História Nana, who are you? - Capítulo 60


Escrita por: ~

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Categorias One Direction, Originais
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais
Tags Drama, Fanfic, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Mistério, Niall Horan, One Direction, Portuguesa, Romance, Zayn Malik
Exibições 89
Palavras 2.813
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 60 - II Temporada - Six


A aula de práticas da gastronomia acontecia na manhã de segunda-feira. Hoje haveria aquela aula com as facas que o professor falou. Treinei um pouco em casa mas ainda sentia-me insegura e sem coragem de arriscar muito. Vi imensos vídeos na internet e só me questionava como é que aquelas pessoas conseguiam cortar os legumes tão rápido e em pedaços tão pequenos e, não cortarem nenhum dedo. Eram ET's com certeza. 

As coisas com Louis melhoraram um pouco, mas ainda o sentia um pouco distante comigo. Entrei na sala e percebi que estava atrasada pois toda a gente já estava ali.

 

 

 

- Acho que não entendeste a parte em que eu não gosto de atrasos. - o professor falou com tom duro e autoritário.

- Foi só hoje professor, desculpe.

- Apressa-te a colocar o avental e pega numa faca. 

 

 

 

Fiz tudo em segundos e depois de ter a faca em mãos o professor colocou-me uma cebola na frente. 

 

 

 

- Quero ver se fizeste o que pedi. - sussurrou-me despercebidamente e assenti sentindo o nervosismo subir pelo meu corpo. 

 

 

 

Peguei na faca e fiz aquilo que sabia, podia não ser perfeito mas era o máximo que podia por enquanto. O professor observava todos e parou na minha frente, isso foi o suficiente para eu fazer força na faca deixando-a escorregar e cortar o meu dedo.

 

 

 

- Ai. - gritei com a dor vendo o sangue espalhar-se pelo meu dedo. 

- Eu não posso ver sangue. - ouvi alguém assustado dizer mas nem me importei, estava a arder muito. 

- Vamos na enfermaria. - o professor disse colocando uma mão atrás das minhas costas - Façam uma pausa, mas não saiam da sala. - avisou os restantes. 

 

 

 

O professor enrolou uma toalha no meu dedo e caminhou junto a mim pelo corredor. 

 

 

 

- No que estavas a pensar, Katerina? - repreendeu-me com certa irritação na voz - Eu achei que tinhas percebido que não era para colocar tanta força na faca. 

- Eu percebi, apenas aconteceu. - choraminguei. - Você mesmo disse que era necessário isto para aprendermos.

- Eu disse, mas não queria que fosse na minha aula. 

- Desculpe, não queria causar nenhum incómodo. - respondi chateada, parecia que até fiz de propósito. 

- Deixa-te disso. Estou a ver que precisarei ficar atrás de ti a ajudar-te mais vezes até conseguires fazer sozinha.

- Isso só piora. - ele riu e logo arrependi-me do que disse - Eu só acho que devo aprender por mim, aos poucos. - tentei dar a volta ao assunto. 

- Eu percebi. - disse irónico e revirei os olhos.

 

 

 

Chegámos na enfermaria e não tinha ninguém. Ao que parece a enfermeira que estava de serviço foi ao ginásio socorrer alguém. 

 

 

 

- Boa. - O professor disse sem emoção alguma - Terei de ser eu a cuidar disso.

- Percebe algo de feridas? - perguntei limpando algumas lágrimas no canto dos olhos.

- Eu fiz um curso de primeiros-socorros quando era mais novo, então acho que sim. - desinfectou-me a ferida e conseguimos ver o estado do corte, não era muito fundo, mas também não era superficial. 

- Vai precisar de pontos? - perguntei imaginando que se fosse necessário, teria de ir ao hospital.

- Acho que não. Agora tem calma. - avisou e senti o líquido do anticéptico escorrer pelo corte, assim como mais algumas lágrimas - Não chores, isto já passa. - disse meigo e limpou o meu rosto.

- Mas dói. - rebati.

- Eu sei, mas tens de te concentrar mais, Katerina. Não podes dar parte fraca na cozinha, porque depois magoas-te.  - Mal sabia ele que o culpado de eu me ter distraído foi ele, por estar na minha frente a observar-me. A sua mão subiu novamente até ao meu rosto e limpou as últimas lágrimas.

 

 

 

Depois de fazer o curativo saímos da enfermaria, mas fiquei surpresa em ver Louis na porta da mesma com a maior cara de preocupado. 

 

 

 

- O que te aconteceu? Um colega meu viu-te a entrar aqui, vim ver como estás. - sorri fraco por o ver sempre cuidadoso comigo.

- Eu cortei-me na aula, mas já está curado.

- Não precisas ir ao hospital? - acariciou o meu braço.

- Não, eu cuidei de tudo, direitinho. - o professor intrometeu-se.

- Por isso mesmo, devíamos ir ao hospital. - ouvi a risada irónica do professor e Louis olhou-o desafiador. 

- Vou indo para a aula, não demores. - avisou-me e assenti.

- Está tudo bem, Lou. Eu distraí-me e deixei a faca escorregar. - Ele avaliou-me por segundos deixando um sorriso de canto sobressair. 

- Destrambelhada. - zoou e dei-lhe língua. - Se precisares de algo, diz-me.

- Aham, agora vamos para a aula mocinho. - selei os seus lábios e cada um foi para a sua sala. 

 

 

 

Voltei para a aula e como prometido, o professor Michael ficou atrás de mim a ajudar-me a encontrar o jeito para cortar. 

No dia seguinte, fui na casa dele, mesmo com o dedo ainda dolorido. Mas o mesmo insistiu para eu ir, uma vez que faríamos algo que não iria exigir esforço por parte do meu dedo magoado. 

 

 

 

- Eu ajudo-te com isso. - o professor disse oferecendo-se para fechar o meu avental. 

- Então o que vamos fazer hoje?

- Apenas experimentar algumas receitas fáceis de bolos. Preciso que aprendas alguns truques.

 

 

 

Segui a receita direitinho e quando tinha todos os ingredientes líquidos no recipiente comecei a bater com o fouet. 

 

 

 

- O mesmo com a faca, não te mexas muito, apenas com a mão. - novamente senti o corpo do professor atrás de mim a ensinar-me a bater com cuidado e precisão. - Tu és uma menina bastante distraída, Katerina. Começo a pensar que tens medo de mim. - disse próximo ao meu ouvido e suspirei.

- Não. - ri fraco, fingindo estar bem - Acho que é por estar magoada ainda.

- Mas estás a mexer com a mão contrária. - rebateu e suspirei falhando a batida - Na verdade, achei que fosses melhor a bater o bolo. - disse mas senti duplo sentido naquela frase.-  Vai colocar os secos em outro recipiente enquanto eu termino aqui. 

 

 

 

Fiz o que ele mandou e não vou mentir, estou irritada por ele dizer que eu não sabia fazer aquilo direito. Mas não iria demonstrar. 

 

 

 

- Estás zangada? - provocou e neguei desviando o olhar dele. - Não é o que parece.

- Mas não estou.

- Por favor Katerina, eu apenas disse que não estavas a fazer nada, não que nunca irás saber fazer. - dramatizou. 

- Mas eu deveria continuar a tentar.

- Sim, tens razão. Mas eu estou com pressa e não podemos demorar muito, temos outra receita para fazer ainda. 

 

 

 

Quando o bolo ficou pronto, coloquei a cobertura de chocolate preto e fiz uma simples decoração no bolo com raspas de chocolate branco e alguns frutos vermelhos.  

 

 

 

- Tens uma delicadeza para enfeitar bolos que é admirável. - elogiou me surpreendendo. 

- Obrigada. - sorri - Vamos provar?

- Claro. - pegou em dois pratos e cortou dois pedaços, levou um pedaço com o garfo á boca s fechou os olhos saboreando - Está muito bom. Percebeste o que eu fiz na massa quando coloquei o chocolate, certo? 

- O que fez, como assim? - indaguei um pouco atordoada com as imagens anteriores, acho que não notei nada de diferente.

- Pelo amor de Deus, Katerina. Vens para aqui para não prestar atenção? - ralhou - Eu quando sugeri o workshop era para o teu bem mas tu não sabes aproveitar isso. Ou então estás mais concentrada em fazer tudo menos aprender. - disse sugestivo e desviei o olhar. 

- Desculpe, professor. Talvez hoje não seja um bom dia para mim.

- Ah claro, não venhas com desculpas. Quando fores chefe de cozinha não pode haver dias ruins, porque se errares, o cliente irá reclamar. Enfim, o que eu queria que tivesses aprendido foi que eu juntei algumas colheres de café ao chocolate. Isso vai dar um sabor mais intenso, é como se fosse o espírito do chocolate. Entendido?

- Sim. Desculpe mais uma vez.

- Não quero que acabes o workshop sem teres aprendido as coisas, é só isso. - moderou o tom de voz  e assenti. - Vem aqui. - pediu e fui até ao seu lado. - Tens chocolate no rosto. - limpou o canto da minha boca sem nunca tirar os olhos dos meus lábios. - Vamos fazer a próxima receita. - assenti ainda sentindo os seus dedos acariciarem o meu rosto. 

 

 

 

Eu não sei o que estava a acontecer comigo. Eu sentia-me desconfortável perante aquelas aproximações do professor. Mas não era um desconfortável ruim, era apenas algo diferente do que já experimentei. Deveria punir-me por não conseguir esquivar-me mas no fundo eu gostava disso. Sou comprometida mas não sou cega. O professor é um dos homens mais bonitos que já conheci e se eu não tivesse o Louis, eu com certeza, iria
tentar alguma coisa com ele. Bem, parece que a velha Katerina anda a tentar dar as caras. 


Cheguei em casa cansada e Louis estava adormecido no sofá com Freddie ao seu lado, também a dormir. Na TV passava um filme animado qualquer. Desliguei o aparelho e fui até à cozinha beber uma água. Sentei-me na mesa e descansei a minha cabeça nas minhas mãos.

Eu sentia-me diferente. Não sei o porquê, mas sempre que voltava das aulas de workshop eu ficava pensativa demais. Como se eu me sentisse culpada por algo que não fiz mas que queria fazer. Prometi para mim mesma que na próxima aula não deixaria nada restringir as minhas ações e que não iria ficar tão tensa com a presença do professor. 

 

 

 

***

 

 

 

Foi numa tarde durante a semana que fiz a vontade à minha irmã e fomos no shopping. Ela queria renovar o guarda-roupa dela.

 

 

 

- Sou uma estudante de moda então preciso de roupa nova e moderna. - argumentou. 

- Sabes que uma estudante de moda também privilegia peças básicas e atemporais. Não precisas de renovar tudo. - disse-lhe vendo que ela enchia cada vez mas o cestinho da roupa para experimentar - Além do mais, há peças que podes personalizar e usar de um jeito diferente que demonstra ousadia e criatividade. 

- Katerina preocupa-te com as panelas e deixa a roupa comigo. - rebateu e revirei os olhos, Rayna nas compras conseguia ser pior do que Amélie e olhem que isso é difícil. 

 

 

 

No final, acabamos por jantar lá mesmo. Rayna tinha comprado imensas coisas, tanto que as nossas quatro mãos eram insuficientes. Mas aos poucos conseguimos levar todo aquele peso para o carro. 

 

 

 

- A mãe vai matar-te quando vir tudo o que compraste. - avisei-a e ela deu de ombros.

- Não interessa, estou com a mente limpa e bastante relaxada.

- Também usas as compras como terapia?

- É a melhor coisa da vida. - regozijou-se ligando o rádio.

- És mais parecida à Amélie do que pensas.

- Idiota. - empurrou-me de leve e rimos. - Hey, o Louis falou-me que tens um professor novinho. Ele é gato?

- O Louis não sabe ficar calado. - ri negando - Sim, ele é bonitinho.

- Hum, deve ser sexy vê-lo a cozinhar. - Olhei-a e ignorei o seu comentário - Que foi, nunca pensaste nisso? - Na verdade não, nunca tinha pensando nisso, mas imagens do professor passaram pela minha cabeça e sim, ela tinha razão, ele era sexy na cozinha.

- Um dia apresento-te.

- Oh sim, vou cobrar isso. Se o Louis sentiu-se ameaçado, é porque é uma tentação. - ri fraco e neguei da idiotice da minha irmã. 

 

 

 

***

 

 

 

Na aula seguinte, o professor estava um pouco distante. Nem parecia o mesmo. Acho que quem deveria chamá-lo à atenção agora, era eu. Mas não o faria. 

 

 

 

- Vamos fazer um teste. - disse e fiquei com medo na hora - Vais olhar para uma receita durante dez minutos e depois vais ter de a reproduzir pelo que te lembras dela. Não poderás acompanhar pelo livro nem dar umas olhadas. Apenas de cabeça. 

- Ok. Pode ser qualquer uma?

- Não. - sorriu cínico - Eu vou escolher e não penses que serei bonzinho, porque não o sou. - deu-me um olhar acompanhado de um sorriso e voltou-se para o livro. 

 

 

 

Era uma receita salgada, de bacalhau com batatas, legumes e um molho especial. Nos dez minutos que tive tentei decorar a maioria da receita e captar as partes mais importantes. 

Descasquei as batatas, preparei o bacalhau, cortei alguns legumes, e comecei a fazer o estrugido para o molho. Tudo isso sob o olhar do professor, como sempre. 

 

 

 

- Vou pegar um vinho. - disse distraído e saiu da cozinha entrando nos restantes cómodos da casa. Pelo que percebi aquela cozinha era apenas para o workshop, provavelmente dentro da casa haveria outra mais familiar e pequena. 

 

 

 

Voltou uns minutos depois quando eu já colocava o bacalhau na travessa com as batatas. Serviu dois copos e sentou-se na minha frente.

 

 

 

- Eu estou distraído demais ou tu estás melhor nesta aula? Mais concentrada e envolvida.

- Acho que estou, sim. - sorri pela sua observação.

- Ótimo, sempre tento que os meus alunos amem o que estão a fazer e se envolvam com tudo. 

- Desculpe a pergunta professor Michael. - ele sorriu, acho que era a primeira vez que o chamava pelo nome - Está tudo bem? Parece-me um pouco... - pensei na palavra certa.

- Distante? - assenti - É porque estou. Algumas coisas estão a ocupar demais a minha cabeça e não deveriam. São coisas erradas e não sei se valia a pena correr o risco.

- Às vezes temos de arriscar, mesmo que não valha a pena, pelo menos valeu pela tentativa.

- Até algo que vá contra as regras? - perguntou interessado e levantou-se aproximando-se de mim.

- Se ninguém souber, não vejo problema. - dei de ombros.

- Tu és bem rebelde, hein? - ri e neguei.

- Já fui mais.

- Tens de voltar a ser, és jovens, ainda podes ser rebelde por mais algum tempo. 

 

 

 

Beberiquei o meu vinho todo e o professor alcançou a garrafa enchendo mais. Nem percebi que ele tinha colocado o copo dele ali perto e, num movimento, derrubei-o sobre a camiseta do professor que por reflexo virou o meu copo, que estava nas suas mãos, em mim. 

 

 

 

- Desculpa, não deveria ter colocado o copo aí. 

- Desculpe eu também, deveria prestar mais atenção. - respondi.

- Bem, agora vamos trocar de camisetas. - ali mesmo, o professor tirou aquela que vestia revelando o seu peitoral musculado por baixo. Mordi o lábio inconscientemente e permiti-me percorrer aquele corpo vezes sem conta.

- Eu... - perdi a fala vendo o olhar divertido dele sobre mim - Eu não trouxe mais nenhuma, então acho que terei de ficar assim. - passei um guardanapo na minha blusa mas fui interrompida.

- Eu arrumo-te uma. Tira essa.

- Tirar, aqui? - indaguei pensando na ideia de me despir na frente do professor.

- Sim, algum problema?

- Não sei, não acho muito correto.

- Estou a brincar. - riu deixando-me ainda mais vermelha - Embora não me importasse. - disse baixo mas ouvi. - Vou buscar uma blusa. 

 

 

 

Troquei a roupa no banheiro e notei que era uma blusa feminina. Fiquei curiosa para saber de quem seria. 

 

 

 

- Obrigada pela blusa. 

- De nada, hora de terminares o que fazias antes. - sorriu e voltou a sentar-se enquanto eu terminava a receita. - Sábado de manhã estás livre? - assenti - Se eu achar necessário participares de uma aula em grupo, não te irás importar?

- Claro que não. 

- Então fica atenta, posso solicitar a tua presença. 

 

 

 

No final consegui acertar quase tudo, o que era ótimo, visto que dez minutos para decorar uma receita de nível médio não era algo fácil. 


Enquanto namorava com Louis no jardim da casa da mamãe e víamos Freddie correr atrás de Fluffy, Louis fez-me uma proposta.

 

 

 

- O que achas de irmos numa boate na sexta? Dizem que é das melhores de LA e com sorte ainda consigo arranjar pulseira VIP para nós. - mordiscou-me o pescoço. 

- Não sei babe, posso dar-te a certeza no dia? - disse em meio a alguns gemidos contidos. 

- É uma sexta amor, qual o impedimento? - olhou-me curioso e suspirei fundo passando a mão nos meus cabelos.

- O professor Michael falou numa possível aula em grupo sábado de manhã, mas ainda não me deu certezas. - contei receosa, Louis odiava o professor. 

- E tu vais deixar de sair comigo porque aquele playboyzinho quer que vás à aula? - questionou indignado e saí do colo dele preparada para a discussão que viria.



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