. – Tenho medo do no que eu me meti, nos conhecemos há menos de uma semana, e olha, estou na sua casa esperando para saber um pouco sobre você. As coisas não deveriam funcionar dessa forma, meu primeiro namoro não deveria ser assim, não sei se fiz a coisa certa, Chanyeol.

– Está pensando em desistir?

– Não sei. – Foi sincero. – Não sei se vou conseguir olhar na sua cara depois do que vai me contar, tenho medo das coisas terem saído ainda mais do meu controle.

O que Baekbeom tinha falado para ele? Chanyeol não era de todo um ruim, tudo bem, ele tinha defeitos, mas quem não tinha oras? Estava cansado de ser tão julgado assim, ele gostava de festas e baladas, gostava de beijar, e sair com várias pessoas, mas quem tinha algo com isso se não ele mesmo? A vida não era algo que você devesse seguir os padrões que foram impostos por uma sociedade mesquinha e hipócrita, você deveria ser livre, e era isso que o Park era, livre de amarras e rótulos, ele era apenas ele, e se alguém não gostasse, tudo bem, vida que segue, segue o bonde, ou era baile? Enfim, não havia alguém que o prenderia tão fácil.

– Foi no primeiro ano do ensino médio. – Começou. – Eu era mais novo que toda a sala, não quero me gabar, mas pulei de série, por isso sou um ano adiantado. – Sorriu fazendo o coração de Baekhyun falhar uma batida. – Sabe, eu era só um menino nerd na época, nem tinha beijado na boca ou coisa do tipo, então eu conheci o Kris, ele me levou para festas, e me apresentou garotas, então aquele Chanyeol bobinho nerd foi morrendo aos poucos. Em meio a essas festas, onde eu ficava com várias, uma me chamou a atenção, eu não sabia nada sobre ela, mas foi, sei lá, tesão à primeira vista.

– Chanyeol! – Baekhyun repreendeu, sentindo-se envergonhado. – A gente já conversou sobre essas palavras.

Um riso se desprendeu dos lábios do Park, tão inocente. Seria mentira se dissesse que na cabeça de Chanyeol não passaram mil e uma maneiras de tirar toda aquela inocência e vergonha, por que o Byun tinha que ser tão tentador? Por que tinha que ter todos os aspectos que atraiam o mais alto? Se Chanyeol fosse o Superman, Baekhyun seria sua criptônima.

– Ok, mas paixão não era. – Assegurou, voltando ao foco. – Conversa vai, conversa vem, a gente começou a ficar, não só na festa, mas algo mais sério, eu não me apaixonei, caso queira saber, era algo que não tinha nome. – Deixou claro ao ver o olhar de dúvida do menor. – Depois de duas semanas eu fui descobrir que ela tinha um ex namorado, e que ainda gostava muito dele, estava sendo usado, mas não que isso tenha sido ruim. Pois bem, o ex descobriu o que a gente tinha, e ‘tá ligado que corno gosta de um barraco. Ele foi até o meu colégio, e veio querer me bater, mas eu não ia deixar isso barato, fui lá e quebrei o nariz do infeliz.

Uma luz se acendeu na cabeça do Byun, no segundo ano Baekbeom apareceu com o nariz quebrado depois do colégio, e jurou de pé junto que havia caído da escada, por obvio que o mais novo não acreditou assim de cara, mas com o tempo foi esquecendo o ocorrido. Agora sabia, a escada se chamava Park Chanyeol.

– Mas é claro que isso ia ter volta, e é aí que entra seu precioso Nini. Taeyeon resolveu dar uma, e seria A Festa, e claro, eu fui convidado, e por coincidência, seu irmão não. Roubei sua namorada e agora estava roubando até mesmo sua popularidade, ele definitivamente não deixaria essa passar, Baekbeom se infiltrou na festa, como eu não sei, já passava das três da manhã, eu mal lembrava o meu nome. – Baekhyun já tinha parado de comer, era informação demais saindo da boca do Park. – Eles me pegaram no jardim da casa, não lembro direito como tudo aconteceu, mas sei que me levaram para a praia, e bem, eu estava bêbado, só que os hematomas diziam que eu tinha apanhado muito feio. Lembro pouco, mas há coisas que você não esquece, mesmo como álcool fritando seu cérebro: isso é por ser roubado ela de mim, vai apodrecer no inferno. Eles devem ter achado que eu estava morto ou sei lá, porque lembro da voz do seu irmão falando para esse Jongin me jogar logo no mar, mas BEM. – Bateu na mesa assustando o outro. – A polícia pareceu na hora e eles foram embora, sabe. – Encarou o outro pensativo. – Essa é a primeira vez que eu conto o que aconteceu de verdade para alguém, me deve uma, Baekhyun.

O mais velho encarava a madeira da mesa, como se nela houvesse todas as respostas do mundo. Seu irmão era um criminoso? Não, não podia ser, aquela pessoa que cuidava de si, dava amor, carinho e chocolate quente no inverno não podia ser a mesma pessoa que Chanyeol descrevia. E Jongin? O moreno era doce demais para agir com tanta má fé.

Era como se tudo que acreditasse nesses anos não passasse de uma grande mentira, não importava se Baekbeom era um doce consigo, como ele tinha a coragem de fazer isso com outras pessoas? Isso era crime, mesmo que doesse em si, seu irmão deveria estar atrás das grades.

Não, isso não, tudo menos isso. Não aguentaria ficar longe do outro, não sabia em quem acreditar, de um lado tinha seu irmão, o menino amoroso, bom filho e bom namorado, e do outro tinha Chanyeol, o menino que havia conhecido há pouco tempo, mal sabia o nome do mesmo direito.

– Isso é verdade? – Perguntou ainda sem encarar o outro. – Alguém pode provar isso?

– Cada palavra, e bem, tem as câmeras da casa da Taeyeon que mostra o seu irmão e o seu amigo me levando para deus sabe-se lá onde, e eu tenho o laudo médico com a data daquele dia que diz que eu fui espancado, eu posso te mostrar. – Levantou-se da mesa na intenção de ir pegar o papel, sendo impedido pelo Byun. – Olha, Baekhyun, sei que é bastante coisa, e você deve ‘tá bem abalado com isso, mas eu não ‘tô mentindo.

– Por que não denunciou ele?  

– Apodrecer atrás das grades era pouco para uma vingança, eu queria mais, então esperei. – Olhou o menino ainda sentado. – E quem diria que ela apareceria bem na minha frente me pedindo para ser seu namorado de mentirinha?

– Vai me usar como vingança? – Encarou o outro espantando ao ver o maior assentir. – Isso não estava nos acordos, você não mencionou isso.

– Você também não mencionou que era irmão do Baekbeom, e melhor amigo do Jongin, Bae.

•••

– Eu não quero ir para casa! – Gritou voltando a se jogar na cama. – Não quero encarar o Beom, ainda não me desce o que você falou.

– Mas você também não pode ficar aqui, daqui a pouco minha mãe chega, ande logo, Baekhyun.

Puxou o menor pelas pernas, o fazendo escorregar até o chão.

– Vamos, para casa. – Apontou para porta do quarto. – Minha mãe já ficou perguntando o que a gente tinha na outra vez, agora ela vai ter certeza que não é só amizade. Saí logo desse chão, Baekhyun.

O Byun fingiu-se de morto em uma tentativa falha de continuar no cômodo, ele apenas não queria ir para casa naquele momento, não queria dizer que iria ficar o resto de sua miserável vida na casa dos Park, era apenas uma questão de tempo. Se bem que enfrentar o próprio capeta era melhor do que ouvir Chanyeol gritando sobre ele deixar de ser criança e ir embora logo, na verdade, tudo era melhor que o mais novo gritando.

A porta do quarto se abriu, de primeira até achou que havia sido o outro, contudo o som dos saltos no assoalho o fez abrir os olhos encontrando o olhar da senhora Park, o sorriso doce no rosto como na última vez. Encarou o filho e voltou o olhar para o menor que ainda estava no chão, não entendendo o que estava acontecendo ali.

– Meninos, o que estão fazendo? – Perguntou doce.

– Brincando, mãe. – Chanyeol respondeu rápido, antes que o Byun abrisse a boca. – Ele já estava indo embora, né?

– Na verdade. – Começou a se levantar, ficando de frente para a senhora. – Eu queria ficar mais um pouco, mas o Yeollie quer que eu vá embora, então acho que não tenho escolha.

Sorriu amarelo, vendo a expressão da senhora fechar ao encarar o filho, mesmo ninguém dizendo, uma das coisas que o Byun notou era que ali as visitas eram muito bem recebidas, e caso contrário, com certeza haveria briga entre a família. E é claro que Baekhyun usaria aquilo contra o namorado, não queria, e nem iria embora agora.

– É claro que você pode ficar aqui, pode ficar o quanto quiser. – Sorriu ao beliscar o braço do filho. – Chanyeol adora sua companhia, e o jantar vai sair daqui há algumas horas, está com fome, não está?

Assentiu voltando a sorrir, esperando que a senhora o convidasse para descer, e ficar com ela na parte inferior da casa, contudo, o convite não veio, e ficar com Chanyeol naquele cômodo não parecia mais a melhor opção de todas. Encarou o namorado, o mesmo o olhava como se quisesse lhe matar, e Baekhyun não duvidava disso.

– Baekhyun. – Chamou baixo, a voz mais grossa que o normal, fazendo o menor engolir em seco. – Corra.

– Que? – Sua face mostrava o quanto confuso estava.

– Corra, o máximo que você puder, porque se eu te pegar, eu vou te matar.

Foi a deixa para o menor correr, contudo, Chanyeol estava em frente a porta, e o quarto nem era tão grande, não demoraria muito para o outro lhe pegar. Baekhyun era muito jovem para morrer, havia beijado a boca de duas pessoas a vida toda, não queria morrer sem nem ao menos conhecer o amor de sua vida, conhecida também como Sailor Moon.

Foi algo muito rápido, em um minuto Baekhyun corria como o diabo fugindo da cruz, no outro sentia o conforto do colchão em suas costas em contraste com o peso em cima de si, sua cabeça latejava um pouco, provavelmente por conta da batida. Chanyeol estava por cima de si, massageando o local atingido, do mesmo modo que o Byun fazia.

– Por isso os sapatos devem ser guardados. – Gritou ainda acariciando a testa machucada. – Mas que droga, Chanyeol, quando vai aprender?

O fato era, ninguém contava com o tênis perto da cama, foi algo rápido, porém dava para notar que as coisas ocorreram quase no mesmo instante, Baekhyun tropeçando no tênis, Chanyeol tropeçando no baixinho, e os dois de encontro com a cama, mas podia ser pior, poderia ter sido o chão.

– Cala boca. – O Park por fim encarou o menino. – Sabe o quanto clichê isso parece?

– O que?

– Eu cair em cima de você. – Sorriu, aquele maldito sorriso bonito. – Essa é a parte em que a gente se beija, depois transa loucamente?

Uma vermelhidão surgiu no rosto do Byun de uma outra para outra, logo tratando de empurrar o namorado de cima de si. Só porque, tecnicamente, eram namorado, não quer dizer que deveriam fazer coisas que namorados faziam, as quais o menor não sabia o que eram exatamente. Tinha os beijos, o sexo, mãos dadas, filmes juntos, o que mais? Ah, os passeios, até que não seria tão mal sair com Chanyeol de mãos dadas em um passeio até o cinema, depois de darem vários beijos no escurinho, mas sexo não, definitivamente sexo não.

– No que tanto pensa? – Baekhyun saiu do seu monologo interior ao ouvir a voz do outro. – Quando você pensa demais chupa o dedo, ‘cê sabe né?

– Eu não chupo o dedo. – Tirou o dedo da boca ao notar o ato involuntário. – E não estava pensando em nada, caso queira mesmo saber.

Puxou uma almofada da cama tacando no Park por conta do sorriso que o mesmo mantinha no rosto, é claro que o Byun não chupava o dedo, apenas havia pegado uma mania estranha de colocar o polegar na boca, mas não era como se chupasse o mesmo. Mesmo que o arremessar de almofada tenha sido um ato inocente, e sem intenção verdadeira de machucar, não havia sido aquilo que Chanyeol entendeu, por conta disso, uma guerra foi travada entre os dois.

Não demorou muito para que o quarto se transformar em um campo de batalha, mesmo que houvesse mais risadas que uma verdadeira guerra ali. Baekhyun gostava daquilo, de sorrir e rir sem se preocupar com o que estava acontecendo com sua vida, ou com seu cotidiano de cabeça para baixo, apenas queria aproveitar o som gostoso da gargalhada do Park ao ter aceitado uma almofada bem no meio da cara do menor.

É claro que não deixaria barato tal ato, levantou-se da cama, indo em direção do maior, colocando o objeto em seu rosto, forçando para baixo, não era a intenção, no entanto se o outro morresse, não lamentaria tanto. Os braços de Chanyeol empurravam Baekhyun para longe, enquanto o mesmo, em uma tentativa super falha, vale a pensa ressaltar, tentava sufocar o outro.

– Estou interrompendo alguma coisa? – Yifan apareceu na porta, um sorriso peculiar estava em seus lábios. – Parecem estar se divertindo aí, posso voltar mais tarde.

É claro que aquela não era a melhor situação, era um Byun ofegante de joelhos no chão, e um Park com as mãos na cintura alheia encostado no guarda roupa, enquanto uma almofada separava os dois. Uma cena um tanto quanto peculiar.

E mais uma vez no dia Baekhyun estava corado enquanto se afastava rapidamente do namorado, torcendo para que pensamentos impróprios não tivessem passando na mente do mais alto dos três. Entretanto, o baixinho mal sabia o que o mais velho imaginava vendo os dois assim e, levando em consideração a mente poluída do chinês, era bom ele nem saber.

– O que? Não claro que não, só estava, sei lá o que estávamos fazendo, é, é isso, não estávamos fazendo nada. – Falou Baekhyun, tudo rápido, atropelando as palavras. – E aí, Yifan, tudo bem? Você parece muito bem.

É claro que os dois amigos riram do nervosismo aparente do outro, contudo, o único a ser fuzilado com o olhar havia sido Chanyeol.

– O que ‘tá fazendo aqui, cara? – O dono da casa se levantou quando o Wu sentou-se na cama ao lado do menor, sentando-se no meio entre os dois. – Não vai dizer... – Começou encarando o amigo. – Ah não, porra Kris, ‘cês tão achando que minha casa é hotel agora?

– O que aconteceu, Chanyeol? – Baekhyun não entendia a conversa silenciosa entre os dois. – Tem algo errado?

– Kris brigou com a mãe. – Suspirou jogando-se na cama. – Toda vez que acontece isso ele passa a noite aqui.

Então, um peso voltou a cair sobre os ombros do menor, algo antigo que o torturava de uma maneira que mal podia imaginar. O sorriso, aquele bonito que Chanyeol tanto gostava, morrendo aos poucos, enquanto o outro embarcava em um lugar só dele, onde as lembranças ruins e medos faziam morada, seu subconsciente tão destruído quanto si próprio.

– Baek, você ‘tá bem? – Foi Yifan a perguntar. – Olha, se é por causa de mim, eu ‘tô bem ‘tá, isso sempre acontece, não precisa ficar desse jeito.

– Tudo bem, só estava pensando em algumas coisas, nada demais. – Sorriu, ainda que não houvesse felicidade naquele repuxar de lábios. – Onde eu vou dormir, Chanyeol?

Era obvio que estava desviando do assunto em pauta, mas naquele momento não queria falar sobre nada daquilo.

– Tudo bem você dormir no quarto da minha irmã? – Perguntou recebendo um aceno de cabeça. – Ela ‘tá em uma convenção ou coisa do tipo, só volta semana que vem, o quarto dela ‘tá vazio. É só seguir o corredor, é a última porta, caso queira ir lá tirar o uniforme, vou te emprestar uma roupa.

O Park rumou até o guarda roupa, tirando de lá um pijama seu antigo, nem mais lhe servia, apenas havia guardado por conta do valor emocional. Havia ganhado aquele pijama de natal de sua avó, era do homem de ferro, e na época, havia sido o melhor presente do mundo, agora era apenas uma peça de roupa com lembranças boas.

Baekhyun avisou que iria se trocar, ligaria para o irmão, e logo voltaria ao quarto do namorado. Saiu deixando os dois amigos em um silêncio estranho, era como se Yifan estivesse entendo algo que Chanyeol não havia entendido.

– Deveria ir atrás dele. – Falou por fim. – Eu poderia ir, mas você é o namorado, então vai lá, cara.

– Por que? – Realmente não estava entendendo nada. – Ele só vai trocar de roupa.

Wu fez um barulho com a boca, algo como um tsc, para então se levantar e sair do quarto, fazendo o mesmo caminho que o Byun havia feito. Bateu na porta três vezes, para pôr fim entrar no quarto, de primeira Chanyeol não ligou para aquilo, apenas deitou-se novamente em sua cama, e decidiu dar uma olhada em suas redes sociais, contudo, o tempo passada e nada dos dois voltarem, não era ciúmes ou coisa do tipo, era apenas estranho demais.

Levantou-se e foi até a porta do quarto da irmã, iria bater, entretanto, antes disso pode ouvir a voz do Byun, era feio ouvir por trás da porta? Obvio que sim, mas que atire a primeira pedra quem nunca fez tal coisa.

– Ninguém vai te dar um prêmio por não chorar. Ninguém vai te elogiar, ou te recompensar por aguentar tudo. Então chore quando tiver vontade, emoções são assim, você as esconde, você é o único que sofre, e ninguém vai te elogiar por isso. – Como assim, Baekhyun estava chorando? – Então imagine uma tempestade acima de você. – Era a voz de Yifan de novo. – Essa tempestade representa os problemas de sua vida, e você não conta para ninguém o que você está passando, porque primeiro eles não vão entender e segundo eles não podem ajudar. Você está de joelhos nessa tempestade, você está com frio e fraco e sente que esse é o fim. – Mas sobre o que eles estavam falando? – Mas, você não tem que fazer isso sozinho, vá até aquela pessoa que você confia, imagine ela aqui e agora dizendo que ela não pode parar a tempestade, mas ela pode te abraçar e esperar a tempestade passar. Porque quando ela te abraça, a tempestade continua lá, mas está tudo bem. Porque ela está com você o tempo todo. Você não tem que passar por isso sozinho, ainda há esperança. Nunca desista. – Aquilo era uma sessão de autoajuda? – Não sei quem é essa pessoa para você, Baek, pode ser seu irmão, Chanyeol, Jongin, quem for, mas você precisa dizer o que sente a alguém, não pode guardar tudo para si, uma vez que você acumula, um dia irá transbordar.

Houve um minuto de silêncio.

– Obrigado, Yifan. – A voz do Byun era calma. – Pode não contar nada para o Chanyeol? Não acho uma boa ele saber sobre isso agora.

Antes que o chinês respondesse Chanyeol bateu na porta, logo em seguida entrando no cômodo. Os dois ficaram em silêncio com o recém-chegado, um clima estranho estava pairando pelo quarto.

– O que aconteceu aqui? – Perguntou o menino em pé. – Vocês estavam se pegando? É isso? Olha que traição não tem perdão, e vacilão morre cedo.

Baekhyun sorriu.

Quantas marcas aquele sorriso escondia? Por que Chanyeol não podia saber o que estava acontecendo? Havia aberto sua vida para o tal namorado, mas o que era tão importante que tinha que esconder de si, contudo, podia contar para seu amigo?

– Sabe que eu só tenho olhos para você, Yeollie. – O Byun entrou na brincadeira. – Quer que eu prove isso?

Chanyeol arqueou uma sobrancelha, Baekhyun tomando aquilo como um sinal para prosseguir. O menor levantou-se da cama que até então estava sentado, chegando mais perto do namorado, ficou na ponta dos pés para então deixar um pequeno selar nos lábios cheios do outro, aquilo havia assustado o mais alto? Com certeza. Iria reclamar? Com certeza não.

– Chama isso de beijo, Baekhyun? – Desfiou. – Crianças do pré fazem melhor que isso.

Mais um sorriso, então juntou os lábios ao do maior de novo, como se aquilo fosse natural entre dois. Pouco tempo depois o Park tentou aprofundar o selar, puxando o mais velho para mais perto, enquanto as mãos do mesmo brincavam com seu cabelo. Contudo, entretanto, toda via, Wu Yifan não era nenhuma tocha olímpica, e muito menos um candelabro, limpou a garganta várias vezes, até o casal soltar-se um do outro.

– Muito bom, to vendo que quem vai dormir nesse quarto sou eu. – Encarou os dois meninos a sua frente. – Aliás, essa é a primeira vez que eu vejo vocês se beijando se verdade, até falei isso para o Baek.

Chanyeol encarou o namorado, agora entendendo a atitude repentina, era tudo parte da mentira. Estava desapontado ainda mais com o menor? Talvez. No entanto, o que poderia fazer, não era o namorado do Byun de verdade, mesmo que algo em si sentir-se mal ao lembrar daquilo.

Não demorou para a senhora Park chamar-los para o jantar, o mesmo que o senhor Park estava ausente, pois teve um plantão de última hora no hospital que trabalhava. Todos conversavam animadamente na mesa, menos o Park mais novo, algo estava errado, não com a comida, mas sim com ele mesmo, e principalmente com o Byun.

•••


Notas Finais


OI MEUS PIMPOLHOS, QUEM É VIVO SEMPRE APARECE NÉ.

Eu poderia dar todas as desculpas do mundo, mas o fato é, eu sOU UMA CUZONA MESMO. Me senti bem mal por simplesmente abandonar tudo aqui, mas vejam, eu tava na merda mesmo, tipo, nada saia, então, não sei o que fazer da minha vida, minha semana de provas começa na segundakkkkkkkkkkkkk rindo por fora, chorando por dentro.

Quase tudo resolvido, legal né, mas quando eu coloco a solução, coloco mais 1038192 coisas para vocês fazerem ainda mais teorias, sou dessas. EU SEI QUE TEVE GENTE QUE ACERTO, MISERAVI MESMO. Mais teorias gente? O que o Byun contou para o Yifan? Ou que aconteceu entre o Yifan e a mãe? Pai do Chanyeol é médico, hmmmmmmmmmmm, lembrem disso, tá? rsrsrsrsrsssss.

E AI SHIRO, eu perdi? Desculpa aí. Shiro ficou me cobrando, vacilão morre cedo na quebrada. Realmente, odeio perder aposta, e amo apostar, então tá ai, ora ora se não temos um Baekhyun não bravo.

Sério, obrigada por todo esse amor que vocês estão dando a fanfic, isso me deixa feliz de um jeito que não há dinheiro que pague, obrigada de verdade.

EU AMO VCS, É NOZES E AVELÃS.

View em POWER.

xoxo ~❤

EDIT: Esse textão do Yifan NÃO é meu, é do Uma Dose de Dorama , então créditos a eles, e lembrando, Setembro Amarelo, precisando de ajuda podem falar comigo ou ligue 141, falar é a melhor solução


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